I Love U, Dude.
1 Capítulo 1: Caught Like A Fly
Notas iniciais
Caught like a fly
As mãos suadas seguravam o microfone com força, as palavras saíam com um pouco de rancor fazendo um verdadeiro show em cima do palco, os fãs se enlouqueciam e nada de notarem minha presença, com meu rosto escondido debaixo das sombras de meu capuz.
Logo, os olhos do cantor, justo ele, olhavam para meu rosto desanimado no meio de tanta gritaria, notou minha horrível presença naquele local, e terminou suas respirações antes de começar a cantar novamente, a guitarra entrou com um som meio macabro junto ao baixo, e começaram a música perfeita, perfeita para demonstrar que tudo havia acabado.
E a letra dela, se tornou tão verdadeira, cada vez que eu a escutava tentava desviar meu olhar, tentava fingir que não era eu em um show de Falling In Reverse, fingia parecer que não me importava. Eu mesmo me pergunto o que faço aqui, e meus passos eram levados para trás, me levando embora.
Ronnie, agora estávamos tão longes um do outro, que esquecíamos realmente o significado de “bons amigos”, agora me humilhava vendo cantar a antepenúltima música de seu mais novo álbum, aquela horrível música.
Meus olhos claros encaravam os olhos negros dele, e logo pensei em sair dali. Esperar que o show acabasse esperar que ainda tivesse que dar bilhares de autógrafos para milhares de fãs, esperar que finalmente saísse daquele local, já chega, iríamos conversar.
Apesar de ter que falar que estava tudo bem entre nós, saberíamos que não seria a mesma coisa, e não bastava simplesmente sentir falta, teríamos que resolver isso logo.
Só que antes de esperar naquela rua sinistra, talvez cercada por fãs que não conseguiram entrar no show, me surpreendi ao ver que numa parte de solo entre duas guitarras Ronnie se entregou para o guitarrista, dando um pequeno beijo em tanta tensão.
Logo ri, com minhas mãos nos bolsos e finalmente me distanciei, escutando logo o último “Just Like Me” em sua música. Sai daquele lugar, pelos fundos, e notei como a noite estaria estranha e silenciosa.
Os passos que se aproximavam era sempre de pessoas estranhas, e enquanto me escondia nas sombras do capuz peguei o celular e vi as horas, e pensei seriamente e não o esperar mais, porque aquilo era completamente idiota.
Fui mexer no celular, talvez nem tivesse tocado quando cliquei no número do Ronnie, então decidi mandar uma mensagem.
“Estou aqui fora, preciso falar com você”
Só que nem me notava que as horas se passavam, o show acabaria em volta das dez. Então ele sairia pelo menos as onze ou até mesmo meia noite,afinal...Deveria mesmo esperar? Essa pergunta era perturbadora, ia e vinha. Decidi esperar até as onze.
“Estou te esperando, venha aqui fora assim que possível cara.”
Já começava sentir sono, e minhas pernas doíam enquanto me escorava na parede. Já teria me distraído com todos os aplicativos no iphone e com meu twitter, e já seria onze e meia. Mandei pelo menos outras cinco mensagens o mandando vir pra cá, rapidamente. Agora já era, estou indo embora.
Chamei um táxi quando vi até algumas fãs saírem do local, entrei no carro amarelo assim que chegou, e fechei a porta meio impaciente. Pedi para que me levasse até o quarteirão de um apartamento qual passava alguns dias.
Por alguns momentos me perdi entre as luzes do postes e em meus pensamentos, pensei que Ronnie teria se retirado do local finalmente, só que ia encontrar só um vazio na rua.
Teríamos passado apenas umas ruas de onde aconteceu o show, liguei meu celular de novo e decidi mandar outra mensagem.
“Bro, já cansei de esperar, deixa pra próxima.”
Mas, no final apaguei aquela mensagem, ordenei que o taxi parasse ali mesmo, guardei o celular nos bolsos da blusa e me retirei do carro assim que paguei o dinheiro necessário, o que diabos eu estava fazendo cara? Ele era meu amigo, uma hora teríamos que nos desculpar, e foda-se como vou chegar lá, mas eu vou chegar.
Meus passos começaram fracos até o taxista se distanciar, logo corria, atravessava a primeira rua passando de todos os obstáculos, de todas as pessoas, de todos os carros, minha respiração começava a se perder pouco a pouco, e aproximava finalmente da segunda rua.
