I Just Want You

8 What I Feel For You


Notas iniciais
Oi gente. Duas semanas sem atualização, eu sei, mas por favor não me matem. Acontece que eu com a minha inteligencia apaguei, sem querer, os capítulos que eu já tinha salvo aqui no pc. Então agora vou ter que escrever tudo de novo. Enfim, boa leitura.

Todos do clube do coral estavam reunidos em uma mesa no refeitório. Era o horário de almoço. Santana achou melhor sentar-se com eles para que Brittany pudesse se enturmar com o pessoal, e era o que a loira estava fazendo. Ela estava em uma conversa animada com Mike e Tina. A morena olhou para o outro lado e viu Quinn encarando Rachel que conversava com Mercedes e Kurt.

–Você tem que aprender a ser mais discreta. –A loira assustou-se.

–Que droga Santana. –disse ela irritada. –Quase me faz derramar o suco. –completou abaixando o tom de voz, antes que atraísse a atenção dos outros na mesa.

–Desculpe, mas eu precisava te acordar da sua ‘‘hipnose’’. –Santana fez aspas no ar, enquanto esperava a desculpa que a amiga usaria.

–O quê? –Quinn fez-se de desentendida.

–Quinn, não precisa agir como se eu não soubesse.

–Soubesse do que? –a loira continuou fingindo que não sabia do que a morena falava

Quando Santana ia responder, o sinal toca sinalizando o final do horário de almoço. Quinn sorriu ao ver todos se levantando e se encaminhando para a saída.

–Salva pelo gongo. –Santana disse ainda sentada.

–Vamos? -A morena virou-se e viu Brittany em pé atrás dela. -Temos aula de espanhol agora. –a loira completou.

Santana levantou-se.

–Tchau Quinn. –Brittany disse acenando para a loira.

–Tchau, nos vemos no glee. –disse a loira tomando direção contraria.

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Santana estava entediada na aula de espanhol. Ela já sabia falar a língua. Podia não ter nascido na Venezuela, como seu pai, mas o próprio lhe ensinou quando ainda era pequena, além de ter viajado para o país nativo dele algumas vezes, e pôde treinar.

Ela olhou para o lado, e encontrou uma loira com uma feição confusa. A morena sorriu com a careta que Brittany fazia. Ela claramente não estava entendendo nada do que o professor explicava. Santana voltou sua atenção para o caderno e pegou um pedaço de papel.

O que você quer fazer hoje depois da aula?

Ela escreveu e passou para Brittany. A loira pegou o papel e olhou para Santana, em seguida o abriu. Leu e pegou a caneta para escrever a resposta.

Não sei. Que tal outro bolo?

Santana leu e sorriu com as lembranças da tarde de dois dias atrás.

Seria divertido, mas acho que não temos mais ingredientes.

Brittany soltou um riso abafado. Era verdade, ela e Santana haviam acabado com boa parte do que é necessário para fazer um bolo com aquela ‘’guerra de ingredientes’’. A loiraficou pensativa por um tempo até que teve uma ideia.

Que tal cinema?

Santana gostou da sugestão. Fazia um bom tempo que ela não ia ao cinema.

Acho perfeito.

Ela escreveu e passou o papel para Brittany. A loira leu e em seguida olhou para a morena que sorria para ela.

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Santana e Brittany andavam em direção a sala do coral. Chegaram em frente à porta, a morena entrou primeiro, sendo seguida pela loira. O Sr. Schue ainda não estava lá e os alunos conversavam entre si. As duas seguiram para a ultima fileira e Santana sentou ao lado Quinn, enquanto Brittany sentava-se ao seu lado.

Alguns minutos depois o professor chegou. Ele iniciou falando sobre algo que todos deviam se importar. Puck havia sido preso. E assim fazendo com que o clube perdesse um membro por tempo indeterminado. Brittany passou a ouvir atentamente quando o professor tocou no nome do menino. Era aquele que Santana não queria falar sobre.

–Não sei quanto tempo ele ficara lá. Mas acho que talvez devêssemos ver isso como um desafio.

Todos na sala se entreolharam.

–Que tipo de desafio Sr. Schue? –Finn perguntou.

