I Dont Wanna Let This Go
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Capitulo 5 (Hayley)
Porque ele perguntou aquilo? Afinal ele sabia da verdade, sim eu o amava. Independente de tudo. Mesmo sabendo que era errado, eu o amava...
— Taylor, você sabe da verdade. Se você optar pela mentira, a transforme em verdade. – e saí.
Logo fui para a sala e sentei ao lado de Jeremy.
— Ei, Jerm, posso dormir com você essa noite?
— O que aconteceu? – ele fez uma cara de preocupação.
— Vai deixar ou não? – aumentei o tom de voz.
— Só se me contar o que aconteceu?
— Para de palhaçada Jeremy. Se você deixar, antes de dormir eu te conto.
— Promete?
— Prometo. – eu falei com um tom de voz de brincadeira. – vou lá pegar minhas coisas.
— Vê se leva seu colchão. Não estou afim de dividir a cama.
— Ah, claro que vou levar o colchão... Para você dormir. – eu ri. E logo saí.
— Hayley espera. – disse Jeremy quase gritando. Nem dei moral. O pior de tudo era ter que entrar naquele quarto de novo. Depois de tudo o que aconteceu lá ou o que poderia ter acontecido. Eu sabia que Taylor não estaria lá, então, quis ser rápida para que eu não precisasse o encarar depois da nossa briga
Fui até o quarto de Jeremy, fui levar o colchão, e voltei no quarto do Taylor para pegar meu travesseiro e cobertor. Mas como sempre tenho uma sorte... Taylor estava lá. Mas nem o olhei, apenas peguei minhas coisas e saí. Até ele me parar dizendo:
-Espere.
— Não tenho mais tempo para suas desculpas. – saí sem ao menos o olhar.
Deixei minhas coisas no quarto de Jeremy e fui escovar os dentes. Não via a hora de dormir, e relaxar, fugir desse mundo. Pelo menos nos meus sonhos eu poderia ser feliz. Minha vida estava uma droga desde que meu pai morreu. A minha vida lá não era perfeita. Mas era boa, eu me sentia bem ao seu lado. Dakotah havia voltado para Nova York e aqui nem com o Jeremy eu podia contar direito. Ou seja. Eu estava sozinha, perdida. Era como se encarar tudo aquilo, fosse a única ponte para atravessar aquele abismo.
Deitei na cama de Jeremy após ter escovado os dentes já. Eu estava exausta e rapidamente cai no sono. Pelo menos os meus sonhos não me desapontaram como todos estavam. Sonhei que era vocalista de uma banda de rock, mas claro, tinha uma parte ruim, Taylor fazia parte da banda, até a parte do Jeremy fazer parte também não tinha tanto problema assim, afinal, ele só faz as brincadeirinhas de mau gosto, mas não me deixa triste.
Acordei com Jeremy passando chantilly na minha cara, ou melhor, no meu nariz, ainda por cima, tinha que ter colocado uma cereja? Sacanagem. Mas achei estranho, porque todas as merdas que Jeremy fazia, Taylor estava junto, ou seja, eles não deixavam uma dessas passar. Eu não havia reparado, mas haviam passado tinta no meu cabelo. Como eu não tinha percebido? Eu era burra ou o que?
— JEREMY! – dei um grito. – pode me explicar que merda toda é essa? Espero que essa tinta seja falsa. Porque se for de verdade, eu juro que eu te jogo da janela. Nossa, eu te odeio.
— Fica calma Hayley, é só uma tinta laranja que sai aos poucos durante os meses, espero pelo menos que sejam meses. – ele riu.
— Jeremy... – meus olhos se encheram de lágrimas. – você sabe que eu amava a cor do meu cabelo, ai chega você e pinta de laranja, eu vou ter que ir para o circo assim.
— Por acaso já se olhou no espelho?
— Não – Hayley disse com uma cara de espanto.
