I Love You Even More
1 Capítulo Único
POV BELLA
Edward Cullen.
Esse nome ficava na minha mente o tempo todo.
Conheci ele pela internet num site de relacionamentos, nesse dia não tinha nada pra fazer e resolvi me divertir nesse site. Era engraçado ver as pessoas quase desesperadas procurando alguém. Mas aconteceu que conheci ele –o qual estava no site pelo mesmo motivo- e desde aquele dia não parei de falar com ele. Fazia um ano e dois meses que conversávamos. Só que ele não entra mais. E isso está me causando um angustia. Queria saber como ele está.
Eu queria conhecer ele, mas ainda não tivemos oportunidade.
Essa semana tentei ligar pra ele, entro constantemente no MSN, ou mando e-mails, mas nada.
Tento não me importar e pensar que ele pode estar com problemas ou ocupado. Mas sei que Edward me diria. Ou Rosalie, sua irmã.
Mesmo nos conhecendo e falando pelo computador e telefone. Somos muito ligados, qualquer um dos dois. E cada vez fico mais preocupada.
Eram 06h30min da manhã e tinha que me levantar para ir pro trabalho. Tenho 24 anos, e trabalho nas Beauty Swan’s. Uma rede de cosméticos muito importante em quase todo mundo, em cada país tem filiais espalhadas. Sou vice-presidente –junto com meu irmão- na sede que tem em Nova York. Meu pai é o chefe, ele herdou do meu avô George Swan. E eu e meu irmão herdaríamos de meu pai um dia.
Me levantei e fui tomar um banho, coloquei uma maquiagem leve e uma roupa. Fui tomar meu café da manhã. Em seguida escovei os dentes e fui pegar meu carro para ir pra empresa.
Eu adorava trabalhar lá, eu me distraia. E não ficava pensando nele.
Cheguei na empresa, estacionei o carro e entrei. Todos me cumprimentavam, cheguei no último andar e fui até minha secretária.
–Bom dia Sra. Biers, tenho algo importante hoje? – Perguntei.
–Bom dia, a Srta. tem uma reunião com os Newton ás 10:00. – Droga, não queria ver Mike, ele ficava me perseguindo.
–Não tem como adiar? – Perguntei dando um sorriso. Ela deu uma risadinha, ela sabia que eu tinha pavor do Newton.
–Infelizmente não, você já adiou duas vezes Bella.
–Ah, ok. Só isso?
–Sim, apenas a reunião. Ah, e também tem que dar uma olhada nesses papeis, seu pai disse que era importante.
–Ok, muito obrigado.
Entrei em minha sala e fiquei dando uma olhada nos papeis. Quando eram 09h50min resolvi ir pra sala de reuniões. Era no andar de baixo. Peguei o elevador, depois fui para a sala, meu pai e meu irmão estavam na porta me esperando.
–Bom dia papai, Jasper.
–Bom dia flor do dia. – Falou meu pai me dando um abraço, ele sempre me recebia assim.
–Bom dia maninha como você está? – Perguntou Jasper dando um beijo na minha testa.
–Estou bem e vocês?
–Muito bem. –Falou Charlie. Jasper assentiu.
–Como está Alice? E Ben, dando muito trabalho? Estou com saudades do meu afilhado e de minha cunhada. – Falei enquanto seguia para dentro da sala. A maioria estava lá dentro, só estava faltando Mike.
–Estão ótimos, Ben está com saudades suas também, ele anda falando muito de você e quanto sua dinda é desnaturada e não vai ver ele. – Falou sorrindo. Revirei os olhos, era Alice que ficava colocando isso na cabeça da criança, eu andava muito ocupada e ligava quase todos os dias pra falar com ele. Ben era muito apegado a mim.
–Alice, sempre Alice. – Falei, ele riu e concordou. –Essa semana não tive tempo de ir ver mamãe, como ela está?
–Está bem e acredite, ela também diz que você é uma filha desnaturada e que não se importa com a família. – Minha mãe Renné era tão dramática quanto a Alice, elas são tão parecidas que às vezes fico pensando se não fui trocada na maternidade.
–Vou ver se esse fim de semana vou na casa de nossos pais, poderíamos combinar um jantar.
–Claro, seria ótimo. Mas me diz, você anda bem mesmo? Você está com olheiras, não anda dormindo direito? – Ele era tão perceptivo. E era verdade, não andava dormindo bem e tudo porque andava preocupada demais.
–É Edward e Rose, não falo com eles faz mais de uma semana, ando preocupada, não dão noticias. – Eles sabiam que eu me comunicava com eles.
–Eles devem estar ocupados com algo. Não se preocupe estão bem. – Assenti, não queria continuar falando sobre isso. Em seguida a reunião começou e me concentrei nela.
***
Já eram 14h30min, tinha almoçado com meu pai e Jasper. Graças a Deus Mike não veio falar comigo, deve ter sido por causa dos olhares mortais que Jasper mandava pra ele, quando o mesmo ficava me encarando muito tempo.
Eu queria ligar pra eles, mas uma parte de mim dizia que eles não atenderiam e a outra parte dizia que sim.
Eu sou muito apegada a eles, nem sei como isso pode acontecer, nunca nos vimos. Rosalie eu a considerava como uma irmã. Ela era linda, uma loira de parar o trânsito. Tinha 25 anos, olhos azuis, pele clara, ela era linda.
E Edward... Bom, eu era perdidamente apaixonada por ele. Pelo seu jeito de ver as coisas, seu jeito carinhoso e gentil, que mesmo vendo pelo uma câmera eu sei que ele é assim. E além de varias outras qualidades, ele era muito lindo, cabelos de uma cor estranha, puxado para o ruivo, mas que era parecido com um bronze; olhos verdes –que as vezes puxavam para um tom de azul-, pele clara e deve ser alto, não sei, sempre quando agente se vê ele está sentado. Ele tinha 26 anos. E pelo o que sei os dois trabalham para o pai na empresa do mesmo.
Enquanto eles eram lindos assim, eu era apenas uma morena sem graça. Eu tenho cabelos compridos de um castanho chocolate, que no sol ficam com mexas vermelhas, eles são como cascatas, olhos também castanhos, pele extremamente clara, e um corpo sem graça. Tão simples. Muito dizem que sou linda e não sei o que, mas eu não acho.
Escutei o telefone tocando ao longe, estava tão perdida nos pensamentos que nem escutei.
–Sim?
–Srta. Swan, seu irmão está querendo falar com você, posso mandar ele entrar? – Perguntou minha secretária.
–Claro Sra. Biers – Desliguei.
Olhei a porta se abrindo e Jasper entrando. Sentou-se na cadeira em frente a minha mesa e ficou me encarando.
–O que? – Perguntei depois de uns minutos.
–Você quer ligar pra ele. – Falou com certeza. Sabe, acho que aquele negocio de que gêmeos sentem o mesmo que o outro é verdade.
–Como sabe?
–Não sei, eu só senti que você tava com uma luta interna, entre ligar e não ligar. – Viu, eu não disse? Nos somos gêmeos, ele era 1 minuto e 25 segundos mais velho que eu.
–Quero ligar, mas se nenhum dos dois atender?
–Liga outro dia, eu sei que você gosta mais do que devia dele. – Falou me encarando sério.
–Tudo bem. – Peguei o telefone e disquei o número, já tinha até gravado. Jasper continuou me encarando.
Tocou cinco vezes, já tava desistindo quando eu escuto alguém atendendo.
–Alô?
–Rose?
–Oi Bella, quanto tempo. Como você está?
–Estou bem, e você?
–Também estou bem.
–Andei ligando, mas ninguém atendia. Aconteceu alguma coisa?