–Veremos como nos adaptar sem um membro. Apenas experiência. –o professor se dirigia ao quadro. –Duetos. –repetiu o que havia escrito e virou-se para todos. –O trabalho dessa semana será a apresentação de duetos entre vocês, e como já devem ter notado, sem o Puck, serão apenas onze, então esses desafio será mais para apenas um de vocês.

Mais uma vez, todos se entreolharam sem entender muito bem o que o professor estava querendo dizer. O homem logo percebeu a confusão e explicou.

–Bom se estão em um numero impar de pessoas, obviamente um de vocês ficará sozinho. E está pessoa terá que aceitar o desafio. Se caso conseguir apresentar um dueto, sozinho, ela ou ele terá a chance de escolher uma das músicas para as seletivas.

A sala virou uma total bagunça quando o professor terminou de falar, todos queriam a chance de escolher uma das musicas, porque assim teria mais chances de ter um solo.

–Gente. Gente silencio, por favor, eu ainda não acabei. –todos pararam de falar. –A dupla vencedora, irá ganhar... –o professor fez um pouco de suspense. –Um jantar por minha conta no Breadstix.

E a sala virou uma zona maior. Cada um já combinando com outro o que iriam cantar juntos, mas mal sabiam eles que o professor ainda não tinha acabado com as surpresas.

–Tem uma ultima coisa. –ele falou atraindo mais uma vez a atenção de todos. –Eu irei escolher as duplas. –Claramente, ninguém na sala gostou da ideia. –Na verdade irei sortia-las.

Ele foi até o piano e pegou uma caixa.

–Aqui estão os nomes de vocês. Irei chama-los e cada um pegara um papel. Restara apenas um nome, e essa pessoa fará o ‘’dueto’’ especial.

Ele balançou a caixa e olhou para os alunos, vendo quem iria chamar primeiro.

–Hmm, Finn. –ele disse apontando para o garoto.

Finn levantou-se e parou em frente a caixa. De lá ele retirou o nome do parceiro de canto.

–Artie. –ele disse entregando o papel para o professor.

–Ok. Mike.

O menino tirou Tina, e alguns alunos reviraram os olhos. Os dois namoravam e seria mais fácil para eles.

–Santana. –o professor chamou.

A morena levantou-se. ‘’As opções não são tão ruins’’. Ela pensou. Se ela tirasse Mercedes, ia se bom, afinal, a garota tinha uma voz e tanto. Se fosse Quinn, ia ser bom também, as duas eram amigas, podiam lidar com isso. Sam, Kurt e Rachel eram nomes que ela não queria pegar. Não que não gostasse dos dois meninos, mas ela não via química entre eles o suficiente para um dueto. E Rachel, bem era Rachel, ela conseguia fazer a morena se irritar apenas com a presença no mesmo cômodo. Havia também Brittany, e Santana gostava mais dessa opção. Muito mais.

Ela tirou um papelzinho de dentro da caixa e devagar o abriu.

–Brittany. –a morena falou com um sorriso no rosto. Entregou o papel ao professor e foi sentar-se em seu lugar.

Mercedes foi a próxima. Ela tirou o Sam. Restando assim Rachel, Quinn e Kurt.

–Quinn. –o professor chamou. A loira andou até a caixa e decidiu não fazer suspense. Tinham apenas dois nomes lá dentro. Ela retirou um dos papéis e o leu.

–Rachel.

Quinn olhou para a menina e ela não tinha uma cara muito feliz. Mas também não estava com raiva ou triste. Quinn não soube dizer o que ela estava sentindo naquele momento, mas sabia que não era uma sensação muito boa. Ansiedade, talvez?

–Bom, restou Kurt. –o professor falou retirando o papel de dentro da caixa. Ele chamou o menino para conversar com ele, dar algumas dicas.

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Depois da aula Santana e Brittany passaram em casa para tomar um banho e depois foram para o cinema. Chegando lá as duas tiveram uma pequena briga sobre qual filme assistiriam. Brittany assim que viu um enorme pôster de um filme de desenho ela logo disse que seria aquele que iriam assistir. Santana ficou um tempo olhando para a loira, achando que talvez Brittany pensasse que estava com Mônica e não com ela. Já a morena tinha se interessado por um filme de suspense. As duas ficaram discutindo por cerca de vinte minutos, até que avistaram um outro cartaz anunciando um filme de comédia romântica. Elas decidiram por assistir aquele. Santana foi para a fila comprar pipocas e refrigerantes enquanto Brittany foi comprar os ingressos.

