Notas iniciais
Então... Lembram que a fic é +18, né? Pois é, chegou o motivo para isso. É o primeiro lemon que posto aqui. E. Estou nervoso ok '-'
Juntei algumas cenas que eles fizeram no palco em dias diferentes e botei tudo junto (apesar de que todas realmente aconteceram no Projekt...). Os links para cada uma vão estar nas notas finais, pra quem quiser :)
Desculpa quem não gosta de lemon, mas eu já estava imaginando esse capítulo desde o começo .-.
Tá, chega de enrolar. Boa leitura e até lá embaixo -q

Eu já estava suando bem antes de ficar sob as luzes daquele palco.

Quando a primeira música começou, eu já havia decidido que não iria me importar se havia entendido Gerard direito. Não tinha certeza se ele realmente queria que eu fizesse o que eu quisesse, mas foi o que pareceu, então que outro motivo eu preciso?

Comecei devagar. Aproximei-me dele enquanto tocávamos “House of Wolves” e enterrei meu rosto em seu ombro, descendo gradualmente e com força, mesmo que ele estivesse curvado. Ele se levantou, e foi o último pingo de coragem que eu precisava. Pressionei meu rosto contra sua perna por mais alguns segundos e me afastei.

Esperei “I’m Not Okay” para a próxima investida. Percebi alguns olhares de censura de Ray nesse tempo, mas o ignorei. Aquilo não estava sendo só uma descarga sexual. Estava sendo uma descarga de adrenalina e, principalmente, de raiva. Eu fiquei tão mal com a história da Lyn-z que não tive condições de ficar apropriadamente furioso com Gerard. Então agora era a hora. Voltei ao meu recém-adquirido lema — foda-se — e decidi que aquilo tudo era para mim. Se Gerard gostasse, bom para ele. Mas era a minha hora. Eu estava precisando extravasar um pouco.

Então me aproximei novamente para cantar no mesmo microfone que ele, com uma espécie de pluma brilhante que alguém tinha atirado no palco envolta no meu pescoço. O pressionei com a minha cabeça de novo, nas suas costas, enxugando meu suor em sua roupa. Afastei-me minimamente e olhei para ele, analisando sua expressão. Ele não parou de cantar, é claro, mas lançou um olhar rápido para mim quando eu vim ao seu encontro outra vez. Eu não estava ligando para o que eu fazia, desde que pudesse me excitar. Esfreguei-me no seu ombro antes de lamber seu rosto, razoavelmente devagar. Vi sua mão tentando alcançar meus cabelos, mas era eu quem estava decidindo as coisas ali. Meu orgulho que estava inflado e acumulado. Empurrei sua cabeça e fui para trás.

A próxima música foi melhor do que eu jamais imaginara no palco. “Give ‘Em Hell, Kid”. Eu havia me livrado da pluma e estava na frente de Gerard, e quando ele se ajoelhou, eu vi como aquilo ficaria perfeito. Deixei minhas pernas envolverem seu ombro e realmente estremeci quando senti sua mão subir por trás e se agarrar à mim. Eu estava quase jogando a guitarra para a platéia, mas o fato de estar tocando deixava aquilo mais sexy, de alguma forma. Talvez porque guitarras são sexy... Mas eu não fiquei pensando nisso ali, obviamente. Senti a mão de Gerard descer novamente e ele trocar o microfone de lugar, deixando seu rosto mais próximo. Caralho, aquilo estava incrível. Não tinha como Gerard não estar sentindo como eu estava excitado. Finalmente, deixei a guitarra de lado e segurei a cabeça do homem a minha frente, sem um mínimo de cuidado, sem me importar se ele não conseguiria cantar, sem me importar com porra nenhuma. Usei-o como um estímulo para mim mesmo, basicamente estuprando seu rosto, e depois puxando seu cabelo com força para isso. Por um instante, realmente me esqueci de onde estávamos, mas depois que lembrei ficou melhor ainda. Meu orgulho estourou no meu peito quando notei que milhares de pessoas estavam vendo. Afastei-me deixando de propósito que ele caísse para o lado, me sentindo cada vez melhor e mais poderoso.

Só faltava mais uma coisa para acontecer naquele show, e foi durante “Prison” que Gerard se lembrou dela. Ele veio até mim e inclinou o corpo para frente, em uma tentativa bem clara de me beijar. Eu virei o rosto por pura e simples teimosia. Eu estava gostando de ser o dominante ali, e não me arrependi. Gerard gritou — o que sinceramente foi bem engraçado, apesar de eu só ter notado mais tarde — e deu uma volta. Eu vi vagamente quando ele se aproximou de novo, já que olhava para a guitarra, mas percebi seu olhar e, em seu jeito de andar, entendi uma coisa: ele também queria ser o dominante. Veio muito rápido para que eu pudesse reagir, e sua ferocidade teria me calado de qualquer jeito. Ele agarrou meus cabelos com violência e me forçou a levantar o rosto. Seus lábios se grudaram aos meus instantaneamente e nenhum de nós demorou um segundo para abrir a boca e nos beijar da forma mais selvagem que já havíamos feito até então. Mal senti quando meus braços o cercaram; foi algo bem automático. E dessa vez o mundo parou de uma forma muito agradável, em que eu não ouvi, pensei ou senti mais nada além daquele beijo, em parte por causa do choque. Mas Gerard o cortou, empurrando-me com força para trás.