–Ah, não. Desculpe não atender, é que andei muito ocupada.
–Ah, tudo bem. Como Edward está? – Ouvi um suspiro na outra linha.
–Edward está bem. – Ouvi a hesitação na voz dela.
–Está bem mesmo? Não aconteceu nada?
–Droga Bella, eu não aguento ver ele mais assim. – Ouvi a explosão na voz dela.
–O que aconteceu Rosalie? Você está me deixando preocupada. – Mais do que já estava, pensei.
–Ele sofreu um acidente de carro Bella, um motorista bêbado bateu no carro dele. – Meu coração disparou, e acho que fiquei mais branca do que já era porque Jasper me olhou apreensivo.
–O-O que? – Perguntei com a voz falha.
–Ele está hospitalizado, mas já não corre mais perigo. Só que ele não quer ver mais ninguém. – Ouvi um suspiro.
–Por quê?
–Só ele pode te dizer, ele me disse que caso você ligasse não era pra dizer nada. – Ela estava com a voz chorosa.
–Rose, o que aconteceu pra ele não querer ver ninguém?
–Não posso dizer Bella. Desculpe.
–Agora mesmo que eu quero ir ai.
–Bella...
–Não Rose, se eu não for eu não vou saber, eu quero conhecer vocês e ainda mais agora que ele esta assim, eu preciso ir ai.
–Bella, ele não quer que você o veja assim.
–Por quê?
–Ele não quer que você se assuste, mesmo eu achando um absurdo, meu irmão às vezes exagera.
–Se você mesma diz isso, o que me impede de eu ir?
–Nada.
–Então eu vou, amanhã mesmo.
–Mas já?
–Sim, eu não quero ficar mais nessa agonia e não diga nada a ele.
–Ok, que horas?
Combinamos tudo pra eu ir, ela me pegaria no aeroporto de lá. Jasper foi comigo até o escritório do papai e contei tudo pra eles. Charlie me deu até o fim do mês, poderia ficar duas semanas lá. Fui pra casa, entrei no meu closet escolhi algumas roupas e arrumei na minhas malas e me deitei. Mas não consegui dormir quase nada, estava ansiosa e apreensiva, porque será que ele não queria que eu o visse?
No outro dia eu tomei um banho e me vesti, comi um sanduíche e tomei um café. E fui direto pro aeroporto, meu voo seria às 9 horas da manhã e já eram 08h40min.
Despachei a mala e fiz o check-in e entrei no avião. O voo seria de oito horas, iria ser cansativo, mas teria tempo para poder dormir pelo menos um pouco.
***
–Senhorita, acorde, já chegamos. – Me acordei com a aeromoça me balançando levemente.
–Oh, claro. – Falei sorrindo. Peguei minha bagagem de mão e sai do avião.
Fui direto pegar minhas malas. Fiquei olhando, procurando Rosalie, quando a vi ela também me procurava. Ela me olhou e sorriu.
–Olá Bella, é um prazer conhecer você pessoalmente. – Falou me abraçando.
–Oi Rose, o prazer é meu. – Falei retribuindo o abraço. Ela era mais linda ainda pessoalmente.
–Bom, vamos lá. Você vai ficar em algum hotel? – Não acredito que me esqueci.
–Ah, não acredito, esqueci de procurar um hotel. – Falei batendo com a mão na testa.
–Tudo bem, você pode ficar na minha casa.
–Não, capaz. Eu procuro algum hotel pra ficar, não quero incomodar.
–Não vai incomodar, só moramos eu e meu marido Emmett. E sei que ele não se importaria.
–Tudo bem, mas eu amanhã juro que procuro um hotel, não quero tirar a privacidade de vocês.
–Bella, não comece. – Falou me encarando, nessa pequena conversa fomos caminhando até seu carro.
–Nossa, é lindo aqui.
–É sim, e é uma pena você vir a Londres nessas circunstâncias. –Acho que não tinha mencionado que eles moravam em Londres.
–É sim, mas como está ele? – Perguntei entrando no carro depois de ter guardado as malas.
–Bem na medida do possível, não falei que você estava vindo pra cá, vai ser uma surpresa. E bem, talvez ele me mate por não ter avisado e por ter deixado você vir.
–É o Edward né. Porque ele não quer que eu saiba o que aconteceu?
–Porque ele não aceita Bella.
–Me diga. – Sabia que ela entenderia.
–Não posso Bella.
–Eu quero me preparar, e tenho que conversar com ele sobre isso, o quer que seja.
–Ele está paraplégico Bella. – Eu já imaginava que poderia ser isso, só que eu não queria acreditar.
–O q-que? –Gaguejei.
–Isso mesmo, mas tem um lado bom, é reversível. Mas ele não aceita que não pode andar.
–Mas porque ele não queria que eu soubesse? Eu vou aceitar ele mesmo assim, eu o amo. E ele precisa de ajuda, e estou disposta a ajudar. – Falei já com lagrimas nos olhos.
–Oh meu Deus, você o ama? Mesmo?
–É claro que sim, como não amar aquele homem? – Perguntei sorrindo entre as lagrimas que já caiam.
–Fico feliz por você e bom, acho que ele também te ama, na verdade tenho certeza.
–Não sei, porque ele me amaria? – Perguntei ficando triste.
–Porque você é uma mulher incrível, você é linda Bella.
–Aham. – Murmurei rolando os olhos, ela era cega por acaso?! – Vamos ao hospital? – Perguntei mudando de assunto.
–Ainda não, vamos passar na minha casa primeiro, você deve estar cansada da viagem, é muito cansativa.
–Não me importo, quero ver ele primeiro. – Ela revirou os olhos.
–Vamos fazer assim, passamos na minha casa você deixa suas malas lá, toma um banho e come alguma coisa, depois vamos ao hospital.
–Do jeito que eu estou é bem capaz de eu conseguir comer alguma coisa. – Falei sarcástica e ela riu.
–Você não pode ficar de estomago vazio, garanto que você não comeu nada no avião. – Depois disso me calei, ainda conversamos mais um pouco até chegarmos na casa dela, e devo acrescentar é linda.
–É linda sua casa Rose! – Falei depois de admirar um pouco.
–Obrigada. Bom pode entrar vou te levar ao quarto de hospedes.
–Ok. – Falei. Pegamos as malas e levamos para o quarto de hospedes. – Nossa, é muito lindo esse quarto, quero dizer, a casa toda. – Falei sorrindo.
–Eu e minha mãe que decoramos, ela trabalha com decorações e devo dizer que é muito boa.
–É mesmo, ela e minha mãe se dariam bem.
–Sua mãe também é decoradora?
–Sim, ela que decorou minha casa.
–Um dia ainda vou conhecer. – Falou rindo.
–Claro.
–Olha, ali –apontou para duas portas do lado oposto da cama- é o closet e o banheiro, no banheiro, dentro do armário tem toalhas. Vou estar lá em baixo preparando algo para comermos.
–Ok, não vou demorar.
–Demore o tempo que for preciso. – Falou sorrindo e saindo do quarto, e fechou a porta.
Olhei em volta, fui até minha mala e peguei uma roupa colocando em cima da cama, depois fui para o banho. Devo dizer que o banho me aliviou e muito, estava um pouco cansada e melhorou bastante.
Sai do banheiro com a toalha e me lembrei de ligar para meu pai, avisar que já tinha chegado. Depois de conversarmos, coloquei a roupa e sai do quarto, fui até a cozinha. Tomamos suco de laranja com sanduíches.
Esperei Rose se trocar — ela ainda estava com a roupa do trabalho-, e fomos para seu carro para ir ao hospital.
