I Dont Need You
9 Primeira vez
Notas iniciais
Eu gosto de fazer as coisas bem feitas, mas ultimamente estou sem inspiração...
Eu já tinha feito este capítulo, mas a conta saiu automaticamente e apagou tudo,e ai eu fique parecendo um demônio de tão brava e parei, agora vou fazer de novo.
"Elda?! Você já está sob o comando do meu corpo?! ELDA! ME RESPONDA!"
Eu gritava naquela dimensão vazia e não ouvia sua respota, apenas ecos que iam e voltavam...
– Por favor, que ela não destrua nada! Por favor, que não mate o Pether nem minha família, por favor... — Eu dizia a meio de lágrimas e soluços.
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Elda's POV
– Finalmente... — Eu disse respirando o ar puro do campo.
– O quê?! Essa anta de menina conseguiu se teletransportar para tão longe de todo mundo?! — Eu gritei, já que não havia ninguém ali.
Eu me observei por míseros segundos.
Eu estava ocupando o corpo de Sabina, mas com a minha aparência.
– Eu realmente sou maravilhosa! — Disse jogando meu cabelo para trás.
– Talvez possa fazer só uma coisinha com o meu poder... Talvez uma tempestade de gelo em breve... Isso seria ótimo! — Eu disse com planos e esquemas em minha mente avançada.
– Infelizmente, vou ter de esperar que ela perca a sua virgindade, o que não vai demorar muito já que começou a beijar Pether! Essa parte vai ser muito fácil... — Eu disse com um sorriso maldoso em meus lábios gélidos.
– Bom, acho que já vou voltar então... — Eu disse passando a mão na faixa do meu kimono e a arrumando.
"Sabina... Estou voltando..."
Eu avisei Sabina, assim que o acordo se expirou.
Sabina's POV
– O quê?! Como?! O que você fez sua vadia?! — Eu perguntei totalmente fora de controle.
– Nada demais... Só fiquei me observando... 10 segundos é pouco tempo... Deveria ter pensado melhor no acordo. — Elda respondeu.
– V-você se comunicou comigo com palavras... — Eu disse passando uma das minhas mãos em meus lábios.
– Sim, qual o problema? — Ela perguntou calma.
– Nada, só que não tinha feito isso antes... — Eu disse olhando seu kimono perfeitamente arrumado.
– Sim, sei... Observadora... — Ela disse e se virou de costas para mim.
Aquelas foram as suas últimas palavras.
Ela parecia se quebrar e assim que ouvi um barulho de vidro sendo quebrado, seu corpo imergiu em luzes azuladas totalmente cegantes.
Depois ela sumiu em brilhos totalmente gélidos e frios, como da última vez.
– Agora minha vez... — Eu disse me encolhendo e fazendo força para poder ir embora daquele lugar.
Fazia algum tempo desde que não voltava para aquele lugar.
Não tinha muito o que observar. Logo meu corpo se desfez em um pó, um pouco menos rubro e cinzento que antes, mas ainda sim, pó.
-
Eu abri meus olhos, minha visão ainda estava embaçada.
Minha cabeça pesava e eu não consegui me levantar na hora.
Fiquei alguns minutos deitada, coçei meus olhos e olhei em volta.
Eu estava no mesmo lugar em que tinha me teletransportado antes.
– Será que ela realmente fez algum mal visto pelos meus olhos? — Eu me perguntei.
Me concentrei e me teletransportei para frente da casa de Pether. Já era de noite, mas sua mãe ainda não havia chegado.
Eu entrei, a porta estava entreaberta.
Subi as escadas e abri a porta do seu quarto.
A luz de seu banheiro estava acesa e eu ouvia barulhos de pingos.
– Pether? Você esta ai? — Eu perguntei com um enorme sorriso no rosto.
Agora já podia beijá-lo a vontade... Que sonho...
Eu empurrei a porta de seu banheiro um pouco.
