I Hate You But I Love You
5 O Baile - Parte 1
Notas iniciais
Assim que estacionamos, Griffin saiu do carro e abriu a porta para mim.
– Por favor, senhorita. – Ele abre a porta e me estende a mão para me ajudar a descer do carro.
– Ah, cara! Deixa de frescura. – Logo saiu ignorando-o, mas um com sorriso estampado.
– Como quiser. – Ele fecha a porta sem graça.
– Então, antes de entrarmos quero te pedir um favor.
– Claro, diga.
–Quero que você se acerte com a Carly.
–O que? Você quer que eu volte com a garota que me traiu?
–Ah, qual é Griffin? Larga de bancar o orgulhoso. Você gosta dela, ela de você e ponto. E outra, precisamos acabar com esse história de que eu gosto de você e tals. Ainda mais que vamos entrar juntos.
– Uai Sam, você nunca ligou para a opinião das pessoas. Porque está se preocupando agora?
– Continuo não ligando. Porém com a Carly é diferente. Ela é minha melhor amiga e eu não quero que ela pense algo que não está acontecendo.
– Hum sei. To achando que não é exatamente ela que você não quer pense coisa.
– Ah já começou com suas insinuações.
– Calma, não precisa ficar toda nervosa. Eu já saquei. E tudo bem, eu converso com ela.
– Ótimo! Agora vamos logo com isso.
Entramos no salão de festas e todos param para nos olhar, provavelmente estão pensando que estamos namorando e tal. Aff esse povo não tem o que pensar e fica inventando pensamentos. Acho melhor eu disfarçar e me afastar um pouco dele né?!
–Olha vou ali pegar uma bebida viu?
–Não deixe que eu pego pra você!
–Não! Sai! Pode deixar. Você tem que procurar a Carly esqueceu?
–Ah... Agora?
–Sim. Quanto antes melhor.
– Está bem, depois nos encontramos. Vê se não some.
– Vou apenas dar uma sumidinha naquelas gostosuras ali. – Me viro em direção da mesa de comida.
Quando me aproximo da mesa, me deparo com o mané do Freddie com uma piranha agarrada a ele. Já tava demorando.
–Oi Sam! — Freddie fala suave.
–Oi nerd!
–Vejo que arrumou um partidão hein Sam?! — Essa voz da Wendy me irrita.
–Como?
–Estou falando do Griffin, chegando juntinhos hein?!
–Ah, cala boca Wendy — saio de perto deles.
Mais que garotinha atrevida, além de piranha é atrevida! Pego um copo de suco, que os garçons estavam servindo por toda a festa e me sento em uma das mesas, onde passo horas só pensando na minha suposta sorte. Até que a música para e todos pararam de dançar e olharam pro palco onde o dj está tocando. No meio de toda a galera Freddie vai até a frente, pega o microfone e segura a mão de Wendy.
–Boa noite! Ãn... Bom, aqui, onde todos estão reunidos nesta festa de boas vindas da nossa querida escola, gostaria de dizer algumas palavras a alguém que vem se tornando cada vez mais importante na minha vida – Ah não acredito que ele está fazendo isso! Haha bem estilo dele pagar fiasco. Mas é muito mané mesmo – Wendy. Sei que faz pouco tempo que nos conhecemos, mas já pude perceber que você é a garota ideal pra mim, com esse seu jeitinho meigo de me olhar, de me abraçar de me beijar, com esse lindo sorriso que este sempre aberto pra mim...
Mas que baboseira é essa aqui? Nem acredito que isso tá acontecendo.
–Então, Wendy diante de todos aqui, eu te faço esse pedido: quer ser minha namorada?
–Sim! Mais é claro que sim, meu amor! — Ela dá um pulo e o agarra lançando um beijo.
“Quer ser minha namorada?" Aff, que patético! Qual a necessidade disso? Não estava claro pra todos que eles estão juntos? Mas lógico, ele tinha que fazer isso na frente de todos, sempre fazem tudo em público mesmo. Todo certinho, filhinho da mamãe não podia deixar de surpreender uma garota com essa declaração idiota.
