I Found My Fallen Angel

11 Capitulo 11° - Vingança


Notas iniciais
Boa leitura...

As luzes piscavam sem parar, meu corpo estava colado ao seu, o ambiente estava quente. Suas mãos seguravam em minha cintura possessivamente, a cada segundo que era possível ver seus olhos, eu os apreciava completamente inebriada com sua presença, meu plano de vingança esquecido.

– Você quer me dizer alguma coisa? – Ele falou em meu ouvido, o único toque mais ousado que havia me dado ao segurar em minha cintura e dançar comigo. Era uma repreensão, eu sabia disso, um castigo pela dança com Matthew.

– Quero, mas estou com medo de você não acreditar em mim. – Falei o olhando atenta, ele manteve os olhos em mim, me avaliando.

– Diga-me o que tem a dizer. Depois eu decido se devo acreditar ou não. – Sua voz soou calma e aveludada em meu ouvido. John segurou minha mão então me girou, me puxando para seus braços logo depois.

– Eu não sabia que Matthew iria estar aqui. – Meus olhos estavam conectados aos dele, minha boca a centímetros da sua, eu podia sentir sua respiração contra meu rosto. – Ele me puxou para dançar e...

– Você tem boca para falar, era só dizer não. – Me interrompeu, continuando a me conduzir na pista de dança. O olhei intrigada.

– Você está com ciúmes? – Pude notar que ele estava surpreso com a pergunta, mas isso sumiu em poucos segundos. Ele abriu um sorriso de lado, que me fez ter um desconforto lá embaixo.

– Não, eu só não admito que outro homem toque no que é meu.

– E quem disse que eu sou sua? Nós nem namoramos. – Pude notar que ele revirou os olhos. John aproximou o rosto do meu, seus lábios passearam por meu maxilar lentamente, segurei seus cabelos da nuca enquanto fechava os olhos e apreciava o ato. Ele distribui beijos por meu pescoço, então voltou e mordeu o lóbulo de minha orelha.

– Você é minha desde o primeiro dia em que me enterrei em você e eu não vou admitir que outro cara esteja contigo, ao mesmo tempo que estou. – Sua voz irritantemente excitante estava me tirando do rumo dos meus objetivos para a noite. Isso não era justo! Por que ele tinha todo esse poder?

– Eu nunca sairia com ele. – Era o momento de fazê-lo acreditar que eu estava falando sério, que Matthew não tinha nada comigo. John já havia apreciado o ciúmes e a minha teimosia ao ter ido dançar com Matthew, agora ele precisava acreditar que eu era a santa da história toda. – Eu e ele somos primos, eu nunca teria nada, nada com ele. – Isso o atingiu em cheio. Ele estava surpreso.

– Isso não significa que ele não queira ter algo com você. – Contive a vontade de revirar os olhos. – O que é meu é meu. Fim de história! – Assenti e aproximei meu rosto, mantendo os lábios a poucos centímetros de distância dos seus.

– Eu sou uma garota fiel, John. Não precisa se preocupar com isso. Agora faça o que você está com vontade de fazer desde que me viu. – Olhei em seus olhos, havia desejo ali, não tinha como negar.

Fechei os olhos sentindo seus lábios roçarem os meus devagar, sua língua passou por toda linha de meu lábio, apenas saboreando. John estava sendo sutil até agora. Porém o momento “romântico” acabou quando ele agarrou meus cabelos e me beijou selvagem e brutalmente. Segurei seus cabelos da nuca, enquanto descia a mão até seu peito coberto pelo fino pano branco, sua mão que estava em minha cintura me puxou mais para si, me deixando sentir o volume de sua ereção. Milhões de sensações me dominavam, eu estava embriagada, em êxtase por tê-lo comigo, por ter sua atenção toda voltada a mim, mesmo depois do acontecido com a irmã dele.

– Me tira daqui. Quero terminar o que interrompeu naquele dia na fazenda. – Ele abriu um sorriso pervertido e assentiu, agarrando minha mão e me tirando do meio da multidão dançante.

Pegamos minha bolsa, e ele me conduziu até meu carro e encaminhou-se para o seu logo depois de me dizer o endereço de seu apartamento na cidade. Isso era bom. Não poderia fazer o que planejava com uma casa cheia de pessoas.

Havia uma garagem para dois. Parei ao lado de sua Ferrari preta. John já estava encostado na mesma, os braços cruzados enquanto me esperava pacientemente. Desliguei o motor e peguei minha bolsa.

– Obrigada. – Sorri quando ele abriu a porta e me ofereceu a mão para descer do Audi. John colocou a mão na base de minha coluna e me conduziu até o elevador.