– M-meu D-deus... O QUE VOCÊ ESTA FAZENDO?! — Eu gritei desesperada.
Havia sangue por todos os lados. Eu nem reparei em seu rosto, mas devia ter ficado envergonhado.
Ele estava nu, mas eu não estava nem ai para isso.
– S-sabina? O que faz aqui?! — Ele perguntou surpreso.
– Eu disse que voltaria logo... — Eu disse pegando uma toalha.
– Eu sei... Mas eu guardei o meu primeiro beijo para alguém que eu amasse! E não foi assim que imaginei o final... — Ele disse sorrindo envergonhado.
– Eu também não imaginaria que você cortaria seus pulsos, braços e pernas por minha culpa... Realmente me desculpe... — Eu disse envergonhada.
Eu lhe estendi a toalha e ele se cobriu e saiu da banheira.
– Não se importa se eu te limpar não é? — Eu perguntei o olhando.
Ele estava com uma expressão muito triste.
Eu peguei uma toalha de rosto e a molhei na água morna e começei a limpar suas feridas.
Assim que encostei nas primeiras percebi seu rosto mudar de uma expressão triste e vazia, para uma expressão de dor e sofrimento.
– Me desculpe, mas tenho que limpar antes que o sangue seque... — Eu disse tentando ser mais cuidadosa.
Terminei de limpar suas feridas e abri a porta do banheiro para que ele passasse e se sentasse na cama.
Eu começei a abrir todas as portas e gavetas a procura de pijamas e cuecas.
Encontrei um pijama branco de frio, já que estava esfriando e o vento estava gelado lá fora.
Creio que está mudança de tempo tenha sido graças a Elda, a "Deusa do Gelo".
– Toma, pode se vestir no banheiro se quiser... — Eu disse estendendo a mão para que levanta-se.
Ele se levantou sozinho e rejeitou minha ajuda.
Eu me sentei na cama e o esperei, ele estava demorando.
Eu bati na porta.
– Pether... Está tudo bem? — Eu perguntei calmamente.
Ele não me respondeu e eu suspirei.
Congelei a fechadura da porta e logo consegui a abrir.
– Eu sabia... — Ele disse enquanto se apoiava na pia e me olhava.
Eu fiquei ali, totalmente em problemas de envio de mensagens pelos meus neurônios. Acho que eles explodiriam.
Pether estava com a calça de pijama branca e com a camiseta de pijama ,que se abotoava pela frente, aberta. Aquilo era realmente lindo, ele era realmente lindo.
– Como pode gostar de mim?... — Eu perguntei.
A frase parecia menos ridícula enquanto passava pela minha mente.
– Eu realmente não sei te explicar... Acho que quando te vi lendo um livro relativamente grosso com a camiseta do Nirvana... Sei lá... Meu coração bateu, parecendo querer estourar meus órgãos e quere sentar-se ao seu lado. — Ele disse olhando para o teto.
– Você se lembra? Eu tinha acabado de chegar, estavam colocando os móveis na minha casa. — Eu disse.
Estava passando um flashback na minha cabeça, aquele momento, aquele sensação, foi tudo único.
– Eu me lmebro que você se levantou e foi até o Starbucks, ali na esquina. E eu te segui, só para saber seu café preferido... — Ele disse envergonhado.
– Eu não tinha te percebido lá... Só vi aquele seu amigo, qual o nome mesmo? — Eu perguntei pensativa.
– Haroldo... Harry, na verdade... — Ele disse rindo.
Eu estava pensativa e olhei pela janela e já estava anoitecendo, olhei novamente e percebi algo incomum onde morávamos.
– Neve?! — Eu perguntei confusa.
– É, parece mesmo ser neve... — Ele disse soltando um risinho.
Ele encarava minha expressão de admirada com um olhar que tirou meu folêgo assim que percebi.
Eu corei e fiquei sem graça.
– Sabe o que eu desejei assim que você sumiu para algum lugar? — Ele perguntou.
– O quê? — Eu disse curiosa.
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