I Love You Like I Didnt Yesterday
23 Capítulo 23
Notas iniciais
Amo vocês *-*
Espero que gostem! É bom uma pausa daquele sofrimento constante, né? Apesar do lemon não durar o capítulo todo.
É isso, enjoy :D
Agarrei-o imediatamente e o beijei tão rápido que até eu fiquei surpreso, mas ele correspondeu na mesma hora. Era um beijo carinhoso e desesperado ao mesmo tempo, doce e um pouco selvagem... Era um beijo de saudade.
Ele se afastou para respirar, meio ofegante, e se esticou para alcançar a porta, um pouco atrás de mim. Assim que ouvi o barulho da tranca, segurei sua cintura e fui o guiando até a cama, beijando cada parte do seu corpo que estava ao meu alcance enquanto isso. Qualquer senso de responsabilidade voou para bem longe, e eu não pensava em muita coisa; só meu corpo que me deixou claro que fazia um mês que eu não transava.
Não estávamos tão rápidos quanto da última vez. Ansiosos, sim, claro; eu ansiei em tê-lo de novo todos os dias no último mês, mesmo que não admitisse, e agora eu podia me permitir o orgulho de aceitar que ele também me queria. Mas agora estava mais... romântico. Eu tirei suas roupas com uma destreza calma, sorrisos marotos brincando em nossos lábios toda vez que não nos beijávamos. Eu mesmo me despi, sentindo o olhar fervente de Gerard sobre meu corpo. Ficamos os dois só de cueca.
Eu me coloquei por cima dele, pressionando nossos quadris em um movimento vertical lento e o beijando a cada tantos segundos. Suspirávamos o tempo todo, e eu o admirava mordendo o lábio inferior, de olhos fechados. Deus, como ele ficava lindo assim.
Devagar, ele abriu os olhos e me olhou malicioso.
— Quero fazer uma coisa — falou baixinho.
Sem me dar tempo para responder, ele se levantou e me empurrou para baixo, rapidamente invertendo nossas posições. Começou a dar selinhos em meu pescoço, peito, descendo cada vez mais...
— Sério? — perguntei, em tom de riso.
— Seriíssimo — ele murmurou, seu hálito batendo contra minha barriga.
Ele finalmente chegou no ponto crítico; e estava realmente crítico. Afundei minha cabeça no colchão — o travesseiro desapareceu quando trocamos de lugar — e não consegui segurar um gemido baixo quando senti a pressão de sua boca sobre a cueca. Nunca odiei tanto um pedaço de pano simplesmente por existir.
Ele deve ter lido meus pensamentos. Senti suas mãos subindo para terminar de me despir e levantei um pouco o quadril para ajudá-lo. Assim que acabou, ele voltou ao serviço. Ficou me provocando por algum tempo, brincando com a língua e uma das mãos, até que, inesperadamente, fechou a boca em meu membro, fazendo-me soltar um gemido particularmente alto.
— Ah, merda — murmurei, lembrando-me de que não estávamos sozinhos na casa. Rezei para que Donna estivesse bem, bem longe.
Gerard se afastou um pouco e sorriu para mim.
— Esse quarto tem isolamento, Fran, não lembra?
Eu sorri largamente. Tinha me esquecido, eles colocaram revestimento acústico nos quartos dele e de Mikey há alguns anos, já que Donna concordava que eles poderiam precisar de privacidade quando estivessem por lá.
Parei de me segurar. Gerard voltou a atenção para onde devia estar e eu não me importei com a altura da minha voz, segurando seus cabelos e por vezes forçando sua cabeça para baixo.
— Porra, Gee... Você já fez isso antes?
Ele soltou um som de negação.
— Então... — arfei. — Você está... aprovado.
Ele riu de leve, sem se afastar. Seus movimentos ficaram mais rápidos, apesar de ele ter de parar de vez em quando, para recuperar o fôlego. Nesses momentos, ele continuava o trabalho com a mão.
Quando meus gemidos atingiram o tom que denunciava que eu estava prestes a gozar, Gerard parou e levantou, sorrindo de novo.
— Quero fazer mais uma coisa.
Ele me beijou rapidamente e tornou a nos trocar de posições, ficando outra vez por baixo. Começou a tirar a última peça que ainda o cobria e eu o ajudei. Então ele abriu as pernas e me forçou a me encaixar entre elas, e eu logo as senti se fechar ao redor da minha cintura. Eu vi que ele parecia um pouco assustado, mas confiante, e entendi logo o que ele queria.
— Tem... — vacilei por um momento, mas continuei. — Tem certeza?
Ele me olhou fundo nos olhos por alguns segundos.
— Sempre tive.
Eu sorri, feliz da vida, e me ajeitei. Lentamente, da mesma forma que ele havia feito comigo, o penetrei, vendo-o contorcer o rosto com a dor.
— Quer que eu conti-
— Claro que quero, Frank — ele me cortou, os olhos apertados.
Fui um pouco mais fundo, voltei, e tentei de novo, sempre devagar. Ficamos vários minutos assim, até ele começar a relaxar. Seu corpo, seu rosto, seus suspiros, tudo denunciava que ele estava gostando. Conforme a dor foi sendo completamente vencida, eu fui aumentando a velocidade, absorvendo com vontade as feições de prazer que começavam a dominá-lo. Sorri, travesso.
— Ainda quer que eu continue?
Ele abriu os olhos e me olhou incrédulo.
— Você é idiota? É claro que... ah!
Fui mais fundo, sem deixá-lo terminar, e adorando fazer isso com ele.
Deixei minhas mãos passearem pelo seu peito e pescoço por algum tempo antes de me concentrar em seu membro, rígido, praticamente gritando por mim.
