Notas iniciais
^^oi amores segunda parte.. espero que gostem.
Comentem muito! vamos ao que interessa..
BOA LEITURA :)

Parte Dois



Edward andava em círculos dentro do pequeno quarto da Bella, o dia já despontava no horizonte, ela ainda dormia placidamente em sua cama, ele infelizmente não sentia necessidade de dormir estava em um estado de nervos, mais sabia que Bella tinha que dormir para estar descansada para a viagem, a ouvira mencionar que iria de carro ate forks, ele estava no andar de baixo vendo a amiga preocupada com ela, ele se sentia em divida com ela. Ele nunca conhecera uma mulher como ela, era tão centrada e madura para a sua idade, ele ficara fascinado vendo-a dormia e descobrira que ela falava enquanto dormia e ele achou simplesmente fascinante, tudo ao seu redor era de um fascínio extraordinário. Edward nunca foi de olhar para uma mulher e querer entender o que se passa em seu intimo. Ele se aproximou da cama e ela estava quase caindo, as cobertas enroscadas em suas pernas, dormia como um anjo, serena e tranquila. Edward deitou ao seu lado e não conseguiu desprendes seus olhos daquele rosto, os cílios faziam sombras em sua face acetinada, Bella tinha uma pele desejável, ele queria poder senti-la, queria poder acariciar seu rosto em repouso. Ele daria tudo para poder estar em seu corpo e a envolvê-la em seus braços e protegê-la do mundo e de todos. Com ela ele sentia essa necessidade, se sentia protetor dela, era incontrolável esse desejo de vê-la protegida, cuidada.

Ele se censurou por estar se envolvendo, ele não podia criar expectativas e nem levar Bella a alimentar sentimentos, ele nem mesmo sabia o que decorria sua vida. Se mantenha em foco Edward, foco. – ralhou com sigo mesmo. Mas quando ele viu Bella abrindo os olhos, ele queria que os olhos dela fossem à primeira coisa que ele visse ao acordar toda manha.



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Bella sentia os tímidos raios de sol a suas costas, ela estava esperando o som estridente e conhecido do seu despertador, mais ele não veio. Ela sentiu uma sensação de que era observada, ao abrir os olhos encontrou um anjo deitado ao seu lado, olhou confusa ao redor do quarto se certificando que estava no seu quarto mesmo, só não entendia o que aquele homem lindo fazia em sua cama e quando ele riu, Bella ficou sem ar. Deslumbramento era o sentimento descrito naquele rosto de anjo e sorriso de pecado, Bella notou que quando ele ria seus olhos acompanhavam esse movimento. Seus olhos dourados eram os mais belos que ela já vira.

—bom dia.

Quando Bella ouviu sua voz a compreensão veio a tona, Bella se afastou e quase caiu da cama, Edward em um gesto automático pulou para impedir a queda e quando tocou no braço de Bella sentiu um choque, os dois pararam perplexos. Bella também sentiu o toque, imediatamente o buscou com o olhar.

—eu não sei.-disse Edward respondendo a pergunta muda de Bella.

—o que estava fazendo na minha cama. —o acusou.

—eu estava te esperando acordar. Aliais você ronca. — disse Edward mentindo.

—não ronco não.

—ronca sim.

—argh! Sai do meu quarto agora.

—desculpe. você não ronca Bellinha. Você fala dormindo.

—não me chame de Bellinha. Você não tinha o direito de ficar me espionando dormir, seu ogro. Você é irritante.

—nossa você sempre acorda com esse bom humor? —replicou Edward desaparecendo no momento que Bella arremessou o travesseiro, mesmo sabendo que seria em vão. Esse meu fantasma tem o dom de irritar. —pera, não Bella ele não é seu fantasma. Ralhou consigo mesma.

Bella rapidamente arrumou sua mochila e desceu pra se despedir da Rose, ela não se conformara com essa ideia e nem acreditara na historia da Bella. Talvez um dia Bella a contasse tudo, embora ela não acreditaria. Quem em sã consciência acreditaria nessa historia. Quando Bella já havia se distanciado do seu apartamento, Edward sentou ao seu lado na sua caminhonete, assustando Bella novamente.

—você deveria fazer algum som, ou algo do tipo antes de aparecer.

—desculpe. De que ano é esse seu carro.

—Essa belezinha aqui é de 1953, ganhei do meu pai. —disse Bella orgulhosa.

—combina com você. —disse Edward.

—você esta me chamando de velha?

—não, ela pode ser imprevisível, igual você. e tem porte de durona.

Bella o olhou desconfiada.

—isso é um elogio Bella, eu nunca conheci uma mulher que gostasse de carros antigos. mais vindo de você eu sempre me surpreendo.

Bella corou por um momento, não estava acostumada a ser elogiada e não sabia como lidar, nessas horas ela ficava travada.

—obrigada. —me conte um pouco da sua família. —pediu Bella.

—bom, minha mãe se chama Esme e é maravilhosa, ela é decoradora. Meu pai é medico, se chama carlisle. Tenho dois irmãos, o Emmet e a Alice. Emmet é o cabeção e inconsequente da família, Alice é encantadora você vai ama-la. Ela é estilista de moda. É a mais irritante e bela pessoa que eu conheço.

Bella ouvia tudo enquanto prestava atenção na estrada, era evidente que era uma família unida e feliz.

No tempo que passou ele contou algumas coisas interessantes de sua infância e adolescência, Bella também contou algumas experiências, eles riam alheios e descontraídos na bolha de felicidade. E Bella se descobriu fascinada pelo Edward criança e adolescente, descobriram-se afinidades mutuas e Bella nunca conversara e se soltara com uma pessoa como com o Edward. Bella decidira ir direto para casa do Edward já que ficava no caminho da casa do Charlie. Mais ela não estava preparada para a suntuosidade e imponência da casa dos cullens. Bella de repente se sentiu intimidada, não era fácil o que ela estava preste a fazer. Bella se identificou na portaria e foi instruída de guardar seu carro a esquerda. Bella respirou fundo varias vezes, reunindo coragem. Quando sentiu um toque, que mais parecia uma brisa. Edward colocou a mão em cima da sua transmitindo confiança.

—obrigado mais uma vez Bella, eu não sei como te agradecer. —disse Edward.

Bella sentiu sua garganta apertar, seria a despedida e ela se viu triste ao pensar que não o veria mais. Seu frágil coração queimava ao imaginar que agora cada um seguiria por um caminho.

—espero que dê certo. —disse apenas.

Bella era esperada a porta, Edward sussurrou ao seu ouvido que se tratava da sua irmã, Alice.

—ola.

—oi. —disse Bella timidamente.

—entre querida. — a convidou Alice.

—Bella entrou e a seguiu a uma sala de estar, ao fundo Bella viu um belo piano de calda. Ela olhou pra Edward e ele assentiu.

—bom você falou que queria falar sobre o Edward, você ainda não soube? —perguntou Alice com tristeza na voz.

—é estranho o que vou dizer, mais preciso falar com toda a família. —pediu Bella. Nesse estante um casal entrou na sala e olhava Bella com curiosidade genuína.

—sente-se querida.

—obrigada, eu queria falar com toda a família. E eu sei que falta um membro. Eles se olharam entre si, curiosos.

—e ele esta aqui. —disse Emmett entrando e sentando ao lado da Alice.

—bom começou Bella, buscando coragem. Ela encontrou o par de olhos dourados e prosseguiu.

—por mais estranho que possa parecer, eu conheci o Edward, ele esta aqui agora. Ele me procurou pedindo ajuda, ele não que vocês desliguem os aparelhos. Ele esteve esse tempo todo com vocês, é eu sei, é estranho mais eu posso vê-lo e ouvi-lo.

—o que você acha que estar fazendo, já não acha que já sofremos o bastante. —retrucou Esme indignada.

—senhora acredite, eu não estou mentindo.

—fora da minha casa agora, não sou obrigada a receber pessoas que se aproveitam do sofrimento alheio.

—mas...

—fora.

Bella se virou para Edward com raiva.

—eu não disse que eles não iam acreditar em mim.

—Bella tente mais. —seja mais convincente.

—o que você quer que eu faça Edward. Ninguém acredita em mim, eu vou embora.

—Bella, por favor...

Os cullens olhavam assustados e magoados para a Bella.

—me diga algo que só você sabe e cada um daqui. —pediu Bella num sussurro.

—espere, diga ao Emmett que foi ele que quebrou o armário da mamãe e eu não disse nada.

Bella se virou para a família e repetiu. Viu o Emmett engoli em seco, e confirmar.

—diga que a Alice estourou o cartão de credito do papai. —continuou Edward.

—ele ta dizendo que você Alice estourou o limite do cartão de credito do seu pai. —repetiu Bella. Alice se sentou e confirmou. Todos pareciam estáticos.

—conte que meus pais estão planejando fazer uma viagem de segunda lua de mel para a Grécia e que eu quebrei meu braço aos cinco anos de idade .

Bella se virou e repitiu o que Edward disse. Todos estavam estáticos, a mãe do Edward começou a chorar.

—Nos desculpe senhorita.

—Bella.

—Bella, estamos sobre tensão esses últimos dias, eu sou medico e o estado que esta meu filho, eu não quero que ele sofra.

—eu compreendo. —disse Bella.

Edward se levantou, Bella sentiu seu toque na mão.

