Notas iniciais
Pessoal aqui é a Anna... Eu sei que eu demorei a postar, mas eu fiquei sem criatividade e só consegui realmente ir adiante com esse capítulo porque a Marppy me ajudou, para caramba essa linda *-* Então, agora eu quero agradecer a todos que estão comentando e participando da história! Fico super feliz por verem que estão gostando... amanhã temos mais capítulos, obrigada por tudo e boa leitura !
Beso xoxo.

Aquela garota era maluca e sabe quem era pior que ela? Era eu, que tinha a conhecido a algumas horas atrás, e nunca a tinha visto na minha vida, e sonhei com ela. Com uma roupa branca e asas. Como se fosse um anjo... Até que ela era bonita, mas a garota estava agora na minha frente, será que eu fiz alguma coisa pra ela? Eu sei que ela já disse que não, mas como eu posso saber se é verdade? Vai que eu fiz algo irreparável e agora ela decide vir aqui me matar de vez?

- Seu nome é Zoey não é? — Comecei tentando parecer confiante. Ela começou a mexer no cabelo nervosamente — parecia um ato involuntário — e confirmou com um sim, fiquei encarando. Essa garota é maluca? Por acaso veio aqui só para ficar me admirando?

- O que é que você tá fazendo aqui? -Perguntei encarando-a, fui meio grosso desnecessariamente, eu sei, mas ela estava me dando nos nervos — garota estranha. — Mas parece que isso serviu para tirá-la de seu transe.

- Bem eu vim por que... eu faço parte do... do comitê de boas vindas. — Comitê de boas vindas? — Eu iniciei a pouco tempo... e... além de darmos boas vindas, quando alguém se acidenta ou faz aniversário é meu dever cuidar dos preparativos e ir visitar a pessoa. — Ela sorriu amarelo.

- Então você é do comitê que eu nunca ouvi falar? — Perguntei com uma sobrancelha erguida, por um segundo eu acreditei, mas então vi a postura da menina mudar, quase como de confiança recém cobrada, não sei, mas não gostei de vê-la assim. — Acha mesmo que eu acredito? — Disse voltando a minha posição inicial e deu certo, ela se desesperou. Abri um sorriso gigantesco e dei uma jogada no cabelo.

- Admite, você só veio aqui porque está caidinha por mim.- Ela me olhou confusa.

- Caidinha por você? Como assim? — Não acredito que teria que explicar... revirei os olhos.

- Caidinha, me querendo, afim de mim, apaixonada por mim... — comecei a listar, sem deixar de olhar em seu rosto, fala sério. Ela não estava entendendo nada... De que mundo ela veio?

Ela demorou para captar a ideia, como se fosse uma extraterrestre se adaptando a um novo mundo, até parece.

- Que tipo de pessoa você acha que eu sou? — Agora ela parecia transtornada. Eu hein, que garota bipolar. — Tenho cara de Claire? — ela resolveu atacar.

Eu não pude acreditar no que estava ouvindo. O que ela sabia de Clair?

- Quem é que você pensa que é? Entra aqui, sem ao menos ser convidada e ainda fala da minha vida? Você não tem senso de humor? — Por alguns instantes ela parece refletir sobre o que eu quis dizer... nossa que garota espontânea, é tão fácil perceber o que se passa com ela. É como um livro aberto pronto para ter suas páginas lidas e memorizadas.

- Desculpe-me. — Ela disse, enquanto dava passos em direção a saída. — Não irei perturbá-lo.

O que eu tinha feito? Tudo bem que ela tinha sido uma idiota a partir do momento em que tocara no nome de Claire — mas a Clair não significava nada para mim mesmo — o que me aborreceu foi mas ela parecer saber tanto da minha vida... mas a final de contar, ela até que foi uma das melhores pessoas que haviam entrado nesse quarto até agora, a única que fez com que eu realmente me sentisse bem.

Mas antes que eu pudesse falar qualquer coisa a porta foi aberta e lá estavam eles: Limpinhos, com um sorriso decorado no rosto e suas roupas engomadas. Falsos, queria ver se eles iam conseguir continuar com essa pose se as pessoas realmente conhecessem quem é Wagner Heath. Eu tinha pena da minha mãe por ser obrigada a conviver com um sujeito como ele... eu tinha pena de mim e de todos os dias miseráveis da minha vida que passei com ele.

Zoey travou por um instante no caminho, sem saber muito bem o que fazer, foi então que eu pedi:

- Por favor, fique. — Ela se virou para mim e ficou entre a cama e os meus pais. Eu sabia que ela não queria fazer isso, podia ver o pequeno brilho de insatisfação no seu rosto, é compreensível, ninguém ia gostar de assistir o que aconteceu a seguir.

Os "Senhores" adentraram no quarto com seu ar de superioridade e de que eram infalíveis. Minha mãe se dirigiu com um pequeno sorriso a Zoey, mas meu pai prosseguiu, sem ao menos encará-la, empurrando-a "delicadamente" para o outro lado da sala, pisando firme em minha direção. Pelo visto a máscara, assim que a porta se fechou, não demorou muito a cair.

Ele quase se pôs em cima de mim, chegando tão perto, que por um momento eu pensei que ele estava tentando um novo método de assassinato: absorção total de ar.

