I Just Wanna Stop

29 Regresso das Sepulturas


Notas iniciais
Hello, my dears! Por um milagre eu consegui não demorar tanto dessa vez! o/ Gostaria de agradecer imensamente pelos comentários divos e maravilhosos do último capítulo! *-* Antes de lerem, só quero avisar que as tretas de verdade começarão a partir de agora... Sem mais delongas, boa leitura!

Pov. da Lexi

Alguns dias depois da minha curta e surpreendente visita a Mystic Falls, quase tudo estava como antes. Klaus voltou da viagem de tão bom humor que concedeu seu perdão a Thierry, o vampiro que Rebekah tinha mostrado a mim e a Davina quando nos levou naquele lugar tenebroso criado por Marcel. Para evitar problemas, achei melhor não comentar sobre isso com Klaus. Até porque, essa história já fazia parte de águas passadas. E para minha surpresa e alegria, o padre Kieran estava trabalhando duro na restauração da igreja e em breve ela já estaria pronta para ser reinaugurada. Sua relação com a sobrinha tinha melhorado um pouco comparado há algumas semanas.

Quanto a mim, depois de me resolver com Cami e Steve e procurar saber mais sobre os irmãos Salvatore e companhia com Rebekah, uma vez que Klaus certamente não gostaria nem um pouco do meu interesse por esse assunto, tentei aproveitar ao máximo a aparente calmaria que tinha se instalado na cidade. Porém de umas noites para cá, pesadelos horríveis tem me atormentado. Muitos deles com Davina e com pessoas que eu não conheço, as quais eu nunca conseguia me lembrar do rosto ao acordar. Como se não bastasse, eu ainda tinha o pressentimento de que algo muito ruim estava para acontecer e o fato de não saber exatamente o quê, me angustiava profundamente.

Para variar, eu me encontrava no casarão. Apesar da bela tarde que fazia hoje, eu tinha optado pela sensação de familiaridade que aquele lugar me trazia à vibração e o calor das ruas. O pátio dessa vez não estava vazio e embora eu ainda chamasse atenção sempre que eu aparecia, os vampiros meio que já estavam habituados a minha presença. Depois de dar um “Oi” para Hayley, segui até a sala de estar no segundo andar na esperança de topar com Klaus, no entanto quem estava lá foi Elijah. Ele estava sentado no sofá olhando concentrado para a mesinha de centro.

Andei até ele e me surpreendi ao ver uma montagem de desenhos que formavam o rosto de uma linda moça. Senti um arrepio percorrer meu corpo. Por alguma razão, aquela imagem me causava calafrios.

— Quem é? – Perguntei atraindo a atenção de Elijah.

— O nome dela é Celeste. Tivemos um relacionamento amoroso. Ela era uma bruxa e morreu há mais de duzentos anos, vítima de uma das armações do Klaus. – Respondeu voltando a encarar os papéis.

— E quem a desenhou? – Indaguei curiosa sentando do lado dele.

— Davina. Ela o chamava de Mal, mas creio que ela tenha confundido “mal” com poder. Celeste era muito poderosa na época em que viveu. – Explicou me fazendo engolir em seco.

Essas recentes informações tinham me pego completamente desprevenida. Sem falar que a simples menção a Davina sempre me causava pesar.

— Nossa... Eu... O que você acha que isso significa? – Consegui dizer depois de algum tempo, fitando a imagem a minha frente.

— Eu não sei. – Assumiu Elijah me fazendo encara-lo. Ele também desviou os olhos do desenho para mim. A preocupação estava estampada em seu rosto.

— Atrapalho? – Ouvimos Klaus dizer e olhamos em sua direção.

Ele estava parado há poucos passos de distância, nos observando com uma expressão ilegível.

— Não. – Respondi normalmente, estranhando seu comportamento. – Elijah estava me mostrando os desenhos feitos por Davina. – Completei virando-me brevemente para Elijah.

— Ah... Isso. – Klaus murmurou sem um pingo de interesse, cruzando os braços.

Intercalei meu olhar entre ele e Elijah sem entender o que estava acontecendo. Os dois pareciam ter um diálogo mudo só entre eles.

