Notas iniciais
[Liandra Salvatore Stonem]: Olha a gente aqui de novo... E informo, que se os fantasminhas aparecerem, haverá um capítulo surpresa, na próxima’ Façam esse bens a essas escritoras, por favor! *0* [Oh Wow Thaynara]: Heeey, gente! *oo* Que cês acham de aparecer em? Fazer um bem a mim e a Caira’ ;)

POV Molly

Cause we are the ones that wanna play

Always wanna go

But you never wanna stay

We are the ones that wanna choose

Always wanna play

But you never wanna lose

Aerials, in the sky

When you lose small mind

You free your life ♪

(Aerials – System Of A Down)

Okay, fica tranquila, Molly!

Respita e entra.

Entrei!

Mesmo de cabeça baixa, ainda vi de relance que todos me observavam.

Alguns cochichavam com os colegas ao lado.

Mas não em importei. Apenas dei um sorriso, sem motivos, mas ainda olhando para o chão. Porque, como diria Demi Lovato:

“Você chora sem motivo? Então, sorria sem motivo também.”

Andei firme, até o professor, que era alto e que aparentava ser extremamente profissional, que pelo que vi numa pequena placa em cima de sua mesa, atendia por Sr. Smith.

Entreguei minha ficha para o mesmo, que a secretária mal-comida me entregou para que os professores assinarem e que eu deveria entregar novamente no final da semana.

Infelizmente ele mandou eu me apresentar antes de ir me sentar.

Fui a frente da sala e falei:

— Sou Molly Cartter. Tenho 17 anos e vim de Nova York. Mudei-me a pouco tempo para morar com minha tia. _ Fui curta.

Andei até o fundo da sala e sentei-me em uma carteira vazia. Todos me olhavam, abaixei minha cabeça.

Ouvia sussurros do tipo: “Quem será a tia dela?”. “Será que ela é doida de se mudar de Nova York?”. “Olha a roupa dela”. Mas decidi ignorar. Ninguém falou comigo, nem eu falei com ninguém.

Prestei atenção a aula, apenas. Desenhava em meu caderno em todo momento.

Teria de aguentar isso até as 15h30min da tarde.

Nos dois horários seguintes, a mesma coisa. Entregava a ficha, me apresentava, sentava, ignorava os outros.

História, e após Filosofia. Os professores foram gentis comigo, mas os alunos sempre estavam cochichando algo. Ignorei todos ao meu redor. Meus fones de ouvidos tornaram-se meus companheiros naquela chatice.

~ *.* ~

And all the roads we have to walk are winding

And all the lights that lead us there are blinding

There are many things that I would like to say to you

But I don't know how

Because maybe

You're gonna be the one that saves me

And after all

You're my wonderwall ♪

(Oasis – Wonderwall)

PRIIIIIIIIM!

Finalmente... Ou infelizmente, não sei. Todos os alunos reunidos me encarando em um lugar só.

Mas, ao menos, logo encontrei Jenn.

— Como foi as torturas? _ Perguntou rindo cúmplice.

— Torturantes _ Brinquei, rindo.

Achava incrível como as conversas com ela eram tão naturais. Conseguia rir sem esforços na companhia dela.

Ela é daquelas pessoas com quem dá pra conversar sempre. Que parece que consegue mudar todo o seu dia, sabe?

Alguém que posso falar de tudo e de nada, alguém que posso falar uma bobagem só pra conversa não acabar, alguém pra confiar de verdade em meio a todas as coisas ruins que te acontecem.

Esse tipo de gente, você não acha todo dia, mas quando acha são as melhores. Tento aproveitar isso.

Saímos conversando como velhas amigas. Todos olhavam para nós como se fôssemos estranhas. Ela pareceu nem se importar. Eu fiquei envergonhada, mas procurei evitar.

— Vai lanchar? _Ela perguntou.

— Não! Sem fome... _Sorri._ E você?

— Não... _Disse simplesmente.

Sentamos numa mesa afastada.

Ela começou a me contar sobre as aulas dela. Contou-me que o próximo horário dela seria Educação Física, o mesmo que o meu.

