I Just Wanna Stop

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Notas iniciais
Hello, my darlings! Dessa vez não vou nem pedir desculpas pela demora. Mentira, vou pedir sim! Kkkkkkkkk Sorry! Mil vezes sorry! Espero que o tamanho do capítulo ajude a compensa-las. :D Agradeço imensamente pelos comentários divos e gatíssimos do capítulo anterior! *u* Já vou avisando de antemão que a Genevive vai ser uma grande pedra no sapato para Klexy. Sintam-se a vontade para odia-la kkkkkkkk Sem mais delongas... Good Read! OBS: Abram os links disponíveis no capítulo em uma nova janela. ;)

Pov. da Lexi

Havia se passado exatamente um mês desde a minha “quase morte”. Até hoje eu não consigo descrever o tamanho do meu pavor ao cogitar a ideia de ter me tornado vampira. Isso sem mencionar o susto que eu levei ao acordar toda ensanguentada no quarto do meu melhor amigo e ver o estado lastimável no qual ele se encontrava. Não posso negar que fiquei surpresa com a reação de Klaus diante da minha “morte”. Eu já sabia que eu era importante para ele, eu só não imaginava que fosse tanto. E apesar dos pesares, esse fatídico dia teve algo de bom. O retorno de Davina. Eu mal acreditei quando ela apareceu. Eu fiquei tão feliz que não tive outra reação a não ser correr até ela para abraça-la. O alívio de tê-la de volta depois de todo sofrimento que sua morte me causou era indescritível. Porém o regresso de Davina era uma das poucas coisas boas que aconteceu nesse período.

Para começar, Hayley praticamente já tinha entrado na reta final da gravidez. Não faltava muito para o tão aguardado herdeiro Mikaelson nascer. E como pouco antes de se matar, e tentar me levar junto, Sabine desfez o feitiço que aprisionava os parentes de Hayley na forma de lobo, ela agora residia com eles no Bayou. E apesar de eu sentir falta de tê-la por perto, eu estava feliz por ela estar realizando seu sonho de conhecer e conviver com sua família. Quanto a Rebekah, eu me comunicava com ela regularmente pelo celular. E ainda que as coisas por aqui estivessem mais complicadas do que eu gostaria, eu não compartilhava os problemas com ela. Nem mesmo sobre o incidente com a tal Celeste ela sabia. Eu não achava justo priva-la de sua tão sonhada felicidade e arrasta-la de volta para essa bagunça. Isso sem falar que seu desentendimento com Klaus ainda estava muito recente. Não seria muito sensato promover um reencontro entre os dois tão cedo.

Já Davina, após o seu reencontro com Marcel e por influência do mesmo, a despeito dos meus protestos, voltou a viver com as bruxas. Por mim ela teria ficado comigo e com Cami, mas durante o tempo em que esteve morta, Davina foi hostilizada pelos Ancestrais, que segundo ela me explicou, eram os espíritos de todas as bruxas falecidas da cidade, e agora estava com medo de que eles cumprissem a ameça de fazer coisas horríveis com ela caso usasse sua magia de maneira “errada” novamente. Além disso como eu já imaginava, ela não recebeu muito bem minha amizade com Klaus. Eu fui completamente sincera com ela, contando inclusive sobre os meus “dons”. E embora Davina tenha se mostrado surpresa com essa descoberta, o que realmente a chocou foi meu envolvimento com o Híbrido Original. Ela o odiava e o meu medo era que todo esse ódio, ainda que justificável, a levasse a tentar algo contra Klaus. Era demais para mim ter que ficar dividida entre eles.

E como se não bastasse, o padre Kieran havia piorado consideravelmente. A cada dia que passava sua condição se tornava mais alarmante. Cami estava desesperada. Afinal ele era o seu único parente vivo. E depois do susto que ela levou ao saber da minha morte temporária, minha tutora passou a desaprovar ainda mais minha relação com Klaus. No que dependesse dela, eu nunca mais teria nenhum contato com ele. E para o alívio de Cami, eu de fato estava mais afastada dele nessas últimas semanas.

