Notas iniciais
- Hey, hey, hey!
- Desculpem pela demora, estava num lugar sem computador. :/
- ME PERDOEM!
- Por favor.
- EU PERCEBI QUE TEM ALGUMAS LEITORAS FANTASMAS AQUI, FAÇAM O FAVOR DE APARECER! Sério, não mordo e ficaria muito feliz, não tenham vergonha. :3
- Enfim, aqui vai mais um!
- Espero que gostem. xx

"Quantas perguntas sem suas devidas respostas. Eu simplesmente não sei o que fazer. Eu o vejo como um amigo, ou de repente eu esteja tirando conclusões precipitadas e erradas. Assim espero."

Consegui prestar atenção nas duas últimas aulas e enfim chegou a saída. Arrumei meu material lentamente e como de costume, esperei todo mundo sair.
— Já vai? — Perguntei para Nathan que estava se levantando apressado.
— Tenho que ir mais cedo hoje, vou encontrar... A... Minha mãe... Tchau — Deu um beijo rápido em minha bochecha e saiu praticamente correndo.
Mas deu para perceber o quão nervoso ele estava, vai entender. Levantei-me sem pressa da carteira, desenrolei o nó que havia nos fones de ouvido e desci. Ainda tinha um tanto de gente me olhando e eu estava ficando nervosa com isso. Odeio chamar atenção. Passei direto por Lucas, que estava próximo do portão, que me olhou indiscretamente. Sinceramente, queria entender qual o problema desse garoto. SINCERAMENTE. Fui caminhando para casa, pensando na vida, ouvindo pessoas inúteis fofocando com as outras sobre vidas alheias... Mentira, pois eu estava com o fone de ouvido, mas era de se imaginar que elas estivessem fazendo exatamente isso.
— Josh! — Me surpreendi ao chegar em casa.
— Lu! — Exclamou e veio me abraçar. — Já falei que você ficou linda? — Sorriu.
— Já — Eu ri envergonhada. — Chegou mais cedo da faculdade?
— É, só teve prova, daí pude sair mais cedo... Mas, e aí, como foi lá na escola? — Se sentou no sofá e indicou para eu me sentar ao seu lado. Fiz o que o senhor mandou e contei tudo, exatamente tudo, até o que não devia... – COMO É QUE É? — Praticamente gritou de olhos arregalados.
— Desculpa, mas eu tinha que arrumar um modo de ameaçar ela também. Além do mais, eu nem citei seu nome, então relaxa — Dei de ombros.
— Juro que neste momento eu estou me segurando para não te dar um belo de um tapa — Fechou os olhos e respirou fundo.
— Se bem que quando ela descobrir, você vai me agradecer, então não reclama, por favor — Me levantei e fui para a cozinha.
— Mas e se ela se afastar de mim? Mudar comigo? E se...
— "E se" mais nada. Chega. Para de pensar negativo. — Falei, enquanto pegava algo para comer. – PAZ E AMOR JOSH! POSITIVIDADE DENTRO DESSE SEU CORAÇÃO NEGRO!
— Você pensa positivo demais, como pode?
— Velho, posso falar uma coisa? — Pausa dramática, enquanto eu pegava uma bolacha. — Não responde. — Eu ri, mordendo um pedaço da bolacha. — Na boa, se você gosta dela, você devia... — E eu fui interrompida pelo barulho da porta da sala fechando.
— Olá, vocês de casa! — Era a voz da Sam. Olhei para Josh e ele havia congelado, estava de olhos arregalados. Eu congelei e quase engasguei. — De quem você gosta? — Sam olhou surpresa para Josh, que havia congelado literalmente, mas logo tentou disfarçar.
— Ninguém, eu, não... Gosto de ninguém, da onde você tirou isso? – Riu nervoso.
— Você como mentiroso, é um ótimo cantor de chuveiro. — Ela riu novamente e ele ficou extremamente sem graça, fazendo com que eu risse também. A resposta que eu esperava que ele desse, era apenas um "de você, idiota", mas tudo que saiu foi:
— De ninguém, besta — Revirou os olhos e saiu da cozinha, respirando fundo.
— Ok, você não mente — Me olhou maliciosa e se aproximou. — O que ele está escondendo?
— Sei de nada, se vira com ele – Coloquei toda a bolacha na boca e ergui os braços.
— Mais um segredinho, é? — Me reprovou com o olhar.
— Talvez seja esse o segredo... — Olhei para um prato, na esperança de que ela sentisse a indireta.
— Sabia que às vezes você fala nada com nada? — Me olhou confusa.
— Pois é — Suspirei, ela não havia sentido a indireta. — Vai lá falar com ele, quem sabe ele não solta nada — Sorri fraco. A minha sensação é de eu ter dado uma chinelada na cara dela, mas ela não ter sentido nada. Mas que menina lerda.
— Ok — Deixou os ombros caírem, se sentindo derrotada e saiu da cozinha, enquanto eu comia minhas bolachas.

