I Found My Fallen Angel

41 Capitulo 41° - Atitude


Notas iniciais
Boa leitura...

Assim que o jatinho pousou desci rapidamente já pegando o celular para ligar a Hilary. Precisamos ter uma conversa sobre suas atitudes, além de mentir o tempo todo a mim e a todos sobre querer realmente se dedicar a nossa família, havia agido em minhas costas, apesar de tudo eu ainda era o herdeiro daquela empresa, vice-presidente e marido dela.

–John? – Me virei deparando com Isaac, tinha o rosto avermelhado denunciando seu nervosismo e terno impecável de quem acabava de sair para o trabalho.

–Bom dia Isaac – Apertei sua mão.

–Você já viu? – Assenti pegando o jornal que ele me estendia.

A mesma notícia que havia visto a pouco tempo estava estampada na primeira página. O que me fez concluir que a novidade não estaria apenas nas redondezas, mas sim, internacionalmente também.

–Hilary está fazendo completamente o contrário do que conversamos, a atenção está toda nela, recebi milhares de ligações pedindo o contato dela. Ela saiu dos limites! – Falou se alterando um pouco ao terminar.

–Vamos resolver isso, estou tentando ligar para ela só que apenas cai na caixa postal.

–Sim, passei no apartamento de vocês e Carmem disse que ela havia saído cedo para o trabalho. Vamos no meu carro rumo a empresa – Eu assenti e rapidamente passei algumas coordenadas ao meu motorista.

–Leve minhas coisas para o apartamento, então vá para a empresa.

–Sim Sr. Maxwell – Em seguida segui Isaac até seu carro.

–Como foi a viagem? – Ele se permitiu perguntar quando já estávamos em movimento pela cidade – Fechou negócios?

–Excepcionalmente bem, consegui um bom rendimento para a empresa e resolver os problemas que estava tendo por lá. Aparentemente não será preciso atenção por lá, o que é bom, com o problema que tenho aqui – Isaac riu nervoso.

–Hilary? – Eu assenti – Na verdade eu devia ter imaginado que ela faria isso, estava muito fácil. Não sei como acreditei, é o que ela sempre quis fazer, administrar, ter o controle – Ele soltou um suspiro – Talvez eu tenha desejado tanto que ela não entrasse nesse mundo, que quando ela disse que não trabalharia mais eu tenha me sentido realizado. Finalmente suprido um desejo profundo.

–Porque nunca quis isso para ela?

–Você sente como se por mais que tenha uma empresa magnifica com um porte quase infalível, você queira sempre mais?

–Administrei a empresa do meu pai por um bom tempo, as vezes eu sentia uma necessidade de ter algo novo, mas é normal, toda empresa precisa disso – Dei de ombros – Mas não, eu só penso em melhorar o que deve ser melhorado e manter o patrimônio da minha família.

–Já viu a quantidade de empresários que se suicidam anualmente ou que são vítimas de assassinatos por sua fortuna? – Eu assenti – Por isso que não queria Hilary nisso, eu sei que ela sente essa necessidade de ter sempre mais, sempre foi assim. Quando começou a ganhar mesada, fez o dinheiro triplicar em um investimento na escola – Isaac soltou um suspiro resignado – De verdade, se eu pudesse escolher não teria nascido rico. Minha família estaria mais segura – Um riso sarcástico soou de sua garganta – Mas aí você pensa na saúde e o quanto um plano de saúde é caro e fica na mesma.

–Iremos resolver isso – Afirmei para ele – Mas me diga, porque sempre foi um problema Hilary ser empresaria e no caso de Santiago não?

–Santiago não tem o mesmo temperamento, muito menos a necessidade de ter tudo no controle e sempre estar sendo o melhor. Ele é calmo e dificilmente iria se descontrolar facilmente com os problemas. Esse não é o caso da minha filha, não quero que ela tenha um AVC tão jovem – Eu ri e nos mantemos em silêncio.

Logo que colocamos os pés na empresa foi possível notar as diferenças, havia o dobro de seguranças por todos os lados, câmeras multiplicadas, detector de metais mais ativo do que nunca e se eu não tivesse achado meu crachá possivelmente não teria sido deixado subir.