Fomos ao Hospital de St. Mary era um hospital muito conhecido aqui, um dos melhores devo dizer.
Passamos pela recepção e fomos para o elevador. O quarto dele era o 305. Chegamos ao andar e paramos na frente da porta, Rose me olhou.
–Espere um pouco aqui, vou falar com ele primeiro.
–Ok. – Falei sorrindo fraco. Agora pensando, me deu um pouco de insegurança. Mas tentei tirar os pensamentos ruins da minha cabeça. Sentei em um banco que tinha em frente à porta e esperei uns segundos. Movida pela curiosidade fui até a porta e encostei meu ouvido ali.
–... Tenho uma visita especial para você. –Escutei a voz da Rose.
–Quem? – Escutei agora uma voz rouca, Edward.
–Ué, uma pessoa, acho que você vai gostar.
–Não quero ver ninguém. –Meu coração se apertou.
–Nem vem reclamar Edward, ela veio de muito longe para te ver. –Meus olhos se arregalaram.
–O q-que?! Não! – Gaguejou.
–Cala boca Edward, vamos ali mamãe! –Escutei passos e me afastei me sentando rapidamente. A porta se abriu saindo Rosalie e uma mulher, que creio ser Esme.
–Oi Bella, olha essa aqui é minha mãe Esme, mãe essa é a Bella, a qual eu e o Ed vivíamos falando para você.
–Olá Bella, é um prazer conhecer você! – Falou sorrindo e me abraçando. Esme era uma mulher muito bonita, cabelos do mesmo tom de Edward, olhos também verdes, pele clara, rosto em formato de coração, muito linda.
–O prazer é meu Senhora Cullen. – Falei sorrindo depois do abraço.
–Que isso querida, me chame apenas de Esme. Vou deixar vocês conversarem, vou lá comer algo, com licença. – Falou já saindo. Me virei pra Rose.
–Vou deixar vocês sozinhos também, vou com minha mãe. Qualquer coisa me ligue. – Falou já saindo e correndo pra alcançar a mãe.
Encarei a porta e com uma coragem que eu não tinha a abri.
–Bella? – Ouvi a voz de Edward e o encarei. Ele estava sentado na cama, com alguns arranhões no rosto e braços. O quarto era branco e bem grande até, a cama no lado direito, ao lado da cama tinha um criado mudo, do lado esquerdo um sofá que ao lado tinha um armário e do lado tinha uma porta que acredito que seja o banheiro, continha também uma TV em frente à cama.
–Olá Edward. – Falei sorrindo e me aproximando da cama. Ele continuou sério.
–O que você esta fazendo aqui? – Perguntou seco.
–Vim ver você.
–Não quero você aqui, não preciso da pena de ninguém.
–Eu não estou aqui por pena, estou aqui por você.
–Porque você está aqui?
–Fiquei preocupada e além do mais eu queria conhecer você, mesmo não sendo o melhor momento, eu vim.
–Sabia que eu não posso andar mais? Que eu estou paraplégico? – Perguntou elevando um pouco o tom de voz.
–Sabia sim e mesmo assim eu vim.
–Não quero você aqui. – Falou olhando para frente, engoli seco.
–Sua opinião não me importa, estou aqui pra ajudar você, e não pretendo sair.
–Pra que ajudar?! Eu nunca mais vou andar. Saia daqui Bella. – Falou raivoso.
–Se acalme, por favor. – Falei acariciando seu braço, ele o tirou de perto de mim.
–Se acalmar, pra que? Eu nunca mais vou poder andar Bella, o que você esta fazendo aqui ainda? Não quero você aqui! – Falou olhando diretamente nos meus olhos.
–Você pode sim voltar a andar e não, eu não vou sair daqui. – Eu já disse que sou teimosa?!
–Por favor, saia daqui Isabella. –Ele nunca me chamava de Isabella.
–Tudo bem, só vou sair daqui por que você esta pedindo com jeito. – O olhei cínica. – Mas vou voltar.
–Não vai, volte para Nova York e nunca mais volte.
–Só nos seus pensamentos Edward, amanhã vou voltar, e espero que pelo menos você esteja mais calmo. – Falei sorrindo, beijei rapidamente sua testa e sai do quarto.
Rosalie e Esme estavam do lado de fora sentadas e conversando.
–E ai, como foi? – Perguntou Rose sorrindo.
–Tirando o fato de ele ter me mandado embora e nunca mais voltar, acho que foi bem, na medida do possível. – Falei dando um sorriso triste. Pareço forte por fora, mas depois das palavras dele, por dentro estou desmoronando.
–Vai ficar tudo bem querida, acredite. – Falou Esme me abraçando. – Vou entrar e falar com ele. Carlisle vai passar hoje à noite com ele. – Falou, assentimos e ela entrou, ainda deu para ouvir os gritos do Edward lá dentro.
–Bom amiga, vamos para minha casa, Emmett já deve ter chegado. Já é tarde, você tem que descansar, mas no caminho me conte tudo. – Assenti.
No caminho para sua casa contei tudo a ela, ela falou que Edward estava abalado por não andar mais e que ele era um cabeça dura por não acreditar que podia voltar a andar sim. Falei para ela que ia o convencer, eu só espero que ele aceite.
Quando chegamos a sua casa, Emmett já tinha chegado, ele era um cara bem legal, parecia que ele tomava bomba de tão enorme que era, mas ela falou que ele sempre foi assim, ele tinha olhos azuis, cabelos pretos e tinha a pele clara também.
Depois de jantarmos, dei boa noite e fui para o quarto, liguei para Jasper e contei tudo sobre hoje, ele me deu conselhos e falou a mesma coisa de Rosalie, que ele estava abalado por não andar mais, por enquanto. Nos éramos bem unidos e ele me conhecia muito bem, todos meus medos, minhas inseguranças, ele me entendia.
Depois de falar com ele, ainda falei com Alice e Ben, eles me fizeram prometer que quando voltasse iria a casa deles com o Edward, que queriam o conhecer e mais umas coisas.
Quando terminei de falar com eles, tomei um banho e coloquei um pijama para poder deitar, essa noite estava muito fria. Quando deitei minha cabeça no travesseiro, simplesmente apaguei, estava exausta.
***
Me acordei com a luz que vinha da janela, tinha me esquecido de fechar as cortinas. Peguei meu celular para ver as horas e eram 08h00min, me acostumei a acordar cedo. Levantei e fui tomar banho, quando terminei fui na minha mala escolher uma roupa. Já vestida sai do quarto e fui para sala, não tinha ninguém, escutei barulhos na cozinha e fui ver quem era, Rosalie estava preparando o café.
–Bom dia Bella! – Falou sorrindo.
–Bom dia! – Retribui. – Não devia estar no trabalho? – Perguntei.
–Devia, tanto é que Emmett já foi para o dele, mas papai me deu o dia de folga para mostrar Londres pra você. – Sorri. Emmett era advogado, trabalhava na empresa do senhor Carlisle, junto com Edward e Rosalie.
–Não precisava faltar o trabalho para sair comigo, posso fazer isso muito bem.
–Pare de teimosia, bem que Edward disse que você era assim. – Falou sorrindo. – Vou sair com você, mostrar a cidade e fazer umas comprinhas, de tarde podemos ver Edward.
–Será se ele se incomodaria se eu passasse a noite com ele lá no hospital?
–Bem, acho que sim. – Ela parou pra pensar um pouco. – Tenho uma idéia, hoje é minha mãe que ficara lá, quando Edward dormir ela sai e você entra, você poderia ficar do lado de fora. Não ficaria tanto tempo lá sozinha, por causa dos remédios, Edward dorme mais rápido. – Falou sorrindo, ela tem a mente da Alice, só pode.
