Notas iniciais
Oi amores...td bem? ^^
Mais uma oneshot, mas dessa um pouco diferente da ultima que eu fiz
Espero que gostem e boa leitura.

Assim que ele saiu porta afora, as lágrimas vieram. Foram anos de namoro e agora tudo acabou como se não fosse nada. Estavam juntos desde o Ensino Médio e agora por conta de uma briga, tudo acabou.

Para Elle não foi apenas uma briga. Ela se sentiu traída e usada, mas mesmo assim sentia falta dele.

Para Mark, Elle foi muito dramática. Sempre foi assim. Ele não podia sair com os amigos e ir a uma boate beber um pouco, que Elle fazia drama. Tudo bem que ele exagerava na bebida as vezes e ela exagerava no drama, mas ele faria tudo por aquela dramática.

Quando eles começaram as discutir e as palavras, afiadas como adagas, começaram a sair de suas bocas, a dor começou em ambos.

Nela doía saber o quanto exagerou com o namorado. Nele doía saber o quanto ela se sentia se lado. E doía em ambos ficar longe um do outro.

— ESTOU CANSADO DISSO ELLE! — ele gritou e ela se assustou. Mark nunca gritou com ela. Nunca subiu a voz para falar com ela, nem mesmo quando brigavam.

— VOCÊ ESTÁ CANSADO DISSO MARK?! NÃO É VOCÊ QUE TEM QUE ATURAR UM BÊBADO TODO MALDITO FIM DE SEMANA!

— EU NÃO PEDI PARA VOCÊ ME ATURAR ELLEANOR! — assim que ele disse aquilo, se arrependeu na hora.

— Então vá embora — as palavras pesaram como uma bola de chumbo em seus corações. — Saia daqui Mark

— Elle...

— VÁ EMBORA! — ela tentou soar forte, mas a voz embargada pelo choro que estava segurando não ajudou

— Tudo bem, eu vou — ele soltou o ar que nem sabia que estava segurando e abriu a porta da casa — Você tem certeza disso?

— Você quer que eu desenhe por acaso? — a voz de Elle saiu irônica, porém carregada de dor. A dor que ela estava sentindo ao mandar Mark ir embora.

— Não precisa, eu entendi. Depois eu venho pegar minhas coisas — e fechou a porta.

Assim que ele saiu, as pernas de Elle fraquejaram e ela caiu no chão, e começou a chorar. Chorou como uma criança que perdeu o brinquedo preferido, mas Elle perdeu o amor da vida dela.

Quando fechou a porta, Mark ficou parado em frente a casa por um tempo, sentindo o vento frio do inverno bater em seu rosto. E então, as lágrimas caíram. Uma por uma, elas encharcaram seu rosto. O mesmo rosto que Elle beijou tantas vezes.

— Seja forte Mark. Vai dar tudo certo — ele repetia para si mesmo, sentado na calçada casa com seu coração em pedaços por ter brigado com a mulher de sua vida. Mas “tudo” não ia dar certo.

Passaram-se dias, semanas, meses e anos. Nada deu certo. Pelo menos não na vida amorosa dos dois.

Depois daquele dia, Mark foi morar com seu melhor amigo, David. Assim que contou tudo o que aconteceu, levou um tapa na cara.

— Você é idiota ou o que? Cara, você vai lá agora pedir desculpas para a Elleanor. E se você não for eu juro que te mato.

— David...

— Te matar eu não te mato, mas isso vai te consumir pro resto da sua vida — David avisou e Mark foi até a casa que era sua e de Elle.

— Elle? — abriu a porta com a chave reserva, mas a casa estava vazia. Sem uma alma viva. Encontrou um bilhete no balcão da cozinha. Era de Elle.

Suas coisas estão no quarto de hóspedes.

Só isso. Mais nada, como se a briga não tivesse sido nada na vida dela. Mark pegou suas coisas e saiu da casa, mas ele não percebeu Elle o observando do quarto que era deles, com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar.

David entendeu Mark e disse para o amigo dar um tempo para Elle. No começo, ele ligava para ela e dizia que estava com saudade. Depois os dias foram passando, as semanas foram passando, os meses foram passando, até que eles não se falaram mais.

Depois de dois anos, Elle foi para Paris entrevistar um cantor famoso, que nem fez questão de saber quem era, afinal ela estava em Paris e o dinheiro que ela receberia ia pagar por tudo e mais um pouco na viagem.

