I Just Need You
10 Capítulo Dez
Brasil... Eu odiava esse lugar por um simples motivo! Não existem sombras por aqui! Ou você enfrenta o sol, ou... Você enfrenta o sol!
O hotel em que nos hospedamos ficava em uma rua próxima à avenida mais importante de São Paulo... Avenida Paulista.
As pessoas desse lugar corriam para lá e para cá, com celulares pendurados às orelhas como se fossem essenciais para a vida e não se importavam com o que acontecia ao redor. Era o tipo de pessoa que eu definitivamente não me sentiria culpada em matar... Talvez esse era o motivo de Stefan ter vindo para cá – nada confirmado, mas todas as nossas suspeitas eram iguais.
Jeremy, Matt, Damon, Elena e eu tentávamos chegar ao hotel sem passar por cima de ninguém com o carro, mas esta era uma missão complicada. Quando finalmente chegamos, ficamos parados na frente do prédio, olhando para o alto do prédio, instantaneamente odiando a vista.
Alguém havia acabado de se jogar, e nem mesmo qualquer um de nós, com a habilidade que tínhamos, nos moveu rápido o suficiente para segurar a garota. Nos movemos apenas para vê-la completamente quebrada contra o chão. As pessoas rodearam o corpo rapidamente e todas estavam horrorizadas. Algo que pudemos perceber no corpo, era a completa falta de sangue e a expressão de horror no rosto.
- Ela não foi hipnotizada para se jogar – Damon cochichou – Ela foi empurrada.
- Como você sabe? – Jeremy o enfrentou e Damon rolou os olhos, apontando para o rosto da garota.
- Ela não sentiria medo se tivesse sido hipnotizada.
- Ela foi só a primeira, não é? – Matt perguntou.
- Não... – Respondi – Não se formos mais rápidos que Stefan.
- Eu aceito o desafio...
Olhamos para trás e ali estava ele. Seu rosto não comportava nem mesmo um sorriso irônico. Seus olhos tinham aquela escuridão que fazia com que meu corpo inteiro tremesse.
- O-que-você-está-tentando? – Elena bradou entre dentes.
- Não devo satisfações à ninguém... Muito menos à você!
- Nós não estamos aqui para discutir... Eu tenho uma proposta...
- O quê? – Jeremy, Elena, Damon e Matt gritaram em uníssono e as pessoas que estavam à nossa volta se viraram para nós.
- Não aqui, mas vou ouvi-los... Décimo oitavo, suíte mil oitocentos e trinta e dois...
Stefan saiu andando como se nada tivesse acontecido, e decidimos seguir o exemplo deles antes que a polícia chegasse para checar o corpo no chão.
- Não podemos ir agora – Elena falou – Não temos um plano.
Dei uma olhada significativa para todos eles e comecei à andar na direção da Avenida Paulista. Meu destino era um pub que não ficava muito longe dali.
- Silas Narrando –
A porta estava aberta e eu sentado em minha poltrona de frente para a mesma. Não demorou muito para que eles chegassem, e com um aceno o little Gilbert fechou a porta, selando as passagens para qualquer para um mundo normal lá fora.
- Vejo que criaram coragem para finalmente me encarar...
- Não é necessário tanta coragem assim – Damon murmurou e eu me levantei.
Por um momento, apenas os encarei. Um sorriso brincou em meu rosto... Vê-los tão aflitos era divertido e eu queria saber se a dor era realmente suportável para eles.
- Isso é o que você pensaria se estivesse com... Stefan Salvatore?
No exato momento, todos eles se atentaram à mim com os olhos arregalados. Elena se afastou, tentando abrir a porta, mas como eu já sabia... A porta não se abriria. Estava selada por um feitiço que não seria quebrado até que um deles morresse.
- E qual seriam os seus planos agora? – Caroline foi a única que se demonstrou corajosa em todo esse tempo – Não pode ressuscitar Quetsya... Não pode fazer mais nada! Por que não nos deixa em paz?
- Meus planos vão além da vida, querida Caroline... Há coisas pelas quais não se deve desistir e você sabe muito bem disso, não é? Não estaria aqui se não fosse por algo que vale a pena... Já contou aos seus amigos o que tem... Ai dentro? – Apontei para o coração de Caroline e todos os olhares se voltaram para ela.
- Ele vale muito mais e eu não preciso sacrificar vidas por isso...
- Seu amor inexplicável e até agora talvez seja a única coisa que tenha o poder de salvá-lo, mas você não descobriu como usar isso à seu favor.
- O que você está dizendo? – Elena deu um passo à frente e encarou Caroline – Você está apaixonada por Stefan, Caroline? Há quanto tempo.
- Muito tempo antes de você conseguir fazê-lo se tornar o monstro que ele é hoje pela primeira vez... Mas isso tudo não é sobre mim e sim sobre ele!
- Você tem idéia de como isso soa para mim? Você faz alguma idéia do que é saber que a minha melhor amiga esteve apaixonada pelo meu namorado quando eu ainda estava apaixonada por ele?
- Não venha jogar os seus erros para cima de mim! – Caroline gritou – Você pode tê-lo feito feliz em alguns momentos, mas isso nunca passou além de alguns momentos! Hoje ele está na pior e você não consegue enxergar que sempre foi por você? Eu perdi o Stefan e foi por algo pior que você... Foi pro seu ego!
As coisas chegaram à um ponto que era muito previsível... Eu os desarmei completamente.
Qualquer que fosse o plano deles, agora estava nas mãos de Caroline... E ela usou em seu próprio coração. Uma estaca de madeira estava atravessada em seu peito agora, e ela caída no chão.
Demorou algum tempo para que todos se dessem conta do que havia acontecido. Matt e Jeremy se anteciparam para segurá-la, enquanto Damon apenas segurava Elena, que agora estava completamente fora de si.
A culpa... Essa seria a minha arma.
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