– Você se daria bem com Alice, ela consegue pensar tão rápido quanto você. – Falei rindo. – Mas, quando ele acordar o que eu digo?
–Bom você diz que minha mãe teve que ver uma coisa na empresa e você ficou no lugar dela. E quem é Alice?
–É minha cunhada, ela é viciada em compras e tem a mesma mente que a sua, pelo menos parece.
–Ah sim, me lembro que você comentou sobre ela. – Riu.
–Vamos sair agora? – Perguntei depois de morder o sanduíche.
–Vamos primeiro comer e depois sair. – Falou pulando e batendo palmas.
–É você é igual à Alice. – Revirei os olhos e ri. – Mais uma na minha vida.
–Podemos combinar algum dia de nos encontrarmos para fazer compras.
–Rosalie, a Alice mora em Nova York, acho meio difícil nos encontrarmos.
–Eu posso viajar pra lá ou ela pra cá.
–Fica meio difícil por causa do Ben, filho dela.
–Oh, ela tem filho?! Adoro crianças!
Começamos a falar e falar enquanto comemos logo depois ela trocou de roupa e fomos passear.
Londres é simplesmente perfeita, fomos a vários pontos turísticos e sempre comprávamos umas coisinhas, logo depois fomos ao shopping almoçar e ainda fizemos mais umas compras, não aguentava mais andar, mas ela ainda tinha pique, ficamos na rua até as 18h00min.
Quando voltamos para casa eu tomei um banho e coloquei uma roupa confortável, afinal, ia ficar no hospital, Rosalie também trocou de roupa, ela iria me levar lá. Já tinha até falado com Esme. Antes de sairmos fizemos um lanche, peguei minha bolsa com algumas coisas e fomos.
Quando chegamos lá já eram 21h00min e encontramos Carlisle junto com Esme, foi Rosalie que entrou, eu fiquei do lado de fora. Carlisle era um amor de pessoa, e sem dizer que era lindo, na verdade toda a família é linda, ele tinha cabelos loiros, olhos azuis, pele clara e tinha o mesmo porte físico de Edward. Rosalie puxou a ele e Edward a Esme.
Ficamos do lado de fora conversando enquanto o médico medicava Edward e via se estava tudo certo com ele. Quando ele saiu, Rose o parou.
–Doutor Richard como ele está? Está melhorando?
–Está bem melhor, seria melhor ainda se ele aceitasse fazer a fisioterapia, assim adiantaria um pouco até ele voltar a andar, acredito que até o final dessa semana ele já vai poder voltar para casa. Seria bom se conseguissem convencê-lo a fazer a fisioterapia.
–Faremos todo o possível e o impossível para conseguir isso doutor. – Falei sorrindo.
–Você é...? – Perguntou.
–Ah, desculpe minha indelicadeza, sou Isabella Swan, amiga dele.
–Oh claro, me lembro dele falando de você à noite. – Ergui uma sobrancelha.
–Como assim?
–Na verdade ele estava sonhando com você, quando eu venho ver ele, ou alguma enfermeira, ele sempre esta murmurando seu nome. – Falou sorrindo, corei.
–Muito obrigada doutor, pode deixar que vamos tentar convencê-lo. – Falou Carlisle.
–Tudo bem, uma boa noite para vocês. – Falou sorrindo, desejamos a ele o mesmo.
–Bom, vou indo, Emmett já deve estar me esperando, boa noite a todos. – Falou Rose nos abraçando.
–Boa noite. – Falamos juntos e rimos.
–Vou ficar aqui com a Bella amor, entre e fique com Edward até dormir, estarei esperando você do lado de fora. – Falou Carlisle dando um selinho em Esme, ela assentiu e entrou, ficou eu e Carlisle ali, sentamos no banco.
Ficou um silencio até que o senhor Cullen interrompeu.
–Você o ama né? – Falou sorrindo. Corei. Tenho essa mania, puxei da minha mãe.
–Sim, muito. – Falei olhando para meus pés.
–Sabe, antes disso tudo acontecer Edward vivia falando de você e Rose também, mas ele era mais, estava sempre feliz, sorrindo, brincava com todos, até ajudava umas crianças da ala infantil daqui desse hospital mesmo. Mas agora não, entendo que ele esteja abalado por causa do que aconteceu e tudo mais, mas às vezes isso me irrita, Ed é um cabeça dura, teimoso em não aceitar que pode voltar a andar, e isso me da uma angustia sabe, queria poder ajudar meu filho... – Parou de falar e o olhei, ele estava chorando.
–Eu vou fazer ele aceitar, custe o que custar, eu vou. Como eu falei, eu o amo, vou fazer todo o possível para ajudar ele, mesmo que ele não pudesse andar mais, mas sei que ele consegue, Edward é uma pessoa forte, mesmo conhecendo ele há pouco tempo sei disso, pode contar para o que for senhor Cullen, eu vou ajudar ele, e aquele cabeça dura vai me ouvir e ser aquele homem que ele era, mesmo ele não sentindo a mesmo coisa por mim, eu vou ajudar, eu prometo. – Falei sorrindo e percebi que também chorava. Carlisle me olhou e me abraçou.
–Eu sei minha filha, sei que você vai nos ajudar e acredito que esse sentimento que você tem por ele, é recíproco. – Falou dando um beijo na minha testa. Sorri. Carlisle estava se tornando um pai para mim, em apenas um dia. Escutamos a porta se abrindo e vi Esme saindo, limpei meus olhos com as costas das mãos e vi Carlisle fazendo o mesmo.
–Tudo bem? – Perguntou Esme preocupada.
–Tudo sim dona Esme, apenas estávamos conversando.
–Ok, podemos ir amor? Você já pode entrar querida e qualquer coisa pode nos ligar. – Falou Esme.
–Tudo bem, boa noite! – Falei sorrindo.
–Boa noite Bella, amanhã Emmett vai ficar aqui, ele deve chegar lá pelas nove horas! –Falou Carlisle me abraçando, Esme fez o mesmo e nos despedimos.
Entrei no quarto e Edward estava deitado já dormindo, os arranhões estavam bem melhores, fui para mais perto dele e fiquei o encarando, ele era tão lindo.
–Eu prometo que vou ficar sempre do seu lado, até você se cansar de mim, prometo te ajudar nesse momento difícil da sua vida. Eu amo você. – Falei e dei um beijo na bochecha dele.
Fui até o sofá larguei minha bolsa ali e fui ao banheiro, depois de lavar o rosto, escovar os dentes e fazer minhas necessidades voltei ao quarto e abri o sofá, era aqueles sofá-cama. Peguei o travesseiro e cobertor que Esme tinha colocado no armário e me deitei no sofá. Fiquei encarando Edward deitado na cama, até que adormeci.
***
Acordei com o barulho dos corredores, muitas pessoas passavam por ali. Olhei em volta até achar um par de olhos esmeralda me encarando da cama ao lado do sofá.
–O que você esta fazendo aqui? – Perguntou sério.
–Hã? – É não tinha acordado direito ainda.
–O que você esta fazendo aqui? – Perguntou de novo, revirou os olhos.
–Ué, não é obvio? Passei a noite aqui querido. – Falei sorrindo cínica.
–E sobre eu ter mandado você embora? Não escutou não?
–E quem disse que eu escutei? Pensei que era uma mosca zunindo no meu ouvido. – Falei. Estava rindo internamente, se ele acha que ia se ver livre de mim tão fácil está completamente enganado.
–Engraçadinha. – Falou torcendo a boca. Revirei os olhos. Me levantei e comecei a dobrar o cobertor.
–Está com fome? – Perguntei.
–Não.
