I Just Want You
10 Broken Heart
Notas iniciais
O dia corria normal. Após o treino das cheerios, que fora repleto de gritos da treinadora Sylvester, Quinn, Santana e Brittany seguiram para a sala do clube glee.
Era o dia em que os duetos iam começar a serem apresentados, e a primeira dupla foi Tina e Mike. Os alunos e o professor estavam ansiosos com a apresentação do casal, afinal nenhum deles ainda havia escutado o garoto cantando. A única que não prestava muita atenção nos dois era Rachel. A menina ficava encarando Finn, que estava sentado ao seu lado, e parecia muito feliz, ao contrario da pequena que se sentia aos pedaços. O menino pareceu sentir que estava sendo observado e virou o rosto. Finn abriu um sorriso e colocou a mão sobre a de Rachel que estava em seu colo, e depois voltou sua atenção para os dois asiáticos que se moviam de um lado para o outro na sala.
A apresentação acabou com muitas palmas e o professor elogiou os dois.
-Quem serão os próximos? –Will perguntou se voltando para os alunos.
-Nós gostaríamos de ir Sr. Schue. –disse Finn levantando-se da cadeira e apontando para Artie. Os dois meninos seguiram para o meio da sala e deram o sinal para que a banda começasse a tocar.
Artie:
They told him don't you ever come around here
Don't wanna see your face, you better disappear
The fire's in their eyes and their words are really clear
So beat it, just beat it
Todos estavam surpresos com a música escolhida. Era ‘’Beat It’’ do Michael Jackson, e todos ali conheciam muito bem a capacidade de dança que o rei do pop tinha, e também conheciam muito bem a falta de capacidade que Finn tinha com a dança. Além de que eles achavam que o garoto convenceria Artie a cantarem uma musica romântica para Rachel.
Finn:
You better run,
you better do what you can
Don't wanna see no blood,
don't be a macho man
You wanna be tough, better do what you can
So beat it, but you wanna be bad
Artie e Finn:
Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it
Just beat it, beat it
Estava claro que os dois estavam se saindo muito bem no canto. E parecia que queriam apenas se concentrar naquilo, pelo menos Finn. Já que o menino não se movia muito pela sala.
Finn:
They're out to get you, better leave while you can
Don't wanna be a boy, you wanna be a man
You wanna stay alive, better do what you can
So beat it, just beat it
Artie:
You have to show them that you're really not scared
You're playin' with your life, this ain't no truth or dare
They'll kick you, then they beat you,
Then they'll tell you it's fair
So beat it, but you wanna be bad
Finn e Artie:
Just beat it, beat it, beat it, beat it
No one wants to be defeated
Showin' how funky and strong is your fight
It doesn't matter who's wrong or right (BIS)
A música terminou, e com um pouco de hesitação, todos aplaudiram. Não havia duvidas de que os dois mandaram bem no canto, mas o real problema foi a dança. O professor não havia exigido que dançassem nessa pequena competição, mas a escolha da música não ajudou muito os dois.
-Hmm... Muito bem garotos. –disse o professor se levantando. –Bom pessoal, por hoje é só. Amanhã nós continuaremos com as apresentações. –todos se levantaram e se encaminharam para a saída.
Os últimos a ficarem dentro da sala foram Rachel e Finn. Quando todos saíram, os dois levantaram de suas cadeiras. O menino abaixou-se um pouco para segurar a cintura da pequena e depositou um beijo rápido em seus lábios.
-Nos vemos mais tarde. –disse ele se virando para ir embora. Rachel rapidamente segurou o seu braço fazendo-o virar de volta para encara-la.
-Eu queria que você me levasse pra casa hoje. –ela tinha a cabeça um pouco inclinada para que olhasse nos olhos do garoto. –Eu preciso perguntar uma coisa a você.
-Ok. Pergunte agora. –Finn se desvencilhava do braço dela. –Eu tenho treino de futebol daqui a pouco.
-Eu acho que você pode faltar um dia no treino pra ficar um pouco com sua namorada não é? –Rachel já não tinha a calma de antes. Finn também não tinha a melhor das expressões no rosto.
-Tudo bem. –ele disse arrastado.
No estacionamento, Quinn abria a porta de trás do carro de Santana quando pôde ver Rachel e Finn saírem da escola, caminhando juntos em direção ao carro do menino. Ela deu um leve suspiro e sentou-se no banco. Ela sabia o que Rachel estava prestes a fazer e desejou estar com ela. Mas como a mesma havia dito que tinha que fazer sozinha, não havia nada que a loira pudesse fazer, no momento.