Logo que Jeremy falou, fui me olhar, eu estava curiosa. Mas sabia que aquilo era cilada. Quando vi, no começo me estranhei, mas depois, achei que combinou comigo. Acho que realmente eu precisava mudar meu visual, mas não adiantava apenas mudar o visual, se a minha vida não mudava. Parecia que todos estavam contra mim. E faltavam apenas quatro dias para o meu aniversário. Com certeza seria o pior de todos. Amanhã seria véspera de natal, e essa coisa de família unida não estava muito para mim. Depois de tudo que aconteceu entre eu e Taylor, eu deveria apenas fingir que estava feliz, usar uma “máscara” para esconder as pessoas. O problema é que eu cansei de tentar derrubar as pessoas com um sorriso. Isso definitivamente não estava mais funcionando comigo. Cada vez que eu não tinha mais com quem contar, ou com quem desabafar, ficava pior. Mas a coisa pior dessa história, é que eu não podia nem contar aos meus pais o que aconteceu, pois eles com certeza não aceitariam. É claro. Mas logo Jeremy percebeu minha cara de tristeza, e eu, vendo isso, dei um sorriso e disse:
— Eu sinceramente amei meu cabelo. Obrigada Jerm. – e o abracei.
— De nada Hayley. – ele disse com sinceridade.
Dizem que quando uma garota muda seu visual, é porque ela quer mudar de vida. Mas no meu caso, meu irmão mudou meu visual, e me inspirou a mudar de vida. E sou muito grata a ele por isso. Muito mesmo. Mas, agora vinha às perguntas, como eu iria mudar? As aulas ainda nem haviam começado, e eu não poderia conhecer pessoas novas. Na verdade, não queria conhecer pessoas novas. Era raro eu e Jeremy nos darmos tão bem, porque afinal, nós estávamos sempre brigando. Mas eu queria aproveitar ao máximo aquele momento. Até o Taylor chegar e estragar tudo.
— O que aconteceu aqui? – ele disse com uma cara de espanto.
— Ah quer dizer que agora você se importa? – eu disse ironicamente.
— Só fiz uma pergunta, ou melhor, só vim dar um recado. Desçam para tomar o café, não precisava ser tão grossa, Hayley. – ele disse querendo me dar uma lição de moral. Mas afinal, o único sem moral aqui era ele.
Fui tomar um banho e me trocar, afinal, por que ele nos chamou para tomarmos café da manhã se era hora do almoço? E por que o Taylor, se todos os dias quem chama é minha mãe? Cada vez tudo ia ficando mais estranho, mas eu nem ligava, o que de pior poderia acontecer? A minha vida já estava uma merda mesmo, e afinal, eu nem me importava mais se os meus pais soubessem do que aconteceu entre eu e Taylor, afinal, não havia mais nada. E logo eu ia pedir a Jeremy para ficar em seu quarto, aquilo já estava ficando demais para mim. Parece que nunca as coisas vão melhorar? Será que a vida não se cansa de me derrubar? Mas eu ainda espero que alguém apareça e me ajude a levantar, porque ta difícil contar com as pessoas que tenho por perto, o Jeremy até que da. Mas nem tanto. Na noite passada eu havia dormido sem contar ao Jeremy o que aconteceu, só esperava que ele não viesse me perguntar. Mas parece que ele ia deixar isso passar tão fácil.
— Ei, Hayley, antes de nós descermos, me conte o que houve que você pediu para dormir comigo.
— Eu e Taylor brigamos só isso. Acho que ele é um irmão, mesmo não sendo de sangue. Mas existem milhares de garotos por aí. Quem sabe um deles me complete de verdade, e apenas não leve mais um pedaço de mim. – disse cabisbaixa.
— Ah, entendo irmãzinha. Pode ficar no meu quarto por um tempo. Até eu cansar de você. – e me cutucou. O cutuquei de volta e rimos.
O dia passou rápido e eu não fiz absolutamente nada, apenas fui ao shopping e comprei alguns presentes. O do Taylor, claro, foi o mais difícil de escolher, claro, eu estava com muita raiva dele. Mas comprei por consideração, para não pensarem se estava acontecendo algo entre nós. Porque afinal, se isso acontecesse, sinceramente, eu iria morar com Dakotah.