– Me responde uma pergunta? – O olhei atenta, ele digitou a senha no elevador. Então ele também tinha a cobertura do prédio! Depois me chamava de mimada. Isso definitivamente não era justo! – Porque está toda obediente?

Abaixei os olhos por alguns segundos, então suspirei e fui até ele. Coloquei as mãos em seus ombros e olhei em seus olhos azuis.

– Porque acho que se ficarmos brigando sempre, não iremos aproveitar momentos como aquele em meu apartamento. – Ele me analisou calmo por algum tempo, então sorriu fraco.

– Agora vem a parte em que você me diz que está apaixonada por mim? – Revirei os olhos gargalhando alto.

– Não. – Aproximei meu rosto do seu, olhando ora para seus olhos, ora para sua boca. – Agora vem a parte do beijo – Ele sorriu e eu o beijei.

O empurrei em direção à parede do elevador, ele me beijava com seu jeito sensual e bruto, enquanto suas mãos desciam pela lateral de meu corpo. John apertou minha bunda e nos virou me fazendo gemer quando minhas costas bateram contra a parede fria. Mordeu meu lábio inferior e puxou lentamente, em uma doce tentação.

As portas do elevador se abriram e ele agarrou minha mão. Ri o acompanhando rapidamente, tentando me manter equilibrada nos saltos altos. Seu apartamento era de cores fortes, saímos em um lugar onde havia grandes pilastras de cores pretas que levava para um corredor. A sala era grande e espaçosa, havia uma vidraça ampla com a vista da cidade. Era muito, muito bonito.

– John? – Uma voz feminina soou do interior do apartamento.

– Rayssa. – Ele sussurrou, fechando os olhos por alguns segundos. – Vá para o meu quarto, segunda porta a direita. É a única com portas duplas pretas. – Mandou, me olhando rapidamente, assenti.

O que diabos ela estava fazendo aqui? Depois do que aconteceu, ela no mínimo deveria estar na cama com Sebastian. Afinal, esse seria um método fácil e rápido de deixá-lo calmo e na mão dela, mas não, ela estava na casa do John! Irmão dela! Ela podia estar atrás do meu irmão, depois do soco que ele levou, pedindo desculpas, perguntando se ele estava bem, mas ainda assim, estava aqui.

Entrei na primeira porta que vi depois de ouvir sua voz se aproximar. Era o escritório de John.

– Hey princesa, o que está fazendo aqui? – Ele era diferente com ela, a voz macia e preocupada.

– Você me pediu para te deixar a par do assunto com o Sebastian. Só vim dizer que está tudo bem, já nos resolvemos. Ele compreendeu que eu e Santiago estávamos só dançando.

– Que bom! Caso ele não entendesse, eu mesmo o faria entender. – John falou direito, ela riu.

– Só uma pergunta: É impressão minha ou tinha alguém com você? – Teve uma pausa rápida. – Ai Deus! Ela tá no seu quarto? Ai John! Porque não me disse antes? Ai! Até. – Ele riu.

– Até amanhã, minha encrenqueira. – Ouvi passos, ele estava levando-a para o elevador. Saí de seu escritório e caminhei em direção ao seu quarto.

Era grande e amplo como todos os cômodos, havia uma porta grande de vidro que levava para a sacada, os moveis eram de cores escuras como a sala e o hall, a cama com lençóis brancos e bem passados ficava de frente para a sacada. A banheira e o chuveiro eram separados por uma parede de vidro que dava para ver tudo do quarto, o que era interessante, mas ao mesmo tempo totalmente nulo de qualquer privacidade. Se alguém entrasse poderia vê-lo tomando banho, o que seria totalmente constrangedor se fosse a Barbie.

Me virei ao ouvir a porta se abrir. Ele caminhou em minha direção vagarosamente, havia um sorriso sombrio em seus lábios, ele me analisou de cima a baixo, então lambeu os lábios sensualmente me fazendo perder por completo a ideia do que eu estava realmente fazendo ali. John passou o polegar por meus lábios, enquanto me olhava atentamente. Fiquei parada tentando controlar as batidas do meu coração. Ele era bom demais, excitante demais, demais até pro meu estado e sanidade. Eu realmente preciso fazer o que planejei?

– Onde estávamos? – Perguntou. Está bem Hilary, reaja, vamos lá, ele é só um homem com qualquer outro.

Joguei minha bolsa no chão. Ele arqueou uma sobrancelha enquanto sorria de lado, isso era um desafio. Coloquei as mãos em seus ombros e sorrindo, o levei em direção a cama e logo empurrei, fazendo-o sentar. Suas mãos desceram pelas laterais do meu corpo parando em minhas pernas, as quais ele apertou.