Quando as portas do elevador se abriram, senti uma raiva ainda maior por Hilary. O vestido que trajava era preto e simples, no entanto aberto nas costas deixando sua pele exposta, o decote provocador, a sandália cor de vinho entrelaçando até seu tornozelo, os cabelos presos em um coque simples mas ao mesmo tempo cheio de glamour deixando a vista seu pescoço – Que em outra ocasião eu estaria louco para beijar – os brincos grandes e o batom levemente rosado, sem deixar de esquecer a aliança em seu anelar, preta demonstrando todo a sua importância.

Eu não tinha mais palavras para descrever sua beleza, mas sabia que havia algo de diferente que a estava deixando mais atraente do que nunca.

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*Hilary Owen*

Suas mãos apertaram suavemente meus braços enquanto sua boca beijava minha bochecha com um sorriso satisfeito. Finalmente eu e David havíamos fechado negócio e ambos tinham grandes benefícios com isso.

–Estou extremamente feliz com nossa transição querida – Falou ao se afastar – Espero que nossos negócios possam fluir muito bem.

–Acredito que se sairá melhor do que imaginamos – Apertei sua mão – Faça uma boa viagem, David.

–Obrigado, querida.

Nós viramos para o elevador e assim que o mesmo se abriu nos deparamos com John e meu pai. Ambos sérios, usando terno e gravata e demonstrando que não estavam de brincadeira.

–Bom dia senhores – David adentrou o elevador enquanto eles saiam – Tchau Hilary – Acenei para ele e então me virei para os dois ao meu lado.

–Precisamos conversar, Hilary – Meu pai se adiantou apressadamente.

–Podemos almoçar juntos? Tenho muito o que fazer ainda de manhã – Murmurei.

–Não.

–Agora Hilary – John falou me fazendo assistir. Caminhei em direção a minha sala passando pelos seguranças que haviam na porta.

Ambos se sentaram nas cadeiras a minha frente e abriram o paletó. Suas feições eram extremamente serias e eu me perguntei se hoje era o dia da minha morte. No entanto, eu sabia que isso aconteceria quando tomei a decisão de voltar a empresa.

–O que diabos pensa que está fazendo? – Sem mais delongas meu pai explodiu – Falou que iria se afastar da empresa, duas semanas depois está nos jornais e todos esperam conseguir seu contato – Ele deu uma pausa.

–Você prometeu – John me acusou se mantendo calmo.

–Eu não prometi nada a vocês, apenas concordei temporariamente com o que haviam dito – Sem conseguir se controlar meu pai se levantou começando a andar pela sala.

–Você só pode estar de brincadeira – Murmurou passando a mão na nuca – Isso não é bom para você – Se virou me encarando.

–É o que eu sempre quis e não vou desistir por causa do que vocês pensam – Revidei, fazendo-o rir sarcasticamente – Sabe o problema? Vocês estão acostumados a ter todos submissos a vocês, mas eu não sou assim. Não quero ficar em casa como um objeto esperando meu maridinho voltar.

–Que não seja por isso, pode fazer alguma atividade, se dedicar a algo que gosta, um hobby.

–Diremos que eu trabalho por hobby – Revidei encarando fixamente a John – É o seguinte, eu sou a presidente dessa empresa e não vou baixar a cabeça para as ordens de ambos, tenho idade suficiente para tomar minhas decisões e vou tomar junto a isso farei o possível para fazer bem o meu trabalho.

–Você vai ser mãe! – Meu pai falou exasperado – Deve focar nisso, não é mais só você – Soltei um suspiro alto.

–Eu estou grávida e não doente – Me levantei – Qualquer outra mulher trabalharia...

–Você é Hilary Owen – Meu pai parou a minha frente – Filha de um dos magnatas mais poderosos do país e esposa do filho de outro. Acha mesmo que você é qualquer mulher? – Ergui uma sobrancelha – Todos os olhos estão focados em nós, eu não quero você em perigo.

–Que pena – Murmurei – Você nasceu rico automaticamente eu estou em perigo – Ele trincou o maxilar – Eu aprecio a preocupação de ambos, mas a conversa acabou.