A desordem havia se instaurado na cidade. As bruxas e os vampiros se encontravam fora de controle. E mesmo com tudo isso acontecendo, Klaus além de se manter recluso no casarão, isolando-se de todos, até mesmo de mim, engatou uma espécie de romance com Genevive. A mesma bruxa que havia sequestrado ele e Rebekah e a torturado até que ela deixasse escapar sua traição e que também estava envolvida no feitiço que haviam colocado no padre Kieran. Eu simplesmente não conseguia aceitar isso. E Elijah compartilhava da mesma opinião que eu. Ele também não suportava Genevive e ao contrário do irmão, estava tentando resolver os conflitos que assolavam New Orleans. E ao inverso do que tinha acontecido com Klaus, Elijah e eu estávamos mais próximos. Acho que o fato de termos muito em comum ultimamente contribuiu bastante para isso.

Nesse exato momento, eu tinha acabado de chegar ao casarão e como a luz do pátio encontrava-se acesa e ele estava vazio, como de costume, deduzi que encontraria meu melhor amigo em seu quarto, lugar onde ele vinha passando a maior parte do tempo. E apesar da minha total aversão por Genevive, eu estava disposta a não deixar que ela interferisse na nossa amizade. Como fazia quase duas semanas que eu não vinha até aqui, eu estava ansiosa para revê-lo.

— Klaus! Eu... – Exclamei animada assim que entrei em seu quarto, porém me interrompi ao me deparar com Genevive apenas de calcinha e sutiã vestida com um ínfimo hobe de seda parada próxima ao Híbrido.

Ela mexia em alguns pincéis enquanto Klaus pintava um quadro. Ambos se viraram para mim. Precisei de algum tempo para me recuperar dessa cena.

— Eu podia jurar que você estava sozinho, mas me enganei. – Retomei minha fala sem o bom humor de antes.

— Você deu sorte, Lexi. Se tivesse chegado há alguns minutos com certeza teria visto mais do que gostaria. – Respondeu-me Genevive num tom malicioso.

— Eu já tenho essa sensação toda vez que eu te vejo. Creio que você já cumpriu seu objetivo aqui. – Rebati indicando sua falta de roupa. – Caso contrário, eu não pretendo atrapalha-la. – Completei com ironia cruzando os braços.

Minhas palavras pareceram afeta-la, pois a ruiva desmanchou o sorriso debochado que tinha nos lábios e largou os pincéis, aproximando-se de mim.

— Aparentemente você já esqueceu sua lição sobre as bruxas. – Sentenciou ela num tom ameaçador antes de passar por mim e deixar o cômodo. Não pude evitar me encolher um pouco devido às lembranças do ocorrido com Sabine.

Assim que ela saiu, voltei minha atenção para Klaus, que até então apenas observava, sem acreditar no sorrisinho cínico estampado em seu rosto.

— É sério isso? – Indaguei incrédula. Eu realmente não conseguia entender o porquê dele estar agindo desse jeito.

— Em New Orleans há muitos casais incomuns. – Ironizou dando de ombros. – Mas eu suponho que não tenha vindo para falar sobre como eu me divirto. – Emendou assumindo uma postura menos zombeteira. Respirei fundo para me acalmar. Eu não tinha ido até lá para discutir.

— Eu fiquei de encontrar com Davina e pensei em aproveitar para visita-lo. Já faz algum tempo que não nos vemos. A situação do padre Kieran não está nada boa. Estou bem ocupada ajudando Cami a cuidar dele. – Contei justificando o meu ausentamento. – Além disso, você parece estar me evitando. – Acrescentei analisando sua reação.

— É impressão sua. Eu também tenho estado bastante ocupado ultimamente. – Disse de maneira simples, virando-se novamente para o quadro.

– Com o quê? Pintando? Ou tendo um caso com a bruxa que torturou sua irmã? – Retorqui sem conter a minha indignação com a sua indiferença.