–Tem certeza? Já são... – Peguei meu celular no criado mudo. – 08h20min. Não ta com fome mesmo?
–Não.
–Agora vai ser monossílabo?
–Sim. – Aquilo já estava me irritando.
–Ah, qual é Edward, cadê aquela pessoa que era engraçada, gentil, feliz? Cadê hein?
–Morreu junto com minha vontade de viver Isabella.
–Edward Cullen, não fale uma coisa dessas. – Falei encarando ele depois de ter guardado as coisas no armário.
–Falar o que Isabella? Que não tenho mais vontade de viver? Você não sabe o que eu to passando, VOCÊ NÃO SABE! Você não tem a mínima noção do que não é andar. – Falou me encarando com raiva nos olhos.
–É Edward eu não sei, não faço a mínima idéia, mas você esta tendo uma segunda chance de poder voltar a andar e não esta dando valor! Quantas pessoas que estão paraplégicas queriam essa chance, hein?! E você nem bola da pra isso, sabe Edward, eu tenho uma coisa por você, uma coisa que nunca pensei ter. – Falei encarando aqueles olhos. – Eu tenho pena de você, sabe por quê? Porque você esta se tornando esse homem amargo, esse homem que não vê as oportunidades que esta tendo, pensei que você fosse diferente, que apesar dos transtornos, das dificuldades, que conseguiria pensar o quanto a sua família esta triste de te ver assim, sabendo que você tem uma oportunidade que poucos têm. – Falei chorando.
Arrumei aquele sofá e fui ao banheiro. Encarei meu reflexo no espelho, e lavei o rosto, meus olhos já estavam vermelhos, fiz um rabo-de-cavalo no cabelo e sai do banheiro, peguei minha bolsa. Fui até a porta, mas antes de sair falei sem o encarar:
–Emmett chega aqui as nove, tchau Edward. – Sai dali o mais rápido possível, quando cheguei à porta do hospital encontrei Emmett.
–O que houve? – Me perguntou ele.
–Nada, só não consegui ficar mais ali, estou indo para sua casa, Rose já saiu para o trabalho né?
–Já saiu sim, ela mandou avisar que não poderá ir para almoçar com você. E Esme avisou que é para ir para casa dela almoçar com o senhor Cullen e ela. O endereço está na geladeira. E aqui está a chave da casa. Vou indo lá. –Falou Emmett me entregando a chave e me abraçando. Nos despedimos e fui pegar um taxi.
Quando cheguei na casa da Rose fui direto tomar um banho, enquanto sentia a água escorrendo no meu corpo deixe-me chorar, eu me sentia muito mal pelo Edward e depois do que ele me disse, eu não sei, senti um aperto no meu coração. Ele não era o mesmo, e mesmo tendo pessoas maravilhosas ao seu redor, ele não via que nos queríamos apenas o ajudar.
Sai do banho e procurei uma roupa para colocar, depois fui na cozinha comer alguma coisa, na geladeira estava o endereço da Esme. Quando terminei fui para a sala e me sentei para ver alguma coisa na TV. Quando eram 10h30min escutei o telefone residencial tocar, pensei se ia ou não atender, resolvi atender.
–Alô?
–Bella?
–Oi senhora Cullen.
–Querida o que eu falei sobre me chamar assim, é só Esme.
–Ok, desculpe.
–Tudo bem, queria saber se você vai vir? Ou o Emmett não avisou?
–Não ele avisou sim, e sim eu vou. Que horas posso chegar ai?
–Se você quiser pode ser agora estou sozinha aqui, e já vou começar a preparar o almoço.
–Ok então já vou, daqui uma meia hora já estou ai.
–Tudo bem minha filha, te espero.
Desliguei a chamada, me levantei e fui ao quarto. Troquei de roupa e liguei pra Rose, precisava de um taxi e não sabia o número de nenhum, assim que ela me disse liguei e uns cinco minutos depois chegou. Dei o endereço da casa de Esme e em seguida cheguei, não era muito longe. Paguei o motorista e fui até a entrada da casa já tocando a campainha. Abriram a porta e Esme falou:
–Querida, entre.
–Com licença, sua casa é linda Esme.
–Obrigada Bella! Vamos para cozinha, estou preparando o almoço.
–E o que será?
–Ravióli ao molho de cogumelos.
–Hum, parece bom.
–E é sim, modéstia parte cozinho muito bem. Mesmo tendo empregada gosto de cozinhar.
–Eu adoro cozinhar também.
–Você cozinha?
–Tive que aprender a me virar, moro sozinha. Mas até que minha comida é comível. – Rimos.
–Um dia irei querer provar, hein.
Continuamos conversando até o almoço ficar pronto. Carlisle chegou e fomos almoçar, estava delicioso. Em seguida senhor Cullen teve que voltar para o trabalho e nós fomos para sala e ficamos conversando, Esme era um amor de pessoa, era como se fosse minha segunda mãe. Conversa vai, conversa vem, acabamos que tocar no assunto Edward.
–Ele está muito triste Bella, meu filho não é assim.
–Eu sei Esme, mas o que ele me disse hoje me deixou muito mal, eu amo ele e entendo que ele está passando por um momento difícil, mas não sei se vou conseguir seguir adiante, ele não me quer por perto.
–O que ele falou Bella?
–Desculpe Esme, mas não quero falar sobre isso e bem, essa “conversa” que tive com ele me fez pensar em algumas coisas.
–Que coisas Bella?
–Eu vou voltar pra Nova York. – Falei séria.
–O que? Não Bella, fique mais um pouco... – A interrompi.
–Desculpe, mas não sei se consigo mais, ele está acabando aos poucos comigo. Eu vou estar em outro país, mas eu gostaria que vocês sempre pudessem me dar noticias dele.
–Bella eu sei que é um momento difícil, mas eu gostaria que você ficasse mais um pouco, por ele. – Ela me abraçou.
–Mas...
–Por favor! Carlisle me falou o que você prometeu pra ele, eu só te peço mais uns dias. – Fiquei encarando ela.
–Tudo bem, eu fico pelo menos até semana que vem. Esse fim de semana ele volta pra casa?
–Sim, ele vai vir morar comigo e Carl, nos até fizemos uma sala pra fisioterapia pra ele, e contratamos um enfermeiro para ajudá-lo.
–Que bom Esme, mas ele aceitou a fazer a fisioterapia?
–Bem, não. Estávamos contando com você. – Ela falou envergonhada. Sorri.
–Só você pra me fazer mudar de idéia. Pode deixar que vou tentar convencer ele, acredite. – Ela sorriu e me abraçou apertado. Ainda falamos mais um pouco até que deu 17h00min, resolvi ir embora, mas Esme ainda me fez tomar um café com ela. Depois peguei um taxi e fui para casa de Rose.
Quando cheguei tomei um banho e coloquei uma roupa confortável, em seguida liguei para meu pai e contei pra ele, ainda falei com minha mãe. Rose e Emmett chegaram em seguida e ficamos conversando, até que resolvi subir, vi um filme na TV a cabo e quando eram 22:30 fui dormir, afinal, amanhã começava o meu maior desafio de todos: Convencer Edward.
***
Me acordei eram 8:00, fui tomar um banho e coloquei uma roupa de frio, hoje estava mais frio aqui em Londres. Desci e resolvi fazer algo para comer, Rosalie tinha deixado um bilhete em cima da mesa que hoje ela não poderia vir pra cá e me fazer companhia, e falou que eu podia fazer o que eu quisesse para comer que tinha tudo, avisou também que só chegaria à tardinha.