– Estávamos na parte em que eu preciso me redimir, depois de tudo que fiz. – Ele assentiu, fazendo uma cara de compreensivo.

– Vai ter que se esforçar bastante, querida. Porque sua dívida é grande. – Ergui uma sobrancelha e me debrucei aproximando meus lábios dos seus.

– Temos de combinar que você também não é santo, John. – Me afastei a tempo de não deixa-lo me segurar.

– Então, o que vai fazer? – perguntou olhando-me atentamente.

– Deite e aprecie, baby. – Pisquei o olhando sensualmente.

Pude notar seus olhos fixos em mim enquanto eu retirava os saltos vermelhos, um por um, e os colocava de lado. Cada movimento era observado por seus olhos azuis, que brilhavam em excitação. Ver John submisso estava me enlouquecendo, ele estava obedecendo, calado, não estava tomando as rédeas. Talvez fosse pelo fato de eu estar sendo obediente ou talvez porque, bom, no fundo no fundo ele goste de ser comandado às vezes.

– Eu vou fazer isso apenas uma vez, então aprecie. Porque é a primeira vez que faço e a última também...

– Fico feliz de ser o primeiro. – Murmurou com um sorriso safado.

–Antes de tudo, preste bem atenção. Há uma primeira e única regra: não poderá me tocar até eu deixar, ou haverá consequências.

– E como vai conseguir me punir se é tão frágil e pequena e, bom, “delicada”? – Desafiou erguendo uma sobrancelha.

– Não queira saber. – Murmurei. Subi lentamente uma parte do meu vestido.

John ajeitou-se na cama parecendo estar se preparando para ver a cena do século. Encostou-se entre os travesseiros na cabeceira da cama e fixou os olhos em mim.

Rebolei sensualmente até o chão, passando a mão em meu próprio corpo e delineando minhas curvas. Ao som de Gimme More, de Britney Spears tocando em minha mente, fiz o caminho inverso, levantando um pouco mais o vestido. John se mexia desconfortavelmente na cama, parecendo ansioso para que eu o tirasse logo. Era excitante saber que ele estava se contorcendo na cama pensando que algo iria acontecer. Coitadinho, dá até pena.

Aproximei-me da cama devagar, sabendo exatamente o que ele iria fazer. Subi um pouco mais o vestido, seus olhos brilhavam de excitação. Sem delongas, ele me puxou para a cama me derrubando e subindo sobre meu corpo. E bingo! Ele infringiu as regras.

Seus lábios se chocaram contra os meus, e meu corpo reagiu ao dele imediatamente. Afundei os dedos em seus cabelos negros e sedosos. John agarrou minha coxa com força, e eu enlacei as pernas em seu quadril, sua mão apertou minha cintura e seus lábios amassavam os meus brutamente, me fazendo delirar de prazer.

Ele se sentou me levando junto, fiquei de joelhos na cama de frente para ele, minhas mãos desceram por seu peito até a barra de sua camisa. Lentamente a puxei para cima, meus olhos estavam conectados aos dele, seu olhar fazia minha pele queimar e gritar por seu toque.

– Tão gostoso. – Sussurrei, jogando a camisa de algodão longe. Meus olhos analisaram seu peitoral bem definido, os braços fortes que me espremeriam quando estivéssemos na loucura do êxtase.

Desci minhas mãos até o botão de sua calça jeans, ele se manteve parado suas mãos pareciam coçar para me tocar, sua boca estava entreaberta, eu quase podia ouvir seu coração bater. Desci a braguilha da calça, o olhei com uma sobrancelha erguida enquanto mordia os lábios sensualmente, ele sorriu safado.

Abaixei sua calça até o joelho, então passei as unhas por suas coxas enquanto subia até sua virilha e arranhava bem fraquinho seu membro coberto pela box vermelha escura. Ele engoliu a saliva e eu observei cada movimento, cada pequeno detalhe de seu corpo. John era a definição das palavras sexy e gostoso, mas ainda assim, eu iria me vingar dele.

– Parece que estou em desvantagem aqui. – Sussurrou em meu ouvido. Suas mãos passaram por minhas coxas parcialmente cobertas pelo vestido preto, o qual ele subiu para apertar a pele. Fechei os olhos engolindo em seco e tentando controlar o desejo incontrolável que eu sentia por ele naquele exato momento.

– Pensei que eu estivesse no controle de tudo. – Ele soltou um riso debochado e eu abri os olhos. Ele me olhava cínico enquanto abria um sorriso de lado, que apenas contribuía para eu me derreter ainda mais por ele.

– Não sou do tipo de homem que se gosta de submissão. Lamento ter feito você acreditar que sim. – Murmurou, suas mãos subiram pela lateral de meu corpo, subindo o vestido junto.

