I Killed My Father
3 Zashchita
Notas iniciais
(Peço-lhes que deixem sua opinião, crítica ou elogio. São todos bem vindos.
- Pretende atirar em mim...Phoenix?Arqueei as sobrancelhas, como sabia meu nome? Pelo jeito tudo que o russo me dissera era verdade, isso me deixou ainda mais paralisado, apenas me manti parado esperando o que iria acontecer. Quando de repente outra voz fora ouvida, seria a tal voz carregada do russo que me chamara de longe.- Seu idiota, por quê não atirastes? Ridículo...ainda pretendo cumprir com o que vim fazer, lhe matar, não pense que outro terá esse gostinho.Engoli a seco como já teria feito uma sequência de vezes nesse curto período de tempo, o homem de cabelos acizentados ofuscava minha visão se mantendo em minha frente, apenas continuei a ouvi-lo.- Sugiro que não o mate mortal, digamos...que, os boatos se provaram falsos da boca do Sr. Carmell, tal lenda é extremamente patética.O russo soltara a mesma gargalhada de segundos atrás e em meio a mesma eu me sentia aliviado novamente pelas palavras do demônio a minha frente.- Acha que acredito em contos de fadas?Acha que eu realmente acreditaria que esse lixo irá salvar o planeta, ou até mesmo matar algum demônio ou os próprios humanos? Não seja tolo, ele não passa de lixo, apenas o quero morto para conseguir minha recompensa, tenho planos para tal dinheiro.O tal demônio o retrucou enquanto me mantinha parado de pernas bambas, como iria obter o que queria de tal forma? Meus olhos se mantinham estáticos, apenas torcia para que mais um imprevisto acontecesse.- Errado! Ele com certeza irá "mudar" o destino do universo de forma drástica. E seguindo os caprichos de meu lorde eu não pretendo deixar que o mate. Aliás, não o matará nem que traga mil legiões junto a ti.Suas palavras soavam de forma convicta, naquele momento minhas pernas pararam de tremer por um instante, e apenas refleti sobre o que estava acontecendo. Eu não poderia estar em tal situação, nunca fui considerado deveras importante e, de repente de forma monstruosa agora teria me tornado alguém crucial para o futuro do universo? Improvável, surreal, difícil de se acreditar. Eram as palavras que martelavam e atormentavam minha mente, sempre tive o desejo de grandeza, mas nunca almejei realmente alcança-lo. De repente meus pensamentos eram interrompidos novamente por outro disparo, percebi gotas de sangue serem lançadas contra aquele solo agora putrificado. Me espantei com a reação, o tal sangue começou a corroer a madeira, até não mais existir, não pude deixar de notar a expressão do russo que também se espantou apesar de tentar não demonstrar. O demônio deu uma gargalhada, doce e sútil, poderia se comparar aos famosos lordes ingleses. Realmente parecia alguém de muita classe. — Não seja idiota, já disse, não o matará nem que tragam mil legiões, mas não posso ficar a protege-lo, pretendo me retirar como ser ocupado que sou. Trago uma mensagem de Carmell, sendo que o senhor é um dos melhores Hunter's da atualidade e que se encontra mais próximo do garoto. Seu desejo é que o proteja, e caso não o faça ou tente algo contra o mesmo, eu virei em sua busca o quanto antes. Não veja isso como uma ameaça, é uma mera troca de favores, após concluir tal objetivo terá suas recompensas tão desejadas. Me chamo Karael, e sou um subordinado direto de Carmell. Quando necessitar, estarei presente, é apenas isso que tenho a lhe dizer, passar bem russo, passar bem Phoenix, seu pai manda lembranças. Vi uma fumaça encobrir minha visão, e o tal ser misterioso desaparecer, ficando apenas eu, diante da presença assustadora do revólver do russo, ele me encarara como se quisesse me torturar, esquartejar, e comer os pedaços dando os ossos aos cachorros. Me senti totalmente desconfortável com tal situação, mas ao mesmo tempo sabia que ele não teria loucura o suficiente para me matar. Logo o vi abaixando a arma e a guardando novamente. — Droga...terei de proteger um inútil, bem é o que temos para hoje, já desconfiava que estava a me meter em uma confusão grande, mas não que viraria babá.Ele se virou, ignorando-me de instante, e logo abriu a porta do tal bar, que era tomado pela escuridão de fora. - Vamos Phoenix, é assim que te chamam, né? Bebê...Me irritei de momento, parecia possuir tamanha intimidade comigo sem nem ao menos me conhecer, era tomado por uma confiança pacífica e uma calmaria gigantesca. Isso me assustava, mas sem dizer uma palavra, apenas o segui para fora do bar. Talvez aquilo realmente fosse verdade, e meu destino fosse mil vezes mais obscuro do que teria imaginado...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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