Voltei para casa e guardei os presentes, minha mãe me chamou para conversar comigo, na hora, fiquei meio tensa. Mas pelo menos era por um bom motivo. Ela iria construir um quarto para mim. Isso era bom, muito bom. Eu estava feliz, pois teria um lugar apenas para mim. Mas de certa forma eu não queria deixar Taylor. Pois apesar de tudo eu ainda o amava.
— Mãe... – hesitei.
— Diga Hay. – ela sorriu. Vi que não conseguiria contar tudo o que estava se passando.
— Eu te amo. – tentei sorrir, as lágrimas foram mais fortes que eu.
— O que aconteceu, meu bem?
— Saudades. Só isso.
— Seu pai sempre estará com você. Em seu coração. Acredite. – aquelas palavras vindas apenas de minha mãe me confortavam.
— Mãe, obrigada por sempre estar aqui.
Saí da cozinha, e fui tentar conversar com Taylor. Aquele sentimento estava me matando, eu sabia que precisava consertar tudo aquilo. Não o vi na cozinha, nem varanda, no quarto de Jeremy provavelmente não, então fui ao lugar mais óbvio, o quarto dele. Ele estava deitado. Respirei fundo e sentei ao seu lado.
— Taylor... – disse com uma voz baixa.
— É você Hayley? – sussurrou uma voz sonolenta.
— Sim. Podemos conversar?
— Se for para você dizer todas aquelas coisas de novo. Acho melhor não.
— Vou ser rápida, eu estou cansada das coisas piorarem.
— Pensei que sair da tua vida seria bom. Irônico, não?
— Taylor, se for pra você vir com mil pedras na mão, acho melhor eu sair.
— Fique. – ele insistiu
— Eu só queria dizer que eu ainda te amo, e eu realmente não consigo explicar a falta que você me faz. É maior que eu. Eu só penso em você, nada mais me distrai, é como se brigar com você, é ficar esperando algo, que nem eu mesma sei, mas por um momento, quando isso acontece, parece que vou te perder e eu nunca suportaria isso. Eu te amo, — meus olhos se encheram de lágrimas. – E Taylor, eu não consigo mais, ficar assim, sem você, e ver que a cada dia mais eu estava te perdendo. Era isso, vou ir.
Sem perceber, ele se aproximou cada vez mais e pela milésima vez ele disse: — Fique. – Mas ele não esperou minha resposta, quando o percebi estava me beijando, aquilo, naquele momento, era tudo que eu precisava, mas eu me deixei levar, não tinha noção do que estava fazendo, apenas deixei ele me guiar. Independente do que acontecesse lá, eu não iria me arrepender se era pra ser aquilo, que fosse mesmo sendo errado. Quando logo percebi que não era um sonho, eu estava deitada na cama de Taylor, era como se eu tivesse totalmente me esquecido do que aconteceu antes, não havia nem dez minutos que eu estava ali, eu estava de olhos fechados, não queria ver tudo o que estava acontecendo. Apesar de que realmente era algo que eu sei que eu não me arrependeria. Eu senti ele me beijar, e me puxar mais para perto dele.
— Taylor... – eu disse enquanto ele me beijava.
— Algo errado? – ele sorriu e logo me beijou.
— O que estamos fazendo?
— Algo que não estava planejado.
— Não mesmo. – dessa vez, eu o beijei.
Peguei no sono, sem me preocupar com Pete, minha mãe ou Jeremy. Já era noite, mas resolvi que ia dormir ali mesmo. A noite passou e os meus sonhos simplesmente me assombraram se é que eu poderia chamar aquilo de sonho, como era possível, eu sonhar que estava grávida, era para ser uma piada né?
Quando acordei, eu estava abraçada ao Taylor. Não achei aquilo estranho. Eu estava consciente do aconteceu noite passada. Eu fiquei o olhando enquanto dormia, e ele simplesmente, era quem me completava. Vi uma toalha na cabeceira da cama, me enrolei nela e fui tomar banho. Eu realmente não acreditava no que tinha acontecido, eu Hayley, fiz aquilo? Eu não poderia, afinal, eram muitas perguntas, quem era eu afinal? Eu realmente não queria me arrepender?
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