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-Então? O que você tinha pra falar comigo que não podia esperar até depois do treino? –Finn sentava-se na cama de Rachel.
Os dois estavam na casa dela, e a menina teve quase que implorar para que ele entrasse. Já que ele alegava que ela havia apenas pedido para que a deixasse em casa, e não tinha dito nada de entrar.
-Finn... Você... Você me ama? –Rachel estava em pé, a uma pequena distancia do menino, e olhava para o chão.
-O quê? –ele não tinha certeza se havia escutado direito.
-Eu perguntei se você me ama. –a pequena levantou a cabeça. Ela queria olhar nos olhos do garoto quando recebesse a resposta.
Depois de alguns segundos, de hesitação, ele respondeu com uma pergunta.
-Porque você ta me perguntando isso? –sua testa estava franzida, e ele apertava devagar os punhos que estavam em cima das pernas.
-O motivo? –Rachel fez a pergunta retórica mais para si mesma. Ela não queria ter que chegar naquele assunto, talvez se o garoto demonstrasse que realmente a amava, ela não teria que questiona-lo sobre isso. –Apenas responda a pergunta. –ela disse se aproximando aos poucos dele.
-Não vou responder se não disser o motivo dessa bobagem toda. –Finn tinha os punhos tão apertados que suas mãos pareciam luvas, de tão brancas que estavam por conta da força.
-Isso não é bobagem! –Rachel aumentou a voz. –Eu estou te perguntando se você me ama! Em outras vezes que fiz essa mesma pergunta, você não pareceu hesitante em responder. Porque isso agora?
-Uou, calminha aí. Não fale comigo nesse tom. –ele se levantou e Rachel parou de caminhar em sua direção. –Estou hesitante porque isso não parece coisa sua. Você tem andado estranho Rachel. Pensando bem, você tem andado estranho desde ontem, quando você e Quinn foram postas como duplas. Aposto como é ela quem está colocando essas duvidas em sua cabeça. –Disse tudo de uma vez, e começou a caminhar em direção da porta.
-Não coloque Quinn no meio disso para escapar! –Rachel praticamente gritou fazendo Finn parar com a mão próxima a maçaneta da porta. –Eu sei que você está me traindo... –a ultima frase saiu como um sussurro, e a pequena torcia para que o menino tivesse ouvido, porque ela sentia que não tinha forças para falar de novo.
-Não estou... –ele falou sem se virar.
-Não minta para mim.
-Eu não estou! –os dois estavam de costas um para outro.
-Não tem nem a coragem de admitir? –outro pensamento de Rachel, que escapou da sua boca como uma pergunta retórica.
-Eu já falei que não. –Finn disse com a voz calma, porém carregada de raiva. E voltou a apertar o punho direito.
-Sim, você está! –Rachel esbravejou, virando-se para ele. Um silencio extremamente desconfortável e torturante seguiu e só foi quebrado quando Finn virou-se para encarar a pequena.
-Tem razão. –ele disse. –Eu realmente estou. E não me arrependo.
Se somente palavras pudessem matar, Rachel estaria morta naquele momento. O ar lhe faltou, e os seus olhos se arregalaram.
-Sabe por quê? Porque eu estou cansado de ser aquele garoto idiota que é todo certinho! Eu to cansado de ser junto com você ‘’o casal’’ da escola. De que adianta ter esse titulo se eu não posso nem te tocar? –Finn tinha um sorriso nervoso no rosto, e suava frio.
-É isso? Sexo? –Rachel jogava as palavras no ar. Ela estava com os braços em volta do corpo, em um abraço a si própria. –Foi por isso que você resolveu jogar fora tudo o que tínhamos?
-Tudo o que tínhamos? –o garoto repetiu um pedaço da frase. –Isso aqui não é um filme. Isso aqui não é um conto de fadas. Não fale como se ‘’o que tínhamos’’ fosse para sempre. –ele fez aspas e careta ao dizer a ultima frase. Aquilo partiu ainda mais o coração de Rachel, se é que era possível. –Essa besteira não existe! E você deveria saber que aquele nosso namorico, era coisa que todo adolescente tem.
-Aquele namorico?
-Acho que eu não precisava dizer isso que vou dizer agora porque está mais do que claro. –ele se aproximava de Rachel. Parou em frente à garota, inclinou-se para frente e colocou a mão direita bem próxima ao seu rosto e disse. –Acabou tudo o que tínhamos. –Ele enfatizou na ultima palavra, em forma de deboche. –Acabou! –ele caminhou em direção à porta, abriu e antes de ir embora disse com um sorrisinho no rosto.