Mark ficou famoso ao voltar com a banda de colégio. No início, ele achou que não daria certo, mas depois de uns meses, uma das músicas da banda virou hit, assim como várias outras músicas.

A banda estava em turnê e teve que parar em Paris para alguns shows e entrevistas. Ironia do destino ou não, o cantar famoso que Elle entrevistaria era Mark.

— Isso só pode ser brincadeira — ela pensou assim que o viu. Ele não havia mudado nada e ela também não.

— Elle! — ouviu David chamar e sorriu para o antigo amigo.

— David, oi — ele a abraçou e ela correspondeu o abraço, mas sem tirar os olhos de Mark, que a encarava assustado. — Vim para entrevistar um de vocês.

— Ah o Mark. Ei cara, vem ver quem está aqui — David chamou o amigo, mas o mesmo já estava ao lado deles, encarando Elle. — Vocês não estão como antigamente né?

— Claro que não — ela sorriu para David, mas olhou friamente para Mark — Meus assuntos aqui são profissionais. Apenas isso.

— Assim como os meus — Mark disse e ela desviou o olhar — Melhor começarmos essa entrevista logo.

— Sim — eles se sentaram em um ligar afastado do hotel e Elle começou com a entrevista. Durante a entrevista, eles estavam sendo frios um com o outro, mas nadas que prejudicasse seus empregos. — E pronto. Obrigada pela entrevista.

Assim que ela se levantou para ir embora, ele a puxou pelo pulso.

— Elle...

— Preciso ir Mark

— Precisamos conversar Elle

— Não precisamos não. Conversamos tudo o que tínhamos que conversar naquele dia.

— A gente ficou gritando um com o outro

— Uma forma de conversa.

— Elleanor, nós vamos conversar.

— Não, nós não vamos.

— Por favor, nós precisamos. Eu preciso. — ela respirou fundo e assentiu — Vem, na minha suíte vamos poder conversar a sós.

— Eu te mato se tentar encostar um dedo em mim — ele assentiu e pegaram o elevador. Assim que ele abriu a porta, ela ficou encantada com o quarto do hotel.

— Bonito não é?

— É incrível, mas temos assuntos mais importantes.

— Sim — eles se encararam por um tempo e ele sentiu os olhos marejarem — Eu...me desculpa Elle. Eu fiz burrada.

— Ainda bem que você reconhece — ela tentava ser fria, mas estava como ele. Com o coração doendo e com saudade.

— Eu ainda te amo

— Sério? Que fofo. Era só isso? — ela sabia que ele não estava mentindo, mas não queria confiar em Mark de novo e se machucar.

— Elleanor, por favor me ouve

— Eu te ouvi Mark, mas o que eu faço com todos os dias chorando que nem uma idiota naquela casa? Lembrando das noites que passamos juntos. Lembrando das vezes que falamos que nos amávamos.

— Eu ainda amo você. Vai me dizer que você não sente mais nada?

— Não. Eu não sinto — mentira, ela sentia tanto quanto ele, mas seu orgulho era muito grande para admitir.

— Você está mentindo — ele se aproximou e ela deu um passo para trás, até parar na parede, com ele a poucos centímetros de distância de seu rosto. — Diz que me odeia e eu te deixo em paz.

— Eu te...- ela olhou a boca de Mark e fechou os olhos. — Eu...- era difícil falar apenas três palavras. Principalmente quando a ultima pode variar de amor a ódio.

— Fala e eu sou apenas seu. Para sempre

— Eu te...Que se dane. Eu te amo seu babaca — ela colou seus lábios e os sentimentos se misturavam durante o beijo. Amor, raiva, saudade.

— Eu também te amo

— Nunca mais...- as lagrimas começaram a rolar pelo rosto dela e ele as limpou

— Casa comigo

— Você é louco?

— Por você. Casa comigo.

— Isso não é uma pergunta

— Tudo bem. Casa comigo?

— Mark — ela riu um pouco e sorriu para o amor de sua vida. — Sim. Mil vezes sim.

— Eu te amo Elle

— Também te amo Mark

Acho que finalmente esses dois podem viver felizes para sempre.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^^
Links das outras fanfics:
Blue Eyes: https://fanfiction.com.br/historia/710181/Blue_Eyes/
I Love You...Even After Death: https://fanfiction.com.br/historia/711863/I_Love_YouEven_After_Death/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!