I Dont Need You - 2 Temporada
13 Quem é ele?
Eu abri meus olhos lentamente e observei o lugar onde estava.
– Esta cabana de novo?! — Eu me perguntei assustada.
Eu me levantei e peguei minha espada e escudo que já sabia onde estavam.
Eu ouvi passos e me lembrei de que Abey entraria ali a qualquer instante.
Eu me levantei, ainda cambaleando e peguei meu escudo.
Me joguei no chão e o coloquei na minha frente. Estava exausta e com fome.
– Boa noite querida. — Abey disse entrando com uma bandeja.
– Boa noite Abey. — Eu disse sorrindo.
Ela parou de andar e ficou alguns longos segundos parada. Depois disso ela derrubou a bandeja e quando olhei novamente já estava na minha frente me olhando.
– Não esqueça de selar a boca... — Eu disse quase rindo. — E não grite por favor.
Aquilo não era ameaçador, era repetitivo, engraçado.
– Como sabe de tudo isso? — Ela perguntou calma perto do meu ouvido.
– Simples... — Eu disse pegando minha espada que estava ao meu lado.
A finquei no chão e me apoiei nela para levantar.
– Porque eu já vivi isso. — Eu disse sorrindo e olhando nos olhos de Abey.
"Bom by Deals Plugin\">trabalho..." Um som ecoou no quarto da cabana.
Tudo estava parada, Abey e nenhum objeto se movia, apenas eu.
– Você é quem estava me testando? — Eu perguntei olhando para todos os lados possíveis.
" Testando? Você ainda esta em teste." A voz disse novamente e em alguns segundos senti uma brisa passar perto do meu rosto.
Era uma flecha.
O quarto da cabana sumira e uma grande sala branco e gráfica apareceu em vez dela.
Eu fui até a flecha e a examinei, continha veneno em toda ela.
"Veneno de cobra, se encostar... Morre."
Eu me apavorei e comecei a andar pelas bordas da sala para encontrar a saída.
Eu olhei para o teto e vi um buraco enorme.
– É por ali... — Eu disse á mim mesma.
" Isso, se você chegar, ganha. Se não chegar o teste acaba e você morre."
Eu não acreditava naquilo, como me meti nisso?!
Eu corri para o meio da sala e esperei as armadilhas.
Algumas flechas apareceram, mas não perto de mim e sim á 10 metros de mim.
– Qual a sua estratégia? — Eu sussurrei.
Eu corri para perto das flechas e elas pararam de ser atiradas.
– Talvez eu possa usar as flechas de escadas... — Eu falei pensando em desvia-las com o escudo para as paredes e escalá-las depois.
Logo depois do que disse, uma nuvem de flechas veio em minha direção.
– Droga! — Eu gritei, me encolhi e coloquei o escudo na minha frente.
As flechas não acabavam nunca, não sairia dali tão by Deals Plugin\">fácil.
– Antes do teste acabar... — Eu disse.
Eu pensava em alguma lógica para este teste, mas minhas mãos já estavam doloridas de tanto segurar o escudo com força.
Eu soltei o escudo e sai correndo apenas com a espada.
As flechas param e logo alguns vieram em minha direção.
Desviei delas com facilidade, mas logo elas voltaram com a mesma intensidade. Eu desviava de algumas com a espada e com o corpo.
Eu não sabia mais o que fazer, estavam vindo cada vez mais e meu escudo estava muito longe.
Eu me descuidei por alguns segundos e uma flecha passou raspando pelo meu rosto, o cortando de leve.
– Sem desespero... — Eu disse e observei as milhões de flechas no chão. — Sacrificar-se para salvar-se.
Eu disse e ri da inutilidade da pessoa que me testava.
Eu peguei duas flechas. O veneno era ácido e estava corroendo minha pele.
Eu soltei minha espada e pulei até alcançar o buraco e comecei a escalar com as flechas, fincando uma e depois a outra.
Logo eu já estava no topo.
"Se quiser o antídoto, vai ter que vencer Abey primeiro." A voz disse me desafiando.
– Eu não tenho muito tempo. E só tenho duas flechas. — Eu disse respirando pesado.
Já estava difícil respirar, imagine lutar!
Eu mirei e joguei uma das flechas, mas sem resultado.
Abey começou a avançar.
Eu estava ficando desesperada, não conseguia pensar em um ponto fraco dela. Até que...
– Espera... Isso é um teste para mim ou para Abey? Afinal, eu posso ser só mais um peão... — Eu disse sorrindo de lado.
Na hora, Abey arregalou os olhos e começou a tremer e a seu corpo começou a virar um brisa aos poucos.
Eu aproveitei a deixa e corri até a mesa que estava o antídoto enquanto Abey ficava parada.
Eu alcancei o antídoto e o tomei depressa.
Minha visão não melhorou e as dores continuaram.
– Quem disse que esse era o antídoto? Eu sou uma idiota mesmo. — Eu disse a mim mesma.
Eu andei aos poucos até chegar perto de Abey, que já estava composta.
– Eu aceito sua espada. — Eu disse e abri os braços para ela acertar sua espada no meu peito.
– Golpe supremo do ar! — Abey gritou e um selo apareceu em meu redor.
Ela estava fazendo os gestos de olhos fechados. Que bobinha.
Eu sorri e arranquei a espada de suas mãos e cortei seu kimono, fazendo aparecer um frasco com um líquido preto dentro. Eu o tirei e tomei.
assim que o tomei minha visão voltou ao melhor e minhas mãos queimadas e doloridas iam sarando aos poucos. Eu me joguei na grama e fiquei sentada respirando, finalmente.
Meu momento zen se quebrou assim que ouvi palmas solitárias vindas do buraco de onde sai.
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