Ele retirou o vestido e o jogou longe. Seus olhos me olharam cheios de desejo, ao me ver apenas com uma calcinha de renda preta. John se levantou, fiquei parada apenas observando ele se livrar das calças jeans. Logo debruçou-se na cama com um joelho, sua mão agarrou meus cabelos e ele me beijou, agarrei seus braços e o puxei junto a mim, fazendo com que caíssemos na cama.

John pressionou sua pélvis em mim, me fazendo gemer contra sua boca e segurar seus braços com força. Ele partiu o beijo, e passou a distribuir beijos no meu pescoço, enquanto sua mão descia até minha calcinha. Ele puxou, rasgando-a rapidamente.

Nos livramos da box e eu agradeci aos céus por não ter preliminares dessa vez. Tudo que havia acontecido desde o dia em que fiquei plantada sozinha na sala do estábulo, era o suficiente, eu já estava louca por ele a ponto de implorar para que ele me fodesse.

– Todas as vezes em que fizermos isso, eu quero seus olhos abertos, para você ver que eu sou o único que consigo te possuir e te deixar neste estado em que está. Totalmente entregue a mim.

Sem mais delongas ele me penetrou, bruto e forte, me fazendo ver estrelas e agarrar seu braço com força, o arranhando todo. Eu iria marcar território, me vingaria dele, mas ainda assim, todos saberiam que ele era meu. John Maxwell havia mexido com a garota errada, agora ele me aguentaria e nenhuma outra mulher ousaria tocar em algo pertencente a mim.

– Toda apertadinha... Tem noção do quanto é gostosa, bonequinha de luxo? – Ele gemeu, fazendo movimentos precisos, enquanto eu respirava ofegante e o ajudava, meu corpo estava em chamas.

Segurei seus cabelos entre meus dedos, puxei seu rosto em direção ao meu o beijando. John era viciante, hipnotizante, eu nunca admitiria isso para ele, mas sempre devia ser sincera comigo, e ao me encontrar na cama com ele, gemendo sem vergonha alguma, eu reparava o seu poder sobre mim e sobre qualquer ser humano feminino.

– Assim... Desse jeito você me enlouquece. – Ele soltou um gemido de pura satisfação, enquanto metia forte.

Explodi em um orgasmo violento. Toda excitação reprimida pelos dias em que ele me deixou de “castigo”, estava se dissipando ali. Ele continuou se movimentando por mais alguns instantes, então também entrou em estado de êxtase, se virando e me puxando para seu peito.

Fechei os olhos, sentindo seus dedos passarem pela minha coluna lentamente, em um carinho gostoso, contribuindo para o sono que havia batido. Soltei um suspiro longo e abri olhos apoiando o queixo em seu peito e o olhando.

Ele tinha os olhos fechados, os traços estavam relaxados e havia um sorriso fraco em seus lábios tão convidativos.

–Você vai ficar me secando até que horas? Eu sei que sou gostoso – Ele abriu os olhos enquanto pronunciava as palavras de modo convencido.

–Boa noite John – Bocejei, me aconchegando em seu peito e fechando os olhos, cansada demais para discutir com ele, o mesmo passou a mão pelos meus cabelos por algum tempo, então notei que ele havia dormido

Estava sereno em um sono profundo, os traços tranquilos. Ele era lindo, sua pose durona não estava mais ali, agora ele era apenas um homem, sem suas armaduras e seu escudo para se defender de tudo de todos, para manter todos afastados dele...

Me levantei devagar para não acorda-lo, corri pegar minha bolsa no chão a abri retirando o que precisava de lá de dentro, fiz o que devia fazer, vesti minha roupa e fui embora, não antes de passar em seu escritório e descobrir o que eram aqueles papeis em sua mesa que haviam me chamado atenção.

Fiquei muito surpresa com o que vi ali, um dossiê sobre meu Tio Enzo e uma proposta para ele vender as ações dele na empresa Owen para John, meu pai precisava ficar sabendo disso, meu Tio não podia apunhalar a família de tal maneira, todos sabiam que meu pai e o pai de John competiam por poder.

Fui embora para meu apartamento, tomei um banho enquanto pensava em como John iria acordar, possivelmente puto da vida com o que eu fiz, querendo me dar suas famosas palmadas, mas coitadinho, não iria conseguir. Cai na cama logo depois, nada melhor do que dormir depois de saborear a vingança tão esperada.

Comecei o dia tomando um banho relaxante e longo, escolhi uma roupa bonita para o dia, saia vermelha meio rodadinha, uma blusa de golinha salmão, sapato alto bege, um anel em formato de V, relógio, pulseira, brinco e meus óculos favoritos, estava linda com os cabelos soltos e uma maquiagem muito delicada.

