I Hate You Too!
13 XIII- Artista
Notas iniciais
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O próximo será postado ainda essa semana, dependendo dos reviews, claro!
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Vamos aos agradecimentos? Obrigadão:
YumeChaan, Lady Cherry, Cristal, Thysia, Giovana, Caio, Ângela, UchihaMarina, Midichan, geisinha, penanegra, Eduardaprc, Adi Gallia e Duque de Orion!
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Quer ser um lindo do Sketcher? É muito fácil, basta você mandar um review depois de ler esse capítulo!
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O capítulo de hoje é para a linda da Quel que recomendou a fic... Quer um capítulo? Manda uma recomendação aê! kkk
O caminho todo foi no mais incomodo silêncio. Jonathan apenas se concentrava no trânsito que estava até calmo e eu ficava encarando minhas mãos ou a janela do carro. Ele havia percebido minha inquietação, mas fez questão de não falar nada, porque sabia que eu não iria dizer absolutamente nada. O caminho que durante a ida foi depressa, durante a volta demorava mais que uma volta inteira durante a Terra. Quando ficava nervoso eu levava os dedos à boca e roía as poucas unhas que eu detinha.
-Tira a mão da boca, roer unha parece coisa de gente nervosa! –Brigou ainda dando atenção ao caminho.
-E eu estou! Sabia que eu vou descobrir um pouco sobre o cara mais idiota e misterioso do universo, eu necessito de roer um pouco.
-Vou acabar não te mostrando nada!
-Ok. –Tirei os dedos da boca e apertei minhas duas mãos juntas.
O restante do percurso foi mais rápido, talvez pelo fato do nosso pequeno diálogo ter me tirado um pouco o nervosismo e logo chegamos a nossa amada casa. Jonathan abriu o portão da garagem com o controle automático e nós dois entramos pela porta que dava para sala. Jonathan seguiu para o quarto dele e eu fiquei parado na sala, apenas esperando ele voltar.
Sentei-me no sofá e liguei a TV. Jogando os pés sobre a mesa de centro. A nova que Paulo comprou depois que a outra “deu cupim”.
Talvez, uma das coisas que eu mais fiz nesse novo lar foi mentir. Eu não era de mentir, muito menos para a minha mãe. E desde que eu coloquei os pés nessa casa, poucas vezes eu disse uma verdade para minha mãe.
Jonathan voltou para sala com cara de tacho e me encarou completamente sem expressão.
-Porque você não subiu? –Perguntou cruzando os braços em frente ao peitoral. Ele havia mudado a roupa. Tirado o smoking bonitinho e posto uma camiseta bem cavada e um moletom cumprido e... Sujo! Jonathan estava usando um moletom completamente sujo.
-Ué... Estava esperando você me mandar subir.
-Um dia você deixa de ser idiota, eu creio nisso! –Ele agarrou meu braço e começou a subir as escadas ainda me puxando.
-Jonathan dá pra me soltar? Eu sei o caminho.
Ele me soltou e ambos caminhamos até o quarto de porta negra. Ao entrar não vi nada demais. Ele continuou andando pelo quarto e eu segui. Fomos até próximo ao guarda-roupa e vimos a tal porta. Lembrei novamente do criado-mudo. Foi a primeira vez que eu havia visto aquela porta. E novamente a curiosidade de saber o que tinha ali dentro me perturbou.
Um dia qualquer, durante os dois meses que eu e Jonathan ficamos mais distantes, eu lembrei que eu tentei novamente saber o que tinha por detrás daquela porta. Eu havia tentado abri-la, peguei a chave do quarto para ver se era a mesma, mas não. Pedi a Paulo a chave mestra da casa, com uma desculpa esfarrapada e tentei, mas infelizmente aquela chave não conseguiu abrir aquela porta. Depois desse acesso de curiosidade, resolvi ignorar a porta e deixá-la em paz.
Jonathan abriu a tal porta, com uma chave que tirou do bolso. Meu coração travou, o que diabos o loiro guardava dentro daquele lugar. Ele entrou e acendeu a luz lá de dentro.
-Entre! –Ordenou e eu obedeci.
O quartinho era pequeno, mal cabiam duas pessoas. As paredes eram verdes claríssimas e tinha uma janela, próximo à porta. Eu já tinha visto aquela janela quando andava pela lateral da casa, mas nunca associei de onde ela era. No chão havia vários papéis velhos e riscados e uma bolsa velha cheia de lápis das mais variadas cores tamanhos e formas. No fundo do quarto, havia dois tripés para quadros. E aquilo realmente me intrigou.
-O que são aqueles tripés?
-Pegue o dá direita e veja você mesmo!
Estava coberto por algum tipo de papel grosso. Arrastei o tripé um pouco para frente e joguei o papel para trás. Um belo desenho foi o que eu vi. Era uma mulher, uma linda mulher. Os desenhos eram sem coloração, claro, mas dava para perceber pelos traços, que aquela mulher tinha olhos expressivos e claros e um cabelo extremamente liso e, talvez loiro.
Na gravura, era possível notar a mão magra e o colo também magro da mulher e ela parecia ter sido feita de porcelana de tão linda que era, pelo menos no desenho.
