I Love You,Fred Weasley
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Notas iniciais
–Onde estava?-Era Fred, me olhando serio. Era sempre estranho ver ele serio.
–Estava atrás de Zoreta!-Estava zonza e achei melhor não demorar muito para responder ou fazer qualquer coisa. Pessíma ideia. Aquilo só me deixou mais tonta!
–E onde Zoreta estava?- Fez outra pergunta.
–Não faço ideia.
Ficamos nos encarando por um bom tempo até ele acenar positivamente e desviar o olhar.
–Está bem. Vamos!- Não estava nada bem pela sua voz mais o segui, juntamente com Jorge, Gina, Lino, Angelina e Katie, que se juntaram a nós no caminho.
Estava em silêncio, mas minha mente gritava . Tentei, aos poucos, repassar tudo que aconteceu desde que eu sai em direção a Zoe; Eu consegui me perder em um castelo que estudo a quatro anos, passar mau e entrar em pânico com uma fobia extremamente idiota que tenho desde criança, e consegui também, neste castelo imenso encontrar a pessoa que mantenho a maior distancia. Minha irmã mais velha, Jade.
Depois de todo este resumo , consigo finalmente me sentir um pouco melhor.
Chegamos ao sétimo andar, Tem vario alunos parados em frente a uma parede e Harry se destaca.
–Finalmente, estávamos esperando vocês-Reclama Rony.
Algo muito estranho aconteceu em seguida, Harry andou em frente a parede três vezes e uma porta se materializou aonde até segundos atrás era uma parede.
–Mas o que?-Perguntou desacreditando do que acabou de acontecer.
Fred olha para mim sorrindo e agarra minha mão me levando para dentro.
Já dentro da sala, que por sinal também é estranha, Harry começa a falar-E como sempre, eu não prestei atenção. Só tinha certeza que faríamos o feitiço de desarmamento. Expelliarmus .
Formamos duplas, conforme Harry pediu, eu fui com Ricky, já que Zoe nem se preocupou em aparecer e dar uma desculpa.
–Quando eu contar Três todos gritam Expelliarmus- Disse Harry- um... dois...três
A sala se encheu de Expelliarmus. Claro que Ricky me desarmou primeiro ,mais era de se esperar em uma coisa que ela já fez antes e uma que sou iniciante.
Tentamos novamente e ela me desarmou de novo...
Somente na quarta vez, eu consegui desarmar Ricky.
–Parabéns !-Disse Ricky sorrindo recuperando sua varinha- Vamos de novo.
–Obrigado- Disse antes de levantar minha varinha novamente.
Mas antes mesmo de abrir minha boca para para dizer o feitiço, a varinha de Ricky simplesmente voou.
–O que?-Perguntou olhando em volta e por acaso meu olhar cai sobre Fred e Jorge. Balanço a cabeça negativamente lutando bravamente contra a vontade de sorrir.
–Desculpa- Diz eles em core erguendo a mão em rendição. Ricky recupera sua varinha e voltamos a desarmar umas as outras.
...
–Vem cá- Sussurra Fred na ponta do meu ouvido me puxando para outro lado. Já estávamos voltando da AD e estávamos saindo em dois em dois.
–Não! Está louco? Temos que ir para o salão comunal!- Digo tentando meu soltar.
–Calma.
Fred me leva para o quinto andar e fala uma senha para não sei oque.
–Fred?!-Digo, assustada.
Só quando entro descubro que é um banheiro. Um banheiro enorme.
–O que é isto?- Pergunto, abobada, olhando cada canto daquele banheiro enorme e luxuoso. Tinha uma banheira grande também.
–Um banheiro- Diz ele.
–Eu sei que é um banheiro, mas por quê estamos aqui?- Pergunto finalmente olhando sua face.
Ele nada diz, apenas beija meus lábios . Meio desesperado.
Retribuo o beijo, mas só quando sua mão vai parar no primeiro botão de minha camiseta eu entendo oque ele quer.
–Ei!- Digo me afastando. Fred me olha como se perguntasse qual é meu problema- E aquilo que você disse na enfermaria?
–Oque eu disse na enfermaria?-Pergunta ele, arrogantemente e estressado.
O olho com tanta raiva que ele por um momento se acalma
–Sobre virgindade! Aquilo que você disse quando estava em cima de você!- Explodo
Ele para e pensa por um minuto. Tentando se lembrar
–Heliodora... Eu só disse aquilo para não te deixar com vergonha de ser virgem !- Diz ele como se fosse obvio.
–Então tanto faz? Se eu sou virgem ou não você não se importa?- Digo, agora falando alto .
–Não! Claro que não! Só..- Diz ele.
–Só que oque? A sua vontade de sexo é mais importante do que meu bem estar?- O corto.
–Claro que não!
–O que? No dia da enfermaria você não queria nada e decidiu ser romântico?
– VOCÊ SABE QUE EU QUERIA! SÓ QUE ESTAVAMOS NA ENFERMARIA!- Aumentando o tom de voz, ele chega mais perto de mim.
–Então por que disse aquilo? Por quê se fez de romântico?-Digo, continuando com meu tom de voz.
–Você pode deixar eu terminar de falar ?- Pergunta, se recompondo.
Fecho os olhos, respiro fundo, dou meia volta e saio daquele banheiro.
Mais um segundo que eu ficasse lá minha mão iria voar na cara de Fred, para evitar isso saio andando com raiva e sem medo.
O único momento em que minha fobia não ataca é quando estou com raiva. Ela se transforma maior que o medo.
Não vou chorar, não quero chorar e não sinto vontade de chorar. Só sinto vontade de me bater. É estranho, eu devia sentir vontade de bater em Fred, não em mim mesma.
Fecho minha mão em punho e aperto minha unha contra palma da mão, sinto a unha machucar minha pele, mas não paro, continuo andando e apertando a mão
Sem se importar com Umbridge , Filch ou qualquer coisa, vou para sala comunal, encontrando Nick quase sem cabeça no caminho e o atravessando.
Vou para meu dormitório em passos largos e pesados, havia alguns alunos, Mas não me importei.
Entro no meu dormitório e fecho a porta com força. Deito na primeira cama, Provavelmente de Gina e procuro colocar as coisas em ordem; afinal, eu estava com raiva, tristeza ou estava chateada? Não sabia. A única coisa que eu sabia era que a raiva era o que se destacava .
Decidi tomar um banho. Pego uma toalha limpa dentro da mala no pé da minha cama e vou para o banheiro.
Deus sabe por quanto tempo fico lá, só sai quando me senti melhor, e quando volto pro quarto Gina e Ricky já estão lá.
Não liguei se elas estavam lá ou não, me troquei lá mesmo. Quase quatro anos a amizade rendeu uma boa confiança.
Sem dizer mais nenhuma palavra, depois de colocar meu pijama vou dormir
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