Notas iniciais
Ahn, não sei se tá muito bom esse capítulo. Talvez seja só insegurança ou talvez esteja ruim mesmo '-'
E é curto. Mas anyway, engraçado pelo menos talvez esteja.

— Acorda... Acorda!

Três vozes muito conhecidas entravam no meu sonho.

— Acho que ele morreu — disse Ray de algum lugar bem distante.

— Qual o melhor jeito de acordar um morto? — isso foi o Mikey?

Ouvi algumas risadas e os ignorei. Meu sonho estava muito bom. Estranho, mas bom. Eu estava com Gerard no meio de uma savana em algum lugar na África. Nós víamos leões e gazelas, mas eles não pareciam nos ver. O calor estava sufocante. Começamos a nos despir, e a cada peça que tirávamos sentíamos uma lufada de vento gelado — apesar do calor interno estar aumentando.

O cenário mudava, mas eu não via, muito ocupado em observar Gerard. Começamos a ficar com frio, mas só quando estávamos de cueca é que notamos que estávamos agora em um deserto de gelo. Olhamos para os lados, mas nossas roupas desapareceram. Não nos restava escolha a não ser nos abraçarmos para não morrer de frio, e eu me aproximei, tremendo, buscando o calor do seu corpo...

— Prontos? — aquele era o Gerard falando, e eu não sabia se era no sonho ou fora, mas logo descobri. — 1, 2, 3!

TRAM.

— AHHHHHHHHHHH!

Eu nem ouvi meu grito, já que meu coração fazia muito barulho no meu ouvido.

— MAS QUE PORRA? — gritei enquanto meus olhos focalizavam os rostos dos três imbecis acima de mim. Três imbecis que não paravam de rir.

Gerard segurava minha guitarra, que estava com um cabo plugado no meu computador, e eu finalmente entendi que o barulho viera dela. Que ótimo, a caixa de som do bendito deve ter estourado junto com meu tímpano.

— Qual o problema de vocês? — perguntei, só agora notando que eu estava no chão.

— Você não levantava, Bela Adormecida — Gerard falou. — Achamos que a Pansy te acordaria melhor do que um beijo.

De onde ele tirara essa gigantescamente estúpida ideia?

— Valeu mesmo, agora vou pegar raiva da Pansy — resmunguei. Ela já estava precisando se aposentar mesmo.

— Temos um voo pra pegar — disse Mikey. — Levanta.

— Ou abaixa — Ray falou, olhando para baixo.

Os três riram e eu segui seus olhares para descobrir meu “pequeno” — até em pensamento eu coloco aspas — saltando sob a cueca. Por que eu tinha que ter lembrado de tirar a calça antes de dormir?

— Tava tendo um sonho erótico, Fran? — Gerard perguntou. Por que ele tinha que ter perguntado?

— Isso acontece toda manhã, se vocês não lembram.

— A gente sabe, sossega — Ray respondeu, estendendo a mão para me ajudar a levantar.

Ah, droga, não ia dar para disfarçar.

— Frank — Mikey disse, sorrindo. — Sério que você tá vermelho por causa disso?

Por que eu tinha que ter corado? Ai, essas perguntas estão bagunçando meu cérebro.

— Ah, então você estava sonhando, sim — Gerard falou, me cutucando de leve na barriga. — Conta, com quem?

Eu me virei e fui buscar minha calça enquanto resmungava.

— Com a sua mãe, Gee.

— EEI! — Mikey reclamou. Às vezes eu odeio o fato de eles serem irmãos.

— Tá, não quer falar não fala — Gerard disse.

Eu precisava ficar de costas para eles por tempo o bastante para que minha cor voltasse ao normal, mas me lembrei de algo.

— Epa, como assim temos um voo pra pegar? Não era pra voltarmos pra casa só amanhã?

Olhei para o relógio rapidamente. 14:00. Por um momento achei que tinha dormido o dia todo.

— Era, mas seu namorado aqui — Ray falou, apontando para Gerard. — decidiu marcar um encontro com um cara hoje lá em Jersey, então temos que ir hoje.

Ignore a parte do “namorado”, Frank.

— Quem é tão importante que eu tenha que acordar num dia de folga, Gee? — perguntei, estreitando os olhos.

Ele olhou para cima e balançou a perna.

— Ah, nada demais... Só o organizador do Download Festival.

Filho da mãe. Nós tocamos nesse festival em 2005 e eu estava há dois anos falando que queria voltar.

— Ah, cara — reclamei, sem poder brigar com ele. — Quando é o voo?

Ele riu.

— Em duas horas. Vai se arrumar que eu sei que você demora.

Eu assenti, e de repente me lembrei de mais uma coisa.

— Espera aí... Cadê o Bob? — como assim ele não tinha vindo me acordar? Ele era quem mais adorava ser irritante.

Os três sorriram.

— Ainda dormindo.

Eu sorri também.

— A bateria dele tá no quarto?

Os três assentiram. Minha irritação desapareceu da minha mente, e milagrosamente, o sonho que eu tive também. Coloquei minha calça e fui com os três para o quarto do Bob, silenciosamente, imaginando a cara dele com o susto que daríamos.

Eu estava precisando ser Frank Iero de novo. E isso inclui ser um idiota.

Notas finais
:)