— Ambas as coisas. – Respondeu fazendo pouco caso. – E ela revelou a verdade sobre a traição de Rebekah. – Corrigiu ainda sem me olhar.

Fitei suas costas completamente incrédula. Toda a minha resolução de não deixar Genevive interferir em nossa amizade havia ido por água abaixo. Ela já tinha feito isso.

— Quer saber? Não é da minha conta. – Afirmei antes de sair do quarto sem esperar por uma resposta.

Deixei o casarão decepcionada e arrependida. Embora eu odiasse esse estranhamento entre nós, eu não pretendia implorar por sua atenção. Já que ele estava se divertindo tanto com Genevive, não seria eu a atrapalha-lo.

Quando dei por mim, já estava em cima da hora do meu compromisso com Davina. Evitando ao máximo qualquer pensamento sobre Klaus ou sua amante durante o percurso, me encaminhei o mais rápido que consegui para o local de encontro. Assim que adentrei o estabelecimento, avistei Davina em uma mesa próxima à porta. Para minha imensa surpresa e alegria, Josh estava com ela.

— Josh! Estou tão feliz em vê-lo! Cheguei a pensar que algo de ruim tinha te acontecido. – Me pronunciei feliz sentando ao seu lado.

— Lexi! É um prazer revê-la! Não pensei que isso fosse acontecer tão cedo! – Declarou esfuziante.

Não pude deixar de abrir um imenso sorriso para ele. Josh era uma excelente pessoa e um ótimo amigo também.

— Desculpem pela demora, eu estava com o Klaus. – Deixei escapar repreendendo-me mentalmente logo em seguida.

O clima na mesa mudou no mesmo instante. Davina me encarou com descrença antes de virar o rosto contrariada.

— Eu ainda não acredito que você tenha se tornado amiga dele, mesmo depois de tudo que ele fez. – Ela alegou balançando a cabeça em negação.

— Davina... É complicado. Nós já conversamos sobre isso. – Repliquei querendo encerrar o assunto antes que começássemos uma discussão. – Nos fale sobre você. Sua cara não está das melhores. – Observei mudando o rumo da conversa.

— Lexi tem razão. Você está bem? – Perguntou Josh me dando uma força.

Apesar de ele saber apenas por alto da minha história com Klaus, assim como a maioria das pessoas da cidade que possuíam algum conhecimento do sobrenatural, ele era gentil o bastante para não querer se meter nesse assunto.

— É a Monique. – Confessou Davina esquecendo-se de Klaus. Automaticamente assumi uma expressão desgostosa.

Mesmo Monique tendo sido a responsável pelo feitiço de proteção que me salvou, eu senti uma grande antipatia por ela desde a primeira vez que a vi. E essa antipatia só aumentou depois que eu descobri o modo como ela vinha tratando Davina.

— O que aquela vaca fez dessa vez? – Indaguei fazendo Davina suspirar.

— Ela não sabe o que eu passei enquanto estava morta. Os Ancestrais me odiaram pelo que eu fiz com minha magia. Não posso voltar a praticar. – Desabafou. Troquei um olhar compadecido com Josh. – Não devia ter confiado no Marcel quando ele me mandou voltar. Não sei mais quanto posso aguentar. – Acrescentou.

— Você sabe que pode ir morar comigo e com Cami quando quiser. – Lembrei pondo minha mão sobre a sua em um gesto reconfortante.

— Não ligue para ela, Davina. Quanto mais você se importar com o que ela diz, mas ela vai tentar te atingir. – Aconselhou Josh também pondo a mão sobre a dela.

— Obrigada pelo apoio. Independentemente do que a Monique diga, eu sei que vou ficar bem enquanto tiver vocês. – Agradeceu cobrindo nossas mãos com a sua.

Trocamos um sorriso cúmplice. Era incrível como a companhia deles me fazia bem. Ainda mais com tudo o que estava acontecendo.