Fiz um café e comi um sanduíche, não estava com muita fome, na verdade, nunca sentia fome de manhã. Quando vi já eram 09h30min, liguei para um taxi e fiquei esperando, em seguida chegou e pedi que me levasse ao hospital em que Edward estava. Quando cheguei ao hospital fui direto à recepção e a atendente me falou que Esme estava lá e que eu podia subir já que meu nome estava no arquivo de visitas. Subi até a andar e bati na porta do quarto em que ele estava.
–Bom dia Bella. – Falou Esme sorridente.
–Bom dia! – Olhei para Edward e ele estava com uma cara de emburrado, revirei os olhos, ele estava parecendo uma criança de cinco anos que queria doce antes do jantar e a mamãe não deixou. Mas o caso aqui era bem diferente. – Bom dia pra você também Edward. – Nem me respondeu.
–Não de bola Bella, esta pior que uma criança. – Não falei que ele estava parecendo. – Bom, queria ficar, mas tenho que ir terminar de ver as instalações que estão fazendo lá em casa, Edward recebe alta hoje de tarde, se possível, queria que você o levasse, já que vai ficar o dia todo aqui. –Falou Esme.
–Como? Não entendi isso! Ela vai ficar aqui? – Falou Edward nervoso. Ignoramos.
–Claro tudo bem. Vai ser difícil, mas como estou cuidando de uma criança... –frisei bem a palavra- Esme riu.
–Vou lá então, Edward querido –foi até ele e deu um beijo na sua testa- comporte-se. Tchau Bella.
–Tchau e até mais.
–Porque você vai ficar aqui? Não tinha outra pessoa não?
–Estou aqui por que quero e não, não tinha outra pessoa. Afinal quem iria querer te aturar a não ser a sua família?
–Você não é da minha família. – Falou ríspido.
–Pois é não sou. Mas não posso fazer nada, vais ter que me aturar, na verdade, eu que vou ter que te aturar. – Revirou os olhos. Não falou mais nada.
Já tinham se passado uns 10 minutos e ele fazia que eu não estivesse ali sentada no sofá, e também fingia que via TV, já tinha chamado umas cinco vezes e nada da criatura me responder. Resolvi provocá-lo.
–Além de não poder andar, vai se fazer de surdo também?
–Como é que é? – Achei que ele tinha quebrado o pescoço de tão rápido que ele se virou pra mim.
–Isso mesmo que você ouviu.
–Você ta brincando né?
–Claro que não.
–Porque você quer me insultar, só porque eu não posso andar?! – Revirei os olhos.
–Qual é Edward, você sabe que pode mudar isso e não quer.
–Eu não posso.
–Ai homem de Deus, você já esta me irritando.
–Por quê? – Falou inocente.
–Edward você sabe o que esta fazendo? Se negando a fazer a fisioterapia, sua família ficaria tão feliz de poder ver você bem. Caramba seria um sonho pra eles, porque você se nega? Muitas pessoas gostariam de estar na sua pele, tendo uma família perfeita, e tendo essa segunda chance de poder voltar a andar, poxa, porque você não aceita de uma vez por todas a fazer a maldita fisioterapia e ver sua família feliz com a sua realização, você já poderia estar bem mais perto de andar se já tivesse começado. – Falei irritada.
–Eu não quero... – Não deixei ele terminar.
–Chega, vamos fazer um trato?
–O que?
–Você começa a fazer a fisioterapia deixa sua família feliz e em troca não nos vemos nunca mais, eu paro de gastar saliva e você de ouvir sermões que não adiantam em nada com você. Vou simplesmente embora.
–Você estaria feliz? – Perguntou com os olhos cheios d’água.
–Do que adianta minha felicidade, ela não vai fazer você voltar a andar, e porque você estaria se importando com isso agora? Esqueça –não deixei ele falar-, invés de fazer isso por sua família, faça por você. Edward, você tem tanto a viver ainda, é um homem tão novo, não desperdice isso, comece a fisioterapia, volte a andar. Quem sabe no futuro você não encontre uma mulher, para se casar, ter filhos... Faça isso por você. – Falei séria, mas por dentro estava desmanchando cada pedacinho do meu coração depois de minhas palavras.
–Ok, eu falo com minha mãe sobre a fisioterapia, eu vou fazer isso por mim. – Falou sorrindo. Sorri fraquinho. Segurou a minha mão, nessa conversa acabei ficando do lado de sua cama. – Mas isso não quer dizer que quero você longe de mim, eu sei que sou teimoso, e às vezes agi com imaturidade, mas eu tinha medo de você não ficar comigo por eu estar em uma cadeira de rodas. – Quando eu ia retrucar ele falou-. Bella, eu amo você, desculpe eu fazer você passar por isso, mas não quero você longe de mim. Eu pensei que seria desgastante pra você ter que ajudar uma pessoa em uma cadeira de rodas não é fácil, eu apenas queria poupar você disso, mas agora vendo que você não se importa, que apenas queria me ajudar como todos os outros. Não fique longe de mim, não sei se suportaria mais, por favor... – Falou chorando eu nesse momento também estava, ele me ama, não acredito.
–Edward eu também amo você mais que tudo, sei que nos conhecemos de uma forma pouco convencional -rimos em meio as lágrimas-, mas eu daria tudo pra ver você bem, eu não me importaria de ficar ao seu lado nessa cadeira de rodas, eu não me importaria de ajudar você, não me importaria com nada disso, eu te amo Edward, mesmo você estando em uma cadeira de rodas, ou se você fosse cego, eu te amaria por ser quem você é, eu não ligo para as aparências.
–Bella... – Ele me puxou e me abraçou, Deus como eu o amava. – Eu amo você, mais que tudo.
–Eu também amo você Edward, muito. – Falei olhando nos olhos dele. Ele sorriu e me beijou. Vai parecer clichê, mas foi mágico, senti as borboletas no meu estomago, minhas mãos ficaram geladas e meu coração disparou, era essa reações que eu tinha quando falava com ele, coloquei minhas mãos no seu pescoço, e ele me abraçou mais forte pela cintura. Foi o melhor beijo da minha vida. Quando o ar ficou necessário, nos afastamos com selinhos. Sorrimos um para o outro.
–Não quero me afastar de você nunca mais Bella, você é muito importante pra mim.
–Nem que eu quisesse iria ficar longe de você. –Rimos.
–Você fica tão linda quando sorri.
–Você também, você é lindo de qualquer jeito.
–Boba. – Me deu um selinho.
Bateram na porta e me afastei dele, mas continuei segurando sua mão.
–Entre. – Falou Edward.
–Olá Edward, Bella. –Sorri para o doutor Richard. – Como você está hoje?
–Estou perfeitamente bem. – Falou sorrindo e me olhando. Corei.
–Hum, da de ver apenas pelo seu sorriso. – Falou rindo. – Vim apenas dizer que o senhor ganhou à alta, está livre para voltar para casa.
–Obrigada Richard, achei que fosse demorar mais. – Falou Ed.
–Ia sair só à tarde, mas acabei resolvendo dar agora, não tem o porquê de você estar aqui ainda. – Falou sorrindo. – Mas me diga Bella, conseguiu convencer esse cabeça dura de fazer a fisioterapia?
–Por um milagre divino consegui doutor. – Falei rindo e Edward exclamou um “Hey”. – Desculpe amor, mas você sabe ser teimoso quando quer. – Revirei os olhos.
–Pelo visto não foi apenas isso que resolveram. – Falou sorrindo. Corei novamente, que novidade.
–E não foi Richard, consegui amarrar essa mulher aqui, agora estamos namorando. – Falou sorrindo, o olhei.
