I Just Need You
5 Capítulo Cinco
- O que você está me pedindo é algo absurdo! – Minha mãe falou – Não posso deixar que Damon entre para a equipe de polícia de Mystic Falls... Isso coloca em risco os meus agentes.
- Não vamos trazer problemas pra você – Falei quase implorando – Você simplesmente coloca Damon na equipe para acompanhar qualquer caso que caracterize as ações de Stefan... Por favor!
- Sem chance, Caroline. Essa conversa termina aqui.
Minha mãe pegou a arma que estava em sua mesa e antes que pudesse se virar para a porta, eu bloqueei sua passagem.
- Quantas vezes Stefan te ajudou? Ou melhor... Quantas vezes ele me ajudou? Agora quem está precisando de ajuda é ele! Nós precisamos encontrá-lo, colocar um pouco de juízo naquela cabeça minúscula dele, antes que pessoas inocentes sofram com isso. Se algo acontecer aos seus agentes, eles sabiam que correriam riscos quando entraram para a corporação, mas e as pessoas inocentes que irão se perder no caminho de Stefan? O trabalho da polícia não é proteger os civis? Que mal há em aceitar a nossa ajuda?
- Isso não tem nada a ver com nós, Caroline... Eu conheço Stefan, sei que ele pode perder o controle... Mas, não posso fazer nada.
- Você pode não ter autorização para fazer isso, mas você sabe que se trata absolutamente sobre nós! – Falei liberando a passagem da porta.
Conseguiríamos facilmente rastrear Stefan se fossemos da equipe policial de Mystic Falls, mas pelo visto, essa não era uma opção. Teríamos de encontrar uma outra forma.
Além da preocupação em encontrar Stefan, havia a urgência em descobrir uma forma de parar Silas e seus planos malígnos para ficar com Quetsya.
Até agora, não haviamos dado nenhum passo para frente e todos possíveis para trás...
- Não conseguimos – Falei ao sair da delegacia e passar direto por Damon.
- Não por bem, mas talvez por mal...
- Damon, não!
- O que foi? Você não quer mais encontrar o Stefan?
- Nesse momento, encontrar o Stefan é uma das coisas que eu mais quero na minha insignificante vida, mas não vamos passar por cima das ordens da minha mãe! Nós não vamos entrar na corporação à força.
- Tudo bem – Damon ergueu as mãos se rendendo – E o que você pretende fazer?
- Enquanto Silas conversava com Stefan antes de atacá-lo, eu o ouvi dizer algo como: há outras maneiras de se conseguir todos os tipos de cura, mas vocês não conseguem enxergar isso. Precisamos descobrir o que ele queria dizer com isso.
Damon ponderou a ideia e então assentiu. Por um momento pensei que ele estivesse concordando, mas Damon nunca concorda com nada que não seja suas próprias ideias.
Era tão mais fácil trabalhar com Stefan. Tínhamos quase sempre as mesmas táticas, tínhamos os mesmos olhares, o mesmo modo de proteger um ao outro e todos ao redor... Não sei se tínhamos a capacidade de aturar Damon em comum também.
- Talvez ele só estivesse querendo atrair Stefan para uma armadilha... Ou soubesse que estávamos ouvindo tudo e quis atrair um de nós.
- Vale apena arriscar.
- Eu não vou te proteger se você entrar em perigo!
- Não sou eu quem irá precisar de proteção.
Continuei andando até entrar no meu carro.
Damon não entrou. Ao invés disso, ele seguiu em outra direção, talvez colocando em prática seus próprios planos. Seja lá o que fosse, eu não estava interessada em saber o que era. Tudo o que eu queria no momento era encontrar uma pessoa.
Katherine...
***
- O que você quer? – Katherine falou abrindo a porta.
- Oi pra você também! – Eu a empurrei e adentrei a casa.
Desde que fora transformada em Humana por Elena, Katherine estava vivendo em uma casa não muito grande próxima do cemitério onde Vicki Donovan havia morrido. Ela tentava ao máximo sobreviver dessa forma e também tentava manter distância de todo que pudessem facilmente quebrar os ossos dela, mas sempre que um de nós estávamos afim de algo, sabíamos onde encontrá-la.
- Ainda não respondeu a minha pergunta. O que você quer? Não pense que por eu ser humana, sou vulnerável à você.
Sorri de lado e então avancei contra Katherine, segurando a por tras de um modo que qualquer movimento pudesse quebrar seu pescoço.
- Eu sei que você tem uma seringa cheia de verbena presa à bota. Aprendeu a se defender como uma caçadora de vampiros, mas isso ainda não a está ajudando.
- Você não vai me matar. Eu sei que não. Stefan sumiu, você está aqui por algum motivo...
Rosnei de raiva e arremessei o corpo de Katherine contra a parede. Ela bateu as costas bruscamente na porta por onde eu havia entrado, e então quando seu corpo tocou o chão, eu a agarrei pelos cabelos.
- Agora eu vou mais forte que você. Sim, você tinha razão.... Essa sensação é mesmo muito boa! Mas... Eu não vou te matar. Vim atrás de você porque preciso da cura, e algo me diz que você pode me gerar isso!
Antes que Katherine pudesse entender qualquer que fosse os meus planos, eu a peguei nos braços e corri para a casa dos Salvatore.
O porão que eles usavam pra deixar os vampiros em cárcere privado, pela primeira vez, serviria para uma ex vampira milenar.
- O que você quer que eu fique fazendo aqui? Não há nada que eu possa fazer! A cura já era e vocês deviam se contentar com isso, ao invés de tentar causar a terceira guerra mundial.
- Nós estamos nos contentando com isso, mas até que tenhamos certeza de que você é uma humana completamente inútil... Você fica aqui!
Bati o portão ouvindo os gritos nervosos de Katherine e sorri pensando no quanto ela sofreria ali dentro.
- Posso falar com você? – Elena falou aparecendo na ponta da escada que dava passagem ao porão.
- Claro... Alguma coisa está errada?
Elena mordeu o lábio inferior e acenou o andar de cima com a cabeça. Assenti e caminhei para o quarto mais longe do porão. Ela se dirigiu até a janela, lançando um olhar vazio e distante, mas então se voltou para mim.
- Damon encontrou a primeira vítima de Stefan...
- O que? Onde? Ele fez uma vítima como...
- Estripador? – Ela balançou a cabeça positivamente – E dessa vez os sinais estão piores que das outras vezes... É como se o lado estripador dele estivesse dominando-o... Como se tudo estivesse se tornando um só.
- Não pode ser – Me recusei à acreditar – Ele me deixou aquela carta! Alguém com um lado totalmente obscuro nunca faria o que ele fez.
- Pelo que tudo indica... Stefan escreveu a carta antes de desligar suas emoções.
Me levantei da cama andando de um lado para lá. Eu estava confusa, perdida e querendo encontrar uma forma de ajudar Stefan.
- Onde eu vou encontrar a primeira vítima dele?
- San Diego... California.
- Eu estou indo pra lá.
Sai do quarto e antes de atravessar a porta de entrada, Elena segurou em meu braço.
- Eu quero te pedir algo... – Elena falou.
- Estou ouvindo.
- Não desiste dele... Como eu fiz tempos atrás...
Balancei a cabeça positivamente então caminhei em direção à minha casa. Eu faria as malas e partiria antes que amanhecesse.
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