I Hope You'll Remember Me
3 How Can I Have Hope?
Notas iniciais
Talvez, eu realmente tivesse que ter esperança para as coisas funcionarem, talvez eu possa, sim, ter meu final feliz. Mas, talvez, eu apenas devesse desistir, porque as palavras que ouvi logo em seguida, fez com que eu desabasse, que qualquer coisa que senti um minuto atrás serviria simplesmente para me fazer ficar mal.
—Me desculpe, mas nos conhecemos?—Perguntou, confuso.
Ele havia perdido sua memória? Provavelmente quando atravessou a linha da cidade e, talvez, quando Emma quebrou a maldição da Snow Queen, ela realmente tirou qualquer maldição que houvesse lá. Isso parece tão confuso e sem sentido. E, como se já não bastasse Robin não se lembrar de mim, Roland—como sentia saudades dele também—apareceu correndo junto de Marian, ela estava com um sorriso enorme e corria atrás do filho. Se estivesse certa, ele também não se lembraria de mim e a única que se lembraria de mim... Era a morta-viva, que assim que me viu retirou o sorriso do rosto.
—Papa!—Roland gritou e se agarrou em Robin— Te peguei— Anunciou vitorioso.
—Parece que sim, little man—Sorriu e segurou o filho em seu colo, parecendo não se importar mais com minha resposta se nos conhecíamos.
Na verdade, não importava mesmo. Já estava destruída. Por que ainda insisto? Vilões não têm finais felizes. Depois de todo esse tempo deveria ter aprendido. E, agora, está confirmado. Eu desisto. Pra que continuar tentando? Machucar-me mais? Não, obrigada.
Lembrei-me que Henry ainda estava ali, assistindo toda a cena. Mais uma cena em que meu possível final feliz foi perdido. Meu filho olhou para mim e seus olhos demonstravam tristeza. Ele segurou minha mão e me puxou para sairmos dali, mas sua tentativa de me livrar daquela situação foi falha, pois Roland parecia ter, finalmente, percebido nossa presença.
—Regina?—O pequeno deu um sorriso, deixando, assim, suas covinhas amostra. Ele é um fofo.
Meu coração acelerou. Eu não estava certa. Roland se lembrava de mim. Mas... Como Robin não? Como isso era possível? Por quê? Antes que pudesse terminar meus questionamentos, Roland correu e pulou em meus braços. Involuntariamente, o segurei e depois o envolvi em um abraço bem apertado por iniciativa do pequeno. Como foi um abraço bom.
—Senti saudades— Ele disse, ainda me abraçando apertado.
Antes que pudesse responder o garoto, senti algo o puxando de meus braços. Era Robin, que, provavelmente, não estava entendendo nada. Uma estranha, que acabou de conhecer, chega abraçando seu filho. Não é algo muito agradável. Era ruim pensar nisso. Era apenas uma estranha para alguém que já considerei meu amor verdadeiro, minha alma gêmea.
Henry, percebendo que Robin iria questionar algo sobre Roland ter me abraçado, logo disse:
—Mãe, e aquela pizza que íamos comprar?
—Sim, vamos...—Minha voz saiu um pouco embargada.
Henry puxou minha mão e eu o segui. Antes olhei para trás e vi Robin, ainda segurando Roland, e Marian seguindo no corredor em direção ao seu apartamento. O pequeno ainda me encarava e apenas movimentando os lábios o disse “Também estou com saudades”. Ele deu um sorriso e apoiou sua cabeça nos ombros de seu pai.
A cada passo que dávamos nos corredores do prédio, uma parte queria que Robin segurasse meu braço e dissesse que tudo que acabara de acontecer não passava de uma brincadeira ou de um mal entendido. A outra parte tentava me convencer de que tudo acabara ali, que não importasse o que eu fizesse para ser feliz, mais nada daria certo.
***
Henry comia seu pedaço de pizza enquanto eu me perdia em meus devaneios. Será que vale a pena tentar fazer alguma coisa? Talvez, procurar uma solução para a perda de memória... Mas, e se Robin estivesse melhor com Marian? Ele parecia bem feliz brincando com Roland e o pequeno, apesar de demonstra saudades, também parecia satisfeito com sua nova vida. Parei de pensar nisso somente quando meu filho me chamou.
—Mãe, você está bem?— Perguntou preocupado. Ele já havia terminado seu pedaço de pizza enquanto o meu esfriava no prato.