— Sério, sou um desastre em qualquer esporte. Já acertei a bola na cara de uma menina do meu próprio time, num jogo de vôlei. _Disse ela. Comecei a gargalhar. _ Foi sem querer, eu juro!

— Eu também, mas já fiz aulas de dança. Tenho certo equilíbrio, mas sou dessas que cai em áreas planas. _ Disse.

— Sério? _ Indagou surpresa.

— Sim, fiz Dança Contemporâneo. Minha mãe amava. _ Disse meio melancólica, mas logo esquecendo tal fato.

— Devia ser demais. Pensa em voltar a dançar?

— Não, era apenas um Hobbie. Assim como cantar e ler.

— Ah, ler é minha paixão._Disse risonha.

— É uma forma de fugir da realidade, de encontrar novos mundos em cada livro. Nada melhor!

Assim, a conversa foi fluindo, até o sinal tocar novamente.

~ *.* ~

I needed somewhere to hang my head

Without your noose

You gave me something that I didn't have

But had no use

I was too weak to give in

Too strong to lose

My heart is under arrest again

But I break loose

My head is giving me life or death

But I can't choose

I swear I'll never give in

I refuse ♪

(Foo Fighters – Best Of You)

PRIIIIM!

Voltando as torturas.

Vamos, Molly!

Acalme-se e sobreviva.

Jenn levantou-se, começou a me puxar.

—Vamos! Não é aceito atrasos nesse horário.

—Okay! Acalme-se, mulher! _ Ri, pegando minhas coisas e saindo apressada junto a ela.

Logo chegamos a quadra.

Entreguei a ficha ao professor e fui ao vestiário.

De acordo com o professor, hoje eu apenas observaria.

Fiquei agradecida por isso.

Esperei Jennette ficar pronta.

Ela usava um short curto de lycra e uma camiseta solta com as cores da Escola. Não sei se terei coragem de usá-las. Meu Deus!

— Não ria!_ Disse.

— Relaxe, logo será eu! _ Respondi. Ela riu.

— Verdade, aproveita seu dia de folga! E veja o show. _ Fiquei na arquibancada enquanto ela ia para a quadra.

Fiquei observando ela errar todos os lances no jogo de vôlei. Ela é que nem eu.

Um desastre.

Ri do fato de ela errar os lances e olhar para mim como se dissesse: “Te falei.”

Sentia saudades de ri tão espontaneamente como rio na presença dessa ruiva.

E assim foi até o final das aulas. Quando acabou, ela trocou-se rapidamente, e fomos saindo.

Ela se despediu de mim, me abraçando. Parece que iria buscar algum parente dela na escola, não sei se irmão, primo.

Coloquei Foo Fighters no meu celular, coloquei nos fones no máximo, peguei minhas coisas e fui andando devagar, distraidamente no meu skate.

Até que, de repente, ouço um derrapar de algo, me fazendo cair do skate.

Senti uma ardência em meus joelhos. Vi que os mesmos estavam todo ralado e sangrando por causa da queda.

Observei, com ceta raiva pela queda, uma moto Harley Davidson linda, parando a centímetros de mim.

Por pouco não fui atropelada.

Quem estava pilotando a moto, tira o capacete, devagar.

Revelando o garoto da camiseta do Beatles que vi mais cedo. Lindo, não posso negar.

Seu rosto mostrava certo mistério, o que me intrigou, de fato.

Ele olhou para minha cara, mas não se dispôs a me ajudar. Simplesmente gritou:

—Você não olha por onde anda, não?

Olhei para ele sem entender.

— Te conheço, pra te dar moral de gritar comigo?

Ele olhou, zangado.

— Devia ter te atropelado.

— Atropela, então.

Ele olhou, espantado. Mas apenas revirou os olhos. Ligou a moto, e acelerou, desviando de onde eu estava. Saindo do estacionamento da escola, rapidamente.

Continuei jogada no chão, por um tempo, ainda. Já não tinha ninguém na escola. Então, levantei e continuei me caminho até em casa.

Menino Idiota. Lindo, sim... Mas um completo idiota. O pior, melhor, sei lá, é que nem sei o seu nome.

