I Hate Everything About You

5 Odeio o modo como monopoliza minha vida


Notas iniciais
Hey, olha eu aqui de novo!!! ;D
E com um capítulo novo, que só não foi postado antes porque a minha net me odeia. Sem brincadeiras.
Que tal eu parar de enrolar, né?!

Capítulo Cinco – Odeio como monopoliza minha vida

Senti mãos quentes rodearem minha cintura.

Bruscamente fui puxada para trás, bem no momento em que eu havia levantado minha mão e estava prestes á dar um tapa bem dado no belo rostinho daquela criatura denominada Cameron.

Sério que eu pensei novamente que ele é bonito?! Pelo amor de Deus, só posso estar ficando louca!

Olhei para trás para ver quem havia apartado minha mais iminente briga com Cameron e me surpreendi ao ver que quem fez isso foi Max.

– Se você não me soltar agora, juro que quando eu me soltar você será o primeiro que vai apanhar – sibilei entredentes em um sussurro feroz, fazendo minha cara mais ameaçadora possível.

Funcionou, pois seus olhos se alargaram amedrontados.

–Trisha... – Chamou ele.

Ela riu.

– Não se preocupe, ela é assim mesmo – disse ela sorrindo. – Vamos, agora a leve para o quarto – ordenou perdendo todo o semblante brincalhão e ficando subitamente séria.

Sem mais aviso, ele me pegou no colo e me levou em direção ao meu quarto, com Trisha na nossa frente mostrando o caminho, logo seguida de Anne. Debati-me o máximo que pude, porém não surtiu efeito nenhum, só o fez apertar-me mais ainda contra seu corpo.

Olhei por sobre o ombro de Max e vi Cameron nos observando com a expressão indecifrável, porém em seus olhos, algo quente brilhava.

Por algum motivo, eu não conseguia desviar meus olhos dos dele e só senti que já havíamos subido as escadas quando já estávamos no segundo andar, na frente da porta do meu quarto.

Eles entraram, trancaram a porta para só então me soltar.

Olhei-os como quem diz: “Que porra é essa?!”.

– Que porra é essa?! – Indaguei irritada.

Esqueci-me de mencionar que as vezes meu vocabulário é meio... chulo, para não dizer outra coisa.

– “Que porra é essa?!” Leana, acorda! Você quase estragou o jantar de seus pais por causa de mais uma de suas briguinhas banais com o Cameron. Seus pais passaram o maior vexame agora porque nós tivemos que te carregar para o quarto enquanto você esperneava. Onde estava com a cabeça?! Não poderia ter sido um pouquinho mais responsável?! Se controlado um minuto sequer?! – Disse Trisha irritada.

Ela pode ser a garota mais avoada que eu conheço, mas quando ela está com a razão, ela consegue ser mais madura que Anne e eu juntas.

– Eu... Eu...

– Dessa vez eu tenho que concordar com a Trix. Você mandou mal Lea – disse Anne com uma careta estranha.

– Okay, já entendi. Mandei mal. Tudo bem. – Suspirei derrotada.

– Leana, você tem que entrar em um acordo com o Cameron. Os dois tem de parar com isso. Eu sei que você não tem culpa total, porque eu mesmo me irrito com ele as vezes, e olha que ele nem faz as brincadeiras comigo, mas você ajuda. Você deixa ele te irritar e não se importa em mostrar isso. Você deixa que ele faça isso contigo. Você deixa que ele saiba o que te atinge... – Dizia Trisha, até eu interrompê-la bruscamente.

Essa mesma ladainha de sempre estava me dando nos nervos.

– Olha Trix, eu sei que você é uma grande amiga e que só quer o meu bem, mas eu não estou com cabeça agora pra isso, okay?

Ela soltou um suspiro pesado.

– Você quem sabe Lea. Quando precisar conversar sobre aquela criatura chamada Cameron, pode contar comigo. – Ela deu um meio sorriso, um tanto desanimado e diria até um pouco triste.

– Eu sei que posso.

– E comigo também. – Pronunciou-se Anne.

Sorri pra ela em forma de agradecimento, passando os braços em torno dos ombros das duas.

– Obrigada – disse.

Elas sorriram.

– Eu queria ficar um pouco sozinha...

– Já estamos de saída então – disse Anne antes de eu sequer terminar de falar.

Sorri enquanto as duas saiam em direção à porta e a abriam, com sorrisos como se compartilhassem uma piada a qual eu perdi.

Dei de ombros.

– Aproveitem a festa – gritei enquanto elas e Max – que somente agora notei que estava presente – saiam e desapareciam no corredor.

– Pode deixar – respondeu Trisha, voltando alguns passos e fechando a porta, dando-me um sorriso malicioso como quem diz que vai aprontar.

Joguei-me na cama dando um suspiro pesaroso.

– Como odeio o modo como ele monopoliza minha vida! – Murmurei para o eco do quarto.

Odiava o modo como mesmo tudo em minha vida, até mesmo minhas conversas e pensamentos acabavam sempre indo diretamente em um ponto: Cameron. Sempre ele tinha algo a ver, sempre alguém tinha que tocar no nome dele e trazer o assunto. Até mesmo meus pensamentos, dos quais deveriam ser à prova dele. Já por diversas vezes me peguei pensando nele, simplesmente vendo seus olhos em minha mente ou sua o formato de sua boca ao sorrir. Ah, como eu odeio isso! Simplesmente odeio o modo como ele tem tudo em minha vida exclusivamente para si!


Notas finais
Então, o que acharam? Meio - ou completamente - morno, mas é essencial.
Hey, só não me esganem em pensamento por mais uma vez não ter sido o Cameron. kkkkk'