–Está sendo imatura, espero que não veja isso tarde demais – Meu pai murmurou antes de sair da sala.

John se manteve calado, sentado à minha frente com as pernas cruzadas. Os olhos azuis fixos em mim e a postura impassível. Se não fosse o momento em que nos encontrávamos agora, eu iria adorar segurar seus cabelos e beijá-lo.

Seu terno azul escuro ressaltava sua pele clara, a camisa branca com dois botões abertos fazia parecer ainda mais sexy, os cabelos negros emoldurando seu rosto e os olhos azuis sérios e determinantes.

–E você? – Perguntei – Depois do que já ouvi dele, não tem motivos para se calar.

–Quem te ajudou? – Perguntou antes da porta do meu escritório ser aberta e Rayssa entrar com um sorriso empolgado com Alex no colo.

–Atrapalho? – John se levantou encarando eu e depois Rayssa.

–Você assinou para Hilary ser sua representante na empresa? – Rayssa mordeu os lábios – Usou minha irmã Hilary! – Ele falou alterado me encarando possesso.

–Rayssa sabia muito bem o que estava fazendo e se ela resolveu depositar sua confiança em mim, eu fico muito feliz. Estarei cuidando muito bem dos 25% dela na empresa.

–Vocês... – Ele passou a mão pelos cabelos.

–John... – Rayssa murmurou mas antes que ela continuasse ele ergueu a mão. Tivemos um minuto de silencio antes de John me encarar furioso.

–Se suas atitudes prejudicarem você ou meus filhos, eu não serei mais tão passivo – Avisou antes de caminhar em direção a porta.

–John? – Ele parou – Quero o relatório da viagem em minha mesa até o final do dia, sem atrasos – Assim que terminei ele saiu.

–Desculpe-me por isso – Murmurei encarando Rayssa – Deixe-me ver meu sobrinho – Sorri caminhando até ela que me deixou aconchegar Alex em meu colo – Oi pequeno.

–Hilary... Agora que você e o meu irmão vão ter um filho – Ergui meus olhos para ela fazendo-a calar – Não sério, vamos ser sinceras. Eu sei que você não queria filho algum, mas já está feito e vocês dois têm que pensar nele agora e pararem de brigar feito bichos – Sem acreditar a encarei enquanto ela continuava a falar.

*POV John Maxwell*

Terminei o relatório de Hilary e fechei o notebook pegando meu paletó para ir embora. Passei o dia todo mergulhado no trabalho tentando esquecer meus problemas pessoais, no entanto parecia impossível.

Eu reconhecia que a segurança na empresa havia aumentado bastante e que Hilary parecia bem. O que eu não conseguia aceitar era ela ter fingindo por duas semanas ser quem ela não era, se fazer de mulher de casa quando na verdade ela apenas queria iludir a mim e a Isaac.

–Annie eu passei na sala da Sra. Maxwell, mas ela não está – Murmurei para a secretaria.

–Ela foi embora mais cedo, não parecia muito bem – Falou me fazendo encarar o relógio.

–Mais cedo quando?

–Faz uns quarenta minutos, algum problema Sr. Maxwell?

–Não, entrega isso amanhã para ela – Avisei entregando o relatório para Annie – Estou indo – Falei antes de pegar o elevador.

O caminho para a casa foi silencioso claro, Nathan não era de falar e sabia identificar quando eu não estava de conversa. Estar brigado com Hilary fazia com que ela não me contasse absolutamente nada e eu não me sentia bem com isso, queria estar com ela em seus dias ruins, quando ela sentisse enjoos e até mesmo quando estivesse com medo.

Por isso resolvi que me aproximaria dela, seriamos pais agora e precisávamos estar unidos, nossa família estava crescendo, um fruto meu e dela iria nascer. Sim, eu deveria ignorar todos os outros fatores e mostrar que a única coisa que eu me importava era com a nossa felicidade.

–Sr. Maxwell, chegamos – Sai do carro e peguei o elevador para a cobertura.

–Carmem? – Adentrei a cozinha encontrando nossa cozinheira.

–Sim senhor?

