I Hate Goodbyes
6 Capítulo 06 : Dark Tunnel
Notas iniciais
I Hate Goodbyes
Dark Tunnel
Pov. Daryl Dixon
Justo agora que as coisas estava começando a ficar boas entre nós dois, isso acontece. Continuei a correr, mesmo que eu não sentisse mais minha perna, isso não fazia diferença, eu tinha que alcança-lo, tinha que tê-la ao meu lado novamente . Amanheceu e continuei a correr, até que o cansaço toma conta de mim e não encontro mais nenhum sinal do carro, desabo-me ao chão . Foi como se uma metade de mim tivesse disso roubada, eu estava começando a mudar mas pelo visto, não existem pessoas boas. Estou sozinho novamente .
Ainda tento digerir o fato de que mais uma vez estou sozinho . Beth começou a despertar um outro lado meu, que nunca demonstrei a ninguém e nunca pretendi mostrar, antes de tudo isso eu vivia na sombra do meu irmão, mas através dela .. estava começando entender a mim mesmo, aos meus atos e o por que deu estar vivo até agora .
Continuei caminhando mesmo que sem rumo, não posso ficar parado vendo as coisas acontecerem, devo persistir e ter a fé de que logo a encontrarei, fico ansioso e angustiado a cada passo que dou e vejo que estou sozinho, atento a qualquer sinal que Beth possa dar mas, o no que eu estava pensando? Nunca tive fé ou ao menos esperança e Beth estava prestes a moldar isto em mim, pelo menos foi o que pretendia.
Talvez eu seja destinado a caminhar assim, sozinho sem rumo algum, apenas perambulando e tentando de todas as maneiras sobreviver mas aquele outro lado meu, que estava adormecido, persistia em provar o contrário . Encontrei os trilhos e continuei a seguir em frente, não sei onde ele vai dar e nem quero saber, apenas ... sinto que devo seguir em frente .
Meus sentimentos estão confuso, eu estou confuso! Não sei se aceito a verdade e encaro os fatos, eu não sou assim! Nunca fui de ficar atrás de garotinhas com quem ficava uma vez ou outra mas algo eclodia dentro de mim e me controlava insanamente, algo que nunca senti antes e que definitivamente mexeu comigo e com o meu modo de pensar .
Andejo cabisbaixo, enquanto tudo que sentia era as gotas de suor respigarem em minha roupa e escorrerem em minha testa, enxugo-as bastante arfante . Estava quase desistindo de continuar essa procura insana quando percebo uma pegada ao chão, era simplória mas poderia significar muito para mim . Agacho-me colocando minhas mãos sobre o solo, logo mais consigo reparar inúmeras pegadas, talvez sejam walkers ou pessoas mas, isso foi o suficiente para me fazer prosseguir na esperança de encontra-la novamente .
Agora caminho confiante de que logo mais não ficarei sozinho novamente, é algo terrível e mesmo eu sendo o mais durão possível, simplesmente não resisto . Nesse mundo em que vivemos, nunca faremos nada sozinhos, sempre precisaremos um do outro e isso é inevitável .
Paro em uma espécie de torre quase que destruída por completo, jogo minha besta ao chão um pouco ao longe enquanto que me deito ao chão completamente exausto . Coloco minhas mãos sobre meus olhos tampando-o evitando o contato com o sol que erradia, suspiro calmamente enquanto procurava me acalmar mas parece que tudo só piora, o barulho de grunhidos ecoa-se pelo meu ouvido me deixando atento, olho para os dois lados e não percebo a presença de nenhuma transformando entretanto, sou surpreendido por um errante que surge diante da torre vindo em minha direção, ele se joga caindo bem em cima de mim .
Uma luta começa contra o errante que tenta de todas as maneiras possíveis me morder, aparentava estar faminto, sedento em carne. Seguro seus braços tentando evitar a mordida e fazer com ele saia de cima de mim, olha para minha besta e vejo que a mesma estava longe impossível de pegar só com uma mão .
