I Love You Like I Didnt Yesterday
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Anyway, espero que gostem! :)
Lembrei de fechar as páginas das fanfics dessa vez. Deus existe.
Fiquei sentado esperando minha namorada aparecer, com o coração na mão. Não fiz questão de mudar a expressão; se era para me ferrar, que fosse de uma vez.
Ela entrou já falando.
— Sr. Iero, eu gostaria de saber porque você ainda não veio me... — ela falava em tom de brincadeira, não estava brava. Mas ao ver minha cara, sua fala foi morrendo. — Amor, o que aconteceu?
Acho que eu devia ter mudado a expressão. Ah, dane-se, já foi.
— Coisas — respondi em tom triste, fitando o chão. Não estava conseguindo olhar para ela.
Ela se aproximou e sentou no meu colo, envolvendo os braços no meu pescoço.
— Pode começar a falar, vou ouvir. Estou aqui pra isso.
Suspirei. Como falar que há dois minutos eu estava beijando outra pessoa? Como explicar como eu me sentia sujo, traído por mim mesmo, indigno? Droga, eu estava sorrindo há menos de um minuto, imaginando beijá-lo de novo. Eu devia me socar agora mesmo.
— Eu não consigo — falei, por fim.
Ela tirou um dos braços do meu pescoço e levantou meu queixo, forçando-me a olhar para ela. Estreitou os olhos, pensativa.
— Tem a ver comigo? — perguntou. Ela era esperta; já fez a pior pergunta.
— Err... Sim — senti que ela ficou dura na hora, e logo emendei: — Quer dizer, não. Quer dizer, mais ou menos.
Ela estreitou os olhos de novo, e eu mais uma vez desviei o olhar. Foi o que bastou. Ela se levantou num pulo e cruzou os braços na frente do peito.
— Frank, tem outra pessoa?
Eu sorri por dentro, mesmo que ainda me sentisse um lixo. Ela sempre foi direta, e isso foi o que me fez ser seu amigo em primeiro lugar, além de ter ajudado para eu me apaixonar. E eu ainda a amava, não é? Não é?
Fiquei quieto. Minha voz parecia ter ido passear em algum outro planeta bem, bem distante.
— Merda, Frank, responde! — ela falou mais alto. Seu rosto já estava começando a tomar a expressão de choro.
— Mais ou menos — murmurei, tão baixo que achei que ela não ouviria.
— Como mais ou menos? — ela perguntou, ainda mais alto. — Ou tem ou não tem!
— É... Então... Tem.
O silêncio que se seguiu durou alguns segundos horríveis. Ela começou a chorar e caiu sentada na cama.
— Como... você pôde... — ela começou. Eu não aguentava vê-la assim, mas não sabia o que fazer, então deixei que continuasse. Ela soluçou mais algumas palavras, mas parou.
Olhei para ela e a vi fitando o nada. As lágrimas pararam de sair e eu comecei a ficar assustado.
— Quem é? — perguntou, mas antes de me dar tempo de responder, coisa que eu não teria feito, continuou: — Ou, melhor, quando vocês fizeram?
— Fizemos...? — sussurrei, confuso. Então quase gritei: — Não fizemos! Jamia, nós não fizemos nada.
Ela olhou para mim, estreitando os olhos pensativamente, como era seu costume. Nunca antes esse simples gesto me apavorou tanto.
— Nada?
— Bem... Um beijo. Foi só isso.
Ela assentiu devagar. Algo fazia parecer que ela estava planejando o meu assassinato enquanto falávamos.
— Quando?
— Há pouco tempo — pensei rápido, quase falando “agora”.
— Por isso você estava me evitando?
— Sim.
Ela assentiu novamente e suspirou.
— Quem?
— Eu não posso fal-
— Eu conheço?
Droga.
— Sim.
Ela riu, rápida e amargamente.
— Eu sabia. Todo mundo me dizia que eu era estúpida de ficar com você. Você ia passar mais tempo com a banda do que comigo, mais tempo viajando do que em casa, mas não, eu fui teimosa. Briguei com todo mundo, porque eu amo Frank Iero e vou ficar com ele. Minha mãe me falando o tempo todo pra largar esse projeto de gente tatuado...
— Ei!
— ... que preferia os colegas de banda e as fãs e a equipe a mim, e até com ela eu briguei. Você lembra disso, Frank?
Abaixei a cabeça.
— Ah, eu sei que lembra. Nós contra o mundo, não era? E eu sempre apoiando você, sua música, sua arte.
Ela parou e colocou a mão sobre a testa, fechando os olhos.
— Esquece, acusações não importam agora. O que eu preciso saber é o seguinte: você a ama?
A ama. Ela. Não, querida, eu não amo nenhuma outra mulher. Mas não poderia usar esse pequeno detalhe para mentir. Hesitei, e, de novo, isso foi o bastante.
Mais duas lágrimas rolaram pelo seu rosto.
— Acho... — ela murmurou. — que foi bom enquanto durou.
Meu coração apertou tanto que eu achei que fosse explodir. Senti um desespero silencioso crescer.
— Não, Jamia, você não pode me abandonar! — gritei. Sim, eu ainda a amava. Muito. Não podia negar isso.
— O que mais eu posso fazer?
— Não sei, só não isso! Por favor, eu preciso de você. Não estou com mais ninguém.
— E ela?
— Não estamos juntos.
— Ela sabe disso?
— Com certeza — falei, sentindo uma pontada de raiva.
— E você quer isso? — porra, ela tinha que fazer as piores perguntas?
Fiquei quieto de novo e mais algumas lágrimas rolaram por seus olhos. Notei de repente que eu também estava chorando.
— Fran, você está apaixonado.
— Não, é algo novo, só isso, mas vai passar...
— Passou quando foi comigo?
Suspirei.
— Não.
— Então! A última coisa que eu quero é barrar a sua felicidade. Se você quer ficar com outra pessoa...
— Mas ele não me quer!
Eu disse, não disse? É, dava para ver na cara dela. Eu disse.
— Ele? — ela perguntou, os olhos arregalados.
Frank, você é um idiota.
— É, Jamia... Ele — admiti.
Olhar para ela estava difícil de novo. Ela devia estar criando mentalmente a lista de todos os homens que conhecia, e se havia visto o beijo do show, Gerard devia estar no topo.
Mas quando vi seu rosto, não acreditei. Ela não estava mais com raiva. A tristeza continuava lá, mas misturada com pena e... compreensão?
— Por que você não falou antes? — ela perguntou, franzindo a testa.
— E importa se é ele ou ela?
Ela sorriu um pouco, o que me surpreendeu.
— Não, na verdade não importa. Mas a situação muda um pouco. Só um pouco.
Eu fiquei mais surpreso ainda.
— Você já ficou com algum homem? Ou já se apaixonou por um?
— Não.
— Então isso é uma novidade pra você.
Assenti e ela suspirou profundamente.
— Eu sei o que você está sentindo.
Agora, sim, eu fiquei de boca aberta.
— É, acho que eu nunca te falei, Fran, mas eu sou bi.
Notas finais
O que acham? .-.
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