— Se me dão licença, eu vou levar essas folhas para Hayley. Ela está tão intrigada quanto eu com essa história e disse que queria analisar os desenhos com mais calma. – Pronunciou-se Elijah levantando e recolhendo os papéis, deixando o cômodo em seguida.

Assisti ele sair ainda confusa, mas logo voltei minha atenção para Klaus.

— Onde você estava? – Procurei saber me referindo a sua ausência quando eu cheguei.

— Dando algumas ordens. – Disse simplesmente, mantendo sua postura tensa.

Antes que eu pudesse falar alguma coisa, Diego, um dos vampiros, apareceu e pela sua cara, não trazia boas notícias.

— Klaus, temos um problema. – Informou preocupado.

Meu melhor amigo virou-se para ele, porém não demorou a voltar-se para mim.

— Não saia daqui. – Ordenou sério antes de seguir Diego para fora da sala.

Imediatamente tive um mau pressentimento. Meu sexto sentido me dizia que esse “problema” poderia ser algo bem grave. No entanto infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer, pelo menos por enquanto. Sem muitas opções, levantei, peguei um papel e um lápis sobre a mesa e sentei novamente, começando a desenhar. Quando dei por mim, os traços bonitos e delicados de Davina já começavam a ganhar forma. Estava dando os últimos retoques no desenho quando pensei ter ouvido a voz de Klaus.

Deixei a folha e o lápis sobre a mesinha de centro e me conduzi à varanda. Quando pude avistar o pátio, vi Elijah e Klaus próximos a dois corpos no chão, completamente acinzentados, marcados por veias e com um entranho símbolo na testa. Alguns vampiros, incluindo Diego, também estavam presentes. Diante dessa cena, foi impossível não sentir uma reviravolta no estômago.

— Alguém pagará por isso. – Garantiu Klaus.

— Estranhamente, não discordo. Contudo, queria saber onde aprenderam essa magia negra. Esperava nunca mais ver esse símbolo. – Manifestou-se Elijah.

— Lembro-me de um idiota que nos odiava fazia isto. Alguma bruxa arrogante está resgatando novos truques. Farei por ele o que fiz com o outro. – Klaus assegurou. – Diego, quando anoitecer, reúna todos os vampiros do Quarter. Traga-me a cabeça de quem fez isso em uma vara. – Emendou aproximando-se de Diego.

— Tem um problema. Todos estão apavorados, cara. Não tínhamos bruxas matando vampiros há bastante tempo. Marcel tomou conta disso. – Diego replicou.

— Marcel não está aqui agora. Eu sou tudo o que resta. – Klaus retorquiu. – Agora, quem de vocês... Lutará para defender nosso lar? – Perguntou ele.

Houve um silêncio geral no pátio. Todos se entreolhavam, mas ninguém se apresentou. Eu não podia culpa-los. Até eu já estava assustada com o que tinha escutado até agora.

— Nenhum de vocês ficará do meu lado. Estão mesmo com medo dessa nova ameaça? – Klaus inquiriu. Novamente ninguém respondeu. – Deveriam saber melhor. Eu mesmo cuidarei disso. – Afirmou ele por fim, prestes a sair.

— Espera! – Gritei já descendo as escadas, atraindo atenção de todos. – Eu vou com você. – Me prontifiquei correndo para alcança-lo.

Klaus parou onde estava me encarando com uma expressão indecifrável.

— Não sei se é uma boa ideia. – Opinou Elijah. Klaus olhou rapidamente para ele.

— Vamos. – Chamou-me meu melhor amigo fazendo um aceno com a cabeça e ignorando por completo a fala do irmão.

Lancei um breve olhar para Elijah e para os demais vampiros e me juntei a Klaus. Por mais ridículo e irracional que parecesse, eu não queria deixa-lo ir sozinho nessa empreitada.

(...)

