I Love You Like I Didnt Yesterday
31 Capítulo 31
Notas iniciais
Eu achei um bolo tão lindo no deviantart ontem *-* Esse aqui:
http://fc01.deviantart.net/fs71/i/2010/306/d/9/frerard___ieroween___cake_by_crazyandme-d321ope.jpg
Frerard Danger Days e em estilo 3 Cheers @__@ Dou ele pra Flossie, porque os cupcakes que eu devia ter dado saíram errados e porque agora ela vai poder comer tanto o Frank quanto o Gerard -q
Boa leitura xD
Donna se aproximou.
— Não é? — perguntou à Jamia e Lyn-z.
— Bem... ahn... é — Lindsey respondeu, avaliando nossas reações.
— Sério? — Gerard disse, surpreso. — Vocês não estão juntas há nem um mês e já estão falando de filhos?!
— Você acha muito apressado? — Lindsey perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Claro!
— Gee, nós nos casamos menos de um mês depois de começarmos a namorar.
— Ah... é.
Eu ri rapidamente.
— E por falar nisso, vocês ainda não se divorciaram, né? — Jamia perguntou.
Os dois deram de ombros e eu e Jamia reviramos os olhos.
— Voltando ao assunto — Donna falou, naquele tom autoritário de quem traz toda a atenção de volta. — Vocês estão pensando em ter filhos, é isso?
— Não, não agora — Jamia se apressou em dizer. — Mas é algo que queremos no futuro, e... bem, teríamos que pensar nisso uma hora ou outra.
— Não acha que tá muito cedo? — perguntei, sério.
— Qualquer hora pareceria cedo — disse Lindsey. — Mas estamos envelhecendo e, como mulheres, é importante decidir esse tipo de coisa logo. Já sabemos que nós duas queremos ser mães.
Mikey ainda estava sentado ali, pelo jeito muito chocado para ter o decoro de sair. Eu e Gerard estávamos meio abalados também, e permanecemos quietos por um tempo, até que Gerard fez a pergunta que rondava a minha mente.
— Tá, tudo bem, mas... Por que estão falando isso pra nós?
Jamia e Lindsey se entreolharam. Mikey ficou virando a cabeça, esperando para ver quem falaria primeiro, e Donna nos observou com uma expressão incrédula.
— Vocês são lentos mesmo, né? — Donna disse, balançando a cabeça. — Elas querem que vocês sejam os pais.
— QUÊ? — gritamos eu, Gerard e Mikey juntos.
Donna sorriu, divertindo-se, e Lyn-z e Jamia continuaram a trocar olhares preocupados.
— Ahn, obrigada por esclarecer pra eles, Donna — Lindsey falou, baixo.
— De nada. E desculpem eu estar me metendo assim, mas o Gerard é meu filho, o Frank é meu genro, e essa decisão é muito importante pra eu me abster.
— Entendemos... — Jamia começou, mas eu a cortei:
— Decisão? Vocês querem que a gente decida isso agora?!
— Não precisa ser agora — disse Jamia. — Mas queremos que vocês pensem.
Eu suspirei, sem acreditar no que ouvia. Elas estavam brincando, não é? Queriam... que nós... eu e Gerard... E eu achando que a ideia de morarmos cada um com uma delas era absurda.
— Isso acontece, sabe — Lindsey falou, depois de um tempo estudando as nossas caras perplexas. — Eu assisti uma série uma vez em que uma mulher, lésbica, teve um filho com um amigo gay através de inseminação artificial.*
Eu e Gerard só murmuramos um “hm”, mal a ouvindo de verdade.
Eu nunca tinha pensado, a fundo, sobre ter filhos. Claro, já passou pela minha cabeça muitas vezes, mas eram sempre pensamentos do tipo “um dia, é, vai ser legal”. E desde que eu e Gerard começamos a namorar, eu não tinha percebido que essa possibilidade não existia mais. Poderíamos adotar, e eu com certeza faria isso sem problemas, mas não seríamos pais biológicos, e, sendo sincero, eu queria ser pai. E olhando para Gerard, vendo seus olhos vagarem pela sala, eu percebi que ele pensava a mesma coisa, e possivelmente descobria a mesma coisa sobre si.
Quanto às duas a nossa frente, era óbvio que elas também queriam ser mães. Jamia nunca me deixou duvidar disso, apesar de sempre falar que só queria “mais tarde”. E não devia ser nada fácil para ela pensar que, por estar apaixonada por uma mulher, não poderia realizar seu sonho. Fazia a vida parecer ainda mais injusta.
E, se fosse para realmente fazer isso... Ser pai, ter meu sangue em um ser pequenino que coubesse em meus braços, que dependesse de mim, que me amasse como se eu fosse o dono do mundo... Quem seria a melhor pessoa para isso se não Jamia? Eu desmaiaria de felicidade se pudesse ter isso com Gerard, mas não é possível, então com quem mais?
Olhei para Gerard. Ele ainda estava perdido em pensamentos, mas eu chamei sua atenção e ele me observou, um pouco atordoado.
— Eu quero — falei.
Jamia soltou um suspiro audível, mas eu não lhe dei atenção. Concentrei-me em Gerard, em ver em seus olhos o que ele realmente queria, o que ele achava disso. Passamos muito tempo em silêncio.
— Eu acho que... eu também — ele disse então, finalmente.
Passaram-se mais alguns segundos de quietude, talvez para que todos absorvessem o choque.
— Eu... vou ser tio? — Mikey perguntou, quase num murmúrio.
