Notas iniciais
N/A: Gente. GENTE. GENTE! Não tem um limite grande o suficiente de desculpas que eu possa pedir por ter passado esse tempo todo sem atualizar essa fic, my baby! Sei que nada justifica, mas queria explicar que me mudei duas vezes e tive muitas coisas para resolver, por isso fiquei ausente esse tempo todo! Estou me sentindo muito culpada por ter feito vocês esperarem tanto! Aliás, nem sei se ainda tem alguém que lê essa fic, ou se todos já esqueceram e perderam o interesse! Mas aqui estou, disposta a reviver my baby! ♥ Espero que (se ainda tiver alguém disposto a acompanhar) gostem desse capítulo!

CAPÍTULO CINCO -- MARIONETES

"Neal?" perguntou, sentindo todo seu rosto se contorcer em linhas de dor e decepção. "Não..." protestou num gemido fraco contra a realidade traiçoeira.

Emma Swan não poderia pôr em palavras acuradas o suficiente todos os sentimentos que amontoavam-se em seu peito. Aquele ladrão imundo era a última pessoa com a qual esperava se deparar; a última pessoa com a qual queria se deparar em tempos tão obscuros. Talvez tenha sido por este motivo que meramente dera-lhe as costas, ignorando os balbucios e perguntas desconexas, e caminhara sem rumo definido para o mais longe possível daquele fantasma de seu passado.

Maldita distração, pensava consigo mesma a cada novo passo que dava. Embora tentasse constantemente se concentrar em seus incompletos planos para trazer Regina de volta a Storybrooke, sua mente rebelava-se contra ela, esporadicamente trazendo à tona lembranças de seu prévio amante; lembranças as quais jurara estarem eternamente enterradas.

Gold está fora da cidade.

Como se não fosse suficiente, as palavras ainda latejavam em sua mente, acelerando seu ritmo cardíaco e roubando-lhe toda a cor das bochechas.

Foi atrás do filho.

E o sangue congelava-se em suas veias.

Do filho.

Neal era filho de Gold. Finalmente conseguira articular as palavras que, inconscientemente, já haviam sido compreendidas. Neal fazia parte de toda aquela trama! E nunca havia lhe contado uma palavra.

Tomada repentinamente por uma incontrolável fúria, Emma chutara uma lata de lixo que repousava abandonada na esquina das ruas estreitas de Storybrooke. O conteúdo pútrido em seu interior espalhou-se pelo chão; ironicamente, uma maçã meio comida rolou até a outra extremidade da rua.

Emma não podia deixar de rir amarguradamente da ironia disposta à sua frente. Sentia-se, quão dramático possa soar, como aquela tombada lata de lixo. Sua mente tombava e regurgitava pedacinhos pútridos de dias já vividos.

A raiva a possuía; cegava-a sem limites. Sentia-se traída. Todas as boas lembranças às quais por tanto tempo segurara-se com garras de aço, esvaneciam-se repentinamente mediante à nova situação. Sentia como se toda sua vida tivesse sido uma grande mentira. Sentia-se manipulada, quase como uma marionete sem vida própria.

E então, sua mente voltou a focar-se em Regina. Sua adorada, outrora odiada e mal-interpretada Rainha. Finalmente a compreendia, céus! Compreendia, enfim, o que era sentir-se cega de raiva, dor e mágoa; sentir-se completamente sozinha e usada. Compreendia o que era sentir-se prisioneira de uma história a ela imposta, e odiava-se por não haver percebido antes. Muito poderia haver sido evitado.

Percebia, então, que assemelhava-se a Regina mais do que jamais pudera imaginar. Desde o começo, Emma Swan fora destinada a salvar um bando de personagens de contos de fadas; entretanto, nunca havia ela escolhido tal destino. Desde o começo, era esperado que ela fosse ser uma grande heroína, e trazer de volta todos os finais felizes roubados pela Rainha Má. Mas e seu final? Seria meramente este? Seria ela meramente o que as linhas do destino diziam? Era apenas este o seu papel? Libertar um povo oprimido por uma Rainha que, igualmente, não tivera controle algum sobre sua vida, sendo má-direcionada a caminhos que talvez não fossem escolhidos em sã consciência? Seria ela meramente uma Salvadora, e ponto final? E sua própria vida? Quem a salvaria daquele labirinto a si imposto de modo cruel?

Tão absorta encontrava-se em seus pensamentos, que não percebera aonde seus pés as levavam; desse modo, tamanha foi sua surpresa ao perceber-se diante das ruínas do antigo castelo de seu filho, Henry. Maior ainda foi sua surpresa ao constatar que no meio dos destroços, encontrava-se a pequena criança, sentada de pernas cruzadas com o livro repousando em seu colo.

"Henry," Emma chamou; sua voz soava estranhamente áspera a seus ouvidos.

"Emma!" exclamou a criança, rapidamente levantando-se e limpando a poeira de suas roupas. Esticou rapidamente o corpo, lançando à sua mãe biológica o olhar mais inocente que conseguiu desenvolver.

"O que está fazendo aqui?" perguntou, aproximando-se do infante. "Seus avós sabem que saiu de casa?"

Henry apenas abaixou a cabeça, confirmando as suspeitas de Emma, de que Mary Margaret e David, os dois grandes idiotas, não tinham a menor idéia de que o neto havia saído.

"Henry, você precisa parar de escapulir das pessoas que se preocupam com você!" exclamou Emma, um pouco mais abruptamente do que pretendia. Henry franziu a testa em confusão; sua mãe biológica soava estranhamente como sua mãe adotiva naquele momento.