Assim que entraram na sala, procuraram os lugares para se sentarem. Foram para a ultima fileira de cima. O filme começou e Brittany estava com os olhos atentos na tela enquanto Santana ainda estava chateada por não estar assistindo o filme que tinha visto lá fora.

Depois de alguns minutos as situações se inverteram. Santana estava atenta ao filme e Brittany parecia achar que olhar para a morena era mais interessante. Ela levou uma de suas mãos até a de Santana e depois voltou sua atenção ao filme. Santana sentiu o toque e olhou para a loira. Ela pensava que Brittany estava realmente assistindo o filme e aquele ato tinha sido involuntário.

Brittany estava confusa sobre o que ela e Santana tinham. As duas se conheciam há cinco dias e haviam se beijado três vezes. Então, o que elas eram? Namoradas? Ficantes? A loira queria a resposta, mas estava com certo medo de perguntar para a morena. Já Santana não se importava em dar um nome ao que estava acontecendo. Ela gostava de Brittany. A achava linda, atraente e gostava de ficar perto dela.

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Quinn decidiu ir andando para casa. Ela poderia ter pegado uma carona com Santana, já que seu carro estava no conserto, mas ela precisava de um tempo para pensar, e achou que a caminhada fosse uma boa.

Ela pensava sobre o dueto, o que iria fazer. Ela sabia que não conseguiria e nem deveria achar a resposta sozinha, afinal, era um dueto. Era com Rachel. A menina também tinha que opinar.

Quinn não sabe ao certo quando foi ou porque, mas ela sentia alguma coisa por Rachel. A loira pensava que poderia ter sido no momento da vida em que ela odiou tanto a pequena por ter lhe roubado Finn.

No ano anterior Quinn namorava Finn, e os dois eram ‘’o casal’’ do colégio até Rachel aparecer. O garoto se apaixonou por ela e terminou o que tinha com a loira. Quinn então dedicou sua vida a odia-los. Mas depois de um tempo ela percebeu que não sentia nada por Finn, talvez ela apenas quisesse namora-lo por ele ser o capitão do time de futebol. Quanto a Rachel, ela ainda sentia alguma coisa por ela, só não conseguia identificar o que era.

Depois de chegar em casa, tomou um banho e se jogou em sua cama. Ficou mais alguns minutos pensando e decidiu fazer uma coisa. Ela levantou-se desceu as escadas e deu um rápido tchau para a mãe.

A loira andou por cerca de cinco minutos, a casa aonde ela iria não era longe da sua.Quando chegou em frente a porta e estava prestes a tocar a campainha, perguntou-se se era mesmo uma boa ideia. A menina pensou em recuar, porém no exato momento em que ia virar-se a porta se abriu revelando um homem alto.

–Olá querida, posso ajuda-la? –ele perguntou ao ver a menina parada.

–Ah, sim. Rachel está em casa? –Quinn perguntou.

–Está. E você é?

–Sou Quinn, nós estudamos juntas no McKinley.

–Só um minuto, irei chama-la. – e assim o homem sumiu dentro da casa. Quinn ficou encarando o teto da varanda enquanto balançava os braços para frente e para trás, procurando dissipar o nervosismo–que ela se sentia ridícula em ter naquele momento.

–Quinn? –a loira parou os movimentos quando ouviu a voz da menina.

–Oi. –ela disse tentando parecer o mais normal possível.

–O que faz aqui? –Rachel perguntou aproximando-se da porta.

–Vim porque a gente tem discutir a tarefa do glee. –Rachel olhava para Quinn como se soubesse que ela estava mentindo. Mas não podia dizer com certeza se aquele era o real motivo para ela estar ali, afinal elas tinham mesmo que decidir o que iam cantar.

–Entra. –ela falou dando espaço para Quinn entrar. –Eu já estava pensando sobre isso. Tenho algumas opções. –elas se encaminharam para o quarto da pequena.

