I Make Plans To Break Plans
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem b29;
A rua escura e deserta já não me assustava mais. Meus pés fizeram o caminho já tão conhecido de todos os dias. Sem que me desse conta já estava na frente daquele grande portão de ferro antigo. Empurrei-o fazendo ranger, sorri. Esquivei-me para dentro do cemitério, e fui direto olhar a lápide de sempre, quando meu olhar caiu sobre ela sorri, Perseo Wolfgang, aquele nome me encantava. Senti uma brisa passar por meu cabelo, o bagunçando levemente, a brisa gelada arrepiando-me.Olhei para foto que ali jazia. Aquele menino lindo, com rosto angelical e ao mesmo tempo misterioso. Ele me fascinava, desde a primeira vez que eu vi a lápide. Lembro-me como se fosse hoje, era o enterro dela, meu mundo girava e meus olhos estavam embaçados, comecei a correr desesperado e sem explicação vim parar na frente desta mesma lápide, e a partir daquele dia, eu me vejo sem explicação aqui, todas as noites.Escutei uma árvore balançar furiosamente ao longe, uma rajada de vento passou por mim e um vulto se materializou a minha frente, em cima da lápide.“Novamente aqui Douglas?” – falou a voz gélida vindo do vulto.Em pouco tempo pude ver suas feições. Um jovem branco de cabelo escuro, com feições cansadas, um rosto angelical e misterioso, estava sentado em cima de uma lápide, de sua lápide. Meu coração gelou ao reconhecer o rosto que estava há tanto tempo admirando.Dei um passo em falso para trás, temeroso. Ele gargalhou e rapidamente se guiou até a mim, parando em minha frente em questões de segundos, petrifiquei. “Te fiz uma pergunta” – falou ele baixo, muito próximo ao meu ouvido, arrepiei de imediato.“Sim, novamente” – falei arrogante saindo de perto dele.“Medo?” – falou ele sorrindo sarcástico.“De você? Por que teria?” – perguntei inseguro, sim eu tinha muito medo.“Porque eu estou morto?” – falou ele sorrindo.Meu coração gelou, sim, ele estava morto, não dava pra negar sua feição pálida e morta.“Você é ridículo” – falei dando as costas planejando sumir dali rapidamente, e nunca mais voltar.Meus planos foram estragados quando ele apareceu rapidamente em minha frente de novo, de braços cruzados e me encarando de cima a baixo. “Você é interessante...” – falou ele pensativo.“Sai da minha frente” – falei entre os dentes.“Ow, ow, calmo aí, não tão rápido” – falou ele vindo em minha direção.“O que você quer?” – falei com raiva e medo. Ele sentia meu medo, eu percebia isso.“Por que você me visita toda noite?” – falou ele cada vez mais próximo.“Não sei” — falei olhando pra baixo e me afastando um pouco dele.“É, definitivamente você é interessante” – falou ele perigosamente perto.“O que você quer comigo?” – perguntei amolecendo, eu estava com muito medo agora. Fui andando de costas, até que eu parei, batendo com as costas em uma parede atrás de mim. Sem saída, eu estava encurralado e não gostava nem um pouco disso.“E além do mais... é muito bonito” – falou ele ignorando a minha pergunta, agora a poucos centímetros de mim.A pontas de seus dedos foram de encontro a minha bochecha, estremeci ao mero toque. Ele sorriu de canto e colou seu corpo ao meu. Arrepiei-me por inteiro. Sem aviso ele levou sua língua ao meu pescoço me dando uma lambida, arregalei meus olhos em espanto, enquanto sentia sua língua macia e quente no meu pescoço.Ao sair do transe o empurrei para longe de mim assustado, e notei caninos grandes em seus dentes.“O que você está fazendo?” – perguntei desesperado, desmanchando o escudo de corajoso que eu havia criado.“Me divertindo” – falou ele sorrindo, sempre a mesma feição, que parecia a ele nada assustar.Dei a volta em seu corpo e comecei a correr, para nunca mais voltar, era coisa demais pra minha cabeça.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor