Notas iniciais
Bom gente, muito prazer, meu nome é Gabryela Andrade e eu me cadastrei no site a pouco tempo.
Divirtam-se.

Capítulo 1:

Don't get too close. It's dark inside. It's where my demons hide. - Demons/Imagine Dragons

~Megan P.O.V~

A vida é uma droga. A escola é uma droga. Minha família é uma droga. Makenzie Grey é uma droga. Até Jenni, ás vezes, se torna uma droga.

Não é fácil acordar todo dia e ver minha irmã e meu pai sentados na mesa da cozinha, tomando café sozinhos. Não é fácil entrar no banheiro e ver a escova de dentes dela. A maquiagem dela. O tubo de oxigênio que ela usou nos dois últimos meses de sua vida.

Tudo é tão confuso desde que ela se foi. Eu não sinto pena de mim mesma. Sinto pena de Carly, minha irmã caçula. Nos últimos cinco meses muitas datas importantes se passaram. Meu aniversário, a festa anual do vinho, o aniversário de Megan, que após a festa me confessou que seu desejo era ter a família unida de novo, e, por último mas não menos importante, o dia das mães. Lembro que Carly chegou chorando em casa. Eu e papai ficamos preocupados e fomos até a escola saber o que tinha acontecido. Naquela sexta-feira, havia acontecido a homenagem do dias das mães na escola dela e, adivinhem, a mãe dela não estava presente. Claro que, se ela tivesse avisado, eu iria lá. Papai iria lá. Talvez nem ela fosse na aula aquele dia.

Entrei no banheiro e entrei no box. Liguei o chuveiro e a água fria caiu sobre os meu ombros.

- Droga! — papai deve ter esquecido de pagar a conta da água de novo.

Me lavei rapidamente e vesti uma roupa qualquer.

Se estava quente? Estava. Se eu me importava? Não.

Desci e a casa estava vazia. Há essa hora meu pai já tinha ido levar Carly na escola, o que significava que eu teria que caminhar quatro quilômetros até a escola.

Meu celular tocou.

- Alô — atendi sem olhar o nome.

- Bom dia — Jenni disse do outro lado da linha.

- Ah, bom dia Jenni — disse fechando a porta de casa.

- Tá afim de uma carona?

- Vai vir da sua casa até a minha? Nós já estamos atrasadas.

- Já estou aqui idiota! — ela disse e eu olhei para o outro lado da rua. Lá estava estacionado a CR-V preta dela.

Desliguei o telefone e entrei no carro.

- Você tem alguma doença!? — Jenni disse me olhando.

- Ahn? — falei olhando séria para ela.

- O termômetro no centro da cidade está marcando 32Cº e você me aparece de calça comprida e moletom?

- Ah, qual é Jenni? Queria que eu viesse como? — disse colocando o cinto.

- Com uma bermuda e uma camiseta de mangas curtas?

- Será que a gente pode discutir isso enquanto vamos para a aula? Já estamos atrasadas.

Ela ligou o carro e continuou falando.

- Por que você está sempre de moletom e de calça comprida? — ela disse arrancando o carro.

- Eu... Não gosto do meu corpo.

Quem eu queria enganar?

Sim, eu me automutilo. Desde que minha mãe morreu isso virou um hábito. E eu não corto só os braços. No início era, mas conforme os dias passam, eu mudo de lugar. Já cortei as pernas, desde a coxa até o pé, já cortei a nuca, as costas e a barriga. Eu sei que isso não me ajuda. Eu sei que não diminuir minha dor. Pelo menos estou tentando.

- Ahhh, tá. — Jenni olhava para a estrada enquanto falava — E eu sou o super-homem. Megan, você tem um corpo maravilhoso. Por que não o mostra?

- Se eu quisesse mostra-lo, viraria líder de torcida.

- Ai já você já esta exagerando. — ela disse rindo — Você mataria umas quatro garotas só com o joelho.

- Nossa, com uma amiga dessas não preciso de inimigas.

Jenni estacionou o carro no estacionamento da escola e eu desci.

Meu coração parou. Meu corpo gelou. O que estava acontecendo? Algo me dizia que... eu nem sei o que esse algo me dizia. Perdi a consciência por um segundo. O que estava acontecendo comigo?

- Está tudo bem Meg? — Jenni parou do meu lado.

- Uhum, eu só fiquei um pouco tonta. — sorri de lado.

Notas finais
Bom, espero que gostem. A opinião de vocês é muito importante pra mim :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.