-Até mais, Rach. –Logo em seguida, fechou a porta. Sem olhar para trás. Sem ver a garota quebrada que deixou.
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-San... –Brittany tentava afastar-se da menina, mas parecia impossível. A cada tentativa da loira de falar alguma coisa, Santana a prensava mais contra a parede e aprofundava o beijo.
-San... –ela tentou mais uma vez, sem sucesso. –Santana a gente precisa... –quando finalmente achou que conseguiria falar, a morena selou seus lábios e segurou a sua cintura, a apertando de leve. Brittany não podia negar que aquilo era bom, mas ela e Santana tinham um assunto para discutir, e não daria para conversarem se a morena não parasse de beijá-la e de empurra-la cada vez mais contra a parede do quarto. Brittany até chegou a pensar que faria parte da decoração ou que acabaria sendo esmagada.
Ela colocou as mãos nos ombros de Santana e começou a afasta-la de si. Parecia outra missão impossível, Santana parecia que estava grudada nela como imã.
-Hey, a gente... A gente precisa conversar. – Brittany dizia entre risos, quando finalmente afastou a morena o suficiente para olha-la nos olhos. Santana insistia em voltar a beijar seu pescoço. –San você tá parecendo um zumbi. –ela dizia aumentando as risadas. –Quando um zumbi vê um humano ele fica assim, sedento por carne e o humano fica o empurrando para escapar. –Santana levantou a cabeça para encara-la. Ela gostava de filmes de zumbi, mas não de ser comparada com um.
Brittany vendo a cara emburrada que Santana fazia, decidiu a beijar mais uma vez. Mas quando sentiu a outra querendo aprofundar o beijo, se esquivou.
-A gente precisa escolher a música que cantaremos amanhã. –a loira se encaminhava para a cama.
-A gente faz isso depois. –Santana disse aproximando-se da cama. Sentou ao lado de Brittany e acariciou a coxa exposta da loira.
-Mas a apresentação é amanhã San. –tirava a mão da morena de sua perna e colocava em cima da cama. -E não temos ideia do que iremos cantar.
-Tudo bem. –a morena falou suspirando.
-Bom, vamos ver as opções... –Brittany pegou o seu notebook.
-Santana? –Ian batia na porta do quarto. A morena se levantou e abriu um pouco a porta, só o suficiente para colocar a cabeça para o lado de fora.
-O que foi?
-Será que eu posso falar com você um minuto? –o menino parecia envergonhado, e Santana claramente estranhou aquilo. Não era o jeito normal do seu irmão.
-Tá. –ela falou saindo do quarto e fechando a porta atrás de si.
-Hmm... Tem que ser lá no meu quarto. –ele falou e caminhou pelo corredor entrando em uma das portas. A morena sem tempo para questionar, o seguiu. –Fecha a porta. –ele falou assim que ela entrou.
-O quê tu aprontou que precisa disso tudo? –ela virou-se e viu o irmão pegando alguma coisa embaixo do travesseiro.
-Eu queria uma opinião feminina. – ele dizia escondendo algo entre as mãos e se aproximando da morena. –Antes de dar isso à Jessica. –ele abriu as mãos e revelou dois anéis de prata.
Santana arregalou os olhos.
-Você vai pedi-la em casamento? Tá louco?
-Xiii... –Ian colocou o dedo na boca de Santana.
-Você perdeu sua sanidade? Você não tem emprego, não estuda. Como tu vai pedir uma garota que conheceu há umas semanas em casamento? –Santana disse tirando o dedo do irmão do seu rosto, ainda encarando os anéis.
-Eu não irei pedi-la em casamento. E eu não a conheci há umas semanas. A gente tem mais de sete meses de namoro, mas como tu é a irmã do ano, nem sabe disso. –ele disse indo sentar na cama. –É só que, ela vai pra faculdade ano que vem e eu não quero perde-la...
Santana suspirou e sentou-se ao lado do irmão.
-Eu não irei prendê-la a mim nem nada, é só que eu quero que ela leve alguma coisa que a lembre de mim.
-Então a dê uma foto. Anel tem um sinal de compromisso.
-É diferente. –ele falou rodando um dos anéis nos dedos. –Foto ela só irá ver quando estiver no dormitório, e pode ser que nem assim. Ela pode chegar um dia muito cansada das aulas e nem olhar para o retrato. Já isso aqui. –ele levantou o anel que tinha seu próprio nome gravado. –Irá com ela a todo canto e será como se eu estivesse junto dela.
