Eu abri meus olhos lentamente e observei o lugar onde estava.

– Esta cabana de novo?! — Eu me perguntei assustada.

Eu me levantei e peguei minha espada e escudo que já sabia onde estavam.

Eu ouvi passos e me lembrei de que Abey entraria ali a qualquer instante.

Eu me levantei, ainda cambaleando e peguei meu escudo.

Me joguei no chão e o coloquei na minha frente. Estava exausta e com fome.

– Boa noite querida. — Abey disse entrando com uma bandeja.

– Boa noite Abey. — Eu disse sorrindo.

Ela parou de andar e ficou alguns longos segundos parada. Depois disso ela derrubou a bandeja e quando olhei novamente já estava na minha frente me olhando.

– Não esqueça de selar a boca... — Eu disse quase rindo. — E não grite por favor.

Aquilo não era ameaçador, era repetitivo, engraçado.

– Como sabe de tudo isso? — Ela perguntou calma perto do meu ouvido.

– Simples... — Eu disse pegando minha espada que estava ao meu lado.

A finquei no chão e me apoiei nela para levantar.

– Porque eu já vivi isso. — Eu disse sorrindo e olhando nos olhos de Abey.

"Bom by Deals Plugin\">trabalho..." Um som ecoou no quarto da cabana.

Tudo estava parada, Abey e nenhum objeto se movia, apenas eu.

– Você é quem estava me testando? — Eu perguntei olhando para todos os lados possíveis.

" Testando? Você ainda esta em teste." A voz disse novamente e em alguns segundos senti uma brisa passar perto do meu rosto.

Era uma flecha.

O quarto da cabana sumira e uma grande sala branco e gráfica apareceu em vez dela.

Eu fui até a flecha e a examinei, continha veneno em toda ela.

"Veneno de cobra, se encostar... Morre."

Eu me apavorei e comecei a andar pelas bordas da sala para encontrar a saída.

Eu olhei para o teto e vi um buraco enorme.

– É por ali... — Eu disse á mim mesma.

" Isso, se você chegar, ganha. Se não chegar o teste acaba e você morre."

Eu não acreditava naquilo, como me meti nisso?!

Eu corri para o meio da sala e esperei as armadilhas.

Algumas flechas apareceram, mas não perto de mim e sim á 10 metros de mim.

– Qual a sua estratégia? — Eu sussurrei.

Eu corri para perto das flechas e elas pararam de ser atiradas.

– Talvez eu possa usar as flechas de escadas... — Eu falei pensando em desvia-las com o escudo para as paredes e escalá-las depois.

Logo depois do que disse, uma nuvem de flechas veio em minha direção.

– Droga! — Eu gritei, me encolhi e coloquei o escudo na minha frente.

As flechas não acabavam nunca, não sairia dali tão by Deals Plugin\">fácil.

– Antes do teste acabar... — Eu disse.

Eu pensava em alguma lógica para este teste, mas minhas mãos já estavam doloridas de tanto segurar o escudo com força.

Eu soltei o escudo e sai correndo apenas com a espada.

As flechas param e logo alguns vieram em minha direção.

Desviei delas com facilidade, mas logo elas voltaram com a mesma intensidade. Eu desviava de algumas com a espada e com o corpo.

Eu não sabia mais o que fazer, estavam vindo cada vez mais e meu escudo estava muito longe.

Eu me descuidei por alguns segundos e uma flecha passou raspando pelo meu rosto, o cortando de leve.

– Sem desespero... — Eu disse e observei as milhões de flechas no chão. — Sacrificar-se para salvar-se.

Eu disse e ri da inutilidade da pessoa que me testava.

Eu peguei duas flechas. O veneno era ácido e estava corroendo minha pele.

Eu soltei minha espada e pulei até alcançar o buraco e comecei a escalar com as flechas, fincando uma e depois a outra.

Logo eu já estava no topo.

"Se quiser o antídoto, vai ter que vencer Abey primeiro." A voz disse me desafiando.

– Eu não tenho muito tempo. E só tenho duas flechas. — Eu disse respirando pesado.

Já estava difícil respirar, imagine lutar!

Eu mirei e joguei uma das flechas, mas sem resultado.

Abey começou a avançar.

Eu estava ficando desesperada, não conseguia pensar em um ponto fraco dela. Até que...

– Espera... Isso é um teste para mim ou para Abey? Afinal, eu posso ser só mais um peão... — Eu disse sorrindo de lado.

Na hora, Abey arregalou os olhos e começou a tremer e a seu corpo começou a virar um brisa aos poucos.

Eu aproveitei a deixa e corri até a mesa que estava o antídoto enquanto Abey ficava parada.

Eu alcancei o antídoto e o tomei depressa.

Minha visão não melhorou e as dores continuaram.

– Quem disse que esse era o antídoto? Eu sou uma idiota mesmo. — Eu disse a mim mesma.

Eu andei aos poucos até chegar perto de Abey, que já estava composta.

– Eu aceito sua espada. — Eu disse e abri os braços para ela acertar sua espada no meu peito.

– Golpe supremo do ar! — Abey gritou e um selo apareceu em meu redor.

Ela estava fazendo os gestos de olhos fechados. Que bobinha.

Eu sorri e arranquei a espada de suas mãos e cortei seu kimono, fazendo aparecer um frasco com um líquido preto dentro. Eu o tirei e tomei.

assim que o tomei minha visão voltou ao melhor e minhas mãos queimadas e doloridas iam sarando aos poucos. Eu me joguei na grama e fiquei sentada respirando, finalmente.

Meu momento zen se quebrou assim que ouvi palmas solitárias vindas do buraco de onde sai.


Notas finais
Terceira temporada a caminho, mas digamos que pode demorar um pouquinho auhsuahs. Tenho alguns planos em mente!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!