Já havia anoitecido quando chegamos ao Cauldron. O lugar estava completamente sombrio, ao menos para mim. Me aproximei ainda mais de Klaus. Embora eu não quisesse admitir, eu estava mesmo impressionada com tudo isso. Para completar, Klaus já havia tentado contatar Marcel, mas ele estava incomunicável. Sem mencionar o “sumiço” de Rebekah. Pelo menos eu não a tinha visto o dia inteiro. Na tentativa de me distrair e matar minha curiosidade, fiz Klaus me explicar de onde ele conhecia a marca feita na testa dos dois corpos no pátio do casarão. Sem dúvidas, era melhor não ter perguntado. Toda a história com o tal Papa Tunde arrepiou até o meu último fio de cabelo.

— Então quer dizer que você matou os filhos dele e depois o matou? – Indaguei perplexa me referindo a Papa Tunde.

— Exatamente. Ele representava uma ameaça grande demais para ser ignorada. – Respondeu com naturalidade.

Levei alguns segundos para absorver essa informação. A frieza de Klaus com relação às mortes provocadas por ele ainda me chocava.

— Você acha que alguém está imitando ele? – Perguntei depois de um tempo.

— Sinceramente eu não faço a mínima ideia. – Disse virando-se para uma parede atrás de nós.

Segui seu olhar e vi um símbolo estranho pintado de branco nela. No chão, algumas velas estavam espalhadas, formando um círculo. Analisei o tal símbolo tentando buscar algum significado, mas não consegui achar nenhum. Klaus parecia tão intrigado quanto eu.

— O grande e mau Klaus Mikaelson. – Pronunciou uma voz feminina não muito longe atraindo nossa atenção.

Olhamos para a pessoa em questão e reconhecemos Sophie. Ela aparentava estar levemente embriagada e segurava uma garrafa de uísque em uma das mãos.

— Sophie. – Verbalizou Klaus. Em um átimo de segundo, ele já se encontrava na frente dela, segurando-a pelo pescoço. – Exatamente a bruxa que eu queria brutalizar. Talvez pudesse explicar o ataque aos meus homens. – Concluiu aumentando o aperto.

— Klaus! – Exclamei o repreendendo. Ele intercalou seu olhar entre mim e Sophie antes de solta-la.

O Híbrido bufou contrariado e afastou-se de Sophie fazendo a mesma me lançar um olhar agradecido. Klaus voltou para perto da parede, trazendo a jovem bruxa com ele.

— É um feitiço complicado, muita coisa antiga com magia sacrificial. – Explanou Sophie examinando o símbolo. – Quem fez isso com vocês, imagino, que era uma oferenda para ganhar mais poder. Quanto mais matam, mais poderosos ficam. – Completou fitando as velas no chão.

Senti meu coração falhar uma batida. As coisas estavam ficando cada vez mais assustadoras. Quase pulei de susto quando o celular de Klaus tocou. Depois de checar rapidamente a tela, ele se distanciou para atender a chamada. Permaneci no mesmo lugar, ao lado de Sophie.

— Não esperava uma ligação sua. – Ouvi Klaus dizer no seu típico tom zombeteiro. Não sei o que disseram a ele do outro lado da linha, porém no mesmo instante ele mudou sua postura. – Fique o mais longe possível. – Instruiu sério antes de desligar.

— O que houve? – Questionei preocupada.

— Foi a Cami. Ela está no Rosseau’s com o Marcel. Parece que um bruxo quer mata-lo. – Esclareceu.

— O quê?! – Interpelei incrédula.

— Fique aqui. Eu irei até lá resolver isso. – Mandou pondo uma mão em meu ombro.

— Não! De jeito nenhum! Eu vou com você! – Protestei com veemência. Klaus me encarou por alguns segundos, deixando um suspiro derrotado escapar em seguida.

— Está certo. Mas faça tudo o que eu disser. – Advertiu com severidade. Assenti com a cabeça.

Nem nos despedimos de Sophie. Apenas fomos em direção ao Rosseau’s praticamente correndo. Assim que chegamos ao restaurante, Klaus me parou na porta.

— Enquanto eu cuido do tal bruxo, eu quero que você vá até Cami e não saia de perto dela. – Comandou recebendo um breve aceno meu como resposta.