–Sabe da minha esposa? – Perguntei.

–A senhora Hilary chegou a pouco tempo, não parecia muito bem, perguntei se queria alguma coisa e ela negou. Subiu para o quarto sem muitas cerimonias.

–Obrigada – Murmurei.

Enquanto adentrava o nosso quarto me deparei com um silencio absoluto, mas assim que comecei a me aproximar da porta do banheiro pude ouvir os soluços baixos e então a encontrar sentada no chão estava usando um baby-doll branco, os pés descalços e cabeça encostada nos joelhos.

Me aproximei devagar me agachando a sua frente e tocando sua pele suavemente.

–Hilary? – Sussurrei baixinho – Olha para mim, amor – Pedi, pude notar sua respiração funda e então sua cabeça se levantando para me encarar, seus olhos estavam vermelhos e suas mãos tremiam – Desculpe ter brigado com você.

–John eu não quero ouvir, só me deixa sozinha, por favor – Pediu se levantando e se afastando de mim.

–Por favor, não faz isso – Falei a seguindo para o quarto – Você está bem? O que está sentindo? – Perguntei em uma tentativa de ajuda-la – Quer ir ao médico?

–Está tudo bem... – Murmurou afastando o edredom da cama e ajeitando o travesseiro.

–Amor, você está gravida, precisamos estar atentos a tudo – Assim que terminei seu olhar furioso foi direcionado a mim.

–É esse o problema John, ninguém pergunta como eu me sinto! E sim com a minha gravidez, não querem saber se eu estou com medo, ou talvez esteja aterrorizada ou até mesmo feliz com isso. Só querem me julgar e dizer que eu tenho que ser uma boa mãe! Até mesmo você, quando me olha não me vê mais como a sua mulher e sim como a mãe do seu filho.

–Hilary eu...

–Não comece a se desculpar, você pouco se importa John – Falou me interrompendo – Eu realmente não queria um filho agora e talvez nunca, mas ao contrário do que pensam eu já os amo mais do que tudo e o quero sim! – Ela respirou fundo

–Então qual é o problema? – As lágrimas escorregaram por sua face e ela mordeu os lábios.

–Eu estou com medo – Sussurrou – De não ser uma boa mãe, do seu desejo por mim acabar quando eu começar a engordar e virar uma bola, estou com medo da sua vontade enorme de ser pai e quando conseguir o que quer não ter olhos mais para mim, medo do que eu irei me tornar – Me aproximei dela determinado a tocá-la.

–Não, por favor – Suplicou dando passos para trás – Eu não quero me iludir com as suas palavras de amor.

–Não são ilusões Hilary – Agarrei seu braço mantendo-a perto de mim, minhas mãos seguraram seu rosto e eu a fiz encarar meus olhos – São de verdade, eu jamais deixarei de te amar, quando te vi hoje a primeira coisa que quis fazer era te beijar, ainda mais com aquela roupa, mas não pense que é só desejo pelo seu corpo, eu sempre vou te amar, acredite – Beijei seus lábios – Sempre – Afastei algumas mechas de seu cabelo do rosto – Você é o amor da minha vida e vai ser a melhor mãe do mundo – Sussurrei – Nossos filhos são abençoados por ter você, meu amor.

–John... Eu quero ficar sozinha – Pediu baixinho com os olhos longe dos meus – Por favor.

–Não, se vista eu vou te levar a um lugar – Falei firme indo em direção a porta.

–Isso vai ter que esperar.

–Não Hilary – Voltei a encarar seus olhos – Eu estou cheio de ter que esperar, se você quer continuar trabalhando na merda da empresa você trabalha, mas somos casados e quando tomei a decisão de me juntar a você foi para ser feliz e não viver em meio a um inferno. Eu quero ser feliz com a minha mulher e com os meus filhos. Agora se arruma – Mandei antes de sair do quarto.

Leiam as notas finais

Notas finais
Olá? Tudo bem? Então, o que acharam do capítulo? Bem... Já começo a dizer que está na reta final a história. Espero que tenha satisfeito até agora os desejos de vocês em relação a história. Até o próximo capítulo. Beijão