I Love...

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Desculpe a demora mas ai está e espero que gostem. Bjs e boa leitura.

_ Eu não estou acreditando no que eu estou ouvindo Ferdinando. Pedro já havia caído sentado em sua cadeira devido ao susto. _ Então quer dizer que foi você quem desrespeitou minha filha?

_ Não seu Pedro, eu não desrespeitei vossa filha afinal nós somos comprometidos, e nós apenas saímos para conversar e aconteceu e aí a dona Tê infelizmente apareceu e viu tudo.

_ O senhor sabe que beijar na boca uma moça direita antes do casamento é inaceitável e que se beijou tem que casar!

_ Claro que sei seu Pedro. Vim dizer para o senhor que se for preciso, caso com ela amanhã mesmo, mas eu só quero que o senhor me prometa uma coisa.

_ O que você quer rapaz?

_ Eu quero que o senhor, por favor, não conte a ninguém que fui eu quem a beijou.

_ Mas por que disso?

_ Seu Pedro, eu amo a Gina de todo meu coração e não tenho dúvidas disso, mas a Gina sempre me trata mal e se ela souber que fui eu quem a beijou ontem é capaz dela nem querer mais olhar na minha cara o resto da vida e isso vai ser quase que a morte pra mim.

_ Entendo filho.

_ Eu quero poder ter um tempo, nem que seja o resto da vida ao lado dela para tentar conquistá-la. Prefiro ficar perto dela, podendo respirar o cheiro que ela exala estando perto dela do que não poder nem chegar perto, pois sei que ela é bem capaz se souber me proibir de chegar perto dela, entende?

_ Sim e o senhor tem a minha palavra de que ela não saberá de nada. Mas temos que combinar tudo com vosso pai sobre o noivado e depois o casamento.

_ Obrigado seu Pedro. O senhor fique tranquilo que eu conversarei com meu pai e trarei ele aqui o mais rápido possível para combinarmos tudo.

_ Isso merece um brinde amigo. Vou preparar um uísque para nós, mas me conte por que você veio me contar sobre isso filho? Porque eu sei que isso não costuma a acontecer todos os dias, os homens beijam suas futuras esposas e nem por isso saem contando aos sogros.

_ Seu Pedro, eu fiz isso porque gosto, gosto não, eu amo a sua filha e eu tive a certeza disso ontem, e resolvi que eu deveria lutar por isso, por aquilo que sinto. Mas quando ouvi o senhor falando tudo aquilo da vossa filha eu não aguentei, tive que confessar, pois prefiro mil vezes que o senhor pense mal de mim do que da Gina... ah, obrigado. Disse pegando o uísque servido pelo senhor. _ Afinal, fui eu quem a beijou.

_ Eu lhe agradeço por ser sincero comigo. Então vamos ao brinde. Um brinde a união de nossas famílias. Disse levantando o copo.

_ Um brinde ao amor que uniu as nossas famílias seu Pedro. Disse levantando o copo ao amigo e futuro sogro. _ Bom meu sogro, agora tenho que ir embora, pois o senhor conhece meu pai e eu prometi entregar meu diploma a ele hoje e se eu não o fizer ele é capaz de me negar à felicidade. O senhor, por favor, não esqueça o que combinamos. Passar bem.

_ Não esquecerei. Eu também tenho que ir para o trabalho.

Os dois saíram da casa dos Falcão e seguiram até a mercearia do italiano Giácomo.

_ Bom dia seu Giácomo. Disseram os senhores.

_ Buongiorno singnori, digo senhores Falcon e Napoleon. Desejam algo?

_ Não senhor, viemos aqui apenas cumprimentá-lo, pois é nosso caminho.

_ Va bene.

_ O senhor está com essa cara brava por que Giácomo? Perguntava Ferdinando.

_ Ah ragazzo, minha figlia e aquele infelite do mio ajudante Viramundo que estavam de agarramento lá nos fundo da loja, e penso que se minha Concetta estivesse qui nada disso tava acunteceno, io no soube criare mia figlia. I agora donde voi encontrare um homo direito para casare com ella?

_ Por que o senhor não deixa que ela se case com o Viramundo então?

_ No! Esso jamais, prefiro a morte.

_ Não fale assim Giácomo. Mas me desculpe, pois preciso ir ao trabalho, minha filha já deve estar preocupada comigo lá no gabinete. Até mais. Disse Pedro se retirando.

_ Bom seu Giácomo, também preciso ir, meu pai deve está me esperando em casa.

_ Va bene.

*

Ferdinando então chegou em casa e encontrou assim que entrou na mesma seu pai na sala de estar.

_ Olá meu pai!

_ Oi. Posso saber onde o senhor foi logo cedo?

_ Eu fui a casa do seu Pedro Falcão.

_ Mas por que tão cedo?

_ Meu pai, eu fui até lá para dizer a ele que eu quero fazer jus a vossa promessa.

_ Como assim?

_ Meu pai, sente-se que eu lhe conto.

