Notas iniciais
Desculpa a demora para postar, mas eu acabei viajando muito com a minha família e eu não tinha como escrever. Esse ficou meio pequeno, não queria fazer vocês esperarem mais. E ai, estão curiosos?

O carrinho começou a andar, estava devagar por enquanto. Hinamori estava olhando para o lado vendo a paisagem. O carrinho parou na subida, todo mundo estava conversando. Uma menina do ultimo carrinho começou a gritar.

-Tio! Me tira daqui! Eu quero sair! Tio! Tio!

Eu e Hinamori ficamos olhando ela gritar e começamos a rir. A montanha russa voltou a andar, estávamos em uma descida e de acordo com um folheto que recebemos no inicio da fila ela estava a pelo menos 364 quilômetros por hora. A menina gritava cada vez mais, eu e Hinamori continuávamos a rir. Fizemos uma curva e passamos por um túnel. Depois de mais alguns metros chegamos na saída. Entregaram-nos uma foto nossa que foi tirada na descida, Hinamori saiu com os olhos fechados e eu com os olhos abertos, nós estávamos rindo.

-Quer ficar com ela? – Perguntei.

-Tudo bem.

Ela pegou e colocou na bolsa. Fomos caminhando até chegarmos em um banco.

-Para onde vamos agora?

-Não sei, por que você não escolhe dessa vez Shiro-chan?

-Eu não. Escolhe você.

-Tá que tal... A roda gigante?

Olhei para ela com uma das sombrancelhas arqueadas.

-Você falou para mim escolher. E eu não quero ouvir mais gritos por um tempo.

-Tá, tudo bem.

Caminhamos até a fila, estava um pouco maior que a da montanha russa. Ficamos uns cinco minutos esperando.

Entramos e nos sentamos. Ela começou a subir, minha cabeça voltou a doer. Fechei os olhos e encostei a cabeça no vidro. Senti algo na minha mão, abri os olhos e Hinamori estava segurando minha mão e me olhando preocupada.

-A cabeça voltou a doer?

-Não, tá tudo bem...

Ela apertou um pouco mais a minha mão. Agora ela tinha um olhar triste, olhava para baixo. Sentei-me no banco que ficava dentro da pequena cabine do brinquedo, continuei segurando a mão dela. Puxei-a para o banco também, ela se sentou e continuou olhando para baixo.

-Hinamori...

-Shiro-chan... Por que você mente para mim?

-O que?

-Você mente para mim sobre não estar sentindo dor.

-Sim, eu sinto dor, mas ao ouvir sua voz e ver sua face, minha dor some.

Ficamos em silencio, ainda estávamos de mãos dadas, a roda gigante parou, estávamos no alto, a vista era linda. Olhei para Hinamori com o canto do olho, ela estava olhando para nossas mãos, tentei soltá-las mas ela me impediu. Olhei para ela.

-Shiro-chan, você é meu melhor amigo, e eu não quero que você minta para mim, se estiver doendo ainda agente pode ir para casa.

-Não. Se eu for para casa não vai adiantar nada, meus pais não estão.

-Tá.

Ela ainda estava com um olhar triste.

-O que foi?

-Agora que eu lembrei que vou levar uma bronca dos meus pais por ter sido suspensa.

-Então vamos fazer assim, quando agente sair daqui eu consigo um daqueles bichinhos de pelúcia que ficam naquelas barracas de jogos, isso faria você se sentir melhor?

-Sim!

-Então tá.

Saímos do brinquedo e fomos direto para uma das barracas, eu tinha que derrubar todas as latas, em alguns lugares eles prendiam as latas que ficavam na base para não conseguirem o premio máximo. Mas eu estava disposto a conseguir aquilo para a Hinamori.

Chegando lá o homem olhou para mim.

-Vai tentar? Ou vai amarelar?

-Não sou você para amarelar tão rápido.

Ele me fuzilou com o olhar, mas eu não estava afim de aturar brincadeiras desse tipo.

Ele me deu três bolinhas, atirei a primeira, sem sucesso, a segunda melhorou um pouco, era agora ou nunca, eu não queria errar para ter que aturar aquele cara, respirei fundo e joguei, acertei, vi as latas despencando, todas de uma vez, fiquei olhado para as latas, o homem olhou para mim como se não acreditasse, ele pegou o urso e entregou ele para mim. Entreguei-o para Hinamori que começou a sorrir, olhei no relógio e já eram quatro horas, estava escurecendo, era um pouco cedo para isso.

-É melhor agente voltar para casa, aquela praça fica cheia daqueles caras iguais aos que vimos hoje.

-É.

Fomos caminhando de volta para casa com calma, ao passarmos em frente a praça vimos que aqueles caras estavam lá ainda, mas dessa vez eles não viram agente. Continuamos a andar, de vez em quando eu olhava para trás para ver se eles não estavam atrás de nós.

-Como acha que foi nas provas? – Pergunto.

-A mesma coisa de sempre, acho que vou tirar de 8,5 pra cima, e você?

-Ah, não sei.

-Fala serio, você tira notas de 9 a 10.

-Grande coisa, posso tirar as melhores notas, mas vou continuar sendo o esquisitão que fica sozinho ouvindo musica com um livro na mão.

-Esquisitão? Você não é esquisito, só é bem quieto. Você tem que se soltar um pouco.

-Não, prefiro continuar com poucos amigos, porque eu sei que neles eu posso confiar.

-É, acho que você tem razão. – Fala ela rindo.

-E outra, eu não sou muito simpático, não sou como você, você é a pessoa mais simpática que eu conheço, todos gostam de você, sempre esta rodeada de pessoas novas e eu sempre sozinho num canto qualquer.

Ela segurou uma das minhas mãos com a mão livre e olhou para mim.

-Só porque você não tem muitos amigos não quer dizer que você não seja simpático. Todos são diferentes, cada um tem um estilo próprio, e você é simpático, do seu jeito, e não deixe ninguém mudar isso ok?

Comecei a sorrir.

-Obrigado.

Continuamos a andar, nossas mãos ainda estavam dadas, e é claro que eu não iria soltar por livre espontânea vontade, a não ser que ela soltasse. Para minha surpresa ela continuou segurando minha mão.

-Quanto tempo falta para o baile? Não sei que dia é hoje. – Fala ela olhando para mim.

-Faltam três se não me engano, por que? Esta fazendo um plano para começar a fingir uma doença para não ir comigo?

-Claro que não Shiro-chan! Eu quero muito ir ao baile com você!

-Sério? – Falo arqueando as sombrancelhas.

-Sim. – Fala ela agarrando meu braço.

Sorrio um pouco corado.

Quando chegamos em frente de nossas casas ela olha para mim. O carro dos pais dela não estava na garagem ainda.

-Você vai explicar para meus pais?

-Sim.

-Você pode esperar em casa se quiser. – Diz ela apontando para a porta da casa dela.

-Tá, pode ser.

Notas finais
Espero que tenham gostado, vou demorar um pouco para postar os próximos capítulos, minhas aulas e cursos vão retornar. Vou tentar não demorar MUITO, mas não prometo nada.