Josh Campell.
Luiza serve tanto quanto para me ajudar, tanto quanto para me ferrar. E agora? O que eu vou falar para Sam?
— Toc, toc? — Ela bateu na porta, fazendo um frio bater na minha barriga.
— Entra — Me sentei na cama.
— O que você tem? — Se sentou ao meu lado.
— Nada... — Olhei para baixo e mexi com a minha palheta.
— Já te falei que você como mentiroso, é um ótimo cantor de chuveiro? — Arqueou a sobrancelha, me fazendo rir. Esse era seu melhor, seu senso de humor, carisma, simpatia... Ok, parei.
— É que eu estou gostando demais de uma garota — Joguei uma indireta.
— Sério? E como ela é? Ela sabe? — Parecia estar meio desapontada, mas que havia fingido ânimo.
— Eu estou a um bom tempo tentando fazer com que ela perceba, mas está meio difícil. Não saberia descrevê-la.
— Ah, sério? E você é próximo dela?
— Sim, muito... Acho que isso foi o que fez com que eu me apaixonasse por ela.
— E por que você não chega nela e fala isso de uma vez? De repente, ela está esperando a mesma coisa.
— Não sei, isso é o que eu temo. Tenho medo de não ser correspondido, o que é bem difícil mesmo.
— Difícil não ser não correspondido?
— Difícil ser correspondido.
— Para com isso, fala sim. Tenho certeza que ela também sente algo por você — Sorriu. Quando vejo esse sorriso, tenho a estranha sensação de que estou perdido nele. E a estranha sensação que eu já estava ficando com pensamentos floridos e rosados, se é que me entendem.
— E como acha que devo falar isso pra ela?
— De um modo romântico, com um pouco de indireta no começo...
Engoli em seco, olhei para baixo e sussurrei, bem baixinho: "E é exatamente isso o que eu estou tentando fazer agora."
— O que disse? — Me olhou meio preocupada.
— Nada — Sorri, tentando disfarçar.
— Josh — Me olhou com reprovação. — O que você falou? Eu sei que ouvi algo.
— Acho que você está doida.
— Não, eu ouvi mesmo. Me fala, por favor — Fez bico.
— Que eu estou tentando fazer isso agora. — Tomei coragem e falei rapidamente.
— Tentando fazer o quê? — Luiza como sempre, estava certa: ela é bem lerda. Mas é esse seu jeito que me encanta, fazer o quê?
— Tentando... — Respirei fundo. — Falar isso pra ela. Mas ela ainda não percebeu — Olhei-a fixamente.
Então ela congelou e não falou mais nada. Isso estava me deixando nervoso.
— Você não, eu não... — Me olhou boquiaberta. — Isso é sério?
— Não, é que eu gosto de brincar com isso — Olhei-a debochado e ela me reprovou com o olhar novamente. — É sério sim... — Olhei para baixo, com medo de sua reação.
Mas, ela se calou e continuou me olhando. Já falei que isso me deixa nervoso? O que ela devia estar pensando de mim agora, Senhor?
— Sabe de uma coisa? — Ela quebrou o silêncio, fazendo com que eu a olhasse. — Eu também gosto demais de um garoto — Continuou, fazendo com que eu ficasse extremamente surpreso. — Como acha que eu devo contar para ele? — Fez bico.
— Com umas indiretas, o que acha? Quem sabe ele não se toca...
Juro que estava tentando tomar toda a força e coragem que eu possuía em meu corpo para beijá-la, mas eu não conseguia... Olhei para cima e a encarei. Fui me aproximando devagar e ela não se manifestou. Encostei nossos lábios cautelosamente. Comecei a sorrir feito um idiota. Encaixei os lábios dela nos meus e minha língua pediu permissão para passar. Permissão concedida. O beijo era calmo, passei minha mão por sua cintura e a sua veio sobre o meu pescoço. Foi a melhor sensação do mundo. Aleluia. Finalmente. Amém. Que cara eu olharia para a dela depois? Não faço ideia... Mas, fiz o que queria fazer a muito tempo. Então, dane-se.

Notas finais
- Espero que tenham gostado.
- Mais uma vez, me perdoem pela demora.
- Sem spoilers por hoje. :c
- Até o próximo!
- kiss, g.