I Need You
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Pov Beatrice Prior
Domingo de noite e eu estou jogada na cama tomando uma ice e assistindo American Horror Story pelo MacBook. Amanhã acordo cedo pra ir trabalhar e por incrível que pareça já estou com sono, nem são oito horas da noite.
– Ai amiga, estou sentindo uma dor no coração! — Christina entra no quarto dramatizando. Sento na cama e coloco o Mac de lado
– Espero que seja um infarto, imagina se é amor?
– Nossa Beatrice! Não sou uma sem coração como você. E estou apaixonada...
– Quem é o azarado? É o Fernando?
– Claro que não bobinha, é o Will! — Quando ela diz o nome dele me sinto culpada, sinto como se tivesse acabado de levar um tiro — Mas eu fiquei com muita raiva dele porque descobri que ele ficou com uma vadia naquele dia da festa — ela revira os olhos furiosa.
Christina continua falando sobre o Will enquanto eu me perco pelos meus pensamentos.
Mas que droga! Eu fiquei com o crush da minha melhor amiga ontem, e se ela descobrir que foi eu com quem ele ficou? Ela me mata.
Mas por outro lado eu não tenho culpa, nem sabia desses rolos dela.
– Mas e você e o motoboy?
– Am? — pergunto acordando dos meus pensamentos.
– Nossa Tris onde cê tá em? — ela revira os olhos — Eu perguntei sobre você e o motoboy.
– Ex motoboy – corrijo — Ele é engenheiro agora. Mas não, não quero.
– Mas você gosta dele!
– Não gosto! — digo enfurecida.
– Tris eu te conheço, se você não gostasse dele não almoçaria todo dia com ele, não ficaria com raiva da namorada dele, não tentaria ficar mais perto dele e continuaria fugindo como antes!
– Cala boca! Saí daqui você não sabe de nada — me irrito.
– Ah eu sei sim — ela sorri — Nem adianta me xingar, já sei qual é a sua. Só tá em estado de negação. E na boa amiga, já estava na hora de você se apaixonar.
– Eu não estou apaixonada! — grito e jogo um travesseiro nela que se levanta com as mão rendidas. Logo sai do quarto morrendo de rir.
Imbecil. Eu não estou apaixonada, e se eu tiver que me afastar dele pra provar isso, é exatamente o que vou fazer.
☆☆☆
– Ei, filha — ouço a voz do meu pai bem baixinha no meu ouvido. Ainda estou dormindo, será que é só um sonho?
– Que foi pai — digo sonolenta.
– Você vai se atrasar pro trabalho, até agora não levantou.
– Eu não vou. Me dá uma semana de folga? Quero visitar a vovó na casa de campo... — espreguiço e ele me olha assustado.
– Não, você não vai! — diz ainda assustado
– Vou sim — digo rabugenta.
– Tris faz cinco anos que você disse que não iria mais pra lá de jeito nenhum e eu vou precisar tanto de você essa semana - Eu precisei de você a vida toda, penso — Por favor, não vai filha — dou um abraço nele.
– Relaxa pai, é só uma semaninha, tá? Não vou me meter em confusão, ou pelo menos vou tentar né... — ele suspira. Coça a cabeça e anda de um lado para o outro.
– Tudo bem. Mas olha — ele aponta pra mim — Só uma semana viu? E não dá ideia para aquele Robert.
– Obrigada paizinho — ele sorri um pouco mais calmo e me da um beijo na testa. Ele sai do quarto e então eu vou tomar um banho para me arrumar e fazer minhas coisas.
Enchi duas malas grandes com tudo que vou precisar, peguei minhas bolsas e fui pra sala esperar o táxi que iria me levar no aeroporto, vou comprar minhas passagens lá mesmo.
– Onde você vai? — Christina pergunta
– Vou visitar sua tia avó, minha vó. Vou passar uns quinze dias fora.
– Mas e seu emprego?
– Já falei com meu pai.
– Ai vai ser tão ruim ficar aqui sem você. Acho que vou passar esse tempo na casa da minha irmã... E também vou tentar conversar com o Will, Lynn me aconselhou a conversar com ele.
– Christina eu... Eu tenho que te contar uma coisa — ouço o táxi buzinar e desisto de contar o que aconteceu comigo e com o Will — Eu não gosto do Tobias — mudo de ideia — Agora preciso ir, dê um beijo na Drea e outro na minha mãe — ela me olha desconfiada mas me abraça e então nos despedimos.
O táxi me levou até o aeroporto da Califórnia, onde comprei minhas passagens para ir pra Chicago ficar no rancho da minha avó e do meu avô.
Quando cheguei já era de noite, eu não avisei ninguém que ia então peguei outro táxi e fui para o rancho Prior.
– Olá!? — digo entrando no portão e carregando as minhas coisas. Aqui é muito grande e muito bonito, a casa é muito bem iluminada e é bem elegante. Vou andando até a porta.
– Quem está aí? — ouço a voz de uma mulher assustada que coloca apenas a cabeça para o lado de fora da porta.
– Olá!? Sou eu, Beatrice! — me aproximo ainda mais e ela me olha de cima a baixo. Seus olhos caminham desconfiados por mim, tenho a impressão de que já os vi em algum lugar.
– Quem é você? — pergunta um pouco assustada.
– Neta da dona, herdeira disso tudo — digo no tom mais esnobe que encontro.
– Beatrice! — Caleb sai na porta e vem correndo me abraçar. Solto minhas coisas no chão e agarro ele que começa a me girar no ar.
– Priminho que saudades!
– Porque não avisou que vinha? Teria ido te buscar. Vem, vamos entrar. A vovó vai adorar te ver.
Ele pega minhas malas e sai puxando casa à dentro, eu o sigo e então paramos na sala.
– Que gritaria é essa? — diz uma mulher já de idade porém muito conservada e elegante descendo as escadas.
– Vó, olha quem está aqui! — Caleb diz todo animado e então ela abre um enorme sorriso ao me ver.
Ela vem andando com as mãos na boca até parar na minha frente.
– Como você está linda- passa a mão no meu rosto — Minha netinha já é uma mulher maravilhosa! — nos abraçamos apertado.
Faz mais de cinco anos que não vejo eles e nem boa parte da minha família que mora aqui em Chicago.
– Beatrice? — olho por cima dos ombros da minha avó e vejo aquele desgraçado sorrindo.
– Olá, Robert.
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