I Just Cant Breath Without You...
4 -No. I was'n crazy when i did what i did...
Notas iniciais
Emily recebeu outra mensagem. Tirou o celular do bolso meio assustada, pois, do nada, ele vibrou em seu bolso de trás. O que a fez se assustar.
Se acha mesmo que eu vou falar algo, literalmente e no sentido figurado, está muito enganada.
- Da pessoa à sua frente.
–Certo. Entendo suas exigências. Tanto que vim aqui sozinha, como você mesma disse. — ela falou mostrando ao seu redor. 'Mesma' saíra de sua boca um tanto quanto ríspida. A era uma garota e Emily ainda não acreditava.
A se aproximou de Emily. Andou em volta e parou atrás dela botando as mãos no bolso do sobretudo que mais parecia um pano velho e rasgado com cheiro de nafitalina.
Lá fora, Hanna estava encostada na parede da capela esperando que algo acontecesse, mas nada aconteceu. Até que... a garota tomou um belo de um susto quando viu alguém, todo de preto, chegando perto da entrada da capela. Ela, escondida, foi chegando mais perto para ver quem era. Ela rezava para que fosse Spencer ou Aria. Mas seus olhos se encheram de lágrimas e seu coração começou a explodir quando viu uma arma na mão daquele indivíduo. Era o assistente de A. Aquele a quem elas deram o apelido de B. Parece até um pouco engraçado, mas tinha tudo a ver com a situação.
Hanna não teve outra reação, a não ser correr e entrar pela porta dos fundos da capela.
–Emily!- ela gritava.
–Hanna? — Aria correu para a capela.
–O que foi isso? — Spencer ligou o carro e acelerou.
–Emily! Vamos sair daqui! É uma arma- Hanna calou-se para correr mais quando viu B apontando a arma na direção de Emily.- Nãão!! — ela tentou se meter na frente, mas Emily a abraçou e virou de costas para A e B.
–Emily!!!- Hanna virou para segurar a amiga, que agora estava caída nos seus braços e com uma bala nas costas. — Emily, fala comigo! Anda! Por favor! — Hanna estava de joelhos, ali, abraçando Emily, que inconsciente, jazia em seus braços magros e brancos.- Assassinos! — ela gritou abraçando Emily mais forte.
B correu para fora da capela e foi seguida por A, mas a mesma A fora atropelada, sem querer, por Spencer. B rápido voltou para ajudar A, que logo se levantou e correu.
Spencer desceu do carro depressa e entrou na capela junto com Aria.
–Emily! — disseram em coro e correram em direção as duas garotas.
–O que aconteceu? — Aria perguntou.
–Aquela vagabunda... vai me pagar. — Hanna disse com uma voz um pouco seca e trêmula por causa do choro.
–Temos que levá-la pro hospital. Agora!- Spencer disse ajudando a carregar Emily pro carro.
Quando colocaram-na no banco traseiro deitada no colo de Hanna, Spencer viu algo brilhando e vibrando de baixo do carro. Ela se abaixou, arregalou os olhos e quase deu um berro, mas se conteu.
–Esse é o... celular de A... — Spencer falou pegando o celular de baixo do carro e se levantando.
–Ah, meu Deus! — Aria tapou a boca com a mão.
–........- Hanna apenas ficou calada acariciando o rosto de Emily.
Aria olhou para Hanna, que não parava de chorar em cima de Emily.
–Spencer, vamos logo! — Aria falou entrando no carro e Spencer acentiu com a cabeça também entrando no carro.
O caminho até o hospital não era tão longo, mas no meio do caminho Hanna pode ouvir um pequeno gemido de Emily.
–Emily? O que foi?- Hanna a aconchegou nos seus braços.
–Você... estava louca... se metendo... na minha... frente?- ela disse entre arfadas fortes tentando respirar. O ar entrava, mas parecia que estava apenas saindo e saindo.
–Não fale . A bala provavelmente deve ter acertado seu pulmão... — Hanna disse acariciando seu rosto.- E não. Eu não estava louca quando fiz o que fiz. — ela sorriu para Emily, que agora estava mais uma vez inconsciente, mas só que estava diferente. Hanna botou um dedo na frente do nariz de Emily. Ela não sentia sua respiração, nem seu peito subindo e descendo como estava a pouco.
–Spencer! Ela parou de respirar!! O que eu faço?- Hanna ficou desesperada.
–Ela deve estar sem ar. Faça respiração boca a boca! Rápido!- Spencer disse enquanto acelerava mais o carro.
–Boca a boca...– Hanna sussurrou para sí mesma e pensou rapidamente nas coisas que havia feito para Emily naqueles últimos dias. Ela humilhara e fizera gracinhas nem um pouco engraçadas com Emily. Agora teria de salvar a vida da única pessoa que... que o que? Que realmente a perdoou quando havia a maltratado? Que sempre a escutava quando precisava, diferente de Mona. Que sempre amou e não sabia? Espera. O que? Amou? Como assim? Ela pensou.
–HANNA, O QUE ESTÁ ESPERANDO!?- Aria gritou do banco da frente.
–Tá bem, já vou! — Hanna não hesitou mais e juntou sua boca com a de Emily. Nossa... aquilo foi... bom... incrível... inesplicável... foi simplesmente... perfeito. Apesar de ela estar fazendo respiração boca a boca e não a beijando, Hanna sentia seu coração subir e voltar a cada bufo de ar que dava na boca com gosto de menta de Emily.
Ela se afastou pra tomar um pouco mais de ar e voltou a bufar na boca de Emily. Mais umas 5 ou 6 bufadas e Emily estava de volta. Respirando muito forçadamente, mas estava. Hanna sorriu aliviada por uns estantes até que chegaram ao hospital.
–Chegamos! Rápido! Me ajude a tirá-la do carro! — Aria ajudava Hanna enquanto Spencer correu para dentro do hospital em busca de um enfermeiro.
–Moça, pelo amor de Deus, chama um enfermeiro, um médico, uma parteira, alguém com um braço forte ou uma maca. Minha amiga levou um tiro no pulmão e está repirando muito pouco. Por favor, rápido! — Spencer, pfegante, exigiu.
–Certo, você pode preencher esses formulários, por favor. — a recepcionista deu umas folhas de papel para Spencer. Ela os pegou e olhou para a mulher.
–Você ouviu alguma palavra do que eu disse?! — ela jogou os papéis pro alto.
–Moça, acalme-se. — a mulher pediu.
–Não vou me acalmar! A minha amiga está MORRENDO! Será que você não entende isso?! — Spencer disse na hora que Aria e Hanna entraram com Emily no colo.
–Rápido! Um médico!- Hanna gritava enquanto se esbanjava de tanto chorar em cima de Emily.- Por favor!
Então eis que surge um médico de dentro de uma sala que havia por ali.
–Que gritaria é essa aqui!?- ele pareceu meio nervoso até que viu Emily, sangrando, nos braços de Hanna e Aria.
–Emily Fields? — ele correu para checar o pulso da garota. — Rápido, tragam ela pra minha sala! — ele ajudou a levá-la para a sala.
Botaram-na em cima da mesa.
–Moço, o senhor vai ajudá-la? — perguntou Hanna segurando o braço dele.
–É claro! Acho que esse é meu dever e além do mais ela filha de um grande amigo meu.- ele disse botando suas luvas de médiico, jaléco de médico, e óculos, que apesar de comuns, tinham bem a cara de médico.
–Obrigada, doutor...- ela sorriu meio que aliviada.
Notas finais
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oq n faço por vcs? XD
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