Em mais alguns poucos minutos, eu arfava com o gozo saindo de mim. Gerard se contorceu, e eu permaneci masturbando-o por pouco tempo até que ele também chegasse ao seu ápice.
Caí sobre ele e escorreguei para seu lado, deixando-nos apertados na cama. Fiquei lá, ofegante, com o braço sobre ele, até ouvir sua voz baixa e rouca:
— Eu te amo.
Não respondi. Mas acho que ele podia sentir que eu estava sorrindo.
———
Eu estava exausto, mas não queria dormir. Enquanto descansava ao lado de Gerard, meus dedos desenhando círculos sobre seu peito, comecei a ter o temor de que se eu dormisse, acordaria com tudo desmoronando como da última vez.
— Gee...? — sussurrei, só para saber se ele estava acordado.
— Hmm?
— Nada.
Aconcheguei-me mais nele e fechei os olhos, deixando meus medos desvanecerem. Permanecemos assim por muito tempo, só nos acariciando. Estava ótimo, e eu queria que o mundo exterior não existisse, só eu e ele. Mas infelizmente minha vontade não é suprema.
— Eu... — bocejei antes de conseguir continuar. — Eu tenho que voltar pra casa, minha mãe deve estar preocupada. Eu saí meio afobado de lá.
— Ah, é... Mães. Responsabilidades, bla-bla-bla — ele suspirou pesadamente e se levantou, e eu o acompanhei.
— Por falar em responsabilidade, eu não usei camisinha, né?
Ele fez cara de quem percebe que deixou as chaves dentro do carro. De onde eu tirei essa comparação?
— É, isso é idiotice. Você sabe, né? — perguntou, arqueando uma sobrancelha.
Assenti e dei de ombros. Não tinha muito que fazer agora.
Começamos a nos vestir quietos, mas não estava ruim. Eu tinha perguntas e expectativas, mas o silêncio parecia adequado por enquanto.
Quando terminamos, Gerard pegou o travesseiro que caíra no chão e arrumou a cama para nos sentarmos de novo sobre ela, provavelmente querendo mostrar que se eu quisesse, poderíamos conversar, mas eu não falei nada. Olhei para o relógio próximo a porta e percebi que já devia estar claro lá fora.
— Vamos tomar café? — Gerard perguntou então, sorrindo, e seu estômago roncou alto para enfatizar sua sugestão.
Eu ri e assenti.
— Espera — eu disse enquanto ele se levantava. Sentou-se novamente. — Eu preciso... Preciso saber o que vai acontecer. Com a gente. Quer dizer, você não vai...?
— Não — ele respondeu, categórico. — Não vou repetir o mesmo erro.
Senti o alívio se espalhar em mim como se fosse uma água purificadora em minhas veias.
— Mas então... — continuei. — Temos um problema.
Procurei com os olhos a folha onde ele escrevera aquela letra ambígua, meio para mim e meio para Lyn-z. Estava afastada, no chão. Gerard percebeu meu olhar.
— É, eu sei, temos que dar um jeito nisso. E a Jamia?
— Ah, é uma longa história.
Fomos tomar café e descobrimos que Donna aparentemente decidira ir dormir. Ficamos com a cozinha só para nós e brincamos enquanto preparávamos nossa comida. Eu me senti feliz como não me sentia há meses, de uma forma infantil e despreocupada. Talvez fosse porque os últimos acontecimentos ainda estavam muito frescos na minha cabeça, mas eu não fiquei me preocupando com outras coisas. Esqueci de Lyn-z, da armação de Ray, Bob e Mikey, da mágoa que eu estava sentindo até então... Nada importava. Nem mesmo o fato de eu ter acabado de transar com Gerard importava, na verdade. A única coisa ainda ressoante em minha mente era a voz de Gerard dizendo “eu te amo”. Fora isso, eu só aproveitei o fato de que, acima de tudo, eu tinha o meu melhor amigo de volta.
Comemos conversando descontraidamente, planejando vagamente alguma vingança contra os três mentirosos, mas não levamos muito a sério. Valera a pena.
Quando estávamos acabando, ouvimos o barulho da porta de entrada. Esperamos até escutarmos a voz de Mikey na sala.
— Oi? É seguro entrar?
— Na cozinha — gritei.
A cabeça de Mikey apareceu na entrada da cozinha, espiando, antes de ele entrar inteiramente.
— Ah, ok, vocês estão vestidos.
Eu ri.
— Quem disse que não estaríamos? — Gerard perguntou.
— Por favor, Gee. Das duas, uma: ou eu encontrava vocês mortos ou pelados. “Vamos para casa conversar”. Não sei como a Lindsey caiu nessa...
A família Way parece ter uma falta de tato impressionante. Mikey parou abruptamente e olhou de mim para seu irmão, mas nenhum de nós ficou realmente magoado, apesar de Gerard ter enrugado a testa em preocupação.
— Desculpe — Mikey disse. — Mas vocês vão ter que enfrentá-la de qualquer jeito. Ray vai trazê-la daqui a pouco.
Gerard gemeu, derrotado, enfiando a cabeça entre os braços que apoiava na mesa.
— Eu estou morto — ouvi sua voz abafada.
Aproximei-me de seu ouvido.
— Se você morrer, eu vou com você. Depois de te vingar, claro.
Ele não levantou a cabeça, mas, exatamente como mais cedo eu soube que ele sentiu meu sorriso, o mesmo acontecia agora.
Certo, iríamos enfrentar um furacão. Mas eu estava tão estupidamente feliz que isso me parecia uma simples brisa. Não poderia ser tão ruim...
— Mikey — falei de repente. — Você por acaso sabe como a Lindsey fica quando está brava?
Gerard gemeu de novo.
Notas finais
Bem, enfim. Beijos, lindas! ;*
*-*
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