-Que lindo! –Toquei no rosto do desenho, como se fosse real e sentei-me no pequeno banquinho que havia no quartinho. –Você que fez?
-Uhum!
Jonathan segurou meus ombros e me virou com certa brutalidade. O medo se fez presente, pensei que depois que ele me mostrou o seu talento para desenho iria me matar, achando que eu iria contar para os alunos e estragar sua reputação. Ele pegou um caixote antigo que também estava no chão daquele pequeno quarto e sentou-se me olhando nos olhos. Segurou minhas mãos com força e aquele gesto me fez olhar nos olhos azuis lindos dele.
-Has... –Olhei com firmeza para os olhos azuis dele como se pudesse dizer: “Confie em mim, pode se abrir!”. Ele entendeu o recado e continuou. –Depois que minha mãe morreu... Eu consegui me transformar nisso que eu sou hoje, esse ser meio sem jeito, rude, grosseiro, extremamente fechado e pouco falante. Foi com certeza o maior choque da minha vida e eu precisei criar forças para continuar e conseguir algo para não pensar tanto nela... Daí eu conheci a arte do desenho e meu professor disse que eu tinha jeito... –Seus olhos estavam meio embaçados com lágrimas sendo seguradas para não sair. –Eu desenhava sempre minha mãe, todos os dias que precisava me livrar da raiva ou da revolta. Me trancava aqui dentro e desenhava ela, os olhos lindos dela, o cabelo, o rosto. Eu só queria me sentir mais perto dela. Nunca consegui desenhar meu pai, não me pergunte por que, até eu quero saber isso. A maioria dos desenhos eu coloquei fogo, com medo de alguém descobrir e só sobrou esse aqui. Eu nunca tinha conseguido desenhar outra pessoa.
Respirei fundo depois dessa grande notícia que soube da vida do loiro, com certeza esse não era o boato... Como os alunos iriam se espantar em saber que Jonathan ganhou um carro, se o boato fosse o grande desenhista que ele era? Ele seria uma chacota e não um motivo de surpresa. Saber de tudo aquilo fez me sentir como se fosse da família finalmente, como se finalmente Jonathan confiasse e gostasse de mim, tanto quanto eu dele. Apertei as mãos dele com força e ele me olhou, com um meio sorriso lindo. Levantei-me depressa e abracei ele com toda a força que eu tinha, meu rosto ficou junto ao ombro largo e malhado dele, minhas mãos passeavam pelas costas dele e as dele pela minha. Olhei para a outra moldura ainda coberta e fiquei estático.
-Qu-Quem está naquela? –Apontei trêmulo para a moldura coberta e ele me deu um meio sorriso.
-Vai lá ver!
Caminhei devagar, muito devagar até a moldura... Arrastei assim como a outra e mesmo trêmulo, assustado e nervoso eu levantei o papel grosso e travei... Travei olhando para o desenho que eu vi. O retrato mais lindo, o meu retrato.
Fiquei estático. Era eu ali! O meu topete, os meus olhos árabes, meu nariz, minha boca, era meu retrato. Toquei na tela da moldura, bem no meu rosto desenhado e fiquei mais um longo tempo apreciando aquela obra de arte que ele havia feito.
-Gostou? –Perguntou agarrando minha cintura e pondo o queixo sobre a minha cabeça.
-Ficou lindo... Mas como conseguiu?
-Has, você é o ser mais desatento de todos! –Suas mãos viraram meu corpo e eu fiquei encarando a beleza loira em pessoa ali na minha frente. –Eu fiquei de admirando escondido, vendo seus pontos principais, o formato dos seus olhos, do seu nariz, o corte do seu cabelo, a forma da sua boca... –Ele tocou meus lábios com a ponta gelada do dedo e depois eu senti sua língua pedindo passagem. Nos beijamos apaixonadamente, as mãos do loiro foram para o botão do meu paletó o abrindo e logo o tirando. Ele agarrou minha cintura e me levantou do chão apenas com força dos seus braços, juntos, agarrados e aos beijos, ele me levou até a cama, agora solitária naquele grande quarto. Nos jogamos juntos sobre o colchão que fez um barulho engraçado devido ao peso.
-Sinto falta de você dormindo aqui nesse quarto. Te olhava todas as noites, mesmo com você namorando aquele lá...
-Passado! –Alertei mexendo nos fios aloirados dele.
-Que seja, só de imaginar que ele te beijou, te agarrou, te abraçou e quase te...
-Esquece isso, Jonathan! Ele me explicou e eu entendi os motivos dele. Luck sempre foi alguém bastante solitário, mesmo rodeado de jogadores de vôlei e de garotas, ele nunca tinha tido um amigo de verdade.
-Porque você aceitou namorar ele mesmo, Hassanzinho? –Eu sabia que ele estava sendo chato, ele estava fazendo aquilo para me chatear, mas eu relevei e resolvi continuar no joguinho dele.
-Eu não tinha nada melhor para fazer... Achei melhor ter alguém para trocar uns beijos...