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=105166407 Hilary Owen

Enquanto tomava café da manhã recebi uma mensagem de meu pai.

From: Papai

“Esteja em minha sala em meia hora, precisamos conversar Hilary”.

Continuei meu café tranquilamente, sua mensagem demonstrava um pouco de irritação, mas depois de saber o que eu tinha para contar para ele, provavelmente ele iria se acalmar rapidinho.

Quando sai da garagem com meu Audi R8, havia um monte de fotógrafos me esperando, começando a tirar fotos logo que me viriam, não que eu estivesse reclamando, mas eu não havia feito nada para chamar tanto a atenção deles.

–Bom dia Zoey, estou indo falar com meu pai, ele está ocupado? – Eu estava tão feliz que até havia cumprimentado a secretaria que estava de quatro por meu pai, ela sabia que eu era uma filha ciumenta, então não me impressionei quando vi seus olhos surpresos em direção a mim.

–Bom dia, ele pediu para que logo que a senhorita chegasse, para manda-la entrar – Sorri para ela e caminhei em direção a sala, entrando sem bater na porta.

Ele estava sentado em sua poltrona lendo alguns papeis, com sua postura séria e profissional, abri um sorriso angelical quando ele ergueu os olhos para me olhar, deixou os papeis de lado e me observou.

–Bom dia papai! – Falei animada enquanto ia até ele e lhe dava um beijo na bochecha a marcando com batom – Adorei seu terno, você devia usar mais azul – Falei olhando seu terno azul claro, com a calça branca e a camisa igualmente branca, ele estava sem gravata o que deixava seu visual totalmente despojado e bonito.

–Bom dia Hilary – Sua voz foi séria, fiz uma careta e fui até o meio da sala.

–O que achou do meu visual? Estou linda não? Eu adorei, você gostou? – O olhei piscando os olhos verdes para ele, o mesmo suspirou.

–Você sabe que para mim está sempre linda, agora preciso falar sério com você – Me sentei na cadeira a sua frente e fiz sinal para ele começar a falar – O que significa isso? – Jogou uma revista na minha frente, segurei em minhas mãos.

Havia e eu John na boate, ele me beijava e a imagem não parecia indecente, mas era obvio que para meu pai isso era o cumulo do absurdo, a filha dele estava beijando o filho do seu maior competidor, era o fim do mundo para ele e agora eu entendia o porquê de sua irritação.

–Isso é exatamente o que você está vendo – Murmurei devolvendo a revista depois de ler a manchete “Quem diria, John Maxwell e Hilary Owen, podem estar em um possível romance”.

–Você e ele estão tendo alguma coisa? – Ele perguntou me olhando com seus olhos verdes, fixos em mim, querendo obter uma resposta verdadeira.

–Pai, foi só um beijo numa boate ontem, eu já havia bebido um pouco então ele chegou, isso não vai mais acontecer, não precisa se preocupar – Era uma mentira total, mas eu não podia ter uma discussão com ele hoje, precisava manter a garota boazinha por enquanto. Meu pai estreitou os olhos para mim, me avaliando.

–Eu espero, não quero meus filhos metidos com os filhos de Luis Maxwell, não ouse ter alguma coisa com esse rapaz Hilary, ele não é do seu nível – Falou enquanto andava pela sala, o observei e então retruquei.

–E quem é da minha altura? John foi um cavalheiro comigo todas as vezes em que nos vimos – Seus olhos encontraram os meus e eu logo percebi que vinha um discurso daqueles.

–Um rapaz da sua altura seria um como seu irmão, mas você não pode namorar ele, então encontre alguém da altura de Santiago e eu irei aprovar, agora não discuta comigo! Se soubesse a metade das coisas que eu sei sobre John, você se manteria o mais longe possível dele – Revirei os olhos quando ele virou de costas.

–Está bem pai, eu tenho que ir agora – Me levantei e ele bufou – Só mais uma coisinha, enquanto você contrata o Matthew para trabalhar na empresa, eu já sei quem quer comprar as ações do meu tio, continue me julgando incapaz e perdera a empresa. Tchau — Sai sem dar chance de ele responder, eu não me irritaria hoje, o dia estava bom demais para isso.

Eu tinha um encontro em dez minutos, então acelerei o carro em direção ao KFC um fast food que ficava na avenida W llinois. Ao adentrar o local, logo encontrei Josh primo de John e agora meu possível vendedor de ações.

–Bom dia – Ele se levantou e beijou minha mão, reparei que não tinha a mesma beleza de John, seus olhos eram castanhos claros, os cabelos igualmente castanhos, o corpo era um tanto magricelo, mas tinha um sorriso genuíno no rosto que me parecia que era um cara legal.