Ambos sentaram-se ao sofá e Ferdinando continuou.

_ Eu quando adolescente sempre gostei muito da Gina, só que eu estraguei tudo naquela época e ela ficou com raiva de mim, tanto que eu até aceitei fazer a sua vontade de ir estudar fora para ver se me esquecia dela, não adiantou muito. Mas ontem, na festa, vi uma garota linda que achava que seria perfeita para que eu esquecesse de vez aquela doida, fomos ao jardim e conversamos e até nos beijamos...

_ Mas o que sua nova paixonite tem a ver com a sua ida a casa do Falcão... Não me diga que você fez a idiotice de cancelar nossa promessa?

_ Como eu disse eu fiz jus a essa promessa, posso continuar?

_ Prossiga.

_ Bom eu dizia que acreditava que me libertaria de vez desse amor do passado, mas me enganei, pois a dona Tê chegou, gritou o nome da filha enquanto nos beijávamos e foi neste momento em que eu soube que estava apaixonado pela mesma mulher que sempre estive e foi neste momento que eu resolvi fazer então o que meu coração mandava, que era lutar pelo que sentia, independente daquilo que sei que pode acontecer.

_ Fala logo rapaz!

_ Eu fui até a casa do seu Pedro dizer quero casar logo com a filha dele, contei do beijo...

_ Você está maluco? Nenhum homem conta para o sogro de um beijo dado antes do casamento.

_ Meu pai, ele estava achando que quem havia dado esse beijo era qualquer um infeliz e que a Gina ia ficar mal falada, eles estavam pensando horrores dela, não podia deixar que isso acontecesse, então falei. Eu também prometi que você iria combinar com ele tudo para o noivado e para o casamento.

_ Está bem, depois a gente vê isso. Antes você precisa me entregar alguma coisa.

_ Eu vou pegar meu diploma só se você me prometer ir comigo ainda essa noite conversar com o Pedro Falcão sobre esse assunto.

_ Tudo bem, agora vá logo pegar esse bendito diploma.

*

_ Eu não acredito que esse idiota foi em nossa casa para segundo você me fazer um “favor”.

_ Pois é verdade, ele fez a gentileza de ir lá a nossa casa dizer que havia visto você e um infeliz qualquer de assanhamento no jardim da casa dele, mas que mesmo assim ele estava disposto a casar-se com você minha filha, dê graças a Deus por isso.

_ Ele só pode ter ficado maluco de vez, ou virado um covarde de verdade em não encarar a realidade e entender que eu nunca vou gostar dele, que eu vou sempre gostar desse rapaz de ontem a noite, que embora tenha me enchido a paciência no começo, mas depois fez com que eu gostasse dele.

_ Você não deveria falar assim dele, ele está sendo ótimo a você minha filha, para que você não fique mal falada na cidade.

_ Preferia estar mal falada a ter que casar com esse idiota covarde.

_ Mas eu já decidi, e você vai casar com ele querendo ou não.

_ Eu duvido!

_ Ah é? Então você não vai mais trabalhar pra mim, vai ficar em casa com sua mãe ou vai trabalhar na escola em que sua irmã leciona. Está decidido, ou casa com o Ferdinando Napoleão ou eu te demito do seu emprego aqui comigo, você escolhe?

Gina não acreditava no que ouvia, nunca havia visto o pai tão decido e aborrecido também, ela estava assustada e confusa. Era verdade que gostava de Ferdinando, mas aquele rapaz da festa havia mexido com ela e desistir dele não era algo que queria fazer, na verdade queria que fosse Ferdinando esse homem “mas não é esse covarde”, pensava. Mas escolher entre algo que nem sabia quem era e algo que tinha em mãos era algo fácil, mas não para Gina, pois admitir que gostava de Nando era algo que estava fora de questão pois além da paixão que existia, ainda existia uma mágoa ou uma certa raiva do acontecido do passado, e trabalhar com o pai era a única certeza que tinha na vida e deixar isso de lado também estava fora de questão, então tomou a decisão.

_ Eu me caso com esse covardão, mas fique o senhor sabendo que eu não vou deixar que ele encoste um dedo em cima de mim. O senhor avisa isso a ele.

_ Ótima decisão. Mas essa última parte você combina com ele, afinal o casamento é de vocês.

*

A noite chegou e a família Napoleão já estava pronta para irem até a casa dos Falcão e logo saíram e não demoraram a chagar a casa dos mesmos. Epaminondas bateu a porta e dona Tê veio prontamente abri-la.

_ Nossa, a família Napoleão inteira. Boa noite pode entrar, fiquem a vontade.

_ Que surpresa amigo Epaminondas. O que trazes aqui em minha casa esta noite?

_ Bom, meu filho disse que veio aqui hoje pela manhã lhe falar sobre o casamento dele e de sua filha. Então viemos resolver o que temos que resolver.