Quando cheguei, encontrei minha tia com um notebook em cima da mesa na sala. Ela sorriu pra mim.

— Oi, querida! Como foi na escola?

—Bem, Tia!_ Tentei soar alegre.

Cheguei perto dela e dei um beijo em sua bochecha, ela se assustou com minha atitude.

—Obrigada, tia!

Ela apenas sorriu.

Só então ela viu a calça rasgada no joelho, e sangrando ainda por cima. Ela, desesperada:

— Meu Deus, Molly! O que foi isso?

— Nada, tia! Não se preocupe. Só uma queda. Normal para quem anda de skate. _ Disse, soando calma.

Ela correu até a cozinha, trazendo uma maleta de primeiro socorros, dizendo:

— Cuide disso, ao menos.

— Claro! _ Fui ao banheiro, limpei o machucado, desinfetei e coloquei uma faixa no joelho.

Ardia, não posso negar. Mas era suportável.

Fui para o meu quarto.

Me joguei na cama, me lembrando daquele imbecil da moto. Qual será o nome dele? Porque todo aquele ar marrento e misterioso?

Bem, pensa pelo lado bom, garota.

Aparentemente sobrevivi!

Mais uma vez.

~ *.* ~

~ Terça-feira ~

One thing, I don't know why

It doesn't even matter how hard you try

Keep that in mind i designed this rhyme to remind myself how

I tried so hard ♫

(In The End – Linkin Park)

Despertador Infeliz.

Vou te jogar fora, qualquer dia desses.

Acordo atordoada após um sonho muito estranho.

Mas o problema é que eu simplesmente não lembro o sonho, apenas de flashes.

Lembro-me de está correndo atrás de alguém, de ver um carro destruído, de mim chorando, e do mais estranho... Olhos com um incrível tom de verde, de um tom que parecia que eu estava afundando em um oceano da cor mais límpida possível.

A cor de um verde gelo, que me hipnotizou de uma forma que desconheço. Os mais profundos e lindos olhos verdes.

De quem serão esses olhos?

Tento tirar isso da cabeça e, ainda meio grogue de sono, me levanto.

Olhei para o despertador.

Ia dar 7h da manhã.

Escovo meu cabelo, desanimada com a única opção de me arrumar para mais um dia de escola, onde evitaria todos, por mais uma vez.

A única coisa que me alegrava um pouco, é que isso me daria a chance de fugir um pouco do que era ficar em casa relembrando de quando recebi a notícia da morte dos meus pais, de como me fechei ao mundo por meses, e também da chance de rir um pouco do jeito animado da Jennette.

Mas, infelizmente, para isso, eu teria de aguentar todos os outros. Os olhares curiosos dos alunos, sobre as indagações em múrmuros deles com os “colegas”.

Vamos então, né.

Ser jogada aos leões.

Tomo um banho gelado, para despertar um pouco.

Acabava de sair do banheiro, e secava meu cabelo, quando minha tia bateu na porta.

— Entra! _ Falei.

Ela entreabriu a porta, e falou sem entrar.

— Querida, se importa em ficar em casa sozinha depois da escola? _ Estava insegura. _ Tenho umas coisas importantes pra fazer no trabalho hoje, e não sei que horas vou sair.

Dei um sorriso para acalmá-la.

— Claro que não, tia. Está tudo bem... Pode ir sem se importar.

— Pode sair pra onde quiser, okay? _ Falou claramente aliviada. _ Estou deixando dinheiro e o telefone do escritório em que vou está na bancada da cozinha.

E saiu.

Depois que ela saiu, continuei me arrumando.

Coloquei a primeira roupa que achei. Camiseta do Evanescence, calça jeans e meu amado par de coturnos. Perfeito!

Ah, claro, meu moletom. Mais conhecido como minha capa da invisibilidade particular.

7h45. Beleza! Estava atrasada.

Corri até a cozinha e peguei barras de cereal, meu skate e sai apressada para a escola.

Continuava com aquele olhar verdes como o oceano impregnado na cabeça.

Cheguei na escola, mas não encontrei a Jennette, de início.

