I Need You
2 New Neighbors
Notas iniciais
Entrei ainda surpresa, nossos olhos não se desgrudavam então eu mesmo o fiz, me sentei ao lado da Beatriz, a reunião se baseou apenas em mostrar como era o instituto e mais algumas coisas. Por varias vezes eu me peguei encarando-o e ele retribuía, não tem como de escrever a sensação, eu me sentia como no sonho, completa. Logo que a reunião acabou minha mãe saiu apressada, eu a segui e não deu tempo de falar com ele, fui para casa, pensando em tudo que havia acontecido, e que poderia acontecer. 30 de Janeiro, faltavam 1 dia para o início das aulas, e eu sabia que somente nesse dia veria o Léo novamente, estava ansiosa, queria ter certeza se tudo que sonhei poderia se concretizar. Quando chegamos em casa eu fui direto pro meu quarto, lá era o local que eu passava a maior parte do tempo. Peguei o terceiro livro de Game Of Thrones, e continuei minha leitura, mas fui interrompida pelo toque no celular, atendi sem antes ver quem estava ligando.
“ –Oi filha
-Pai, você não me ligou.
-É eu estava ocupado ajudando a Marina a trazer as coisas dela aqui pra casa.- Agora estava explicando o porque de não me ligar.
-Á claro, e ela é mais importante que sua filha, obrigado pela consideração Gabriel.
-Bruna, você sabe que não é assim.
-Não quero discutir com você ok? Me liga quando lembrar de mim, ou apenas quando estiver com tempo.
-Bruna para com isso.
-A e lembra, quando cansar de comer o protótipo de piranha não espere que eu volte pra casa.
-Olha como você fala dela Bruna, E como você fala comigo.
-Olha o que você fez comigo.”
E assim desliguei o telefone, eu não aturava meu pai parando de ligar ou apenas de se importar comigo por uma mulher qualquer, mas não uma qualquer ela é a razão da separação dos meus pais, e que mal gosto meu pai teve, Beatriz é linda, Marina é gorda, nada contra gordos mas ela é gorda porque ela come demais, e ainda fica achando que meu pai tem muito dinheiro, ele paga tanta plástica pra ela que eu acho que ela já tinha que ter virado borracha.
Saí do quarto, e fui pra sala assistir alguma coisa, apenas pra esquecer minha conversa com Gabriel.
-Bruna, seu aniversário passou e eu nem te dei presente, o que você quer?- Beatriz perguntou entrando na sala.
-Beatriz, eu não quero nada.- Disse rindo
-Bruna, para de bobeira, eu sou sua mãe eu tenho que te dar alguma coisa, o que você sente mais falta de vitória?
-Meu violão.
-Não sabia que você tocava violão.- Disse ela sorrindo.
-Pois é pelo visto não sabe de muita coisa em relação a mim.
-Então, vamos na loja comprar seu violão, vai trocar de roupa.
-Trocar de roupa pra que? Essa ta ótima.
-Bruna, eu vou te ensinar a se vestir como uma menina.
-Eu me visto com uma menina. — Disse rindo
-Então me mostre, use mais vestidos saias... — A interrompi
-A Beatriz essa conversa de novo não, anda vamos à loja comprar o violão logo.
Descemos até a garagem, fomos a uma loja de música escolhi um violão bom, preto, e mais alguns acessórios para o próprio. Fomos para casa e quando estamos chegando percebi que tinha um caminhão de mudança.
-Beatriz alguém está mudando pro prédio?
-A esqueci de te dizer, uma amiga minha, sabe ela se mudou agora com o filho e queria algum apartamento, ela vai ser nossa vizinha de cobertura.
-Hum.
-Bruna, você podia fazer amizade com o filho dela, ele também é novo na cidade, e você também não tem amigos.
-Uhum.
Beatriz estacionou o carro na garagem e subimos para a cobertura, quando a porta do elevador se abriu o corredor estava cheio de móveis, e uma mulher estava parada na frente na porta.
-Beatriz!- Disse a mesma vinda em nossa direção.
-Patrícia, como está?- Disse minha mãe amigável.
-Estou bem, então essa é a Bruna?- Disse ela vindo em minha direção e me abraçando, retribui.
-Oi.- Disse mais simpática possível.
-Que bom, o Léo vai ter uma amiga nova, e linda.- O nome do filho dela é Léo? Ok agora eu quero conhecer ele.
-Obrigada.- Disse sorrindo.
-Onde está o Léo Patrícia, já faz muito tempo que eu não o vejo.- Disse Beatriz.
-Ele está andando por aí, queria conhecer um pouco a cidade, e bem daqui a pouco ele chega.
-A eu vou entrar, foi bom te conhecer Patrícia, tenho que arrumar algumas coisas, amanha começam as aulas.- Entrei em casa correndo e fui para o meu quarto.
Quais são as possibilidades de tudo isso acontecer? A alguns dias eu sonho com um menino que eu nunca vi na minha vida, no outro eu o vejo na minha futura escola, e agora ele pode ser provavelmente meu querido vizinho e ainda por cima de tudo a mãe dele e a Beatriz são amigas, eu realmente não estou acreditando em tudo que está acontecendo.
Decidi ligar para o Matheus, para passar o tempo.
“-Oi, ta ocupado?
-Não to não, e aí como você ta?
-Eu to bem, e você, como estão as coisas?
-Seria melhor se você estivesse aqui, sinto sua falta Bru.
-Eu também sinto sua falta Mat.- disse sussurrando
-Vem logo, por favor precisamos conversar, se você estivesse aqui seria tudo muito mais fácil.
-Mas eu não estou Matheus, e eu vou assim que der, minhas aulas começam amanha.
-Bruna me promete uma coisa?
-Prometer o que Matheus?
-Promete que bem, se você estiver gostando de algum menino aí você vai me contar Bruna?
-Vou Matheus, eu vou te contar, alem de tudo você é meu melhor amigo, lembra?
-Mas agora com você aí quem vai te proteger, muitos irão cair matando.
-A Matheus até parece que não me conhece.
-Espero que continue a mesma Bruna.
-Eu não mudo por ninguém.
-Continua fria.- Disse ele rindo.
-Continuo em modo proteção.
-Eu te amo.
-Eu te amo."
Desliguei o celular, peguei o violão que acabara de comprar e comecei a tocar algumas músicas, peguei minha pasta que viera com minhas bolsas, e comecei a tocar desde Guns N’ Roses a Cássia Eller, depois de tocar até meus punhos doerem eu me deitei, e dormi, amanha seria o primeiro dia de aula.
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