"Desculpe!" disse a criança, torcendo a barra de seu sweater. "É que estão todos tão estressados!"

"Oh, querido," disse Emma, puxando o filho para um meio abraço. Então, ajoelhou-se de modo a nivelar sua altura à dele. "As coisas estão um pouco complicadas... Mas prometo que tudo vai se resolver."

"Emma, me diga a verdade," disse Henry. "Todos estão evitando responder minhas perguntas! O que aconteceu com minha mãe? Ela está bem? Por que não voltou com você?"

Emma respirou fundo e revisou em sua mente o melhor jeito de explicar o que havia se passado em Wonderland.

"Henry," ela disse, postando a mão no ombro da criança de modo reconfortante. "Você sabe de alguma coisa da história de sua mãe?"

Henry franziu a testa. "Quer dizer dos horrores que ela fez?"

Emma sacudiu a cabeça negativamente. "De como ela era, antes de cometer todos esses erros."

A expressão de Henry não se alterou, enquanto ele esperava sua mãe biológica desenvolver o discurso.

"Regina é quem deveria estar lhe contando esta história," disse Emma, suspirando. "Mas ela não está aqui..."

"Onde ela está?" perguntou Henry, mordendo o lábio inferior a fim de controlar os tremores em seu queixo. Jamais admitiria em voz alta, mas sentia falta de sua mãe adotiva, por mais malvada que pudesse ser.

"Henry, há muito tempo atrás, sua mãe tinha uma mãe malvada," as sobrancelhas de Henry se ergueram consideravelmente. "Regina foi vítima de abuso psicológico durante anos. Ela tinha um noivo. Seu nome era Daniel. Ele era o garoto que tomava conta dos estábulos. Mas, para Regina, ele era bem mais do que isso. Ele fazia parte de seu final feliz. Mas Cora tinha outros planos para Regina. Cora queria que Regina se casasse com o Rei, e que se tornasse uma Rainha muito poderosa."

Emma hesitou por alguns segundos, respirou fundo, e então continuou: "Cora não aprovou o casamento de Regina com Daniel. Você lembra como seu livro conta histórias de Regina arrancando corações e transformando-os em pó?" Henry assentiu. "Cora fez isso com Daniel."

O queixo de Henry caiu. "Por quê?"

"Porque..." Emma precisou respirar fundo novamente para controlar sua voz. "Porque ela não era capaz de compreender um sentimento tão puro quanto o amor que Regina sentia por Daniel. Então, ela o matou na frente de Regina, e depois a obrigou a se casar com o Rei. Rei Leopoldo."

"O pai da Branca de Neve!" exclamou Henry, surpreso.

"Sim," assentiu Emma.

"É por isso que minha mãe odeia tanto a Branca de Neve?" perguntou.

"De certa forma, sim. Mas tem mais..."

"Mais?"

"Quando Branca de Neve era apenas uma criança, Regina salvou sua vida."

Henry ergueu ainda mais as sobrancelhas; em sua mente, onde tudo era branco ou preto, ele estava tendo dificuldades em digerir a informação. A Rainha salvando a vida da Branca de Neve?

"O pai de Branca de Neve, então, pediu Regina em casamento. Cora aceitou em seu nome. Regina, então, planejou fugir com Daniel. Mas Branca de Neve descobriu seus planos e, bem... Acabou contando para Cora. Agora, Henry, quero que entenda que sua avó era muito nova, e que Cora tem um grande poder de manipulação e persuasão."

"Então... Cora matou Daniel por causa de Branca de Neve?" perguntou lentamente, enquanto tentava compreender o que lhe era disposto.

Emma assentiu.

"Ah..." disse Henry, como se de repente tudo fizesse sentido.

"Bem, quando Regina foi forçada a se casar com o Rei Leopoldo, ela fez um acordo com o Sr. Gold. Eles trancafiaram Cora em Wonderland. Quando o Sr. Gold soltou o Wraith atrás de Regina, ela nos deu a idéia de mandá-lo para Wonderland, pois lá eleficaria congelado no tempo."

"Mas aí aconteceu que vocês caíram no portal..." ajudou Henry.

"Sim," disse Emma. "Precisamente. A mãe de Regina esteve em Wonderland por todos esses anos. Não ficou muito feliz em revê-la. No confronto final, Cora..."

Emma hesitou. Não tinha a menor idéia se o que fazia era o correto, mas de uma coisa ela sabia: se ela estivesse no lugar de Henry, não gostaria que lhe mentissem ou lhe ocultassem alguma coisa.

"Cora esmagou o coração de Regina..."

Os olhos de Henry arregalaram-se em pânico e encheram-se de lágrimas. "Então ela está... Está morta?" perguntou em uma voz estranhamente aguda.

"Não!" exclamou Emma, tentando tranqüilizá-lo. "Quero dizer, de certa forma, está... Mas Henry, o Tempo é congelado em Wonderland! O que significa que, mesmo que Cora tenha esmagado o coração de Regina, ela continuará viva enquanto estiver nos terrenos de Wonderland."

"Então... Quer dizer que ela não pode voltar? É por isso que ela não está aqui?"

Emma assentiu. "Mas eu acho que sei de um jeito de trazê-la de volta."

"Então o que estamos esperando? Vamos trazê-la de volta!" gritou Henry em desespero.

Emma pressionou a palma de sua mão carinhosamente contra o rosto do filho. "Não é tão simples assim, querido!"

"Do que você precisa?" perguntou, disposto a ajudar no que fosse possível.

"De Magia," disse Emma, desolada.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.