–Bom dia Josh, fico feliz em ter aceitado meu convite – Ele deu de ombros sorrindo enquanto corava, ele era tímido... Interessante – Mas vamos direto ao assunto, se não for pedir demais – Ele assentiu rapidamente, indicando para eu sentar.

–Você me disse que podia fazer uma proposta interessante em troca de minhas ações na empresa Maxwell, quanto está disposta a pagar? – Sorri satisfeita, ser direto devia ser de família.

–Eu pago o dobro do que elas valem – Ele se mexeu parecendo ansioso – E ainda pago pela papelada que teremos que fazer para passar as ações para o meu nome.

–O dobro? Mais o dinheiro da papelada...

–Você não vai encontrar proposta melhor, sabe disso – O olhei com meus olhos verdes, tentando convencê-lo do que eu estava dizendo, ele ficou quieto parecendo pensar, suspirei e peguei um papel em minha bolsa, escrevendo meu número de telefone – Olha esse é meu número, se decida até amanhã de manhã, então me ligue... Pense com carinho, até mais Josh – Me levantei antes que ele pudesse dizer alguma coisa, recebi um sorriso em resposta e eu o deixei lá.

Logo ao sair do local, recebi uma ligação de um número que eu nunca havia visto na vida, se fosse outro dia, eu não atenderia, mas hoje eu estava de bom humor, por isso atendi.

–Alô? Quem fala? – Perguntei enquanto caminhava em direção ao meu carro.

–Oii Hilary! Tudo bem? É a Rayssa irmã do John, você se lembra de mim? – Revirei os olhos, era claro que eu me lembrava dela.

–Sim querida, o que você precisa? – Ela soltou um riso fraco.

–Eu não queria incomodar, mas estou me sentindo horrível depois do que aconteceu ontem, poderia me passar o número do seu irmão, queria pedir desculpas a ele pelo acontecido – Era obvio que eu não passaria o número de Santiago, queria ela o mais distante possível dele.

–Eu posso fazer melhor, estou indo ver ele na academia que ele pratica krav maga se você quiser ir comigo, te espero lá – Ela soltou um gritinho e eu me segurei para não bufar, entrei no carro e coloquei o sinto de segurança.

–Isso é ótimo, me passe o endereço e eu irei para lá – Passei as informações para ela e então desligamos.

Eu precisava me desculpar com Santiago, não queria ter ele como um inimigo logo agora que eu iria atormentar John, e possivelmente meu pai, precisava ter um aliado e sabia que Santiago era o aliado perfeito, ele me protegeria, me compreenderia e era meu irmão.

Quando cheguei a academia fiquei observando de longe Santiago lutar com seu treinador, estava todo de branco, e com os cabelos molhados de suor assim como seu corpo, logo mais à frente estava Matthew lutando também.

–Oi! Ai, muito obrigada Hilary, fico te devendo essa – Rayssa apareceu com um sorriso alegre, hoje ela estava menos Barbie, usava um vestido azul turquesa, salto preto, lindos brincos de perola, uma pulseira e um anel em forma de cruz.

http://www.polyvore.com/cgi/set?id=105434991 Rayssa Maxwell

–Ah que isso querida, era o mínimo que eu podia fazer – Sorri para ela – Vamos? – Ela assentiu ansiosa, quando adentramos realmente a academia, apenas Matthew estava lutando, Santiago não estava mais por lá.

–Cinco minutos por favor – Matthew pediu para o treinador – Olá priminha – Ele veio em minha direção, com regata preta toda suada, fiz uma careta e me afastei.

–Nem ouse me abraçar desse jeito – Falei séria, ele gargalhou e se afastou – Essa é Rayssa...

–Olá, eu sou Matthew, é um prazer conhecer você anjo – Sorriu galanteador para ela, revirei os olhos e dei um tapa em seu braço.

–Pare de cantar a garota e me fale onde está meu irmão – Ele revirou os olhos e Rayssa riu baixinho ao meu lado.

–Ele está no banho, provavelmente já saiu e está pegando as coisas para ir embora, vá lá, ele sempre sai pelos fundos porque não gosta dos paparazzi que ficam esperando ele na frente – Assenti.

–Até, beijinhos.

–Até outro dia Anjo – Falou para Rayssa, ela assentiu sorrindo.

–Até Matthew.

Caminhamos em direção ao vestuário masculino, Rayssa parecia ansiosa ao meu lado, no fundo eu achei legal da parte dela vir pedir desculpas para Santiago, depois dos socos que ele levou era o mínimo que ela podia fazer.

