I Love You Like I Didnt Yesterday
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Esse capítulo seria só um daqueles de "transição", mas como um capítulo só com o show seria muito curto, tá tudo junto '-'
E o fim é meio songfic xD
Espero que gostem! ;)
E o fim é meio songfic xD
Espero que gostem! ;)
Acho que eu sou bipolar.
Por mais que a “sugestão” do Gerard tenha me animado, minha ideia inicial era continuar puto com ele por ter me beijado sem nenhuma intenção de continuar. Mas depois da resolução que eu tive com Jamia... Não podia mais perder tempo. Eu sabia que ainda demoraria para tê-lo da forma como eu queria; mas, até lá, eu não perderia as pequenas oportunidades que aparecessem para me aproveitar dele.Então vamos a um resumo dos dias seguintes:Fui me encontrar com os caras dois dias depois — menos o Bob, que estava em Chicago visitando a família — na casa dos Way, e eu só faltava saltitar.— Oi pessoal — falei, com meu lindo sorriso que eu sabia que eles adoravam.— FRANK, você voltou! — Ray gritou assim que eu entrei, correndo para me abraçar... Ou fazer algo parecido com um abraço que quase quebrou meu pescoço. Ele me soltou depois que eu arfei algumas vezes e cruzou os braços, me olhando sério. — Nunca mais faça isso de novo, tá me ouvindo? A gente não aguenta ver você triste, baixinho.— Não? — perguntei, infantil, alargando o sorriso.— Claro que não — Gerard respondeu, com um sorriso leve, afastado.Mikey me abraçou exageradamente também, mas eu me concentrava em seu irmão.— Não ganho um abraço seu também, não? — perguntei, num golpe de sorte, já que não faria sentido para Ray e Mikey pedir isso se eles soubessem que Gerard me visitara na noite anterior. Pelo jeito, não sabiam.Meus olhos provavelmente passavam o que estava em minha mente, pois Gerard veio até mim devagar, com o sorriso um pouco diferente, acho que temeroso. Eu o apertei forte e dei um beijo rápido em seu pescoço, o que o fez se arrepiar um pouco, involuntariamente. Vi que Mikey e Ray iam para a cozinha e aproveitei para sussurrar:— É melhor ir se acostumando, querido.Meu hálito em sua orelha o fez se arrepiar mais uma vez, e ele imediatamente se desvencilhou do abraço, já começando a corar. Eu sorri com isso. Estava me sentindo mais malicioso e atrevido do que nunca. Eu iria aproveitar cada pequeno gesto que ele fizesse, cada olhar, cada sorriso, até conseguir o que eu queria.Frank, você é um tarado.— Achei que seria só no palco — Gerard falou, olhando para mim envergonhado.— Mas vai ser — eu falei, como se fosse óbvio. Passei por ele e disse, baixinho: — Isso não foi nada.Fui rindo até a cozinha, sabendo que Gerard estava congelado atrás de mim. Assim que cheguei, Ray já foi falando:— Então, não vai contar o que fez você fugir da gente esse tempo todo?— Foi só alguns dias — respondi, sentando-me onde Mikey acabara de colocar um prato de comida. — Deixem de ser tão carentes.— Mas a gente precisa de você! — Mikey exclamou, passando uma mão no meu cabelo e o bagunçando.— É, Frankie, não vivemos sem você — Gerard falou, chegando na cozinha, sorrindo misteriosamente. Acho que meu plano está dando certo.— Eu sei que não — falei, começando a comer sem esperar por eles.— Não vai falar mesmo? — Mikey perguntou, tentando fazer uma cara de cachorrinho perdido, mas esse era o meu departamento.— Não — respondi, de boca cheia. — Um dia eu conto.