—obrigado Bella, diga que eu os amo muito e que esperem, que eu posso voltar. Bella repetiu todas as palavras e lhes desejou sorte e deixou a casa. Ela fez o que havia pra ser feito, mais porque ela se sentia tão sozinha e triste. Sua próxima parada foi na casa de seu pai, fazia tempo que não o visitava, eles passaram varias horas colocando o papo em dia e quando Bella foi dormi, as lagrimas reprimidas tiveram livre acesso. Ela não podia mais se enganar, se apaixonara por um fantasma, um homem que não poderia ter, ela chorou ate a exaustão a domina-la.

De madrugada Bella acordou em seu velho quarto e sentiu a presença dele, quando se virou encontrou seu olhar. Bella se viu impedida de desviar seu olhar.

—obrigado.

—de nada.

— eu quero te dar um presente, retribuir.

—Edward..

— não adianta. Vamos se levanta, vou te levar ao lugar mais lindo do mundo.

Bella o olhou para ver se ele estava brincando, mais ele estava serio e já a esperava, Bella viu que já estava amanhecendo. Foi ao banheiro se vestir e se preparar. Talvez estivesse precisando caminha um pouco, sabia que devia ficar distante dele, de esquecê-lo,de não se iludir mais. Mais ela precisava dessa ultima vez, de estar com ele, de rir junto de alguma piada sem graça que ele contaria. De historias sem pé nem cabeça que só ele sabia.

Bella desceu nas pontas dos pés para não acordar seu pai e lhe deixou um bilhete na geladeira.

Eles seguiram pela trilha que dava atrás da casa do Charlie e andaram por vários minutos, Bella o seguia, Edward contava experiências vividas na floresta, de todas as vezes que se perdeu. do medo de não o acha-lo. Bella o ouvia e a cada vez mais se apaixonava por aquele homem fantástico.

De repente Edward se afastou e mandou-a continuar, e Bella se descobriu dentro de uma clareira linda, rodeada de flores silvestres e todo tipo de arvores, o sol que já estava alto atravessava tímido entre as folhas das copas mais altas, e Bella tinha que admitir. Aquele lugar era o mais lindo que ela já vira, ela se virou e o viu se agachando, e viu sua intenção ela mesma pegou uma tímida flor do campo violeta. a cheirou, se virando e rodopiando, esse lugar dava uma paz. Ela se sentia livre e serena.

Edward olhava absorto para Bella, ela rodopiava, a barra do vestido acompanhava seu movimento e Edward tinha certeza que nunca vira uma mulher mais bela e encantadora em toda sua vida. Ele se perguntou mentalmente se ele poderia se apaixonar mais ainda por ela, e teve a certeza quando seus olhos se encontraram com o seu. Ele andou lentamente, se desviar o olhar, parando a centímetros. Ele estranhamente sentia o calor do seu corpo. E daria tudo pra estar ali, vivo. Pronto para beija-la e ama-la naquela cama de flores.

Bella respirava com dificuldade, se sentia presa e tremia feito um coelhinho preso nas garras de algum predador. Edward estava tão próximo e de repente o ar se tornou denso ao redor deles e Bella sentia seu calor. Ele curvou sua cabeça lentamente, Bella levantou seu rosto e esperou pelo beijo singelo. Ela sentia seus lábios formigarem como se borboletas estivem pousando. Ela daria tudo para tê-lo conhecido antes, mais talvez ela não vivesse essa experiência que desfrutava naquele momento.

—Bella — disse Edward com voz rouca.

—não diga nada. —pediu Bella. Ela só queria se perder na nevoa espessa que os envolviam, suas defesas todas estavam no chão, esquecidas e enterradas.

Eles se sentaram na relva e conversaram, e Bella pensou que essa era uma Bela lembrança que guardaria dele, do lugar especial, dos beijos impossíveis e do amor compartilhado. Ela tinha que deixa-lo, ela não poderia viver nessa ilusão. Ela precisava conversar com alguém e ia procura-la mais tarde e parti, deixa-lo, ele tinha que ir, ele não podia ficar preso entre dois mundos. Ele só sofreria e faria sofre as pessoas que o amava, ela estava disposta a deixa-lo ir. Era o que faria, era a coisa certa a fazer.



And when you're needing your space
To do some navigating
I'll be here patiently waiting
To see what you find

Cause even the stars, they burn
Some even fall to the earth
We got a lot to learn
God knows we're worth it
No I won't give up

xx


E quando precisar de seu espaço
Para navegar um pouco
Esperarei pacientemente
Para ver o que você descobrirá

Porque até as estrelas queimam
Algumas também caem sobre a terra
Temos muito a aprender
Deus sabe que somos dignos
Não, eu não desistirei

(I Won't Give Up— Jason Mraz)


Notas finais
espero que tenham gostado.
Deixem Reviews por favor, até a próxima.
Beijos