I Hate Everything About You
3 Odeio o modo como me ignora
Notas iniciais
Ah, hoje o capítulo foi um pouquinho maior do que de costume, então aproveitem, mesmo ele estando meio... "morno".
Capítulo Três – Odeio o modo como me ignora
Terminei de me maquiar, passando uma camada generosa de gloss de framboesa nos lábios. Dei-me uma olhada no espelho, satisfeita com o resultado: a pele parecendo porcelana, os lábios vermelhos, as bochechas levemente coradas, meus olhos cinzentos destacados por uma sombra negra e lápis de olho — diga-se de passagem, altamente chamativos – e meus cabelos loiros mesclados com mechas castanhas naturais, encaracolados em grandes cachos que emolduravam meu rosto. Analisei meu vestido tomara que caia azul cobalto de cetim que caía até a metade da minha coxa, em seguida alisando a final renda negra que o cobria, dando uma delicadeza quase surreal com os bordados de flores na barra.
Pus meu estimado salto alto e rapidamente me retirei do quarto, descendo as escadas cuidadosamente para não torcer meu pé, pois do jeito que sou desastrada, não duvidaria que isso acontecesse. Ao pé da escada, vi meu pai juntamente de minha mãe, falando com um casal que eu presumo que seja um dos seus sócios.
– E aquela adorável garota, é a minha filha — disse meu pai um pouco mais alto para que eu ouvisse.
Dei um meio sorriso, descendo o último degrau e indo ao seu encontro.
– Leana, esses são o senhor e a senhora Bertoli. Senhor e senhora Bertoli, essa é a minha filha Lena – disse meu pai sorrindo.
– Olá – disse brandamente.
– Sua filha é adorável – comentou a mulher.
– Concordo plenamente – disse o homem ao seu lado, sorrindo fraternamente.
– Filha, você poderia ir procurar o Cameron? O pai dele quer apresentá-lo à alguns sócios, mas ele não consegue o encontrar – disse minha mãe docemente.
– Claro! Com licença. – E com mais um sorriso brando, segui em direção ao hall, saindo em um porta de vidro e indo diretamente em direção à piscina.
Ele sempre ficava aqui quando ocorria essas festas.
Logo o encontrei conversando e rindo com mais um bando de garotos da mesma faixa etária de idade, que provavelmente eram mais somente riquinhos mimados que nunca precisaram lutar por nada na vida.
Por isso que eu odiava esses tipos de festas.
– Cameron! – Chamei alto, à alguns metros de distância.
Ele se virou em minha direção, rolou os olhos e voltou em direção aos seus amigos.
Respirei lenta e profundamente, controlando-me e contando até três.
– Cameron! – Chamei novamente, mais alto e mais secamente.
Ele fez a mesma coisa.
Odeio quando ele me ignora!!! Odeio o modo como ele se acha superior à mim, mesmo ele tendo a mesma idade que eu e ainda por cima, uma mentalidade menor. Odeio o modo como ele rola os olhos e se faz de indiferente. Simplesmente odeio o modo como me trata!
– Cameron Ulliel!!! – Gritei, marchando em sua direção e puxando-o pelo braço.
Os seus amigos assoviaram.
– Qual é o seu problema, garota?! – Ralhou ele.
– Você é o meu problema! Seus pais estão te procurando e você aí, conversando com os novos amiguinhos mimados. Cresça e uma vez na sua vida, seja responsável – gritei exasperada.
Por algum motivo, seus amigos se calaram.
Cameron me fuzilou com os olhos e sinceramente, achei que ele me bateria, mas não, ele somente passou por mim pisando duro, com os músculos tensos como se quisesse gritar.
Fiquei sem reação, pois pela primeira vez, ele não gritou comigo após eu tê-lo enfrentado, simplesmente saiu marchando irritado.
O único problema era: eu sabia que isso iria ter volta. E eu me ferraria com isso.
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