Quinn não se sentia muito a vontade ali, no começo ela apenas concordava e discordava do que Rachel dizia, com acenos de cabeça. Mas depois de alguns minutos as duas estavam em uma conversa animada sobre possíveis músicas da Whitney que poderiam cantar. A tensão inicial de Quinn tinha passado totalmente, ela nunca tinha conversado com Rachel assim antes. A menina não era tão irritante como todos pensavam.

A diversão delas é atrapalhada pelo celular de Rachel que começa a apitar. Ela levanta da cama e pega o aparelho em cima da cômoda. Sua expressão mudou drasticamente. De uma Rachel com um olhar brilhante e um sorriso de orelha a orelha, passou para uma com um olhar cabisbaixo e triste.

Essa mudança não passou despercebida por Quinn.

–Era o Finn. –a pequena falou colocando o celular de volta ao lugar.

–Aconteceu alguma coisa? –a loira perguntou. Não que ela se preocupasse com o garoto, mas pela mudança que a menina teve, imaginou que fosse algo sério.

–Nada demais. Ele só queria avisar que não vai vir mais aqui hoje. –Rachel pegou um dos papeis com a letra de uma música, que estavam em cima da cama.

–Esta tudo bem Rachel? –a voz de Quinn era calma, acolhedora.

Rachel colocou o papel que tampava seu rosto de volta na cama e olhou para Quinn. A loira sentiu um enorme aperto no coração com a visão que teve. Os olhos de Rachel estavam cheios de lágrimas e a mesma parecia fazer um enorme esforço para não deixa-las cair.

Quinn, que estava sentada na beirada da cama, quase caiu para trás quando sentiu o corpo de Rachel chocando-se contra o seu. A menina tinha se entregado as lágrimas e soluçava alto.

–Eu não sei o que fazer Quinn. –a pequena falava entre soluços.

–Sobre o quê Rachel? –Quinn perguntou retribuindo o abraço e acariciando os cabelos da menina.

–Finn. Eu acho que ele está me traindo. –Rachel tentava controlar as lagrimas.

–Sinto muito. –a loira não sabia o que falar, ela queria confortar a pequena, mas não sabia exatamente o que fazer.

Rachel afastou-se do abraço de Quinn, ela ajeitou-se na cama e respirou fundo. Seus olhos estavam vermelhos e inchados, como se ela tivesse passado o dia inteiro chorando. Depois de alguns poucos minutos o choro cessou e ela ficou encarando Quinn.

–Porque você acha que ele está te traindo? –a loira perguntou. Ela pensou que talvez o que Rachel precisasse fosse de uma conversa.

–Ele anda distante. –respondeu com a voz fraca. –Sempre desmarca nossos encontros, ele diz que está cansado. No começo eu achei que fosse isso mesmo, que talvez ele estivesse sobre muita pressão com a escola e o trabalho na oficina. Mas depois eu senti um perfume diferente na roupa dele. Pensei que fosse da Carole, mas lembrei que a mãe dele é alérgica a perfumes. –Rachel fazia círculos com o dedo na cama.

Quinn sentiu uma onda de raiva passar por seu corpo. Finn não podia fazer isso com Rachel. Ela não merecia.

–Porque você não o encara?

–Não acho que ele vá confessar.

–Não estou falando que ele vai, mas você deve saber que ele fica muito nervoso quando é encurralado.

–É... Acho que vou fazer isso. –Rachel respondeu sem muita animação.

–Ei. –Quinn levou a mão ao queixo da pequena e levantou seu rosto. –Não fica assim. Porque a gente não vai treinar algumas dessas musicas?

Rachel ficou olhando para Quinn. A verdade é que ela pensava que o namorado estava a traindo exatamente com a loira. Mas ao ver que ela estava ali preocupada em anima-la dispensou esses pensamentos. A pequena abriu um pequeno sorriso e foi o suficiente para Quinn se sentir aliviada.


Notas finais
Eu sei que esse capitulo foi mais Faberry, e que vocês querem mais Brittana, mas não se desesperem, no próximo vai ter muito mais Brittany e Santana. Beijos e até lá.