- Que tipo de idiotice você estava pensando em fazer? — Perguntou me encarando firme.

- Você não tem nada haver com isso. — Fitei-o com petulância. Ele me levantou pela gola da camisa, e eu segurei sua mão e no minuto seguinte só pude sentir a pressão que seu soco exerceu sobre o meu rosto.

- MEU DEUS. — Consegui ver de relance Zoey levando as mãos a boca, assustada. Mas... o mais incrível é que ela não poderia fazer muita coisa — e ela sabia disso — mas mesmo assim se pôs entre mim e meu pai e tento afastá-lo a qualquer custo.

Admito que fiquei impressionado... Por que ela havia feito isso? Estava realmente começando a cogitar a ideia de ela estar apaixonada por mim...

- SAIA DAQUI OU IREI CHAMAR A SEGURANÇA! — Ela gritava bravamente. Infelizmente não adiantou muito, sem muita dificuldade meu pai a empurrou.

- ME LARGUE SUA INFELIZ. — Ele gritava. Nunca pensei que fosse vê-lo maltratando uma mulher.

Minha mãe foi acudi-la e saíram porta à fora em busca de alguém que pudesse dominar Wagner.

O velho se voltou contra mim, me olhando novamente do mesmo jeito animal, mas tentando se controlar. Segurando com força o ferro da cama.

- Porque você fez isso? — Perguntou entre dentes.

- Clair está grávida. — Dei a notícia e o velho continuou me encarando.

- O que?

- Claire Simons, a garota Simons está grávida, e o filho é meu.- Falei, e senti minhas lágrimas escorrerem. E meu pai fez exatamente o que eu pensei que ele fosse fazer quando soubesse, xingar. Sim ele resolveu me xingar e me amaldiçoar com todas as pragas e nomes que ele conhecia, para ele pouco importava se isso me fazia bem ou mal e de certa forma eu já nem ligava mais para o que ele achava de mim, mas fiquei surpreso quando o homem que ajudou minha mãe a me por no mundo, se virou para mim e sugeriu:

- Dê uma nota para a garota e sugira o aborto.

- O que? — Não acreditava no que estava ouvindo.

- O que é garoto? Nunca ouviu em aborto? Eu quase consegui convencer sua mãe a fazer o seu...- Começou, mas foi como se eu tivesse o colocado no mudo e em um transe absorvesse o que eu havia acabado de ouvir.

Como assim fazer o meu? O meu próprio pai planejou minha morte antes mesmo que eu tivesse nascido e minha mãe, quase concordou com isso?

- Que tipo de homem é você? — Interrompi-o. Sabe-se lá sobre o que ele estava tagarelando.

- Fala sobre o aborto? — Indagou, se aproximando da janela e abrindo-a um pouco. Ele tragava um cigarro dentro do meu quarto.

- Sobre o que mais estaria falando? — Ele me encarou por um segundo.

- Com quem você pensa que está falando?

- Com o miserável que eu fui obrigado a chamar de pai todos esses anos. Alguém frio, calculista, egoísta, doente por dinheiro e pelo seu próprio bem estar. Que viu a cada instante e vê até hoje sua família sendo destruída e não faz nada para ser diferente. Você. Eu não sei como você consegue sair por ai... como não sente esse seu cheiro de merda? — Ele deu um pequeno sorriso de deboche e se sentou em uma das poltronas próximas, cruzou as pernas.

- Você se acha muito melhor do que eu não é? Mas quero ver você agir como um homem pela primeira vez na sua vida e não sair por ai agindo como um inconsequente que não tem amor pela própria vida! Uma coisa sou eu querê-lo morto, menos um problema para mim. Mas estamos falando da sua vida. Você deveria desejá-la mais do que qualquer pessoa e a desperdiça por ai, e agora está aonde? No leito de um hospital, ouvindo seu grande pai de merda jogar na cara o quão ferrado e o quão miserável ele é. Você é uma cópia exata de mim Alex, conforme-se com isso e não seja estúpido. Aborte essa criança, ofereça tudo o que puder em troca, dou o que a garota quiser! Mas não deixe que ela suje o nome da sua família...

- DA MINHA FAMÍLIA? — Gritei, interrompendo-o. Ele tomou um susto com a minha reação e seu olhar era de surpresa, quase espanto. — A MINHA FAMÍLIA JÁ NÃO É LIMPA DESDE O DIA EM QUE EU VI VOCÊ TRAINDO A MINHA MÃE! TRANSANDO COM UMA JORNALISTA TÃO SUJA QUANTO VOCÊ, E TUDO PARA QUE ELA FIZESSE UMA GRANDE MERDA DE MATÉRIA PARA A SUA EMPRESA! VOCÊ ESQUECEU OS SEUS VALORES, ESQUECEU DE TUDO. VOCÊ NEM DEVE SER FELIZ E FAZ COM QUE TODOS SE SINTAM COMO VOCÊ. Mas eu não vou ser como você pai. Não vou ser a merda que você se deixou tornar. — Estranhamente eu me senti adormecendo, como se estivesse sendo anestesiado direto na veia, aos pouquinhos minha voz foi virando apenas um eco e eu já não estava naquele quarto escuro com o homem que era o meu pai.