Gerard sorriu para ele.
— Vai.
Lentamente, Mikey começou a abrir um sorriso. Era tão sincero, tão lindo, que fazia valer a pena todas as vezes que ele não sorrira quando devia.
— Eu vou ser tio! — exclamou. — Cara, que legal, achei que isso nunca ia acontecer, não com você e o Frank, né, mas cara, que legal!
Nós todos rimos de sua animação. Nunca pensei que isso era algo que ele queria tanto. Talvez ele mesmo nunca tenha percebido.
— E eu vou ser avó — Donna disse, com um sorriso ainda mais largo que o de Mikey.
— E minha mãe também — falei, sentindo-me contagiar com a felicidade deles. — Nossa, nunca tinha pensado nisso... Ela deve ter perdido todas as esperanças quando eu fiquei com o Gerard...
— Mas nunca falou nada, pra não te magoar — disse Gerard, apertando minha mão. — Nossas mães são fodas, fala aí.
Rimos mais um pouco. O clima estava tão alegre que era estranho. Aquilo era tão... surreal. Eu seria pai! Não hoje, nem amanhã, mas um dia!
— Então é isso mesmo? — Lindsey perguntou, animada, mas cautelosa. — Vocês aceitam?
— Aceitamos! — eu e Gerard falamos juntos.
Começamos a conversar alegremente sobre crianças. Donna contou uma porção de histórias sobre Gerard e Mikey pequenos, aproveitando para dar algumas dicas engraçadas no meio, do tipo “Então, se você ver que seu filho é distraído, não o deixe passar perto de latas de lixo onde ele pode bater a cabeça”. Ela falou que Donald gostaria muito da notícia, e que provavelmente seria muito mais receptivo a mim agora (o pai de Gerard não disse nada negativo sobre nossa relação, mas não ficou muito feliz). E Mikey frisou algumas vezes que mimaria o sobrinho ou sobrinha até não poder mais.
— Ok, gente, mas tem mais uma coisa — disse Jamia, em certo momento. — Isso tudo significa constituir uma família. E significa sossegar um pouco, ficar num lugar só e tudo o mais.
— É, ela tem razão — Lindsey falou. — Não podemos fazer isso e continuar morando com as nossas mães, vocês concordam, né?
Eu e Gerard assentimos. Minha felicidade minguou um pouco. Estávamos chegando a um assunto que eu queria evitar.
— Então vocês já sabem o que eu vou falar — Lyn-z continuou. — Eu e Jamia não temos condições de morar juntas e manter nossa relação, e vocês dois também não. Como pretendemos criar uma, duas ou sei lá quantas crianças com cada num canto?
Era um ponto válido. Abaixei a cabeça e encarei o chão.
Eu não podia fugir do inevitável: Gerard e Lindsey ficariam unidos para sempre. Com um filho os ligando, não havia outra coisa para acontecer. Só que eu e Jamia também teríamos a mesma ligação, e se Gerard podia aceitar isso, por que eu não? Porque era estranho? E daí se é incomum, se ninguém faz isso? Eu nunca me importei em ser o primeiro a fazer algo. Nunca me importei em quebrar um estereótipo, tabu ou o que fosse. Então qual era o real problema de fazer o que estava sendo sugerido há tempos, eu morar com Jamia e Gerard com Lindsey?
— Vocês estão certas — falei, olhando para cima novamente. — Acho que... nós precisamos ficar juntos.
— É, precisamos — disse Jamia. Percebi que ela já havia decidido isso há algum tempo. — Também porque, como decidiríamos quem ficaria com as crianças? Os quatro iriam querer e isso poderia causar brigas. Além do mais, teremos que esperar nossos filhos crescerem para explicarmos a situação pra eles, e até lá eles não deviam ter que se preocupar com nada além de aproveitar a infância.
Gerard só assentia. Mikey e Donna observavam quietos, reconhecendo que aquela era uma escolha complicada a se fazer. Ficamos esperando, sabendo que só faltava Gerard dizer o que achava. Então ele suspirou e me olhou.
— Você não vai ficar triste? — perguntou.
Eu não sabia bem como responder. É claro que eu ficaria triste, no começo, mas poderia me acostumar. Desde que...
— Você não vai esquecer de mim? — perguntei de volta, preocupado, e ele sorriu.
— Nunca. Nunca, jamais, impossível, baixinho.
Sorri bobamente e deitei a cabeça em seu pescoço.
— Promete que vai continuar me querendo? — falei, minha voz batendo contra sua pele.
— Promete que vai continuar sendo irresistível?
Ri.
— Vou fazer o meu melhor.
Senti um beijo casto ser depositado em meu rosto e levantei a cabeça.
É, eu poderia fazer aquilo. Depois de tudo pelo que eu passei para ter Gerard, eu podia ter certeza, independente de onde estaríamos ou com quem: ele me ama.
Notas finais
E eu estou triste porque esse foi o penúltimo capítulo T___T Mas talvez tenha um epílogo depois... O que acham?
*aleatório* Pra ficar menos triste, fui procurar um video do Frank se debatendo no palco e acabei nos videos do Projekt de novo, e tive um surto de fã com um deles. O Gerard tava falando das outras bandas do festival, e disse "E uma das minhas bandas favoritas de todos os tempos, Placebo!" Não acredito que eu ainda surto com essas coisas, mas... O GERARD É FÃ DO PLACEBO @____@
Ah, vou parar de falar aqui. Comentem, por favor ♥
Beijos.
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