— Agora é a sua vez, Josh! Conte-nos o que fez durante esse tempo em que esteve escondido. Você deve ter vivido muitas aventuras. – Comentei voltando a minha posição anterior e desviando minha atenção para ele. Davina fez o mesmo.

— Não sei se aventura é palavra correta... Está mais para teste de sobrevivência. Mas enfim... Vocês não fazem ideia! – Ele revelou nos fazendo rir.

Ficamos até tarde rindo com as histórias contadas por Josh. Ele sem dúvidas era o cara mais engraçado que eu conhecia e tinha um talento natural para animar as pessoas. Quando nos despedimos, eu já me sentia bem mais leve. E fiquei ainda mais alegre por ver que Davina também. Ela mais do que merecia um pouco de diversão. Na volta para casa, depois de deixar Davina no Cauldron, mesmo contra a minha vontade, foi impossível não pensar em Klaus. Eu não conseguia entender o porquê dele estar se comportando assim comigo. E eu me recusava a acreditar que Genevive fosse o único motivo. Depois de tudo nós já tínhamos passado juntos, eu me negava a crer que uma qualquer abalaria nossa relação.

xXXx

No dia seguinte, acordei cansada. Eu tinha ido dormir tarde na noite anterior remoendo minha situação com Klaus. Eu sentia falta de tê-lo por perto. Mesmo com a companhia constante de Cami e Davina, o reaparecimento de Josh e minha recente proximidade com Elijah, ninguém substituía o lugar que ele ocupava para mim. Era surreal pensar na quantidade de coisas que tinham me acontecido em apenas alguns meses. E o fato de eu quase ter morrido me fez dar mais valor a vida. Tanto a minha quanto as das pessoas que eu me importava. E algo me dizia que estávamos longe de ter um pouco de paz. Minha aversão por Genevive ia além da implicância. Eu tinha um mau pressentimento sobre ela, assim como tive com Sabine, e com Monique quando a conheci. Com exceção de Davina, nenhuma das bruxas me inspirava confiança. Ver Klaus tão envolvido com a nova líder delas me preocupava profundamente.

Disposta a esquecer dos meus problemas por algum tempo, fui com Cami para o Rosseau’s. Durante o caminho, eu a contei sobre o meu encontro com Davina e Josh. Ocultei a minha ida até o casarão. Não queria perturba-la com esse assunto. Eu iria ficar em seu lugar no restaurante para que ela pudesse cuidar do padre Kieran. Depois que ela saiu, comecei a atender os clientes. Confesso que era um trabalho divertido. As pessoas que frequentavam o Rosseau’s, em sua maioria turistas, eram muito simpáticas. Quando fiz um intervalo de alguns minutos para descansar as pernas, fui surpreendida por uma ligação de Elijah. O atendi no mesmo instante.

— Alô? Disque ajuda dos Originais falando. No que posso ser útil? – Brinquei recebendo uma risadinha como resposta.

— Fico feliz em ver que seu humor permanece intacto. Vou precisar dele hoje à noite. – Respondeu o Original.

— Para quê? – Perguntei curiosa.

— Eu vou dar uma festa no casarão esta noite. É uma espécie de recepção para promover a paz e a cordialidade entre as facções da cidade. Espero poder contar com sua presença. – Explicou ele.

— Desculpe, Elijah, mas não estou em clima de festa. – Recusei o convite. Eu não estava com disposição para festejar, principalmente devido a minha situação com Klaus.

— Eu soube que esteve aqui ontem. E apesar do seu breve desentendimento com meu irmão, eu achei que meu pedido seria o suficiente para convencê-la. Pelo visto eu me enganei. Vou mandar lembranças suas a Hayley. – Comentou casualmente.

— Espera! Hayley vai? – Inquiri empolgada, mordendo direitinho a isca jogada por ele.

— Sim, e Davina também. Todas as garotas da Colheita virão. – Informou propositalmente.