— Um dia bem distante, né? É o que parece — Gerard falou, sentando-se do meu lado e me olhando firmemente.Só eu senti uma ameaça nisso?Ray bufou e se sentou, mas Mikey não desistiu e continuou perguntando. Infelizmente para ele, eu me lembrei de algo com sua insistência. Cutuquei Gerard por debaixo da mesa antes de começar a falar:— Mikey, quer parar? Eu não vou falar. Por que não vai fazer alguma coisa útil, tipo... — parei por um momento e fiz cara de quem se lembra de algo. — Olhar seu e-mail. Eu te mandei uns vídeos, não sei se chegou.— Putz, boa ideia, eu não olho lá há séculos — ele disse, caminhando para seu quarto. — Já volto.Eu olhei para Gerard e nós dois começamos a segurar o riso.— Que foi? — Ray se intrometeu. — Quero rir também.— Quer? — perguntei e me levantei, gesticulando para que eles me seguissem.Esperamos um pouco e andamos silenciosamente até o quarto de Mikey, que estava com a porta aberta. Ele estava de costas para nós, olhando a tela do PC. Demorou um pouco, mas eu soube que ele tinha aberto o e-mail certo quando o ouvi murmurando:— Mas que...Eu e Gerard quase estouramos de rir, mas deu para segurar.— Que foi? — Ray repetiu a pergunta.— Cala a boca, Ray — eu falei, e nós voltamos para a cozinha.Gerard explicou o negócio das fanfics para Ray enquanto eu tentava rir baixo.— Mas você fica quieto — Gerard terminava. — Ele não pode saber que fui eu que mandei.— Claro que não, vai que ele entende errado e pensa que você tá com vontade de...— CALA A BOCA, RAY — eu e Gerard falamos juntos.Mikey apareceu em dois minutos, parecendo um fantasma.— O que aconteceu? — eu perguntei, fingindo naturalidade e não conseguindo muito bem. — Mi, vai dizer que te mandaram daqueles vídeos de dar susto de novo?— Não — ele falou, olhando para Gerard como se ele tivesse magicamente virado um unicórnio. — Foi... Outra coisa. Eu... Vou ali na sala, depois eu como.
Ele nem lembrou da mentira que eu contei sobre ter mandado coisas para ele. Esperamos alguns segundos e então explodimos em risadas, dessa vez com Ray nos acompanhando.— Isso não se faz... — Ray dizia, mas não parava de rir, parava?— Ok, gente, também não gosto de pensar muito nisso, podem parar — Gerard falou, recuperando-se.— Tudo bem — eu disse, e pisquei rapidamente para ele. — Eu te mando só as outras que eu achar, então.Gerard me lançou um olhar falsamente exasperado e desconversou.Saímos mais algumas vezes na semana seguinte, indo para o cinema, para um restaurante ou só jogando video-game na casa do Ray. Eu também passei alguns dias com a Jamia, conversando e brincando, e tudo parecia normal, exceto no momento em que falávamos sobre ele.— E aí, como tá indo? — ela perguntava, sem olhar para mim.— Bem. Ainda não aconteceu nada, eu só tô jogando a isca.Ela balançava a cabeça, concordando. Até agora não tínhamos falado o nome de Gerard, mas eu sei que ela sabia. Jamia sempre sabia.Finalmente, Bob voltou de Chicago e nós recomeçamos a ensaiar. Os dias passavam voando, e portanto sempre sentíamos que o Download Festival aconteceria no dia seguinte. Por mais que eu estivesse concentrado em Gerard, é claro que o show ainda era importante. Eu ainda me preocupava se tudo daria certo, se o repertório escolhido estava bom, essas coisas todas.Os ensaios estavam acontecendo normalmente. Eu não “atacava” o tempo todo para dar tempo de Gerard respirar, e também porque... Às vezes faltava coragem. Realmente, é meio difícil manter a empolgação quando a pessoa se afasta a cada tentativa sua, e isso era exatamente o que Gerard estava fazendo.Um dia, em uma pausa que fizemos, eu me aproximei dele.— Não acha que poderíamos ensaiar aquela parte também? — murmurei.