Faço um incrível esforço gemendo constantemente até que consigo me livrar daquele verme, rastejo em direção a besta mas o errantes é insistente e segura minhas pernas, um disparo é feito evitando uma tragédia iminente .
Meus olhos se escancararam na face daquela mulher, que segurava firme uma pistola enquanto me encarava arfante . Ela era morena com cabelos lisos e longos, vestia uma camisa regata azul bem clarinha com uma calça jeans e uma bota marrom, além de possuir uma mochila que possivelmente deve estar cheia de mantimentos .
– Você está bem ? – Ela diz aproximando-se .
– Sim, só um pouco surpreso . – Respondi enquanto me levantava .
– Meu nome é Melody, e o seu ? – Questionou com um sorriso em face .
– Daryl, Daryl Dixon .
Duas horas se passaram e eu já tinha explicado tudo que aconteceu comigo, não do que aconteceu na prisão e do ataque do governador, mas comigo e com a Beth .. digo, o quanto nos aproximamos e agora eu a perdi . Enquanto caminhávamos, Melody diz que achou meu gesto bonito, de ir atrás daquela que amo mas também me chamou de burro, pois não consegui protege-la .
Acabei me aprofundando um pouco mais no passado da jovem, que revelou o triste fim de sua família a qual foi totalmente dizimada pelos errantes. Desde então, vive sozinha perambulando por todos os lugares como uma nômade, mas achou que era a hora de mudar desde que viu uma placa de um possível local seguro Terminus .
Seguíamos os trilhos, Melody está ali pelo Terminus ao contrário de mim, desde que vi aquela pegada algo fica martelando em minha mente mas tudo se esclarece quando vejo uma placa com algo escrito em sangue .
– Daryl, vá ao terminus . Beth . – Leu em sussurro Melody que ficara pra trás, a minha única reação foi de correr, mesmo que isso seja completamente inútil, mesmo que minha perna fique toda estraçalha, eu agora tenho um motivo para continuar, para seguir em frente. Agora tenho a certeza de que Beth está de alguma maneira viva .
– Daryl! Daryl pare! – Gritou Melody que vinha logo atrás, eu a obedeço enquanto encarava a mesma .
– Você acha mesmo que é seguro passar por esse túnel ? – Completou.
– Não sei . Mas se a Beth passou, eu devo passar também! Se desviarmos, vamos ficar mais longe não só dela, mas do Terminus também . – Respondi convencendo-a a seguir junto a mim.
Preparamos nossas armas, Melody retira uma lanterna da sua mochila ajudando a deixar as coisas naquele túnel escuro mais visível . Demos alguns passos mas formos logo impedidos por uma parte do teto que desabou ao chão pretendo alguns errantes . Subimos em cima do concreto, ajudei a garota a subir mas ela evitava qualquer tipo de ajuda, não se achava fraca era bem durona . Vários errantes notam a nossa presença, não tínhamos outra opção a não ser atravessar no meio deles, foi algo bem tenso e sinistro e ao descermos, o pé de Melody fica preso entre os espaços dos concretos .
– Droga! – Ela reclama .
– Vamos! Eu te ajudo e nem pense em reclamar! – Respondi puxando a perna da jovem tentando tira-la dali de qualquer maneira, os errantes se aproximavam rapidamente enquanto insisti em retira-la de lá .
– Vá embora Daryl! Me deixe .. me deixe sozinha! Você tem que encontrar a Beth . – Indagou olhando nos meus olhos bastante tristonha .
– Não! Você não vai ficar sozinha, vamos ao Terminus juntos! – Retruquei, não queria deixa-la sozinha, era como se fosse um reflexo de mim mesmo, sozinho sem ninguém andando para lá e para cá, agora mais do que nunca preciso de companhia, não poderei encontrar a Beth sozinho .
Pensei que o meu fim tinha chegado, ou melhor o nosso . Mas somos surpreendidos por inúmeros disparos que eliminam rapidamente todos os errantes que persistiam em nos devorar .
Eis que a luz de um carro surge nos nossos olhos iluminando agora, completamente aquele imenso túnel escuro .
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