-Assim? –Ele me beijou, segurou meu rosto e me beijou. Um beijo forte, apaixonado. Como se estivesse disposto a provar que o beijo dele era muito melhor que o beijo do outro loiro. E era mesmo. –Gostou?
-Sim. –Respondi ofegante. –Sabe, Luck beijava tão bem... –Ele fechou a cara e virou para o outro lado, soltou meu corpo e eu me senti desprotegido, solitário. E novamente aquele tão chato defeito aparecia. Como alguém conseguia brincar com os outros, mas não gostava que brincassem com ele? Levantei-me, fingindo não ligar para ele. Entrei novamente no quartinho de desenho do loiro e peguei meu paletó, o joguei sobre o ombro e fui até o lado onde o loiro estava virado.
Me ajoelhei perto do rosto dele e tomei aqueles lábios deliciosos. Jonathan não correspondeu ao beijo, o beijo foi frio, sem sentimentos. Ele estava de olhos fechados e eu sorri sem graça. Cheguei próximo à orelha dele e mordi devagar, antes de sussurrar.
-Você beija muito melhor, bobo! –O loiro sorriu e puxou meu corpo para deitar sobre ele. Ficamos ali, trocando beijos quentes, eu deitado sobre ele e ele me abraçando, me protegendo, segurando meu mundo inteiro. –Vamos transar, Jonathan? –Perguntei, ahh... Podem me chama de vadia mesmo, mas ele era meu namorado e já estávamos a dias sem ter toques mais quentes.
-Eu quero mesmo só ficar namorando assim, com você, tudo bem? –Perguntou meio incerto.
-Como conseguiu apagar seu fogo, garoto loiro?
-Eu só quero te beijar, sem parar! –Revelou dando mais um beijo. –Garoto árabe!
Continuamos nos beijos molhados e deliciosos, apenas namorando como dois garotos que estavam apaixonados e que faziam do sexo apenas um detalhe do relacionamento e não a prioridade. E era exatamente isso que me fazia feliz. Saber que Jonathan me achava mais importante do que uma foda qualquer.
[...]
Já estava bem tarde ou cedo, dependendo do ponto de vista. Eu assistia um filme qualquer na TV, depois de vários beijos e carícias trocadas, eu resolvi descer com medo de que nossos pais pudessem chegar, afinal já estava numa hora consideravelmente propícia para isso.
Eu já havia tomado banho e mudado de roupa. Agora, vestia meu pijama listrado de azul e branco. Era uma camisa de mangas longas e uma calça frouxa que Jonathan fez o favor de rir sem parar de como minha mãe ainda me tratava como bebê.
E falando nela, os dois acabavam de chegar na casa. Minha se despedia de alguém enquanto Paulo brigava com a porta. Os dois entraram, Paulo já estava desarrumado. O paletó preso no braço, a gravata frouxa vários botões abertos e minha mãe não estava muito atrás, ela acabou tirando o salto alto na hora que atravessou a porta.
-O mais desconfortável que tive o desprazer de usar! –Falou irritada.
-Continua linda, querida!
-Ahh não, dá para vocês não me enxerem com todo esse romancinho parado! –Falei com chateação e logo minha mãe veio beijar minha testa.
-Ainda acordado, bebê?
-Sim, Dona Gabriela e o Hassan não é mais bebê. –Já chega né? Minha mãe ainda me chamando de bebê em plenos dezessete anos de idade. Tem algo mais micante?
-E o Jonathan? –Perguntou o pai dele.
-Deve estar lá em cima...
-JONATHAN!
O loiro desceu em seguida, usando a mesma camiseta cavada e o moletom folgado.
-Qual é pai?
-Vem cá, reunião de família.
Gelei. Como assim reunião de família em plena madrugada? Ou o assunto era extremamente importante ou... Ou nada! Tinha que ser algo extremamente importante!
Jonathan sentou-se no sofá um pouco próximo a mim, mas não muito junto e os dois estavam em pé. Minha mãe na minha frente e Paulo na frente do loiro.
-Amanhã faremos um dia diferente! –Falou mamãe.
-Diferente? Como? Vamos à praia? –Perguntei.
-Não, Has... –Negou o loiro mais velho. –Amanhã vamos fazer uma coisa que devíamos ter feito logo quando vocês chegaram aqui, mas devido a todos os problemas adiamos e agora achamos que é um bom momento... –Ele olhou cúmplice para mim mãe e eu e Jonathan nos olhamos vitimados.
-Fala, então! –Falou o loiro mais novo.
-Amanhã... Teremos um dia especial... Eu e você, Has iremos passar a tarde no clube e Gabriela e Jonathan farão um jantar para nós. Será o dia de conhecimento. Como acordaremos tarde devido a essa noite mal dormida. Será um dia para que eu e você nos conheçamos mais ainda e Jonathan e Gabriela também! –Silêncio!
Notas finais
Has não descobriu o boato, mas descobriu um segredo íntimo do nosso lindo! Gostaram do segredo?
Dia de conhecimento? Gostaram dessa ideia?
O que deve acontecer no próximo capítulo?
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Comentem e sintam-se livre para recomendar também!
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