— Que parte? — ele perguntou, e se arrependeu na hora. Ele me conhecia bem o bastante para saber o que eu faria.Eu cheguei mais perto e mordi seu queixo de leve, segurando sua cintura com uma mão para que ele não se afastasse antes da hora.— Essa parte — falei. Na verdade, acho que foi mais para um ronronar.Ele deu uma risadinha nervosa e deu um passo para trás.— A-acho que não precisa... — gaguejou.Eu dei de ombros, sem me mostrar nem um pouco afetado.— Você que sabe.Ray e Bob nos viram, Mikey estava de costas, mas só Ray pareceu ficar intrigado. Aquela palmeira é muito inteligente para o meu gosto.Enfim, o tempo continuou a passar até que finalmente chegou o dia do show.——--------Eu não podia estar mais exci... Quer dizer, animado. Isso soa melhor.Gerard tentava fingir que tinha se esquecido do nosso acordo, mas eu o flagrei olhando para mim vezes demais para achar que era só coincidência. Claro que minha mente apaixonada — não acreditei que estava aceitando esse fato — podia estar me pregando peças, mas se estivesse, eu não me esforçaria para descobrir.Apesar de animado, eu estava nervoso para caralho. Por isso as, err, “pequenas” doses de tequila que bebi antes de começar foram estritamente necessárias.Subimos no palco com o coração batendo forte, como sempre. E arrebentamos... Como sempre.Mas o negócio é que o tempo não passa rápido só para quem está lá nos assistindo. Para nós também. E eu fui me batendo mentalmente a cada oportunidade que eu perdia de me aproximar de Gerard; e foram muitas. A coragem estava se escondendo de novo, e nem a merda do álcool, nem o infeliz do Gerard estavam fazendo nada para ajudar. Quer dizer, nós brincamos algumas vezes, e sentir as mãos dele em qualquer parte do meu corpo seria sempre uma delícia, mas não era isso o que eu queria. Eu queria seus lábios. Droga, eu precisava daquilo. Estava sonhando em beijá-lo novamente todos os dias e noites desde a última vez. Mas as músicas estavam passando e eu só pulava de um lado para o outro, aproveitando o calor do momento, mas nunca fazendo o que eu queria.Até que começamos I’m Not Okay. E pela primeira vez em muito tempo, eu a ouvi com os ouvidos de um fã. As palavras saindo da boca de Gerard me atingiam como um tapa, assim como cada batida que Bob dava na caixa de sua bateria.O show inteiro estava passando e eu... Não estava bem.“Eu te disse várias vezes, você canta as palavras mas não sabe o que elas significam!”Eu nem sentia meus dedos tocarem a guitarra. Via Gerard andar pelo palco e soube que, naquele momento, nem mesmo ele entendia o que aquela música podia fazer.“Eu te segurei bem perto enquanto nós dois trememos pela última vez,Dê uma boa olhada!”Eu sorri. Gerard devia estar achando que eu já tinha desistido. E eu percebi, assim que o solo de guitarra acabou, que o momento não poderia ser mais perfeito. Adoro ser teatral.Eu fui até ele e grudei os lábios em seu rosto, apertando-os, mostrando que eu não pararia até que ele realmente me beijasse. E o melhor foi que ele que avisou ao público antes de se virar.Senti seus lábios querendo formar um sorriso, mas não perdi tempo com isso. Abri minha boca imediatamente, quase estremecendo ao descobrir que ele fazia o mesmo, e nossas línguas se cruzaram ferozmente, uma única vez, mas foi o bastante. Cambaleei para longe, rindo, com uma felicidade estúpida e quase infantil brotando em mim. O sentimento se dissiparia em alguns minutos, mas naquele instante, eu só pude sentir meu coração pular, cantando com a platéia:I’M OKAY!
Notas finais
Se deu saudades, aqui o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=_cxCEGtcWm8 *-*
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