Refleti por um momento. Eu não podia perder essa chance de ver Hayley. Isso sem falar que eu tinha certeza de que Davina se sentiria deslocada nessa festa e não poderia me considerar uma boa amiga se não a ajudasse com isso. E também, essa podia ser uma ótima oportunidade para eu tentar me resolver com Klaus. No fim das contas, se o objetivo de Elijah era me convencer, ele conseguiu.

— Okay, Elijah. Você venceu. Eu vou. – Garanti assumindo minha mudança de planos.

— Ótimo! Contarei com a sua presença. Tenho certeza de que não se arrependerá. – Afirmou num tom satisfeito. – Agora eu tenho que ir. Preciso cuidar de alguns preparativos. Até mais tarde. – Despediu-se.

— Até. – Respondi encerrando a ligação.

Fiquei algum tempo fitando o celular. Eu estava com um pressentimento sobre essa festa. Apenas não tinha certeza ainda se era bom ou ruim. De qualquer forma, eu já tinha me comprometido a ir. Só me restava torcer para que as coisas dessem o mais certo possível. Guardei o aparelho de volta no bolso traseiro da minha calça e voltei ao serviço. Faltavam algumas horas para o meu expediente acabar e quando eu saísse daqui ainda teria que correr para me arrumar. Mandei uma mensagem para Cami avisando sobre a festa para não preocupa-la. Eu sabia que ela não iria gostar, porém eu realmente estava decidida a ir.

O movimento no Rosseau’s estava tão grande que eu nem percebi o tempo passar. Quando notei, já estava na hora de ir embora. Fui direto para casa. Assim que cheguei, revirei o meu guarda roupa em busca de algo para usar na festa. Depois de muito procurar, encontrei um vestido que eu nem me lembrava de ter comprado. Ele era curto e delicado. O achei perfeito para a ocasião. Não pensei duas vezes antes de coloca-lo sobre a cama e ir tomar banho. Depois de pronta, peguei uma tiara que eu havia herdado da minha mãe e a arrumei em meu cabelo, o deixando solto. Fiz uma maquiagem leve e encarei o resultado final da minha produção no espelho. Dando-me por satisfeita, peguei minha bolsa e saí rumo ao casarão. Eu com certeza chegaria atrasada.

Dessa vez fui até lá de carro, o que me fez economizar alguns minutos. Assim que coloquei os pés no pátio, me lembrei da Masquerade Gala. Parecia que havia se passado uma vida desde aquela festa. A opulência da decoração, o tom sombrio e a sofisticação, deixavam clara a participação de Elijah na organização deste evento. Como já era de se esperar, o pátio estava cheio. Reconheci alguns rostos enquanto me aventurava pelo lugar, porém não vi sinal dos Originais. Avistei Hayley parada próxima ao bar e não hesitei em ir até ela.

— Hayley! Você está linda! – Exclamei chamando sua atenção.

— Lexi! – Retribuiu me abraçando.

— Estou tão feliz por vê-la! Você faz muita falta. Já basta ter Rebekah em algum lugar por aí do mundo. – Falei a fazendo rir.

— Eu não estou tão longe assim. Sabe que será muito bem vinda se for me visitar. – Assegurou Hayley me fazendo sorrir.

— Como você está? Não falta muito agora. – Indaguei me referindo a gravidez, pondo a mão sobre sua barriga.

— Bem. Ansiosa e preocupada, mas bem. – Respondeu também tocando sua barriga. Sorrimos uma para outra quando sentimos um chute.

— Olha só! Parece que ela gosta de você. – Brincou Hayley.

— Que bom! Porque eu já gosto muito dela. – Afirmei alisando sua barriga e recebendo outro chute como resposta.

Ri emocionada e fui acompanhada por Hayley. Olhei ao redor e encontrei Davina completamente deslocada próxima à entrada.

— Eu já volto. – Disse a Hayley me afastando dela e indo em direção a Davina.

Antes que a alcançasse, percebi a aproximação de Oliver. O mesmo lobo que tinha sumido com Rebekah durante a festa na antiga casa do governador. Parei onde estava apenas observando.

