I Found
1 Realizations
Notas iniciais
Antes de mais nada quero agradecer por dar oportunidade a esta fic.
Henvy é um dos meus ships preferidos de Once e queria mesmo que eles fossem cannon!!
Era para ser uma one-shot mas decidi fazer mais alguns capitulos.
Espero que gostem ;)
“Às vezes o verdadeiro amor encontra-se onde menos se espera”
Durante toda a sua vida Henry Mills conviveu com demonstrações de verdadeiro amor. Os seus avós, Snow e Charming, a sua mãe Emma e Hook, a sua outra mãe Regina e Robin, bem como vários habitantes de Storybrook, todos eles encontraram esse sentimento tão puro e raro e durante algum tempo, ele próprio pensou tê-lo encontrado numa moça com sapatos de cristal. Cinderela era uma mulher incrível! Ela era corajosa, não aceitava afrontas de ninguém e lutava por aquilo que acreditava e mesmo na sua versão amaldiçoada ela mantinha um brilho especial único. Henry sempre admirou a mulher que Cinderela era e além disso deu-lhe o seu tesouro mais precioso, a sua filha Lucy. No entanto, desde que a maldição se quebrara, Henry sentia que faltava algo, algo que não sabia explicar, mas que o seu coração sentia que fazia falta.
Durante algum tempo Henry guardou isso apenas para si. Todos estavam felizes por terem reencontrado as pessoas que mais amavam e por muito que ele gostasse de desabafar com alguém não queria lhes estragar a felicidade com os seus problemas. Mas o sentimento de que tinha perdido algo valioso continuava lá, onde quer que fosse e foi durante a coroação da sua mãe, duas semanas após o fim da maldição e a batalha contra o Wish Realm Rumple, que Henry Mills se deu conta do que o seu coração tanto buscava, ou melhor quem.
Todos estavam presentes na coroação exceto uma pessoa, pessoa essa que inconscientemente os seus olhos tanto procuravam. Quem ele procurava possuía cabelos curtos, olhos cor de chocolate, que possuía uma língua afiada e uma personalidade fogosa e que sempre esteve com ele quando precisava na sua versão amaldiçoada.
O seu coração aqueceu ao se lembrar de Ivy Belfrey ou Drisella e da última conversa que tinha tido com ela antes de a mesma desaparecer. Na altura tinha ficado confuso ao olhar para aqueles olhos que demonstravam tanta tristeza e remorso enquanto a mesma lhe pedia desculpa por tudo, mas agora…agora tudo fazia sentido e pela primeira vez sentiu-se sozinho rodeado pelas pessoas que tanto amava.
—---------------------------------------------------------Ɔ-------------------------------------------------------
“Por vezes amar significa deixar-mos ir mesmo que doa”
Durante a maior parte da sua vida Drizella Tremain viveu sem saber o que era amar e ser amado. O seu pai e madrasta morreram quando ela ainda era muito nova e a sua mãe sempre se preocupara mais com a sua irmã do que com ela. A sua adolescência e inicio da sua adulta foram vividas com a esperança de obter o carinho e afeto da sua mãe, algo que sempre se mostrou infrutífero. Agora que olhava para trás para tudo o que fizera, Ivy não podia estar mais arrependida. Fora egoísta ao ponto de fazer todos sofrerem e ficarem sem aqueles que amavam só para se vingar da sua própria mãe e quase pagou com a sua vida pela sua estupidez.
Oh se ela pudesse voltar atrás e fazer as coisas de forma diferente. Havia tantas coisas que mudaria e a principal seria não lhe ter envenenado o coração.
“Henry”
Cada vez que se lembrava de tudo o que lhe fizera o seu coração doía como nunca pensou que lhe poderia doer.
“Henry”
O nome que lhe tinha tirado o sono mais noites do que aquelas que conseguia contar.
Tudo tinha começado com uma brincadeira. Ele estava amaldiçoado e em sofrimento pela perda de uma família inexistente e ela… bem ela apenas queria alguém com quem conversar. Henry foi a primeira pessoa que se importou realmente com ela, que a fez sentir merecedora de ser amada. Henry mesmo que amaldiçoado foi a primeira pessoa a ver mais do que a meia-irmã malvada e aos poucos, sem que ela conseguisse controlar, acabou por se apaixonar perdidamente por ele. Mas ele nunca seria dela pois o coração dele já pertencia a outra que por ironia do destino era a sua meia-irmã e depois de tanto mal que ela já tinha causado aos dois tudo o que podia desejar era que ambos fossem felizes, porque enquanto Henry fosse feliz ela estaria feliz e isso era tudo o que importava.
—--------------------------------------------------------Ɔ--------------------------------------------------------
Ele amava-a, e essa realização assustou-o. Quando é que isso tinha acontecido? Como? Porquê? Essas perguntas rondavam-lhe a cabeça, mas no fundo ele sabia as respostas.
Ivy era como ele, era alguém perdido neste vasto mundo à procura da sua história e durante todo o tempo que conviveram ela foi a única a ver o verdadeiro Henry. Ele não se lembrava exatamente como é que se acabou por apaixonar perdidamente pela meia-irmã malvada, talvez tudo tenha começado naquele banco de jardim na noite do Dia das Bruxas. Talvez tenha começado depois disso. Mas como autor Henry sabia que não importava quando é que aquele sentimento começou a brotar dentro de si. Foi aos poucos, de forma lenta e bela, foi ao conhecer a pessoa maravilhosa por detrás da máscara que usava, foi ao perceber que era compreendido e que podia contar tudo o que quisesse a ela, foi nos pequenos momentos passados e nas longas conversas que tiveram. Henry Mill estava completa e perdidamente apaixonado por Ivy.
Esta descoberta que lhe devia ter tirado um peso de cima apenas piorou a situação. Henry tinha uma filha que amava e uma esposa que o amava e que merecia o melhor do mundo. Como é que lhes podia dizer que durante o tempo da maldição se tinha apaixonado por outra pessoa?
Como poderia dizer a todos os que amava que aquela que lhes trouxe tanto sofrimento com a maldição era a mesma pessoa pelo qual o seu coração tanto ansiava?
Todos celebravam no enorme salão de baile. Emma, com a sua pequena irmã Hope ao colo, conversava animadamente com Regina sobre a sua coroação e tudo o que tinha acontecido em Storybrooke durante o tempo em que estava ausente. Ele não queria incomodá-las com a sua recente realização num dia tão especial.
O ambiente que estava tão leve para todos os presentes não merecia ser sufocado por ele.
—Henry estás bem, estas últimas semanas tens estado estranho?-perguntou-lhe Cinderela preocupada e por momentos ele não soube o que responder.
—Sim estou bem… eu só de ir apanhar ar.
A sua esposa assentiu voltando para junto de Lucy. O coração dele apertou-se e então resolver sair dali.
A noite estava magnifica! A lua brilhava alto no céu e inúmeras estrelas eram visíveis.
Henry fechou os olhos, respirou fundo e envolvido na noite ele tomou consciência de que apenas possuía duas alternativas: Fingir ou seguir o seu coração?
Escolhesse qual escolhesse alguém sairia magoado.
Notas finais
Comentem o que acharam.
Fale com o autor