Desviava-me de tudo que vinha pela frente, corria na verdade como um maldito louco no meio das ruas, e aquela situação se tornou engraçada, correr tanto por causa de uma possível resposta de que vai ficar tudo bem, correr tanto por causa de um cara. Se bem, que ele não era só um cara para mim.
Continuava correr até virar a esquina, minha respiração totalmente esforçada, não corria assim fazia um bom tempo, e de longe notava um cara com uma toalha branca em volta do pescoço, Só podia ser o Ronnie.
Ele procurava por mim nas ruas, e eu continuava correndo, faltando alguns passos para a aproximação, sentia meu corpo mais quente e alguns fios de cabelo grudar em minha testa suada, começava a gritar o seu nome para que pudesse me ver.
Meus passos agora que diminuíam fazendo com que me aproximasse dele, e era fácil ver sua emoção depois de um show, um show que não teria feito há muito tempo. E ainda um pouco distantes, parei e respirei fundo.
Recuperei meu fôlego o mais rápido possível, e com pequenos passos para frente fomos tendo uma desagradável conversa.
- Eu vi o show. – Comecei a falar algo rápido, antes que ele fosse embora e não resolvêssemos nada.
- É, eu vi você lá. – Ele concordou, levantando as sobrancelhas como se fosse algo obvio.
- Cara, nós precisamos conversar. – Finalmente soltava o começo de tudo.
- Pra mim estava tudo bem. – Ronnie fingia que nada estava acontecendo, e segurava nas duas pontas da toalha branca em seu pescoço.
- Você sabe que não esta cara, não é uma conversinha daquela que vai mudar isso, você sabe Ronnie.
- Mas, não vai ficar tudo vai ficar bem, diabos? Max, encara a realidade eu não estou mais no Escape the Fate, e enquanto fiquei anos naquela porra de prisão, sua bandinha ficou falando merda, como se ainda tivesse muito sucesso esperando pela frente. E quer saber, esse novo álbum meu...
- Foda-se Escape The Fate, foda-se o novo álbum, foda-se o que falaram de você. Isso é entre você e eu, e agente tem que resolver cara, foram anos de amizades, se é pra terminar não pode ser desse jeito. – Fui contra todas aquelas palavras, fiz gestos com a mão para mostrar pra ele que o resto não importa agora, realmente foda-se o resto.
Aquele momento tenso em que você sente que não há respostas e nem mais assunto para ser começado, todo aquele esforço talvez para nada sabe, tudo isso só...para isso.
- Eu vi seu show.
- Eu sei, e você já falou isso. – Ronnie realmente não queria assunto, e eu mesmo já teria notado que teria repetido aquela frase.
- Você beijou o guitarrista né? – Abri um sorriso amarelo no rosto, e tirei o cabelo do rosto, meio que o arrumando.
- Agora você fala como se importasse, falou o cara que não beijou o Craig. – Ronnie brincou.
- Isso tá parecendo uma DR. – Devolvi a brincadeira, dando um pequeno soco no braço tatuado do Radke.
- Esta mesmo... – Uma pequena risada do Ronnie pra descontrair a tensão, logo minutos de silencio perturbadores. – Esta tudo bem, bro.
Aquelas frases me deixavam tão feliz, que só consegui retribuir com um maldito abraço, e quando nossos braços se encontraram em volta de nossos corpos, dei pequenas batidas com minha mão em suas costas, ignorando o suado de seu corpo tão próximo ao meu.
- Eu sinto sua falta. – Sussurrei em seu ouvido, ganhando o cochicho de volta.
- Bem, agora as fãs vão sair, acho melhor você ir indo. – Quando nos separávamos Ronnie dizia, retribuindo o soco fraco que teria dado nele.
Virei para trás, saímos de perto do outro, e finalmente senti com que tudo estava bem, finalmente, tudo bem.
Senti meu celular vibrar em meu bolso, e o tirei. Teria recebido uma mensagem, que pareceu bem estranha no começo, tirando um pequeno fato no final.
“I Love u, Dude”
Ronnie.
Olhei para trás, e olhei o Ronnie sorrindo, retribui o sorriso, e respondi sua mensagem.
Notas finais
Se você gostou ou leu, basta nada demonstrar, prometo até dar uma passada no seu perfil e nas suas histórias, agora me ajude com minha 'primeira' fanfic aqui. Beijinhos -q
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