–Que bom, fico feliz. Bom, tenho que ir ver outros pacientes, Esme falou que vocês vão de taxi certo? – Assentimos. – Lá em baixo tem taxis, é só vocês pegarem as coisas e irem pra casa, um enfermeiro vai estar aqui daqui apouco para ajudarem vocês. Irei conversar com seu pai sobre os fisioterapeutas. É melhor você começar logo hein. Vou lá, nos vemos outra hora. – Nos despedimos e ele saiu.
–Que história é essa que estamos namorando? – Perguntei.
–Ué achei que estávamos, eu não te pedi, mas como nos amamos achei que você sabia, a não ser que você não queira. – Me olhou apreensivo, revirei os olhos.
–É claro que eu quero seu bobo. – O beijei.
Em seguida comecei a arrumar suas coisas em uma mala que tinha ali, o enfermeiro logo chegou e ajudou Edward a trocar de roupa e colocar ele na cadeira de rodas, ele nos acompanhou até o taxi e ajudou ele a entrar no mesmo, agradeci a ele e sentei ao lado de Ed, dei o endereço da casa de Esme. Logo chegamos, o taxista ajudou a colocar Edward na cadeira e me entregou a mala, Esme já estava nos esperando na porta, entramos e logo avistei Rose e Emm, Carlisle estava descendo as escadas.
–Olá meu bem, seja bem-vindo de volta. – Falou Esme enquanto o abraçava. –Oi querida. – Me abraçou.
Os outro vieram nos cumprimentar também, fomos todos para a mesa já que íamos almoçar, a comida estava deliciosa como sempre.
–Edward tem uma novidade para vocês. – Falei sorrindo para ele.
–Qual meu filho? – Perguntou Carlisle e os outros olharam para Edward curiosos.
–Bella me convenceu a fazer a fisioterapia. – Falou sorrindo, depois foi só alegria, todos ficaram contentes com a noticia. – E tem mais... – Falou me olhando. – Estamos namorando. – Sorri. Novamente todos ficaram felizes.
–Agora você pode ficar aqui, nem acredito. – Falou Rose.
–Bem, durante mais uma semana sim, depois tenho que decidir o que vou fazer já que trabalho e minha família esta lá em Nova York. – Edward segurou minha mão e a apertou.
–Verdade, não tinha pensado nisso. – Falou Esme.
–Talvez eu peça minhas férias, já que sempre foi muito difícil eu querer sair de férias, devo ter meses acumulados já, mas mesmo assim vou ter que ir lá, resolver todas as pendências e pegar roupas, já que não vou viver só com essas. – Falei rindo, tentando melhorar o clima dali. Acabou que todos rindo, menos Edward. – O que foi meu amor? – Perguntei a ele.
–Você terá que ficar muito tempo longe?
–Talvez uma semana, não sei.
–Não queria que você fosse. – Falou dando um sorriso triste.
–Eu também não Edward, mas é preciso, se eu realmente quiser ficar mais tempo aqui.
–Talvez você pudesse ir também Edward, acho que ficar uns dias não vai fazer mal. – Falou Carlisle.
–Não quero dar trabalho pra Bella. – Falou.
–Edward, já conversamos sobre isso, você não vai me dar trabalho algum, e, além disso, você vai poder conhecer minha família, vai ser ótimo. – Falei sorrindo, eu tinha pensado nisso, mas não sabia se ele iria querer.
–Tem certeza? – Perguntou inseguro.
–Claro que sim. Podemos ir já essa semana, pra você não demorar muito a fazer fisioterapia.
–É, posso ir sim. – Falou rindo. Acabou que voltamos a conversar normalmente.
***
Me acordei com meu celular despertando, eram 8:30. Levantei e fui tomar banho, enquanto tomava banho me lembrei de como foi meu dia ontem. Depois que almoçamos Rose, Emm e Carlisle tiveram que voltar ao trabalho, Esme nos mostrou a sala de fisioterapia que tinham feito e depois deixou Edward e eu no quarto. Acabou que dormimos até as 15h00min, e ficamos conversando sobre nossa ida a Nova York, ele comentou que quando voltássemos gostaria que ficássemos na casa dele, só que falei sobre a sala de fisioterapia e que não tinha na casa dele, e ele falou que poderíamos ir todos os dias na casa dos pais para fazer o tratamento, e que o enfermeiro poderia ficar na casa dele, para ajudar. Acabou que concordei com ele. Falamos com Esme e ela não se importou.
Quando cheguei na casa de Rose e Emm, liguei para meu pai e conversei com ele, se eu poderia pegar minhas férias para ficar aqui em Londres, ele estava relutante, afinal, eu e Jasper éramos o braço direito dele, só que depois de muito conversar acabou que eu poderia ficar aqui o tempo que desse o tratamento. Mesmo assim nos iríamos para NY, pegaria minhas coisas e apresentaria Edward à família toda, minha mãe acabou que fez uma intimação para isso. Naquela mesma noite, comprei as passagens e nos iríamos amanhã.
Sai do banho e fui ao closet onde estavam minhas malas, escolhi uma roupa e a coloquei, arrumei meu cabelo e assim que estava pronta saí do quarto em direção a cozinha.
–Bom dia Rose! – Falei assim que cheguei, ela estava preparando o café.
–Bom dia Bells! – Falou sorrindo.
–Você não devia estar no trabalho? – Perguntei.
–Devia, mas resolvi ficar e fazer o café da minha cunhadinha, afinal, você vai embora amanhã e só vai voltar na outra semana. – Falou sorrindo.
–E ainda por cima vou levar seu irmão comigo! – Falei, acabamos rindo.
–Verdade... Ai Bella, você faz tão bem a ele. – Falou feliz.
–E ele faz bem a mim também.
–Sabe com o que eu fiquei curiosa? – Falou se sentando à mesa junto comigo.
–Com o que? – Perguntei arqueando uma sobrancelha. Coloquei café na minha xícara e ela fez o mesmo.
–O que você falou para o Edward aceitar a fazer a fisioterapia? – Parei de passar manteiga no meu pão e dei um sorriso triste.
–Bem, ele queria tanto que eu fosse embora que acabei fazendo uma proposta pra ele...
–Que proposta? – Perguntou Rosalie curiosa.
–Eu iria embora como ele tanto queria e ele faria a fisioterapia, não deixando mais a família dele triste e consequentemente ele também não estaria.
–Você iria embora mesmo assim?
–Se isso deixasse ele feliz sim.
–Bella... – Ela apertou minha mão sobre a mesa me dando um sorriso triste. – Mas o que ele falou?
–Ele falou que faria a fisioterapia, que ele viu que estava errado, ele apenas estava com medo. E falou que não queria que eu fosse embora, porque ele me amava e não queria me ver partir. – Falei sorrindo.
–Finalmente. – Falou erguendo as mãos para cima. –Não sei se iria agüentar o mau humor dele pra sempre. – Falou rindo, acabei rindo junto. – Vocês merecem serem felizes juntos, passaram tempo demais separados.
–Agora tudo esta tomando um rumo, sabia que vamos morar juntos na casa do Edward? – Perguntei. Acabou que ficamos conversando um bom tempo enquanto tomávamos nosso café, contei sobre o que aconteceu ontem. Depois arrumamos a cozinha e fui escovar meus dentes para podermos ir para a casa de Esme, Rose me largaria lá e depois iria para a empresa.
***
–Qualquer coisa nos liguem, quero saber noticias de vocês todos os dias, ouviram? – Perguntou Esme me abraçando. Estávamos no aeroporto, nosso voo já tinha sido chamado e estávamos nos despedindo de todos.
–Claro, pode deixar Esme, vou deixar você sempre informada, ok? – Falei sorrindo.