Era a primeira coisa que falamos desde que deixamos o apartamento. Andamos todo o caminho até a pizzaria em silêncio, mas não era um silêncio constrangedor, e sim algo confortante. Apenas a presença de Henry já me fazia bem e ele sabia que naquele momento, o silêncio era o melhor para eu me sentir bem.
—Vou ficar... — Disse cabisbaixa forçando um sorriso. Não queria mentir para Henry, mas também não queria o deixar preocupado.
—Você deveria comer sua pizza— Ele disse, olhando para meu prato—Nada melhor que uma pizza nova iorquina para deixar alguém melhor— Afirmou sorrindo.
—Tudo bem. Preciso saber se essa pizza é boa mesmo— Sorri, sinceramente dessa vez, e peguei a pizza dando a primeira mordida— Okay, é, de fato, a melhor pizza que já comi— Henry riu da aminha reação.
Meu filho esperou até que terminasse a pizza e então caminhamos de volta para o apartamento. Sem silêncio dessa vez. Eu estava um pouco melhor do que antes, mas não tinha aceitado completamente o que aconteceu.
—Henry— O interrompi enquanto contava uma das histórias de quando morava em Nova Iorque— Acho que deveríamos ir embora.
Ele me olhou confuso e chateado. O melhor para mim era simplesmente voltar para a minha zona de conforto e isso era em Storybrooke.
—Mas, mãe, operation mongoose só terá terminado quando conseguirmos seu final feliz... E estamos aqui para terminar a operation mongoose.
—Henry, já passou da hora de desistirmos— Falei séria.
—Mãe, nós não devemos desistir. Emma e eu prometemos seu final feliz e nós vamos conseguir— Disse e me abraçou logo em seguida.
Não respondi mais nada, apenas retribui o abraço e continuamos a caminhar até o apartamento.
Não. Henry não tinha me convencido. Ainda acreditava que o melhor para todos era voltarmos para Storybrooke o quanto antes. Mas era uma conversa para depois. Eu gosto quando Henry demonstra ter esperança e essa era uma das qualidades que não gostaria que ele perdesse, por mais que eu não desse um bom exemplo.
Chegamos à porta do prédio e hesitei. Henry me encarou. Respirei fundo. E se déssemos de cara com a família feliz de novo? Não iria aguentar olhar para o rosto de Robin sabendo que ele não me reconheceria. Mas teria de lidar com isso de alguma forma, então apenas peguei a mão do meu filho e entramos no prédio.
***
Sentada no sofá da sala, já estando dentro do apartamento, Henry estava do meu lado e jogava seu vídeo game enquanto eu voltava a me perder em devaneios. Como eu gostaria de uma taça de um bom vinho nesse momento, pensando nisso suspirei, o que chamou a atenção do Henry. Ele pausou seu jogo e me olhou.
—Mãe—O olhei— Eu sei que não te convenci que podemos resolver esse problema— Ele suspirou— Amanhã você provavelmente vai pegar nossas malas e voltar para Storybrooke de qualquer jeito— Sorri para ele. Talvez ele tivesse razão.
—Aonde você quer chegar, Henry?—Perguntei curiosa. Meu filho planejava algo, sem sombra de dúvida.
—Eu sei que não vou te convencer a ficar aqui com “discursos de esperança”, eu sei o quanto você os odeia —Ri. Ele tem razão— Vou te fazer uma proposta.
—E qual seria essa proposta?— Demonstrei interesse.
—Junto com as nossas passagens de vinda, Emma comprou mais duas de volta para daqui duas semanas. Minha proposta é: Ficamos aqui mais essas duas semanas e se nada der certo vamos embora e eu nunca mais falo de operation mongoose, mas se der certo...
—Você ganha um beijo e um abraço bem apertado—Sugeri com um sorriso no rosto.
—Você acha que eu sou agradado facilmente, senhorita Mills?— Falou e riu logo em seguida.
—Bem, te conheço desde sempre e eu sei que não é— O abracei e dei um beijo em sua testa.
—Então, se der tudo certo...
Antes que Henry pudesse completar sua fala, alguém bateu na porta. Henry e eu nos olhamos. O sorriso que antes estava em meu rosto foi substituído por uma feição de preocupação. Meu coração acelerou. Quem seria?
—Mãe, você quer que eu atenda?— Apenas balancei a cabeça de forma que dissesse não.
Levantei do sofá ainda preocupada e me direcionei à porta. Lentamente coloquei a mão na maçaneta e a girando e depois de abri-lá, dei de cara com... Marian.
—O que você está fazendo aqui?
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