Não quero mais ficar aqui vendo toda essa agarração e baboseira. Nem sei o porquê vim a essa droga de festa, não tem nada divertido aqui. Melhor eu ir embora e me tacar no sofá. Ah droga! Esqueci que minha mãe vai levar o namorado tonto dela lá pra casa e eu disse que dormiria na Carly. E agora? Preciso de um lugar onde ninguém me perturbe. Já sei. Olho a minha volta, onde todos do colégio dançam em casal. Eca. Falando em casais, tem um ali dançando agarradinhos e se beijando. Pelo jeito Griffin e Carly se acertaram, fico feliz por eles. Saio de fininho. Subo os andares até o terraço. Finalmente ar puro! Meu Deus devia ter número mínimo de capacidade para enfiar gente naquele salão. Não suporto gente me encostando com aqueles corpos suados devido calor que está fazendo. Ajeito-me no murinho e encosto em uma estrutura larga que segura um outdoor da escola.
– Então aqui virou seu lugar depressivo? — uma voz inesperada penetrou nos meus ouvidos fazendo — o doer é a voz do Freddie. Como ele soube que eu estava aqui?
– Uai não posso mais vim aonde eu quero? Tenho que dar satisfação de tudo agora? Virou guarda?
– Só estou perguntando Sam. – Ele senta bem na minha frente e fica olhando pra cidade lá em baixo.
– Então? Vai ficar aqui mesmo? Não tinha que estar lá com aquela coisa da sua oficial namorada agora?
– Ela está conversando com as amigas.
– E por isso, você veio me perturbar?
– Não sabia que você estava aqui ok?
– Agora que sabe, pode ir vazando daqui. Não quero dividir o ar com você.
– Se está tão incomodada com minha presença, sai você.
– Como? Está querendo morrer Benson?
– Ah, qual é Sam? Até quando toda essa implicância comigo? Já deu né?
– Olha, eu decido sobre isso ok?
– Não precisava ser assim. E você sabe disso.
– Está bem Benson. Agora quer, por favor, sair daqui.
– Sam. Apesar de tudo, eu sou seu amigo e você pode confiar em mim.
– E porque está dizendo isso agora?
Freddie se levanta e vai até mim.
–Olha eu sei que você esta assim por causa do Griffin, eu vi ele e a Carly.
– E dai? Fico feliz por eles!
– Não precisa fingir que esta feliz por causa da Carly, eu sei o quanto é difícil gostar de alguém e ver essa pessoa com outra.
–Presta atenção, Freddie — levantei e me pus na sua frente — em primeiro lugar, eu não te contratei como meu conselheiro particular, segundo, não me importa se aquele seu aparelho idiota diz que gosto do Griffin, eu não gosto dele. Agora quer sair daqui? Antes que eu te mostre a distância que um corpo demora pra chegar até lá em baixo.
–Você pode me bater o quanto quiser, mas isso não vai mudar em nada no que você está sentindo. — ele falava e me olha como se fosse pessoa que mais entendia sobre o assunto — Eu sei que é difícil dizer o que você sente, porque você não sabe se a pessoa que você gosta vai corresponder... Acontece com todo mundo. Mas nunca sabe o que pode acontecer se você...
Por alguma razão, motivo ou circunstância causado por algum tipo de loucura ou distúrbio mental, sem saber o porquê me deparei com meus lábios encostados aos dele. Antes mesmo que ele pudesse terminar de falar, eu o interrompi com um beijo. O que deu em você Sam? Porque está fazendo isso? E porque está gostando? Não consigo assimilar nada. Freddie está assustado, consigo sentir sua expressão, porém não recua. Forço meus movimentos para me separar dele imediatamente. Fico em frente a ele e nos olhamos confusos.
– Desculpa. – Digo sem ao menos entender o porquê.
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