I Hate You

52 I want to make you feel beautiful


Notas iniciais
ooi gente! Boa leitura :3

- Ela falou o que de ontem? — Perguntei pro Cody quando estávamos no intervalo. Quando contei pra minha mãe que ela me olhou de cima ontem, ela disse pra eu não me preocupar porque é natural isso acontecer quando eu tenho essa altura. Só porque tem 10 centímetros a mais que eu, fica se achando. Mas enfim, voltando...

- Ela disse que... — Ele olhou pro Jason, que assentiu. Arqueei uma sobrancelha. — Ela disse que tava certa e que você é realmente estressada.

- Eu não sou tão estressada.

- Ela disse também que você parece ser nerd e infantil vestindo Bob Esponja.

- Nossa, falou a adulta. Deusa do amadurecimento.

- E disse que parece que você não tem comida em casa, por isso tem a bunda gigante de gordura.

- MASOQ. GORDA É ELA!

- Eu te falei pra não dizer a ultima parte. — Jason disse e eu o fuzilei.

- Ela que me chame de gorda de novo que eu arrebento ela! — Cody ria e o Jason segurava o riso. Charles, que tinha ido comprar refrigerante pra nós dois chegou e me olhou assustado. Peguei uma latinha da mão dele. — Valeu.

- O que acontece aqui? — Ele perguntou ainda em pé.

- Sarah chamou a Jenny de gorda. — Cody disse e Charles fez cara de quem entendeu.

- Quero uma namorada gorda assim também. — Só vi uma latinha vazia voando até ele.

- E aí, caralho? É minha namorada pô! — Jason disse irritado.

- Ué, eu gosto de bundas.

- Hey! — Berrei ofendida. — Olha lá o que fala, pervertido. — Ele deu de ombros. Olhei pro Jason. — É muito grande? — Perguntei chorosa.

- É normal.

- Não é não!

- É um grande bonito. — Ouvi a risada do Cody e o fuzilei. Botei a latinha em cima da mesa. — Ué, não vai tomar?

- Tenho que começar um regime.

- Aí ó! Por isso te falei pra não contar. — Jason disse pro Cody.

- Não sabia que tu era paranoica, Jenny. — Charles disse e eu não respondi.

(...)

- É sério isso de regime? — Jason me perguntou quando estávamos indo pra casa no meio do nada.

- Claro.

- Pretende comer o que hoje? Capim? — Olhei pra ele.

- Nossa, que graça. — Disse irônica e ele riu.

- Você tá linda assim. — Ele disse acariciando minha coxa.

- Eu to gorda.

- Só por que ela disse? E outra, quem tem que gostar sou eu. — Botei minha mão em cima da mão dele.

- Você trouxe o que da sua casa?

- Bolacha, balas azedinhas, coloquei um salame dentro de uma garrafa términa pra não estragar... — Botei a mão na testa. — O que foi?

- Genius. — Ele riu. — Eu trouxe bebida que tu pediu. Ah! E saquinho de salgadinho.

- Água.

- Chocolate.

- Proteção. — Ele disse pra não dizer outra coisa. Bati no braço dele.

- Safado! — Ele riu.

(...)

- Coloca o colchão aqui, Jay. — Disse apontando pra frente da lareira. Não estava frio pra colocar lenha. Mas se esfriasse, era mais fácil.

- Será que essa tomada ainda funciona? — Ele perguntou depois.

- Não faço a mínima ideia.

- Trouxe um rádio da minha mãe. — Dei de ombros. Ele ligou o fio na tomada e ligou o rádio. Escutamos um chiado e vimos que funcionava. Ele sorriu pegando um CD e colocando. Vi de relance o desenho no disco. — Eu ia te dar o CD no dia que a gente foi pro show. Mas eu acabei esquecendo.

- Relaxa, Jay. — Ele levantou e ficou de frente pra mim, com as mãos na minha cintura. — É o "Songs About Jane"?

- Lógico. — Sorri. É um dos meus álbuns preferidos. Ele chegou mais perto de mim e cheirou meu pescoço enquanto cantava She Will Be Loved. Me arrepiei e ele riu fraco.

- "I want to make you feel beautiful". — Ele sussurrou com a voz rouca me fazendo arfar. E isso fez ele rir fraco. — Te amo. — Sorri.

- Também te amo. — Ele fez uma trilha da minha orelha, roçando os lábios no meu, passando pelo meu queixo até me fazer deitar no colchão e continuar a "trilha" debaixo da minha blusa.

(...)

- Pelo menos tá gelado ainda. — Disse comendo o tal salame.

- Sou um gênio.

- Depende da situação né. — Ele me mostrou a língua. — Idiota.

