I Just Cant Breath Without You...
16 -It's Over For You, Girls...
Notas iniciais
–Ah, Em. Onde será que aquelas duas estão?- pergunta Hanna para Emily, que estava sentada entre suas pernas.
–Não faço ideia, olha... Mas quem liga? Você tá aqui comigo agora e é isso que importa.- a loira deu um sorriso que só Emily poderia arrancar dela.
–Você e suas frases clichês!- ela beijou o pescoço da morena.
–Ah, qual é? Clichê é romantico!- elas riram.- E também é a mais pura verdade...- a morena virou-se de frente para Hanna depositando uma das mãos na nuca dela e a outra na sua costa, encachando-se entre suas pernas.
Hanna agarrou-se a Emily num abraço bem forte, fazendo seus corpos entrarem num contato mais aprofundado e juntando mais fortemente seus lábios.
Emily, meio que do nada, separou-se de Hanna sem dizer uma palavra. Pegou seu casaco e seguiu em direção ao quintal.
–Ei, o que foi?- Hanna a seguiu.
Emily olhou para ela e fez sinal para que ela a seguisse. Hanna sem hesitar, mas estranhando muito, pegou sua jaqueta e foi atrás de sua namorada.
–Em! Onde você está?- Hanna estava meio preocupada. Emily entrou no matagal que havia no quintal dos Hastings. Ela chamava e chamava, mas a morena não respondia. Então começou a entrar em desespero e foi atrás dela.
–Emily! Emily! Onde você tá?- ela corria de um lado e pro outro. Então escutou um estalo de galho atrás dela. Virou-se na esperança de ser Emily, mas era só um esquilo.- Emily!
Ela encostou-se em uma árvore e começou a respirar ofegante. Parece que sempre que não tinha Emily por perto ou quando não sabia se ela estava bem, Hanna começava a se sentir mal. Ficava sem chão.
Pôs as mãos no rosto e escorregou até o chão.
–Hanna!- Emily apareceu da mesma forma que sumiu. Do nada. Ela estava toda arranhada. Parecia que tinha caído.- Vem! Corre!- ela pegou a mão da loira.
–Emily! O que está acontecendo?- ela seguia falando.
–Sem tempo pra perguntas!- ela não parou.
–Não, Emily! Só continuo com respostas!- ela parou e soltou a mão da morena.
–A, Hanna! A está atrás da gente! Você tem que vir comigo agora! Por favor, não solte mais a minha mão...- ela segurou as duas mãos de Hanna e olhou bem no fundo dos olhos.- Não posso te perder...
Então elas escutam os passos pesados vindos de não muito longe dali.
–Vamos logo!- elas continuaram correndo.
Na praça central, Spencer ainda procurava por Aria.
–Aria! Anda, amiga! Onde você tá?
Ela olhava por todos os lados. Então algum tempo depois de tanto andar, Spencer avistou Aria sentada em um balanço abandonado que tinha mais pro interior do bosque que tinha na praça. Correu em sua direção.
–Aria... para de chorar, vai.- Spencer ajoelhou-se a sua frente, ficando na altura de seu rosto.
–Era verdade, Spence... ele tá morto!- ela abraou Spencer com toda a sua força.
–Tudo bem, tudo bem... eu to aqui com você agora...- ela retribuiu o abraço tão forte quanto.
–Já era difícil sabe que ele estava em Nova Orleans... com alguns Km de distância... agora que nunca mais vou vê-lo de novo é como se eu não pudesse mais viver...- ela tentava enchugar o rosto, mas sempre que limpava uma lágrima, outras duas desciam ao lembrar que ele já não estava mais ali.
–Vem... tá ficando escuro aqui e você tem que descansar...- Spencer levantou-se e ajudou a menina a seguí-la.
–Vai, Hanna! Entra logo!- disse Emily entrando e tentando colocar a chave na fechadura, só que ela estava tremendo demais e não estava conseguindo. Então alguns segundos depois A empurra a porta com toda a força, fazendo Emily cair no chão.
–Emily!- Hanna tenta ajudá-la a levantar, mas ela havia torcido o tornozelo.
–Ai, meu tornozelo tá doendo...- ela se levantou devagar e pôs o braço envolta do pescoço de Hanna enquanto iam na direção do escritório do pai de Spencer.
–Anda, senta ai, Emily!- Hanna a pôs sentada na cadeira e trancou a porta.- Você está bem? O que foi que aconteceu?
–Meu tornozelo... acho que torci ele...- ela massageava o local.
Hanna andava de um lado pro outro com as mãos na cabeça.
–Porque você foi sair daquele jeito?! Onde você estava com a cabeça?!- ela estava desesperada com tudo aquilo.
–Eu só queria ter um momento com você longe de tudo! Queria te mostrar varias coisas! Eu ia te...- ela silenciou ao lembrar que aquio era pra ser uma surpresa, logo que não deveria ser dito daquela forma.
–... Você não sabe o quanto eu fiquei com medo... quando não te encontrei fiquei desesperada...- ela encostou sua testa na de Emily.
–Tudo bem, me desculpa... eu não queria que nada disso tivesse acontecido...
E logo após todo esse momento de reconciliações, a porta do escritório foi, literalmente, derrubada no chão. Acabou o tempo. O telefone do escritó estava quebrado, os celulares não estavam com elas... não tinha como pedir ajuda.
–Acabou pra vocês, meninas...- A tirou o capuz e mostrou-se ser bem conhecida pelas garotas.
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