Quando finalmente adentramos o bar, percorri meus olhos pelo ambiente e vi Marcel deitado no chão com um homem alto, negro e vestido em um elegante terno branco, ajoelhado próximo a ele. A pele de Marcel estava igual a dos vampiros mortos mais cedo. Não pude deixar de ficar horrorizada com essa imagem.

— Os pecados do pai serão pagos pelo filho. Terei prazer em dizer ao Klaus como você morreu. – Proferiu o homem retirando uma estranha e rudimentar adaga do bolso interno do paletó pronto para acertar Marcel, porém antes que ele o fizesse, Klaus o imobilizou por trás.

— Lembro-me de te matar. Eu gostei. Que alegria é reviver memórias antigas. – Ironizou meu melhor amigo ainda o segurando.

Sem perder mais tempo, passei correndo por eles a procura de Cami. A encontrei parada próxima à porta da cozinha, observando a cena diante de nós.

— Você está bem? – Procurei saber apreensiva a olhando da cabeça aos pés em busca de algum ferimento.

— Estou. – Respondeu meio vacilante. – Você não devia estar aqui. – Murmurou ela enquanto eu a abraçava de lado. Cami parecia tão aturdida quanto eu.

Voltei minha atenção para frente bem a tempo de ver Klaus ser arremessado em cima de um armário pelo seu oponente. O armário sofreu com o impacto, mas para o meu alívio, Klaus saiu ileso.

— Você veio. Que bom. Posso acabar com você perante seu filho, depois consumirei vocês dois. – Disse o desconhecido enquanto Klaus se colocava de pé novamente.

Meu melhor amigo usou sua super velocidade para ataca-lo, no entanto o estranho foi mais rápido e o pegou pelo pescoço, o impedindo de se mexer.

— Dessa vez, estou mais forte. – Ele comentou jogando Klaus no chão.

Automaticamente dei um passo adiante, sendo segurada por Cami. Meu coração parecia prestes a sair pela boca. Ver Klaus sendo agredido ou machucado me deixava em estado de pânico.

O desconhecido voltou a segurar Klaus pelo pescoço, o mantendo de joelhos. Com a mesma adaga que pretendia atingir Marcel, ele começou a fazer um risco na testa de Klaus. Nesse momento senti o peso do meu corpo dobrar. As lágrimas já começavam a se acumular em meus olhos. Dei mais um passo, porém Cami me deteve com mais força.

Eu já estava a ponto de me debater nos braços dela quando inesperadamente o estranho soltou Klaus. Ele parecia ter sido atingindo por algo invisível. Livre do aperto do seu adversário, Klaus virou-se com uma rapidez incrível e pegou um objeto em uma mesa próxima ao armário e atingiu o desconhecido com força, o derrubando há alguns metros de distância. Klaus aproveitou para ir até Marcel que ainda se encontrava imóvel. Usufruindo da deixa, o estranho saiu do Rossesau’s com uma velocidade vampírica.

Institivamente me soltei de Cami e corri até Klaus, ajoelhando-me ao seu lado e o abraçando com força, quase nos derrubando no processo. O alívio que eu sentia por tê-lo inteiro e a salvo na minha frente era indescritível.

— Eu estou bem... Eu estou bem. – Tranquilizou-me ele retribuindo meu abraço e alisando meu cabelo.

Afastei-me dele apenas para fitar seu rosto. Eu realmente não sabia o que faria se ele tivesse se ferido de alguma forma.

— Ele está morto? – Perguntou Cami atraindo nossa atenção. Ela se referia a Marcel.

— Não. Papa Tunde não terminou. Ele precisa de sangue. – Respondeu Klaus olhando para ela.

— Eu posso... – Me ofereci já erguendo a manga da minha blusa, entretanto Klaus segurou minha mão.

— Não. – Negou num tom inflexível pegando no meu braço e me erguendo do chão junto com ele. – Você não. – Repetiu com firmeza.

O encarei sem entender. Não via o menor problema em dar um pouco do meu sangue a Marcel, ainda mais para salvá-lo.

— Eu faço isso. – Interveio Cami aproximando-se. Klaus não disse nada, apenas assentiu.

