I Just Cant Breath Without You...
18 -Oh, Com'on! You Play For Team Sparia!
Notas iniciais
Boa leitura!
Porque aquilo tudo aterrorisava as quatro de uma forma tão estúpida? Era diferente a forma que tudo sempre acabava chegando em um ponto fixo. A, ela ou ele é o ponto fixo. Todos os dias e todas noites que elas passaram acordadas, soluçando com as lágrimas que caíam de seus olhos pela simples falta de segurança. Nada estava a salvo com A por perto. Nada estava normal com A por perto. Mas pensando bem... nunca foi normal. Com ou sem A.
–Você percebe que nós sempre vivemos assim? Com medo...- disse Hanna.
–Como assim?- Emily pergunta.
–É como se A sempre estivesse ali. Mesmo antes de aparecer.- ela conclui.
–Nunca tinha olhado por esse lado...- Emily se ajeitou no colo de Hanna.
–É porque nunca tinhamos percebido. Mas se você prestar atenção, A antes de A, era a Alison...- ela disse.
–Acho que já sei onde quer chegar...- Emily sentou-se de frente pra ela.- Antes de A, era a Alison que sabia nossos segredos mais íntimos.
–E era a Alison que os usava contra nós mesmas...- ela olhou para a janela.
–Não me diga que você está pensando que A é mesmo a...- ela nem terminou a frase e Hanna a cortou.
–Alison? Não duvido nada...- ela levantou-se.- Você quer vir comigo, ou vai ficar aqui e esperar a Spencer?
–Não, eu vou com você.- levantou-se em seguida.- Não quero ficar aqui sozinha.
–Tudo bem, então. Eu vou tomar banho, depois você toma, certo?- ela pegou uma toalha e foi em direção ao banheiro.
–Aham.- ela assentiu e foi usar o computador enquanto Hanna estava tomando banho.
Seria tudo tão complicado assim pra sempre? Será que elas nunca teriam um segundo de paz? A cada 3 pensamentos que passam pelas suas cabeças, 4 sempre acabam em A nisso, ou A naquilo. Nunca um bom desvaneio do tipo: Quantos pontos será que o Dow Jones caiu de novo? Nunca normais.
Depois de alguns minutos, Emily e Hanna já estavam prontas pra sair. E logo após saírem, Spencer e Toby chegam para terminar o seu 'papo confidencial'.
–Então, como você pretende me explicar aquele cara? Que por sinal é o namorado da sua melhor amiga...- disse ele a olhando com despreso.
–Primeiro: Ele não é 'aquele cara', o nome dele é Eric. Segundo: Ele não é o namorado da Aria. É o irmão gêmeo dele...- ela sentiu algo em seu peito quando disse aquilo. Pareceu tão duro quando ela parou pra prestar atenção no que havia dito. Ezra morreu. E Eric voltou... sendo que até ontem ele nem existia.
–O Fitz tem um irmão? Essa eu realmente não esperava...- ele deu uma risada sarcástica.
–Olha, sei que o que você viu poderia ter sido um beijo, mas... eu não conseguiria fazer isso com a Aria... digo, com você. Quer dizer, com ninguém...- ela estava muito confusa. Certo, eram três pessoas incríveis nas quais ELA estava interessada. Toby era o garoto estranho e feinho do final da rua que se tornou um bom homem e a fez feliz enquanto estavam juntos. Definitivamente ela o amava. Eric era o cara bonitão, irmão gêmeo do falecido caso escondido da sua melhor amiga. Tão meigo e gentil com aqueles olhos escuros tão profundos... E ainda tinha a SUA melhor amiga! Como ela podia estar apaixonada por Aria. Que coisa mais sem noção... Spencer saindo do armário... que iria imaginar isso? Talvez nem A pudesse ser tão criativo assim. Droga... ainda tinha A pra ela se preocupar.
–Olha... como disse antes, sei que fui eu quem deixou você aqui sozinha. E você tem todo o direito de se relacionar com outros caras...- ele chegou mais perto dela.- Mas eu voltei. E dessa vez pra ficar. E dessa vez...- aproximou suas bocas.- Dessa vez pra ficar com você...- ele a beijou.
Delicado, doce, sincero, amoroso, carinhoso, cheio de saudade, e um pouco mais. Era assim discrito aquele beijo.
Ficaram ali, apenas sentido o gosto da boca um do outro. Spencer não podia negar que ainda o amava e que adorava aqueles braços fortes a aconchegando como se fossem uma fortaleza que se moldava perfeitamente nela. Então aquele pensamento lindo veio à sua cabeça... Hum... aquele pensamento sensacional. A sensação que só aquele pensamento podia lhe proporcionar. Ele era mais ou menos assim: Cabelos morenos e longos, olhos verdes e enormes, baixinho, totalmente vintage, fofo e meigo como ninguém. Tão educadinho e perfeitinho aquele pensamento... como era o nome dele mesmo? Ah, já sei! O nome dele é Aria.
–Não!- ela se separou de Toby.- Olha... tem muita coisa acontecendo que eu ainda não posso te contar e...
–Tudo bem... eu te esperei uma vez, posso esperar de novo...- ele deu um beijo no canto de sua boca e saiu.
Alguns minutos ali, parada pensando no que tinha acabado de acontecer, Spencer foi tirada de seus desvaneios pelo barulho de seu celular. Uma nova mensagem. E sempre que seu celular toca, ela faz mil orações a Deus pra que não seja A. Mas quem disse que adianta? Deus não está com os mentirosos. Mentirosos são pecadores. E Spencer peca bastante...
Parece que a senhora 'Sabe tudo' já não sabe mais de nada, não é? Ah, qual é, Spence? Adimita! Você joga pelo Team Sparia!
–A
–A cada dia que passa eu já começo a me acostumar com isso...- ela jogou o celular na cama, e assim como o objeto, fez consigo mesma.
Passou boa parte da noite ali. Deitada pensando na vida que tinha. Se é que tinha vida.
Ficou ali tanto tempo que Emily e Hanna chegaram e foram assistir um filme na sala. O filme terminou, elas dormiram e Spencer ficou lá pensando no nada. Mais conhecido como A. O que ela faria com aquela situação deplorável? O que ela faria com Eric agora que ele fazia parte da sua vida? O que ela faria com Toby agora que ele está de volta? O que ela faria com Aria que agora já não ocupava só o espaço de melhor amiga em seu coração? Era tudo muita coisa pra uma cabeça só... mesmo sendo a cabeça de Spencer Hastings.
Precisava conversar, desabafar com alguém. Emily e Hanna já estavam dormindo. Toby, nunca! Eric muito menos. Só sobrou... Aria.
Pegou seu celular e digitou o número de Aria. Já até sabia de cabeça de tanto que ligava pra ela.
–Alô, Aria? É a Spencer.- ela disse e logo depois roeu a unha do polegar direito.
–Oi, Spence!- ela estava com voz de sono.- Er... o que te leva a me ligar tamanhas... hum... 01h17min da manhã! Você está louca?!- ela disse.
–Me desculpa se eu te acordei, mas é que eu preciso muito conversar com alguém... posso passar aí com você?- perguntou apreensiva.
–Hum... tá bom.- ela disse bocejando.- Trás logo uma roupa pra você dormir aqui... Não quero que você fique dirigindo feito uma louca sonambula pela cidade.- elas riram.
–Tá bom, já to indo praí. Beijo.- ela desligou.
Pegou suas coisas e deu no pé.
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