–Tudo bem, se cuida meu filho. – Falou abraçando Edward. Nos despedimos de todos e fomos para o avião. O voo foi tranqüilo e boa parte dele eu dormi, era muito cansativo. Assim que chegamos, ajudei Edward a sentar na cadeira de rodas e saímos do avião indo pegar nossas bagagens, a pegamos e fui procurar minha família.
–Edward não precisa ficar nervoso. – Falei rindo, ele estava quase tendo uma sincope.
–Bella, eu vou conhecer sua família, estou nervoso. E se não gostarem de mim? – Perguntou apreensivo.
–Porque eles não gostariam de você? Você é perfeito meu amor. – Falei de frente pra ele, tinha parado de caminhar assim que ele perguntou.
–Bella, não sou perfeito, eu estou em uma cadeira de rodas. – Falou como se fosse obvio.
–Pra mim você é ótimo desse jeito, não precisa mudar nada em você. E todos sabem que você esta em uma cadeira de rodas, e acredite isso não tem problema nenhum, você tem que parar de pensar no que as pessoas vão achar de você. Você é perfeito pra mim ok? – Perguntei sorrindo e dei um beijo nele.
–Ok. – Falou dando um sorriso torto. O meu sorriso torto.
Assim que voltamos a andar comecei a procurar meus pais, e rapidamente os avistei como também meu irmão, minha cunhada e Ben.
–Oi gente. –Falei sorrindo quando nos aproximamos.
–Bella meu amor. – Falou mamãe vindo me dar um abraço apertado. – Que saudades.
–Também estava mãe. Quero apresentar a vocês Edward, meu namorado. – Falei sorrindo para ele, o mesmo retribuiu. Depois de todos devidamente apresentados, saímos do aeroporto e fomos para o carro do meu pai, ele colocou nossas malas no porta malas. Jasper, Alice e Ben, iriam no carro de Jazz já que não teria espaço, iríamos nos encontrar na minha casa. Papai ajudou Edward a entrar no carro e eu também entrei. Em seguida estávamos a caminho de casa. Edward segurou minha mão e me olhou sorrindo feliz, sorri também e assim seguimos.
***
Nossa semana em Nova York foi ótima, todos estavam muito felizes em ver que eu estava feliz com Edward, e bom ele, todos o adoraram, não tinha como não gostar dele. Apenas ficaram um pouco tristes que iríamos ficar longe tanto tempo, mas todos prometeram que iriam nos visitar sempre que possível. Já que nos não poderíamos viajar mais quando Edward começasse o tratamento, que não tinha um tempo estimado para ele voltar a andar.
Resolvi todas as pendências que eu tinha, peguei roupas para levar, já que as que eu tinha não dariam para todo o tempo que iria ficar lá, o tempo que não sabia de quantos meses eram. Liguei –como prometido- todos os dias para Esme deixando a par de tudo.
Sempre que possível estávamos juntos, eles queriam aproveitar esse tempo que eu estivesse ali para matar as saudades. Dei os presentes que eu tinha comprado em Londres e todos gostaram. Ben era muito agarrado a mim e isso não mudou, ele estava sempre comigo e com Edward, –o qual ele gostou muito- Edward tinha muito jeito com o Ben, ele falou que essa experiência que ele tinha era devido ele ter ajudado as crianças com câncer do hospital, ele ajudava elas a mais de dois anos, e falou que mesmo estando nessas condições continuaria ajudando, e eu claro começaria também.
Estava no dia de voltarmos a Londres, iria sentir muitas saudades de todos, afinal, eu nunca tinha ficado muito tempo longe deles, mas era necessário. Despedimos-nos, minha mãe chorou muito e eu consequentemente também, mas como eu disse era necessário, Edward precisava de minha ajuda, e eu precisava ficar com ele.
Dentro do avião Edward apertou minha mão e me puxou para um beijo, assim que nos separamos para buscar ar ele encostou nossas testas ainda me olhando nos olhos, falou:
–Eu amo você Bells.
–Eu também amo você. – Repeti, me deu outro selinho e encostei-me ao seu ombro. Tudo estava no seu devido lugar.
***
DOIS ANOS DEPOIS
–Filha você esta tão linda! – Falou minha mãe sorrindo e com lágrimas nos olhos.
–Você esta perfeita. – Falou papai.
–Obrigada. – Falei sorrindo feliz, mas também quase chorando.
–Nada de lágrimas aqui, mesmo a maquiagem sendo a prova d’água, vocês não podem chorar. – Falou Alice quase tendo um ataque. – Nada de estragar minha obra prima dona Isabella.
–Desculpe Alice, mas é inevitável. – Falou mamãe. Sorri.
Hoje estaria realizando um sonho. Estaria me casando com o homem que eu amo. Não acredito que já se passou dois anos desde aquele maldito acidente. Mas se aquele acidente não tivesse acontecido, não sei se estaria hoje aqui, prestes a me casar.
Um ano e dois meses depois de Edward ter começado o tratamento, vimos uma melhora significativa. Ele começou a usar um tipo de bengala para auxiliá-lo a caminhar, ele não acreditou que poderia voltar a andar, mas ficou tão feliz que aquilo tinha acontecido, e não era para menos.
Naquela noite teve um jantar e resolvemos fazer uma surpresa para todos. Eles ficaram muito felizes com a novidade. Bem, aquela não foi à única surpresa, naquela mesma noite, Edward me pediu em casamento, tudo estava se ajeitando aos poucos.
Apenas quatro meses atrás resolvemos fazer o casamento, Edward queria esperar estar totalmente bom. Ele queria estar inteiro para aquela cerimônia. Eu não me importaria se tivéssemos nos casado com Edward ainda na cadeira de rodas, mas às vezes ele era muito inseguro, não quis contrariar ele.
–Esta pronta querida? – Perguntou papai. Percebi que estava somente nos dois ali.
–Estou. – Falei. Ele me ajudou a descer as escadas da casa de Esme. É o casamento seria lá, resolvemos fazer uma coisa mais simples, mesmo sobre os protestos de Alice e Rose.
–Não me deixe cair, pai. – Falei assim que estávamos na porta, prontos para seguirmos até o altar.
–Nunca. – Ele pegou meu braço e colocou junto ao dele e seguimos.
As meninas realmente capricharam, estava tudo perfeito. Mas não consegui prestar muita atenção, apenas conseguia ver ele. Seguimos comigo o olhando e ele a mim. Assim que chegamos papai colocou minha mão em cima da de Edward, e o mesmo a pegou e colocou meu braço junto ao dele.
Ouvimos as palavras que o padre falou, trocamos as alianças e quando fomos nos beijar Edward acariciou meu rosto.
–Eu amo você mais que tudo.
–Eu também amo você mais que tudo. – Falei sorrindo e deixando algumas lágrimas escaparem, ele também com lágrimas nos olhos falou:
–Agora é para sempre. – E me beijou.
Agora estava tudo no seu devido lugar. E tivemos uma prova de que o amor supera tudo.
FIM
Notas finais
Tenho essa one-shot a mais de um ano e só agora consegui terminar ela kkk
Gostei de escrever ela, mesmo que em uns momentos tenha me faltado inspiração, e esse foi um dos motivos de demorar tanto a finaliza-lá.
Foram 25 páginas no word, ficou bem grandinha né kkk
Espero que tenham gostado, fiz com muito carinho para vocês e espero ver alguém aqui hein kkk
Quem quiser pode passar nas minhas fanfics, tenho apenas uma em andamento, as outras estão finalizadas...
Depois da pequena "divulgação"... Vou lá, beijinhos gente e espero que tenham gostado :)
P.S.: Se os links não entrarem, por favor, me avisem que eu posto um capítulo apenas para eles...
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