I Dont Need You
12 Presentes estranhos...
Eu estava louca para abrir os presentes, eu nem olhava o nome escrito em sua embalagem, só a abri e "babava" pelos objetos.
A minha tia e o meu tio me deram uma blusinha cheia de latejoulas pratas que refletiam rosa. Bem bonitinha.
Eu fui guardar a blusa no cabide. Depois eu voltei e abri o presente da minha mãe.
– Meu Deus! — Foi a minha única e esperada reação ao ver o presente.
– Minha família tem problemas... — Eu disse dando um tapa de leve na minha testa.
O presente da minha mãe era super normal... Apenas uma armadura de guerreira da dimensão do meu pai.
– Acho que é para eu usar amanhã... Mas como ela sabia? — Eu disse encontrando um motivo pelo presente.
Eu guardei ela novamente na caixa e coloquei na minha estante.
– Agora o do papai. Que seja algo normal, algo normal... — Eu torcia de dedos cruzados enquanto andava em direção ao embrulho.
Eu abri ofegante para ver o que era.
– Ah eu não acredito! — Eu disse quase escorregando por conta do gelo.
Eu retirei o presente da caixa e fiquei olhando ele.
– Um escudo... E uma espada... Isso é sério pessoal?! — Eu perguntei para eles, mesmo sabendo que não ouviriam.
A espada não era leve, mas também não era pesada. Se encaixava perfeitamente em minhas mãos e o escudo era leve, mas parecia forte como titânio.
– Eu acho que vou experimentar tudo para ver como fica... — Eu disse a mim mesma.
Eu entrei no banheiro e vesti a armadura.
– Brrrrrr... — Eu rangi, ela era muito gelada.
Ela era toda de bronze, trabalhada em detalhes no busto , nas costas e nas caneleiras.
Era uma armadura que não cobria todo o corpo, eu quase me senti envergonhada quando vesti ela.
– Ela meio que parece uma roupa íntima com uns véus colados nas pontas, caneleiras e braceletes... — Eu disse me olhando no meu espelho maior.
Andei até a minha cama e peguei minha espada e o meu escudo.
Fiquei segurando eles e me imaginando amanhã.
– Essa armadura nem parece para alguém com poder de gelo... Parece mais para alguém com poderes de fogo... — Eu disse me olhando.
"Nem pense nisso moçinha!"
Elda falou irritada.
"Decidiu ouvir minhas conversas agora?! Fica quieta!"
Eu disse espantando-a de meus pensamentos.
Eu estava na frente da janela quando vi que Pether me observava.
Eu olhei e fiquei envergonhada. Não conseguia me mexer.
Ele mandou um aceno de mão e depois pegou um caderno e escreveu algo para mim.
"Oi! Está armadura é para amanhã?"
Eu sai correndo para procurar um caderno e uma caneta.
"Sim, sim! Mas é meio constrangente..."
Eu escrevi o respondendo.
"Eu tenho que ir dormir amanhã a gente se fala!"
Ele escreveu.
Logo que li suspirei e mandei um aceno indicando finalidade a nossa conversa curta.
Eu fechei as cortinas e me sentei na minha cama.
– O presente de Leight... — Eu disse supirando antes de abrir o embrulho.
Eu pensei em tudo de bom que poderia ser, mas logo minhas esperanças se foram.
– MAS QUE MERDA QUE É ESSA?! — Eu gritei assim que olhei aquele "presente".
Eu peguei ele embrulhei novamente e sai correndo do meu quarto e fui até o quarto de Leight.
Bati na porta calmamente e assim ouvi a resposta.
– Pode entrar quem quer que seja! — Ele dizia e eu ouvia barulhos de video game ao fundo.
– QUE COISA LEIGHT! VÊ SE ME DÁ UM PRESENTE MELHOR ANO QUE VEM! ISSO AQUI É... NOJENTO E INÚTIL! — Eu disse gritando enquanto entrava furiosa no seu quarto.
– Nossa, pensei que você ia gostar... — Ele disse com um olhar e sorriso maliciosos, mas ainda sim, sem tirar os olhos da televisão.
– Eu não gostei! Nada! — Eu disse baixando meu som ao ver sua calma.
Eu joguei o presente no seu colo e virei as costas.
Eu ia sair pela porta, mas ela se fechou. Quando eu me virei Leight já estava perto de mim. Prensando nossos corpos contra a parede.
– Para! Sai daqui... — Eu disse tentando me soltar dele.
Eu não conseguia usar meus poderes porque ele segurava meus braços e pernas com o seu corpo.
– Calma... Vem me dizer que você vestiu a sua armadura e trouxe o seu presente aqui só para brigar comigo?! — Ele disse passando a ponta do nariz em meu pescoço.
Eu sentia sua repiração bater no meu pesçoco e isso me causava arrepios.
– Mas já esta arrepiada? — Ele falou irônico.
– Me solta Leight! Agora! Eu vou gritar! Papai e mamãe vão me ouvir! — Eu disse tentando me debater.
– Você acha que eu estaria fazendo isso se sua mãe e seu pai estivessem aqui? — Ele disse com ainda mais irônia.
– Onde ele foram?! — Eu peguntei tentando me acalmar.
–Sairam... Provavelmente foram fazer o mesmo que a gente vai fazer... — Ele disse rindo malicioso.
– Não Leight! — Eu estava ficando desesperada.
– Por que não maninha? — Ele perguntou.
– O acordo... O acordo... — Eu tentei dar uma desculpa.
– Eu soube que você já quebrou um terço do acordo com aquele menino... Então que mal tem quebrar mais um terço comigo? — Ele começou a beijar o meu pescoço delicadamente.
– O seu terço vai ser maior... São 10 minutos... Ela pode destruir a Terra... — Eu disse perdendo o folêgo de tanto me debater.
– Vai valer a pena... — Ele disse subindo os beijos.
Ele soltou as minhas mãos e colocou as suas em minha cintura nua, graças a armadura.
Eu acho que ele estava louco, pediu para ser congelado naquele momento.
Eu levantei as duas mãos por suas costas e fiz movimentos para que ele ficasse congelado por pelo menos 2 dias.
Nada aconteceu.
Meus olhos se arregalaram e eu começei a suar frio.
"Não adianta tentar usar seus poderes quando esta sentindo prazer!"
Elda disse-me rindo maléficamente logo depois.
"Eu não estou sentindo prazer..."
Eu não consegui terminar de falar.
Eu realmente estava gostando da situação.
Leight começou a cariciar minha cintura e a morder meu lóbulo da orelha.
Minhas mãos, involuntárimente agarraram suas costas e a arranharam.
– Eu sabia... — Ele cochichou no meu ouvido e depois sorriu.
Notas finais
aaaaaaaaaaaaaaaa todas morrem
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