— Você parece... – Começou Oliver, porém foi interrompido por Davina.

— Nervosa, deslocada, baixinha nesse vestido? – Inquiriu ela expressando seu nervosismo.

— Eu ia dizer bonita. – Contradisse o lobisomem a fazendo sorrir. – Sou Oliver. – Apresentou-se. – Qual é o nome da garota que vou chamar para dançar? – Perguntou sedutor fazendo minha amiga alargar ainda mais o sorriso.

Entretanto antes que Davina pudesse responder, a sobrinha de Sophie apareceu, se metendo entre os dois.

— O nome dela é Monique. – Pronunciou atraindo a atenção de ambos.

Davina a encarou incrédula antes de ir embora, deixando um Oliver confuso e uma Monique vitoriosa para trás. Fiquei passada com a cara de pau daquela aprendiz de vadia. Fiquei sem saber se ia atrás de Davina ou se ficava para dar na cara dela. Optei pela primeira alternativa, no entanto uma cena inesperada capturou minha atenção. Elijah tinha acabado de tirar Hayley para dançar.

Não pude deixar de ficar contente por eles. Fazia algum tempo que eu não os via juntos. Admirei os dois até Jackson passar por mim. Quando percebi que ele pretendia ir até o casal no centro do pátio, interceptei seu caminho.

— Jackson! Como é bom revê-lo! Me concede essa honra? – Questionei o intimando para dançar. Minha intenção era distraí-lo. Mesmo surpreso com a minha abordagem e meio sem graça, ele aceitou meu convite.

— Claro. – Assentiu embaraçado pegando minha mão e pondo seu braço livre ao redor das minhas costas.

Automaticamente flashes da conversa dele poucos minutos antes com Klaus vieram em minha cabeça. Contive minha surpresa e agi normalmente. Resolveria isso mais tarde.

— Imagino que esteja bastante feliz com o fim da maldição. Agora você e todos os outros lobos podem ter suas vidas de volta. – Puxei assunto.

— Sim, graças a Hayley. – Disse num tom reverente. Era nítida a admiração que ele sentia por ela.

— Ela é incrível. – Confirmei sorrindo.

— Muito. – Concordou ele com os olhos em algum ponto atrás de mim.

Segui seu olhar e vi que ele assistia Elijah e Hayley. Parecia que eles estavam tendo uma pequena discussão. O casal havia parado de dançar e suas feições estavam sérias.

— Foi um prazer dançar com você, Lexi, mas eu preciso falar com a Hayley. – Despediu-se Jackson sem esperar por uma resposta, indo até os dois.

Permaneci onde estava apenas assistindo ao desenrolar dos acontecimentos. Quando Jackson chegou até eles, após uma breve troca de palavras, Hayley foi dançar com o lobisomem, deixando o Original de lado. Suspirei profundamente. Pelo visto havia um triângulo amoroso em formação. E apesar de eu simpatizar muito com Jackson, eu não podia esconder minha preferência pelo Original mais velho. Fiquei tão perdida em meus pensamentos vendo Hayley e Jackson dançando que nem percebi a aproximação de Elijah.

— Sinto muito. Eu tentei distraí-lo o máximo que pude. – Me desculpei olhando dele para o casal a nossa frente, lançando-lhe um sorriso culpado.

Elijah sacudiu a cabeça com um meio sorriso e estendeu a mão para mim em um convite mudo para dançar. Fitei sua mão com indecisão.

— Tem certeza? – Perguntei me referindo aos meus dons. Queria me certificar de que ele estava ciente das consequências de permitir que eu o tocasse.

— Eu confio em você. – Garantiu abrindo um dos seus sorrisos tortos.

Também sorrindo, segurei sua mão, me deixando ser guiada mais para o centro do pátio. Elijah enlaçou minha cintura enquanto eu mantive minha mão livre em seu ombro.

— Como foi com a Hayley? Eu tive a impressão de que discutiram. E a propósito, por que fez tanta questão da minha presença? – Sondei enquanto dançávamos. Elijah balançou a cabeça em negação.

