I Found Angel
11 Ambivalência
Notas iniciais
Significado de Ambivalência: Capacidade de alguém possuir, simultaneamente, sentimentos distintos e opostos. Ex: Alegria e tristeza.
Tadinha da Zoey, vive vivendo (what?) em ambivalência. haha
"E o Alex Hearth, o garotinho fútil? Consegue ser mais estúpido que você e Claire juntas, não passa de um drogado sem valor que engravidou a minha protegida."
O que está acontecendo comigo? Sem qualquer sombra de dúvida, eu não estou no meu estado normal. Tudo bem, eu provoquei Corin e ele me respondeu indelicadamente — algo que não esperava dele -, mas isso não explica o motivo de tanta raiva e frustração por ele dizer aquilo de Alex. O que ele sabe sobre Alex? Sei que também não sei muito, mas o que ele disse é mentira. Alex não é fútil! Será possível que ser anjo da guarda inclui também magoar-se quando o ofenderem? Se sim, creio que comecei a fazer meu trabalho de forma correta, finalmente. Já percebi que a força do meu corpo não é muito grande, mas aquele tapa deve estar ardendo até agora e deve ter servido de lição.
Mas ao mesmo tempo sinto-me culpada por ter falado daquela maneira de Claire. Eu não a conheço e tenho julgado-a de maneira errada — ou não, vai saber. E Corin? Por que dei-lhe aquela bofetada? Afinal de contas, ele só está fazendo o seu trabalho, assim como deveria estar fazendo o meu. Minha cabeça está um caos.
Resolvi sentar-me em um banco de madeira não muito distante do lugar onde estávamos, ainda era parte do hospital, e me pus a observar o clima, que por acaso havia mudado drasticamente. Parecia que fazia muito tempo desde tudo, mas hoje completara apenas dois dias que havia conhecido Alex, dois dias que eu não tinha retornado ao meu alojamento e dois dias que não comia absolutamente nada. Ouvia barulhos estranhos vindos da minha barriga e uma sensação de que estava faltando algo, além de estar tremendo de frio.
Estava exausta fisicamente e principalmente emocionalmente. Ser humano é tão complicado! Apenas coloquei meus pés em cima do banco e apoiei minha cabeça nos joelhos para desatar a chorar involuntariamente.
- Posso saber o que deu em você agora? — Ouvi alguém falar, e por um acaso eu reconheci que a voz era Corin.
Levantei meus olhos e o vi deixando um casaco feminino em cima dos meus ombros.
- Sua cara está péssima. Vem, anda, vou te levar pro alojamento. — continuou dizendo, e eu apenas assenti com a cabeça.
E enquanto me colocava de pé segurava o casaco, Corin me ajudava a me manter em pé e a me guiar passando seu braço em volta de minha cintura.
- Eu apenas não faço ideia do que está acontecendo comigo, Corin. — disse, tentando controlar minha voz.
Ele abriu a porta do carro para mim e me levou para o alojamento. Nós não conversamos pelo caminho, eu apenas encostei minha cabeça no vidro da janela e fechei meus olhos. Quando dei conta de mim, ele estava tocando em meu braço perguntando se eu estava me sentindo bem. Estávamos no estacionamento da faculdade.
- Sim, eu estou. Obrigada por me trazer aqui e... — comecei a tentar me desculpar.
Ele apenas sorriu e balançou a cabeça de modo gentil. Retribuí o sorriso.
- O que você pretende fazer hoje a noite? — perguntou-me.
- Não estou com cabeça pra fazer absolutamente nada. — demorei a responder, examinando as possibilidades.
- Posso ficar junto de você? Sei que longe de mim você só apronta besteira — ele riu
Admito, não esperava por essa. Mas acabei permitindo que ele viesse comigo. Precisava conversar com alguém, e ele no fim das contas era o encarregado disso, né?
Fale com o autor