Aquilo foi vingança, eu sabia, mas não me importei.

Quando acabamos, estávamos exaustos e pingando a suor, mas eu ainda sentia a energia do show inteiro no meu corpo. Fomos para o camarim rapidamente, eu e Gerard um pouco afastados, já que Ray me puxava para um lado e Mikey o puxava para outro. Provavelmente os dois estavam querendo nos esmurrar e dizer que não devíamos ter feito aquilo tudo, mas eu não ouvi uma palavra do que Ray dizia. Fitei Gerard intensamente e recebi seu olhar de volta, provando que ele também ignorava seu irmão. Quando Ray e Mikey perceberam isso, quase ao mesmo tempo, xingaram alto e desistiram. Eles saíram e levaram Bob junto, falando algo que pareceu “deixa os idiotas sozinhos, então”. Mas o camarim ainda estava cheio de gente.

Gerard sorriu maliciosamente e eu também. Ele caminhou para a saída devagar, olhando-me de uma forma em que deixava óbvio que eu deveria segui-lo. Andamos até onde nosso ônibus nos esperava, percebendo assim que entramos que os outros não tinham ido para lá.

Gerard parou na frente da porta do seu quarto e me encarou. Eu me impulsionei para frente, tentando beijá-lo, mas ele abriu a porta e entrou no cômodo, sorrindo e me deixando meio desequilibrado. Outra vingança. Às vezes acho que nós, no fundo, nos odiamos.

Mas eu também não me importei. Entrei no quarto depois dele e fechei a porta. Gerard só precisou ouvir o barulho da tranca para praticamente pular sobre mim.

Ele me beijou da mesma forma que fizera no palco, mas sem nos interromper dessa vez, puxando meu cabelo enquanto minhas mãos se agarravam às suas costas. Meu coração batia tão forte que Gerard provavelmente o ouviria até do outro lado do ônibus.

Ele também deixou suas mãos vagarem, descendo pela minha cintura até chegar ao meu quadril, ainda me pressionando contra a porta. Ficamos assim até o ar fazer falta e sermos obrigados a separar nossos lábios; mas não perdemos tempo depois. Ele me jogou na cama, que estava bem ao lado, e se pôs sobre mim, sentando sobre meu colo. Segurou minha camiseta e a arrancou em dois segundos. Então se abaixou e me beijou de novo, suas mãos em minha pele, apertando minha cintura de um jeito quase desesperado e me arranhando um pouco, enquanto eu também o abraçava.

Alguns pensamentos passaram pela minha mente, dizendo-me que eu não deveria estar fazendo aquilo. Existiam inúmeras razões para não fazer, eu sei que existiam, era por causa delas que eu não tentara até agora... Mas eu não lembrei de nenhuma. Na verdade, seja lá qual for o motivo pelo qual eu estava esperando, me pareceu bem idiota agora. Como qualquer coisa poderia ser mais importante do que tê-lo comigo daquele jeito?

Gerard começou a descer, transferindo o beijo para meu pescoço, então para meu peito e barriga... Eu ofeguei, prevendo o que aconteceria. Ele abriu o zíper da minha calça e a abaixou junto com a cueca, lentamente, até tirá-la completamente, deixando-me só com as luvas.

Ele parou em pé, já que tivera que se levantar para terminar de me despir, e me devorou com os olhos. Eu estava prestes a gritar para que ele viesse logo quando ele pulou sobre mim de novo, dessa vez sentado sobre meus joelhos. Curvou-se, mas um lampejo forte de medo passou por seus olhos, e ele se ergueu, decidindo não fazer o que eu imaginara.

— Eu nunca... fiz isso antes, Fran...

Eu sorri.

— Não precisa, Gee.

Ele sorriu também e, inesperadamente, fechou a mão no meu membro, fazendo-me soltar um gemido demorado. Ele começou a movimentar a mão para cima e para baixo, fechando os olhos e acompanhando meus gemidos, só que em um tom mais suave.

Eu me levantei pelos cotovelos e fiquei meio sentado, sem que ele parasse o que estava fazendo. Comecei a tirar seu colete e sua camiseta, com uma mão só para conseguir me apoiar na cama. Foi um pouco complicado, mas logo ele só estava de calça... E eu tinha que dar um jeito nisso.