— Eu já cometi um erro esta noite e não pretendo repeti-lo. – Respondeu me fazendo encara-lo confusa. – Você está deslumbrante. – Elogiou me fazendo rodopiar.

Não pude deixar de sorrir. Quando ficamos de frente um para o outro novamente, reparei que Elijah também sorria. Achei melhor não falar mais nada. Apenas apreciar a dança e reparar o quanto o meu parceiro era bonito. A música mal tinha chegado à metade quando alguém pigarreou chamando nossa atenção. Tive um pequeno sobressalto ao notar Klaus parado diante de nós com uma feição fechada. Eu ainda não o tinha visto e não pude deixar de notar o quão lindo ele estava.

— Posso interromper? – Questionou num tom grave.

Troquei um olhar com Elijah. A expressão de Klaus não era das melhores e eu não queria causar nenhum desentendimento entre eles, ainda mais em público. Elijah limitou-se a se afastar de mim e fazer uma breve reverência antes de ceder seu lugar ao irmão polidamente.

Continuei parada onde estava sem saber o que fazer. Klaus, que tinha seu olhar fixo em Elijah enquanto ele se afastava, voltou sua atenção para mim. Mantendo sua postura séria, ele pegou minha mão e apoiou sua mão livre em meu quadril.

— Não achei justo eu ser o único a não ter a oportunidade de dançar com você. – Falou me conduzindo no ritmo da música. – Pensei que não viria. – Prosseguiu após o meu silêncio.

— Eu realmente não iria vim, mas Elijah me convenceu. – Confessei.

— Elijah... Claro. E o que ele te ofereceu em troca? Uma dança? – Indagou com deboche.

— Não. Ele usou Hayley e Davina. Eu não podia perder a oportunidade de ver a mamãe loba. – Retruquei.

— Então eu não tive nenhum peso na sua decisão? – Procurou saber. O olhei sem entender onde ele queria chegar.

— Um pouco. – Admiti fazendo um sorriso presunçoso espalhar-se em seu rosto. – Que diferença teria feito para você se eu não tivesse vindo? Genevive está aqui. – Objetei lembrando-me de ter avistado a bruxa em meio aos convidados.

— Ora, sweetie. Isso não seria ciúmes, não é mesmo? – Inquiriu com um dos seus típicos sorrisos.

— Como é que é? Acha que eu estou com ciúmes de você com aquela vadia ruiva? – Interpelei incrédula. – Está completamente enganado. Eu apenas estou preocupada. – Neguei sua suposição virando a cara.

— Não é o que parece. – Provocou ele.

— Pense o que quiser. Não vou discutir mais esse assunto com você. Se quer continuar se arriscando e confiando nela, o problema é seu. – Rebati desviando meu olhar do dele.

Eu definitivamente não estava entendendo o propósito dessa conversa. E entendia menos ainda o meu crescente incomodo com ela.

— O que eu tenho com Genevive não passa de um acordo com benefícios mútuos. Ela é apenas uma distração. – Informou ele com casualidade. – Infelizmente para ela, maravilhosa como você está, eu não poderia ter uma distração melhor. – Completou próximo ao meu ouvido fazendo um arrepio percorrer o meu corpo.

Antes que eu pudesse reagir, Klaus me girou, puxando-me de volta para ele logo em seguida. Ficamos perto demais e essa proximidade involuntariamente fez meu coração acelerar. E isso não passou despercebido pelo Híbrido, que abriu um dos seus sorrisos irresistíveis aumentando ainda mais o meu nervosismo. Klaus parecia super à vontade com a situação. Desviei meus olhos dos seus novamente, só que dessa vez desconcertada. A festa não estava nem metade e ainda prometia grandes emoções.

Notas finais
PS: No próximo capítulo teremos o ponto de vista do nosso King e a continuação dessa festança kkkkkkkkkk E então? O que acharam? Comentem! XOXOXOXOXOXO