I Hate Myself For Loving You
2 Don't Cry
Notas iniciais
– Hayley... – Steven me parou no meio do asfalto direcionando seus lindos olhos verdes nos meus.
– Que foi Steven? Por que ta segurando meu braço desse jeito?
– Você é tão linda, Haylzinha – Eu nunca tinha visto o Stevy assim, nunca.
Ele largou meu braço e começou a me puxar devagar. Senti suas mãos quentes e minha cintura. Eu acabei me deixando levar. Ele começou a se aproximar dos meus lábios. Foi uma sensação estranha, mas ao mesmo tempo maravilhosa. Ele fechou os olhos e não consegui evitar, fechei os meus também. Eu não queria, mas algo me guiava a fazer aquilo. Estávamos tão próximos que não dava para evitar.
Ele estava quase encostando seus lábios nos meus, quando...
– HAYLEY, O QUE A SENHORA PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?? – William chegou num pulo berrando em meus ouvidos.
Eu fui para trás fazendo com que Steven lentamente tirasse suas mãos de minha cintura. Eu senti meu rosto ficar vermelho.
– PODE TIRAR AS SUAS MÃOZINHAS DO MEU IRMÃO! – Will falava chacoalhando seus cabelos negros enquanto Helena ria feito uma retardada ali perto.
Foi um momento muito constrangedor. Olhei para Steven e ele estava extremamente envergonhado. Ele não Sabia onde enfiar a cara.
– Nossa, muito obrigado, irmão! — Steven o encarou irritado, ainda com as bochechas avermelhadas.
Ficamos um tempo parados se encarando enquanto Lena e William tentava parar de rir e depois seguimos caminho.
Chegamos em minha casa e Robert estava mais uma vez vestindo seu terno preto e o avental azul bebê.
– E aí cunhadão! — Steven e William falaram ao mesmo tempo para Robert e logo depois os três começaram a rir.
Uma semana depois
– Alô? – Era a terceira vez que meu celular tocava.
– Alô, Hayley? – Era uma voz masculina muito familiar.
– Eu sim, quem é?
– É o Steven. Eu queria saber por que você faltou a semana inteira e não nos avisou?! – Stevy parecia um pouco preocupado. Talvez eu devesse ter os avisado.
– Desculpa. Eu nem pensei em avisar. Eu ando mal. Não consigo mais levantar da cama. – (verdade).
– Nossa, mas e o que houve? – Steven estava mesmo preocupado. Dava para perceber por sua voz.
– Nada demais! Posso falar com a Lena? – (Sim, estou tentando fugir do assunto).
– Hayley Jannie, para de tentar fugir do assunto. O que houve? Eu quero que tu me conte! – Stevy estava ficando brabo, mas eu não podia contar pra ele. Não agora.
– Steven, me escuta! Eu não quero falar sobre isso agora. Eu preciso muito falar com a Helena, é serio! – Tentei ser dura com ele para ver se dava resultado.
– Tá, eu passo pra ela.. – Ficou um silencio. Eu me segurava pra não soltar uma lágrima.
– Alô Teresinha! – O sempre bom-humor de Lena me faz tão bem.
– Oi Leninha! – Tentei parecer um pouco animada.
– Nossa Hay, o que aconteceu? Não tente parecer feliz pra mim não, mocinha! Consigo perceber pela tua voz que algo não está bem. Agora me conte o que houve? – (Isso sim é uma melhor amiga!).
Comecei a chorar desesperadamente, não conseguia evitar. Comecei a gaguejar – E-é o R-robert... E-le sofreu u-um acidente. (suspiro) E- ele ta em coma no hospital desde sábado. – dei uma pausa pra tentar segurar o choro – O hospital me ligou domingo pra avisar. Lena, ele não pode morrer! Já não basta nossos pais, agora ele! – Eu desabei no choro de novo. Percebi que Helena estava quase chorando também. Ela é muito sensível.
– Hayley, calma! Vai dar tudo certo! Teu irmão é forte, ele vai suportar! Agora eu preciso ir, já acabou o recreio. Se cuida Hay, te amo. – ela jogou o celular no colo de Steven.
– Hay, agora me fala o que houve! – Stevy começou a erguer a voz comigo. Não gosto disso.
– Stev... Eu não consigo te falar! – Eu comecei a chorar de novo. (Quando será que eu vou parar de tanto drama?).
– Mas que merda Hayley! – ele respirou fundo. – Eu to indo ai agora! – Desligou na minha cara. Agora ele já estava vindo. Não tinha como evitar.
Haviam se passado alguns minutos. Não sei ao certo quanto tempo. Alguém bateu na porta.
– Hayley, você ta ai? Abre a porta pra mim. É o Steven! – Senti meu coração disparar. Sequei rápido minhas lágrimas e abri a porta.
– Oi Stevy – Ele olhou para os meus olhos por alguns segundos e me abraçou. Comecei a chorar no ombro dele.
– Hay, o que houve? Agora me fala! – Ele disse secando minhas lágrimas.
Respirei fundo e comecei a contar o que havia acontecido. Ele me disse para não me preocupar tanto que talvez fosse pior. Os médicos sabem o que estão fazendo e que logo Robert estaria em casa novamente.
O que ele me falou foi muito confortante. Senti-me um pouco melhor. Eu agradeci por suas palavras e em troca ele me deu outro abraço fazendo com que eu apoiasse minha em seu peito. Ficamos assim por um tempo.
– Hay, eu preciso voltar pra escola. Amanhã você vai, certo? – Ele olhou fixo para meus olhos e deu um sorriso. Comecei a rir.
– Steven, amanhã é sábado... cof cof – Ele começou a rir também e corou.
– Ta certo... Eu vou pra casa então. Qualquer coisa grita. – Ele se virou e abriu a porta para sair. Ele deu um passo pra fora e se virou para mim. Foi o tempo de eu dar um beijo em sua bochecha. Ele abaixou a cabeça dando um sorrisinho de canto e se virou para ir embora.
Enquanto isso do outro lado da cidade...
– LARGA AAAAAAAH LARGA LARGAAA AAAAAH ISSO DÓI AAAAH
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