No momento em que eu passava pelo estacionamento, a moto do garoto arrogante que quase me atropelou no dia anterior, passou na minha frente, fazendo com que eu tivesse que parar bruscamente e quase caísse.

O garoto fez de propósito, tenho certeza.

Mas não dei nenhum gostinho do meu desagrado a ele.

Imbecil. Gato, mas imbecil.

Apenas pus meus fones no máximo e entrei na escola.

~ *.* ~

And I'd give up forever to touch you

'Cause I know that you feel me somehow

You're the closest to heaven that I'll ever be

And I don't want to go home right now

And all I can taste is this moment

And all I can breathe is your life

And sooner or later it's over

I just don't want to miss you tonight ♫

(Iris — Goo Goo Dolls)

Estava em frente ao meu armário, quando um grupo de meninas passou por mim.

Eram umas seis meninas. Elas pararam na minha frente, me olhando como se eu fosse uma atração para elas.

No meio delas, havia uma loira, com um olhar de metida estampado no rosto. que parecia ser a líder delas.

Era bonita, sim. Dessas que os meninos deviam correr atrás.

Mas era, aparentemente, uma dessas patricinhas esnobes que tem tudo e todos que querem. Ela usava um vestido, que mostrava o útero, e que apertava tanto, que duvido que ela respire dentro do mesmo. Reconheci-a como a garota que estava com o garoto da moto ontem.

Mas uma imbecil.

Que sorte a minha!

Sim, estou sendo irônica.

Ela olhava-me de cima a baixo.

Ignorei- a.

Mas a voz enjoada da mesma se tornou audível:

— Olha! Não sabia que a escola tinha permitido a entrada de mendigos.

Suas amigas riram com desdenho.

Revirei os olhos e virei de frente para ela.

— Nem eu que era permitido a entrada de vacas. Para mim que havia algumas fazendas pela redondeza da cidade. Podemos ligar pro IBAMA e informá-los.

Alunos que estavam perto, riram. A loira me olhou com raiva.

Parecia que, se pudesse, me esfaquearia, com toda certeza.

Um grupo de aluno já nos rodeava.

Esperavam uma briga.

Olhei-a com cara de deboche, esperando pra saber qual seria a reação da patricinha ao ser tirada em público. Aparentemente, isso nunca tinha acontecido com ela.

Ela e o grupinho deviam ser os que ditavam o que podia ser ou não ser feito na escola.

Só lamento para ela. Não vou ser nenhuma dessas cachorrinhas que ficam atrás dela, como essas “amiguinhas” delas que estão agora, olhando para ela, esperando a reação dela, ao meu insulto.

— Quem você acha que... _ Ela foi interrompida por uma mulher que chegava nesse momento no corredor.

Quando a mulher, já de meia-idade, com uma roupa simples, uma espécie de terno feminino, mas que aparentava ter um uma imponência impressionante, apareceu, as pessoas que estavam perto sumiram do corredor, na mesma rapidez com que apareceram.

— Senhorita Lavigne! Por que você e suas amigas não estão em sala de aula? _ Disse a mulher.

Ela olhou para ela e abaixou a cabeça.

— Estou indo, Diretora.

Lavigne, senhorita imbecil.

Ela e as amiguinhas saíram apressadamente, com o rabinho entre as pernas.

Antes de sair, esbarrou no meu ombro, sem que a diretora visse, e me olhou com ódio.

Retribuí com um sorriso debochado.

A diretora, então, olhou pra mim e disse:

— Você também, senhorita!

— Sim, senhora. _ Respondi.

Sai, a procura da minha sala de aula.

Aula de física.

A matéria mais odiada pela minha pessoa.

Suspirei, derrotada, e entrei na sala.

Todos os alunos me encararam, quando bati na porta da sala. O professor já estava em sala de aula. O mesmo me olhou com um olhar zangado e mandou-me entrar.

Ótimo, meu dia está muito bom até agora.

IRONIA, saudades de você!

Notas finais
[Oh Wow Thaynara]: Comentários? Críticas, elogios? Aceitamos tudo. [Liandra Salvatore Stonem]: Lembrando, a Lavigne é representada pela atriz Candice Accola. :D Comentem, por favor, fantasminhas.