–Droga! O que você está fazendo aqui Hilary? – Santiago perguntou ao me ver entrar o vestuário, Rayssa entrou e parou ao meu lado parecendo surpresa, suas bochechas ficaram extremamente vermelhas e eu ri.

Santiago estava apenas com uma toalha branca na cintura, seus cabelos estavam molhados e havia algumas gotas de água que caiam por seu peito, Rayssa se mexeu desconfortavelmente ao meu lado.

–Coloque uma roupa, ela precisa falar com você – Puxei Rayssa para fora do vestuário, esperamos no corredor – Desculpe por isso – Falei sincera, ela tinha namorado provavelmente era aquelas garotas santinhas que era fiel ao namorado, eu admirava isso, pois eu também era assim quando estava namorando.

–Não tudo bem, nós que não devíamos ter entrado do nada – Sorri e assenti compreensiva.

–Hey! – Santiago saiu terminando de colocar a camiseta de gola V branca, estava com uma calça jeans escura e sapatos sociais – Rayssa, que bom te ver princesa – Ele parou na frente dela, o que foi isso? Ele me ignorou?

–Eu precisava me desculpar depois do que aconteceu ontem – Ela falou séria, parecendo um tanto envergonhada – Olha só, você se machucou – Tocou o a mancha levemente roxa no rosto de Santiago, ele riu rouco – Me desculpe mesmo.

–Ah, que isso gatinha, está tudo bem. Sebastian que é um idiota, como você consegue namorar ele? Com tanto cara legal por ai, como eu – Esbugalhei os olhos ao ouvir a cantada medíocre de Santiago, ele só podia estar brincando. Ela riu abaixando os olhos envergonhada – Mas não fique assim, eu estou bem e não estou chateado ok? – Rayssa sorriu alegre e do nada o abraçou, ele retribuiu e eu vi que era minha hora, não queria presenciar um possivelmente agarramento dele nela.

–Bem, eu vou indo até – Desviei dos dois e caminhei para fora dali.

–Conversamos depois Hilary! – Santiago falou alto, dei tchauzinho com a mão sem me virar e fui embora.

Agora seria a parte mais divertida do meu dia, John provavelmente já estava na empresa, o relógio marcava dez para as onze, peguei meu carro e fui para a empresa Maxwell. Animada, agora era minha vez de debochar dele, de mostrar aquele sorrisinho cínico de vitória. Eu estava me sentindo uma criança na manhã de natal.

–Olá Srta. Owen – Fui recebida pela secretaria da direita, ela estava toda simpática e sorria para mim – O Sr. Maxwell pediu para acompanha-la até a sala dele – A encarei confusa enquanto a acompanhava – A senhorita precisa de alguma coisa? – Que porra era essa? John estava beijando meus pés agora?

–Não obrigada – Adentramos a sala e estava vazia – Onde ele está? – Perguntei me virando para a garota.

–Ele já está a caminho, sente-se por favor – Assenti e ela saiu me deixando sozinha.

Caminhei em direção a sua estante de livros, observando tudo, havia alguns livros que eu já havia lido, em sua mesa havia uma foto de Rayssa e ele, outra de Luis e uma mulher que eu imaginei ser sua mãe, ela parecia ser uma mulher bondosa.

–Hilary – Levantei os olhos da foto e encontrei John entrando na sala.

Trajava um terno cinza, camisa branca, colete da mesma cor do terno e uma gravata rosa, estava lindo de morrer e sua presença na sala já havia me deixado acesa. Seus olhos azuis me fitaram sombrios enquanto ele caminhava em minha direção, parecendo bastante controlado.

–Conseguiu escapar a tempo do expediente? – Perguntei com um sorriso cínico, ele estreitou os olhos para mim.

–Você tem noção do que fez? – Perguntou controlado, colocando as mãos no bolso da calça social.

–Tenho sim, eu me vinguei depois de tudo que você fez... Acha que você pode bancar o machão para cima de mim enquanto eu tenho que bancar a obediente? Isso aqui é um jogo para dois e isso é apenas uma demonstração que eu sou uma jogadora melhor que você – Ele ergueu uma sobrancelha me olhando de cima a baixo.

–Você não sabe o que está fazendo.... Não tem a menor ideia do que você está mexendo...

–Isso ameaça... Se isso te deixa mais macho – Ironizei com um sorriso debochado.

–Eu perdi duas reuniões importantes Hilary, isso aqui – Ele apontou para o chão – Não é brincadeira, eu sou o chefe não posso ser irresponsável, e se você continuar a interferir desse jeito, eu irei ter que dar um jeito em você – Sorri maliciosa – Depois do que você fez... Acho que não haverá outro jeito.