Dona Tê havia ido a cozinha junto com Catarina e Pituca para pegarem o chá e logo voltaram. Serviram a todos e serviram-se e dona Tê pediu licença e foi até o quarto das filhas chamá-las.

_ Gina, Juliana desçam que tem gente lá embaixo.

_ Mas quem é mãe? Pergunta Gina.

_ Desça que você vai saber. Dona Tê olha para Juliana que também a encarava e deu uma piscada para a mesma, fazendo-a entender que era Ferdinando quem estava lá na sala.

Dona Tê saiu e Juliana começou a fazer a sua parte no convencimento da irmã em se arrumar para encontrar-se com o futuro marido sem que ela soubesse.

_ Bom Gina, já que temos visita vamos colocar um belo vestido e fazer uma linda maquiagem.

_ O que deu em você Juliana? É só uma visita, para quê tenho que me arrumar toda? E quer saber não vou descer, fala que estou com dor de cabeça.

_ Ah não, você vai descer e vai bem bonita. Disse já puxando a irmã pelo braço para que ficasse de pé. _ Deve ser alguma coisa sobre política, e você como assessora de gabinete dele tem que estar lá e bem bonita, imagina se te verem assim toda descabelada, de cara lavada, não, isso vai ser muito ruim pro nosso pai. Vamos, coloque esse vestido azul aqui, farei uma bela maquiagem em você, arrumarei esse cabelo.

_ Está bem, mas não exagera, não quero parecer uma palhaça.

_ Tudo bem. Juliana agora dava um belo sorriso discreto, pois havia ganhado uma batalha contra a irmã.

*

Na sala todo conversavam, e decidiam sobre o noivado primeiramente, que seria no próximo final de semana na casa dos Napoleão e o casamento ficaria para o final do próximo mês, o que deixou Ferdinando um pouco triste, pois não estava perto, mas pelo menos era melhor que antes que nem data tinha.

Assim que terminaram de combinar quase tudo, Juliana desce a escada e logo atrás vinha Gina, toda elegante, linda vestida com um vestido todo azul, um pouco mais escuro que os olhos do amado, embora simples o vestido era muito elegante. Todos a sala ficaram surpresos com a moça e também encantados, principalmente Ferdinando, que a admirava de cima a baixo, com os olhos marejados de encanto com a mulher de sua vida e só pensava na sorte de tê-la como esposa futuramente, por mais que tentasse, não conseguia tirar os olhos da amada.

Gina estava perplexa com as pessoas que estavam na sala, não queria aparecer assim na frente deles, mas quando seus olhos que ainda não tinha visto Ferdinando atrás do pai dele, encontraram os olhos marejados dele, viu seu coração dar uma acelerada e percebeu o rosto esquentar e sabia que isso não era uma bom sinal, pois era sinal de uma vermelhidão que ele não poderia perceber, por isso, abaixou o rosto rapidamente.

_ Bom, agora que estamos todos aqui, podemos brindar ao casamento que virá no final do mês que vem. Disse Pedro feliz.

Gina escutou aquilo do pai e rapidamente olhou para ele e fez uma cara de desagrado, mas Pedro pouco se importou com isso, não deu atenção e se retirou para pegar o champangne na cozinha e dona Tê fora pegar as taças.

_ Estou muito feliz por você minha irmã. Disse Juliana ao ouvido da irmã.

_ Você para de falar bobagem. Eu só aceitei isso tudo porque não quero perder meu emprego com nosso pai, mas esse daí nunca irá encostar um dedo sequer em mim.

_ Não fale o que não pode cumprir.

_ Ele que ouse.

Todos já estavam com suas taças em mãos e brindaram a união das famílias, pois Ferdinando embora quisesse não puxou o brinde que queria, mas seus olhos não saíam de Gina, ele a intimidava apenas com os olhares que lançava a ela, havia horas em que piscava para ela, e ele gostava das reações que ela fazia cada vez que era pega olhando também para ele, e ele claro, estava adorando tudo.

Depois de algum tempo as famílias se despediram e Ferdinando claro ao falar com Gina a seu ouvido pronunciou.

_ Não vejo a hora em que estaremos casados. Te amo menininha.

Gina estava pasma com tudo que ouvira, mas não podia deixá-lo sem uma resposta a lá Gina, então disse também ao ouvido dele.

_ Se você está achando que vai encostar um dedo em mim, você está muito enganado seu covardão.

_ Gina, você se esqueceu que da última vez que você me chamou de covarde eu fiz uma coisa que adorei fazer e se não tivéssemos na frente de nossas famílias não me custaria nada fazer aquilo de novo, pois vontade não me falta.

_ Vamos logo Ferdinando! Que despedida demorada! Gritava Epaminondas da porta de saída.

_ Já estou indo meu pai! Ferdinando virou-se para a amada e lhe deu um beijo na bochecha. Enquanto pegava sua cartola, direcionou o olhar a Gina que estava olhando para ele e lhe deu uma pequena piscada e se retirou sorridente.

Notas finais
Espero que tenham gostado.