- Eu te amo, também. — Ri fraco. Ouvi um barulho do lado de fora e o Jason ouviu também, porque olhou pra porta, assim como eu.

- O que foi isso?

- Não sei. — Ele me olhou. — Calma. Não precisa entrar em desespero.

- A gente só tá no meio do nada né? — Disse irônica e ele revirou os olhos se levantando. — Eu vou lá. Não sai daqui. — Ele disse vestindo a calça.

- Tá louco? A porta tá fechada. É melhor ficar aqui sem fazer barulho.

- Jenny, relaxa.

- Relaxa o cassete. — Me levantei também. Ouvi algo arranhando a porta da frente. Me vesti. Não queria que ninguém além do Jason me visse de roupas íntimas. Pensamento idiota nessa hora, porém... Ele pegou uma faca na cozinha e foi até a porta. Eu fui atrás. Quando ele abriu, eu não sei se eu ria ou pegava a faca da mão dele pra não assustar o cachorro.

- Tá vendo? Não precisava de desespero. — Ele me disse.

- Não fui eu quem pegou uma faca.

- Não interessa. — Ele abaixou e acariciou o bichinho.

- Ele tá com fome. — Fui até a sala e peguei qualquer comida na minha mochila, deixando na frente do cachorro depois.

- Alguém mora aqui perto.

- Ah, jura? — Disse irônica.

- É sério, Jenny. — Ele levantou e foi até a frente da casa olhando em volta.

- Então?

- Não to vendo nada em volta.

- E na parte de trás? — Ele me fitou e eu o fitei de volta. Em todas as vezes que viemos aqui, nunca tínhamos ido até a parte de trás da casa. E por dentro, nunca tocamos nas janelas do fundo. Jason veio até a porta. Não deixou o cachorro entrar e fechou a porta. — Eu devo me preocupar?

- Não. Nunca aconteceu nada aqui. — Ele foi até um quarto dos fundos da casa e abriu uma fresta da janela.

- E aí?

- Tem uma mulher e um monte de cachorros. Na verdade, parece uma criação de cachorros.

- Acha confiável?

- Acho que não devemos ir lá e nem nos preocupar. E acho também que to com fome.

- Esfomeado.

- Falou a menina que comeu um lanche de 30 cm.

- Comi mesmo! To em fase de crescimento.

- Pena que não tá resolvendo. — Ele disse passando a mão por cima da minha cabeça e eu lhe mostrei o dedo do meio, fazendo ele rir.

- Jay? — Chamei o abraçando quando lembrei de hoje mais cedo.

- Hm?

- Você me fez me sentir bonita. — Ele sorriu.

- Tenho que fazer você se sentir assim sempre. — Sorri também. Ele me beijou.

(...)

Antes de irmos embora, passamos com o carro em frente a parte de trás da casa. Lá a cerca não era tão longe da casa como na frente. A mulher olhou estranho, e posso até dizer que com medo, para nós dois. Ri fraco.

- Ela ficou com medo da gente, Jay.

- Eu vi. É que posso tacar o salame nela. É perigoso. — Bati no braço dele.

- Idiota.

- Tá me xingando muito. — Dei de ombros.

- Nem ligo. E não tá nem escuro ainda. — Disse olhando pro céu pela janela.

- Quer passar em algum lugar antes?

- Não. Você quer? — Ele fez que não com a cabeça.

(...)

- Ela me chamou de gorda! — Falei indignada pra minha mãe.

- Eu não vou cortar o chocolate da casa por sua causa.

- Vai sim. Você tem que me dar apoio.

- Hm... To afim não.

- Mãe! — Disse choramingando.

- Ai que horror, menina. Isso é inveja por causa da sua bunda.

- Eu falei que era. — Jason se intrometeu. Fui até a frente do espelho.

- Eu uso 40. — Minha mãe bufou.

- Essa bunda extra G você puxou do seu pai. Isso não quer dizer que você é gorda. — Minha mãe disse.

- Eu devia usar 38. — Jason bufou também.

- São só dois números, deixa de paranoia. — Ele disse irritado

- Vamos sair com eles de novo amanhã. Avisa o Cody. — Jason arqueou a sobrancelha.

- Mas Jenny... — Ele disse me fazendo parar de subir as escadas com a Lola no colo e olhar pra ele. — Acho melhor não.

- Você não acha nada. Amanhã de noite no boliche. — Escutei um "coitado do menino" da minha mãe, mas fingi que não ouvi.

Notas finais
Vcs sumiram... .-. Quer dizer, alguns sumiram no capítulo passado e nem 1/3 do "favoritos" dá as caras rs Podem aparecem sabem rsrs Xoxo :3