Afastei sua mão e me ajeitei na cama para poder terminar de despi-lo, ao que ele me ajudou. Senti o milésimo arrepio da noite quando estávamos ambos nus, e não demorei a beijá-lo de novo, deixando que minha mão corresse para retribuir o prazer que ele me deu.

Não sei por quanto tempo ficamos assim, os dois ajoelhados sobre a cama entre beijos e toques, até ele me empurrar para deitar de novo, segurando minhas pernas abertas enquanto isso. Eu vi em seu olhar uma determinação confiante que arrancou quase todo o meu medo, mas ele ainda não fez nada.

— Tem certeza? — perguntou, olhando-me firmemente.

— Tenho — ofeguei.

É, eu tinha certeza. Eu queria aquilo. Meu orgulho de “macho alfa” que estava tão presente no palco desvaneceu completamente, porque era realmente estúpido. A quem eu queria enganar? Eu queria mesmo aquilo, queria que Gerard me tivesse... queria ser dele.

Ele sorriu um pouco e olhou ao redor, meio desorientado, até achar a cômoda ao lado da cama e abrir uma gaveta. Tirou de lá uma camisinha — que logo descobri ser lubrificada — e a colocou rápido em seu próprio membro, antes de se posicionar uma última vez.

Fechei os olhos assim que o senti, leve e devagar, pressionando-se contra mim. A penetração foi lenta e suave, dando-me tempo para superar a dor a cada vez que ele entrava um pouco mais.

Muitos minutos se passaram até que ele pudesse aumentar a velocidade sem que eu soltasse um gemido de dor, mas isso finalmente aconteceu. Ainda era ligeiramente incômodo e razoavelmente ardido, mas o prazer superava todo o resto. Na verdade, o prazer superava até mesmo qualquer raciocínio lógico que meu cérebro pudesse tentar formar naquele momento. Aquilo era melhor do que eu imaginara.

Eu já não fazia ideia do quão alto meus gemidos — ou gritos? — deviam estar. Não fechei os olhos para poder ver Gerard, ver seu cabelo grudado na testa, sua boca meio aberta e sua cabeça ligeiramente levantada, aproveitando aquilo tanto quanto eu.

— Ahh... Porra, Gee!

Ele voltou a me estimular com uma das mãos e, com isso, não demorei mais cinco minutos para atingir meu ápice, arqueando minhas costas violentamente ao sentir que Gerard também chegara ao dele.

Ele se deixou cair sobre mim, ambos ofegantes. Coloquei um braço ao seu redor e o acariciei, devagar. Depois de muito tempo assim é que ele pareceu se lembrar de que estava me esmagando, mas eu não queria que ele saísse. Por que ele achava que eu precisava respirar? Ar, quem precisa de ar...

Ele tombou para o meu lado e ficou espremido entre eu e a parede. Eu me ajeitei para poder ficar com a cabeça sobre seu ombro. Suspirei pesadamente e fechei os olhos quando sua mão apareceu para me fazer carinho, embrenhando-se no meu cabelo totalmente bagunçado.

O último mês parecia não ter existido naquele momento. Na verdade, nenhuma tristeza parecia jamais ter se instalado em meu coração; como poderia? Eu estava feliz demais para poder caber qualquer outra coisa em mim. E quando você está feliz, verdadeiramente feliz, o mundo inteiro perde o foco. Aquelas vozes que costumam gritar no seu ouvido que há guerras, e ódio, e que você é feio, e que você não tem dinheiro o bastante, e que aquela pessoa não te ama de volta... todas elas se calam. Você sente paz no seu coração, e é ela o que torna a felicidade possível, mesmo que seja somente por alguns preciosos momentos. É isso o que é paz, afinal: silêncio.

Mas somos seres humanos. E seres humanos são barulhentos. Não conseguem manter o silêncio por muito tempo. Não conseguem ficar de boca fechada.

Eu estava quase dormindo, e não sei em que ponto exatamente as palavras saíram na minha voz rouca:

— Eu te amo.

Escorreguei para o sono, mas não rápido o bastante para deixar de notar que Gerard não me respondeu... e que sua mão congelou repentinamente.

Notas finais
Os vídeos para as cenas descritas, respectivamente:
http://www.youtube.com/watch?v=6fH_rJn8cFs
http://www.youtube.com/watch?v=3Rrp1NaihRU
http://www.youtube.com/watch?v=jf1Z-ib2uOY
http://www.youtube.com/watch?v=mzs4HMJCsFM (1:35 - esse é o único que a roupa do Frank não tá igual, mas eu TINHA que colocar esse beijo tão... mágico -q)
Por Merlin, falem o que acharam, tá? '-'