-Ainda acho que a ideia da foto é melhor. –Santana disse e Ian deu uma risada abafada e balançou a cabeça negativamente.
-Irmãzinha... –ele disse passando o braço esquerdo pelo pescoço de Santana fazendo-a chegar mais perto de si. –Eu sei que você ainda não se apaixonou de verdade, mas um dia... –ele olhou para o outro anel, o que tinha o nome de sua namorada gravado. –Um dia você irá conhecer uma pessoa que te faça achar que dar um anel ainda é muito pouco para demonstrar o quanto a ama. –Santana tinha uma cara assustada. Não pelo o que o irmão falava, mas sim por ser seu irmão, Ian, um garoto que ela julgava não ser sentimental, a falar.
-Quem é você? E cadê o idiota do meu irmão? -Ela tirou o braço do menino do seu pescoço e levantou-se.
-Eu mal espero o dia que você estiver por ai distribuindo alegria pra quem quiser, por que está apaixonada Santana. –ele deitou-se na cama.
A morena andou até a porta, mas antes de sair Ian perguntou.
-Você acha que eu deva dar a ela o anel? –Santana virou-se e viu que o irmão ainda encarava os dois anéis.
-Sim. –dito isso ela saiu do quarto. Santana não sabia se ficava feliz ou triste pelo irmão. Estava claro que ele realmente gostava daquela garota. E Santana fugia desse tipo de sentimento, porque no fundo tinha medo de sofrer. E ela sabia que o irmão tinha o mesmo pensamento. Mas ali estava ele, com dois anéis em mãos preparando-se para se declarar para alguém. E isso não era sinal para ficar feliz no pensamento da morena. Era sinal para se preocupar. E muito. Com um suspiro leve, cheio de pêsames e tristeza pela situação atual do irmão, ela entrou no quarto.
Brittany que estava com os olhos vidrados na tela do notebook, virou a cabeça quando ouviu a porta se abrindo. Ela sorriu ao ver a morena entrando, Santana vendo o sorriso que irradiava o rosto da loira, retribuiu. Ela realmente gostava quando Brittany sorria.
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Rachel estava deitada em sua cama. Ela já não chorava mais, e tinha o olhar perdido no papel de parede rosa de seu quarto. Ela ficara se derramando em lagrimas durante toda à tarde. Olhou de cinco em cinco minutos durante esse tempo para o telefone. Pensou em ligar para Kurt, mas o garoto provavelmente estaria com Blaine. E ela não queria atrapalha-los, ainda mais no único tempo que os dois tinham juntos, já que o namorado do amigo estudava em outra escola. Pensou em ligar para Mercedes, mas ela estaria com Sam. Também não queria incomoda-los.
Ela também pensou em ligar para Quinn. Mas não sabia se devia. A loira já havia ficado com ela durante uma tarde inteira. ‘’E eu ainda a fiz aturar meus problemas’’ Pensou Rachel.
Ela chegou a discar o numero de Quinn três vezes. Mas ao invés de apenas para chamar, ela desligava. Resolveu então que o melhor a fazer era dormir. E em questão de poucos minutos o sono chegou. E ela só tinha um pedido antes de adormecer. Não sonhar com Finn.
Já em outra casa a alguns quarteirões dali, uma loira não desgrudava os olhos do telefone. Assim que chegou da escola, Quinn tomou um banho rápido, fez um lanche e subiu para o quarto. Deitou na cama e ficou esperando o momento em que Rachel a ligaria.
Depois de algum tempo, ela concluiu que talvez Rachel e Finn tivessem se acertado. Que no final das contas tudo não passara de insegurança por parte de Rachel. Uma sensação estranha percorreu o corpo de Quinn após esses pensamentos. ’’Ciúmes?’’ ela se questionou. Conhecia bem o sentimento da época em que jurava estar apaixonada por Finn, e o garoto havia se interessado por Rachel. Mas agora era diferente. Ela já tinha a certeza de que não amava o garoto, então porque essa sensação de perda? ‘’Rachel...?’’ Quinn se questionou hesitante com a resposta que sua mente acharia. ‘’Não... Eu só estou preocupada. Ela é uma menina legal, não merece sofrer... ’’ A loira ficou repetindo esse pensamento até pegar no sono. Esperando que no outro dia, se sentisse da forma normal por Rachel. Também não era uma ideia muito boa, já que nem ela não conseguia descrever o seu '’sentimento normal’’ pela garota.
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