Flashback

*POV John Maxwell*

Acordei me sentindo desconfortável, ao abrir os olhos e virar o rosto reparei que o relógio marcava 07:26, eu precisava estar na empresa as oito. Tentei me levantar, então me assustei ao reparar que meus pulsos estavam presos por algemas, que porra era essa?

–Merda! Hilary! – Gritei tentando escapar, mas estavam fechadas mesmo e não pareciam ser algemas fracas – Venha me tirar daqui agora! – Mandei, ela devia estar fazendo algum café, talvez esse fosse o castigo depois de eu ter infligido sua regra ontem, me dar café da manhã na boca e me manter preso ali sem poder toca-la ou assedia-la. Me parecia divertido, mas eu precisava sair dali, não podia perder as reuniões na empresa.

Ela não veio, as horas se passaram, comecei a ficar fulo, aquela garota não podia ter me deixado preso ali, ela era louca? Eu era um homem de compromissos, não qualquer idiota que ela pegava, como Sebastian.

As horas se passaram, eu já estava puto da vida, ela iria me pagar caro por isso, meus pulsos doíam por causa da pressão das algemas, o relógio já marcava nove e meia, meu telefone já havia tocado milhares de vezes, eu já havia perdido a primeira reunião, a segunda já havia começado e o chefe que era eu, não estava lá para comandar, isso era uma completa irresponsabilidade.

–Filha da puta! – Gritei furioso tentando escapar, inútil. Pelo menos ela comprava coisas de boa qualidade.

Eu já havia tentado arrumar alguma coisa para tentar abrir as algemas, mas nada estava ao me alcance e isso me deixava ainda mais furioso, ela havia mexido com o cara errado, eu a faria se arrepender por ter feito isso.

–John? – A voz de Rayssa soou, soltei um suspiro de alivio.

–Ray? Venha aqui princesa! – Gritei, pude ouvir o barulho de seus saltos em direção ao quarto, agradeci aos céus por estar de lençol até a cintura.

–OMG! John! O que é isso? – Ela soltou um grito alto colocando as mãos no rosto enquanto se virava rapidamente – O que diabos aconteceu aqui? – Perguntou de costas.

–Ray, depois eu explico, me tira daqui por favor – Pedi tentando ser calmo – Procure as chaves...

–Mas você está pelado – Ela murmurou – Só com o lençol...

–Ray, me desculpe por isso, mas por favor eu precisos sair daqui princesa – Ela assentiu de costas e então se virou, começando a procurar as chaves – Vamos lá anjo, ande logo com isso por favor – Falei com a voz macia.

–Aqui! Achei! – Ela murmurou pulando no tapete ao encontrar a chave, ela correu para me soltar, com as bochechas coradas.

–O que eu seria sem você garota? – Perguntei, ela segurou meus pulsos fazendo uma carinha triste.

–Aii John, olha seu pulsos, vão marcar... Quem fez isso com você? – Perguntou me olhando com pena.

–Está tudo bem princesa, eu darei um jeito nisso... Obrigada ok?

–Você precisa de mais alguma coisa? – Neguei com a cabeça – Está bem, vou deixar você tomar banho, cuidado – Ela pediu me dando um beijo na bochecha.

–Obrigada meu anjo.

Flashback off

–Então... – Me aproximei de John, ele ficou parando me olhando parecendo furioso mas ainda assim, controlado – Aprendeu? Você pode até ser um jogador bom, mas eu sempre irei te surpreender John, saiba que isso é apenas o começo – Falei olhando em seus olhos, ele se aproximou ainda mais de mim, ficando a centímetros de distância.

–Eu devia te colocar de quatro naquele tapete, te dar muitas palmadas, então te comer até você ficar assada e dolorida, então você começaria a pensar duas vezes antes de aprontar.

–Faça – Aproximei meus lábios dos seus – Mas isso só vai mostrar que você é bom de sexo, não vai mostrar se é um homem que pode me deter, isso não vai me parar John, nada me para e você já deveria saber disso – Escovei meus lábios nos seus então em afastei – Até outro dia – Passei ao seu lado, indo em direção a saída.

–Nada disso – Sua mão se fechou em torno do meu braço e ele me puxou em sua direção, me fazendo chocar-se contra seu corpo másculo – Temos contas a acertar e eu não irei adiar isso – Abri um sorriso e então o agarrei sem mais delongas.

Notas finais
Hey! Tudo bem com vocês? Espero que sim Vou falar rapidão porque já é tarde e eu tinha que estar dormindo O que acharam de tudo? Gostaram? Eu amei os comentários do capítulo anterior, muito obrigada! Logo entro de ferias e então prometo que irei responder a todos!!! Grande Beijo Bkristene