Minha tutora ajoelhou-se ao lado do corpo inerte de Marcel e tirou o cabelo do pescoço, erguendo a cabeça do vampiro para que pudesse alcança-lo. Poucos instantes depois, Marcel já se apoiava em Cami. Para nossa alegria, não demorou muito e sua pele já tinha voltado ao normal. Assim que Marcel pareceu se recuperar totalmente, ele soltou Cami. Não resisti ao impulso de abraça-lo. Eu o considerava um bom amigo.

Após uma breve conversa com Klaus, ele agradeceu a mim e a Cami, principalmente, e logo saiu. Cami achava melhor irmos para casa, entretanto eu me recusava a sair do lado de Klaus. Ainda estava muito abalada com a luta que eu tinha presenciado e meu melhor amigo era o único no momento que me passava segurança. Mas infelizmente eu era voto vencido e acabei aceitando voltar para casa com Cami graças à promessa de Klaus, que se comprometeu a me dar notícias ainda essa noite. Depois de abraça-lo uma última vez, o deixei ir e continuei no Rosseau’s com Cami para ajuda-la a dar um jeito na bagunça. Manter-me ocupada era tudo o que eu precisava no momento.

(...)

Assim que terminamos de arrumar o bar, fomos para casa. Embora eu estivesse um pouco mais calma, a tensão ainda me corroía por dentro. Só de me lembrar do perigo que Cami passou e do que quase aconteceu com Marcel e também poderia ter acontecido com Klaus, eu tremia por inteiro. E o pior de tudo é que eu sentia que isso era apenas o começo. Para o meu azar, mais uma vez minhas intuições estavam certas. Ao que parecia, paz e New Orleans era algo que não combinava. Só de imaginar a infinidade de coisas ruins que poderiam vir a ocorrer... Obriguei-me a interromper esses pensamentos. Se eu continuasse a pensar sobre isso com certeza enlouqueceria.

Depois de um longo banho e de passar pelo menos meia hora agarrada a Cami, fui para o meu quarto a espera de alguma notícia do Klaus. Peguei meu celular para conferir as horas e vi que já era bem tarde. Sentei na cama abraçando meus joelhos, os mantendo junto ao peito. Eu tinha aberto a janela para o caso dele resolver aparecer. Eu checava meu celular de meio em meio minuto e foi em um desses momentos que eu senti uma brisa adentrar o cômodo. Ergui os olhos e me deparei com Klaus a minha frente, ainda próximo à janela.

— Eu prometi que viria. – Disse ele exibindo um dos seus típicos sorrisos, me arrancando suspiro aliviado.

Relaxei imediatamente. Estirei minhas pernas e me encostei à cabeceira da cama, dando espaço para Klaus fazer o mesmo.

— E então? Aquele era mesmo o Papa Tunde? – Verbalizei a pergunta que estava me afligindo desde mais cedo.

— Sim. Segundo Sophie, alguém usou o poder gerado pela Colheita para ressuscitar quatro bruxas, não as que deveriam ser obviamente. E por alguma razão que eu desconheço, o velho Papa Tunde foi uma delas. – Explicou-me.

— E o que acontece agora? – Indaguei virando para olha-lo.

— Eu terei que mata-lo novamente. O quanto antes. – Respondeu simplesmente. Balancei a cabeça negação.

— Estou com medo. – Confessei apoiando minha cabeça em seu ombro.

Klaus me encarou por um tempo com uma expressão séria, mas logo abriu um sorriso.

— Você está sob a proteção de Klaus Mikaelson. Acha mesmo que eu vou deixar algo ruim te acontecer? – Perguntou me fazendo sorrir também.

Apesar de minha preocupação não ser exatamente com a minha pessoa, eu estava feliz pelo cuidado dele comigo.

— Obrigada. – Agradeci baixinho encurtando ainda mais a distância entre nós.

Permaneci alguns minutos em silêncio apenas aproveitando sua companhia. Porém a minha curiosidade falou mais alto e logo eu o estava interrogando, querendo ficar a par de cada detalhe. Eu sabia que tempos difíceis estavam por vir e eu só desejava que todos ficassem bem, pelo menos de alguma forma.

Notas finais
E então? O que acharam? Comentem! Beijos!