I Dont Need You - 2 Temporada
2 Elementar Ar Se Revela!
A Alemanha sempre me fez pensar que seu local e seus habitantes seriam mais avançados socialmente e ecônomicamente.
Mas conforme eu andava pela vila adentro, percebia, que talvez, aquela vila fosse muito afastada das regiões mais avançadas do país.
Conforme explorava com os olhos o que os moradores faziam, percebi diversas coisas.
Vários pinheiros ao redor da vila, neve em suas folhas e esta também cobria o chão por inteiro. As casas tinham um estilo rústico indescritível. As mulheres usavam vestidos longos e bandanas nas cabeças. Os homens, quase não se via eles fora de suas casas ou comércios.]
Por fim, depois de toda esta observação, me concentrei em outra coisa.
Aos poucos consegui ouvir uma criança chorar e alguém tentando acalmá-la.
Eu fiquei em frente á porta da casa, velha e destruída, e bati na porta de onde vinha o som.
"Ninguém atendeu Fire..."
Eu avisei Fire.
"Eu prefiro que não entre..."
Fire me alertou com voz de sono.
Eu abri a porta lentamente e observei o ambiente escuro em que se mantinha a casa.
- Tem alguém aqui? — Eu perguntei.
- Por favor, iremos pagar o aluguel amanhã, eu consigo o dinheiro! — Uma voz feminina e trêmula veio de trás de uma mesa.
- Tudo bem... Eu não vou-lhe cobrar nada... — Eu disse chegando mais perto.
Eu olhei para trás da mesa, havia uma mulher, abraçada com duas crianças. O estado deles era horrível, estavam sujos e magros.
Eu andei pela casa á procura de uma lareira. Assim, eu achei um buraco na parede, nada muito planejado, mas serviria.
Levantei a minha mão e com um dos dedos fiz parecer uma chama nele e joguei nas poucas madeiras que haviam ali.
"Você não deveria demonstrar tão facilmente que é especial!"
Fire gritou comigo.
"Calma!Você não viu a situação deles?!"
Eu respondi.
Depois de acender a lareira uma das crianças correu até á frente dela e levou o bebê junto e ficaram aproveitando o calor.
- Não quer se sentar também? — Eu perguntei para a mulher.
- Não obrigada... — Ela disse séria.
- Vem mamãe! Está quentinho! — A criança maior dizia feliz.
- Ma- m-mãe! — A bebê falou á sua mãe sorrindo.
- Você falou mamãe! — A mulher disse e se levantou e foi até o bebê e o abraçou e continuou sorrindo.
- Eu volto logo. — Eu disse sorrindo e ia sair pela casa.
- Aonde você vai? — A mulher perguntou confusa.
- Pegar algo para comermos. — Eu disse sorrindo e sai da casa.
Fui até a floresta novamente e tentei ouvir algum barulho de animal ou algo do tipo.
Eu deveria me concentrar seria o meu alimento e o da mulher e sua família.
Depois de alguns minutos, ouvi barulhos de folhas secas se quebrando.
Andei devagar até o local.
Havia um veado bebendo água de uma pequena poça de neve derretida.
Eu me ajeitei para não fazer barulho.
Abri a palma da minha mão o máximo possível e uma bola de fogo se formou nela.
Mirei no veado e joguei.
"O que está fazendo?! E se queimar a floresta?!"
"Calma... Depois eu congelo."
O veado já estava assado e pronto para ser servido. Eu congelei as áreas que chamuscavam e fui andando até a casa.
As pessoas olhavam o meu alimento como se eu estivesse carregando ouro.
Cheguei na frente da casa e gritei.
- Voltei! — E em seguida empurrei a porta entre aberta.
A lareira estava apagada. Eu estalei meus dedos e uma pequena chama apareceu em meu dedo.
Assim que vi a casa, derrubei o veado e entrei na nela.
O chão coberto de sangue, as crianças mortas junto a sua mãe, também morta.
Meus olhos estavam arregalados, quem seria um ser com tão pouca falta de misericórdia para duas matar crianças e uma mãe indefesa?!
Eu dei mais uma olhada na casa, havia uma figura em pé perto aos corpos.
Suas roupas cheias de sangue e uma sorriso enorme, que quase rasgava suas bochechas.
- Olá Sabina! — Ela disse com um tom assustador.
- Você é... — Eu tentei dizer algo.
- Sim sou eu! Por que você não me ajudou? — Ela perguntou ainda sorrindo.
- Qual o seu problema?! — Eu gritei.
- O problema é que você não me ajudou. — Ela disse sorrindo e estendendo a mão.
Assim que ela estendeu a mão um pequeno moinho de vento se formou ali.
- Você tem um elementar?! — Eu disse ainda mais assustada.
"Fire, elementar do ar! O que você sabe sobre este?"
Eu falei desesperada.
"Eu não sei de nada, ela era a elementar mais fechada, nunca conversou conosco..."
"Droga... E agora?!"
"Eu falei para tomar cuidado e tome mais cuidado ainda porque ela sabe quais elementos você domina..."
- Conversando com o seu elementar? — Ela perguntou chegando perto de mim.
- Quantos elementares você tem? — Eu perguntei andando devagar para trás.
- Como assim quantos elementares eu tenho?! Uma criança especial só pode ter um por vez! — Ela disse rindo da minha "estupidez" em seu ponto de vista.
- Ahn... — Eu disse tentando disfarçar.
"Fire, em que nível de força a elementar ar está?"
Eu perguntei.
"Ela é a quarta. Mas ela..."
Fire falou, mas eu não deixei ele terminar.
"Quarta?! Essa vai ser fácil!"
Eu falei convencida.
- Você deveria deixar menos óbvio que está conversando com seu elemento... — A menina disse.
- E desde quando você sabe que eu tenho um elemento? — Eu falei.
"Se você pensar que foi a armadura, eu te garanto que não foi. Por que eu te camuflei para que ninguém te olhasse estranho."
"Ata... Obrigada, fui desligada nesta parte."
- Foi fácil... Você fica muito tempo pensando. E faz força para conversar com o seu elemento. Sabe onde estão aqueles meninos que estavam me perseguindo? — Ela perguntou aumentando seu sorriso, não sabia que isso era possível.
Ela deu um passo para o lado e atrás dela havia um montinho com quatro meninos mortos. Um em cima do outro, como se fossem lixo.
- Você não merece esse elemento! — Eu disse com raiva ao ver aquela cena.
- Diga issto á ele. — Ela disse rindo.
Eu estava me preparando para atacar e ouvi Fire falar algo.
"Não! Ainda não é o momento certo!"
"Fire... Nunca é o momento certo para você..."
Eu falei rindo e me preparei para atacar. A menina continuava parada, como se nada tivesse mudado.
"Para vencer ela vai ter que usar o gelo..."
"Eu não preciso, eu tenho você."
"Use o gelo, agora! Agora! Vai perder ela!"
Fire gritava, mas com os gritos dele não conseguia me concentrar.
Minha cabeça começou a gelar e minhas mãos estavam queimando.
Eu me ajoelhei e olhei em direção á minha oponente.
- Você ainda não tem experiencia... — Ela disse. Parecia Leight.
Em apenas cinco segundos ela virou ar e um vento uivante passou por mim e depois pela porta.
Eu fiquei apenas observando o local, as pessoas mortas...
"Fire..."
Eu falei tentando não chorar.
"Sim..."
"Eu vou levá-los para a floresta..."
Ele não respondeu nada.
Eu só encostei em um por um e me teletransportei para o mesmo local e depois voltava para buscar os outros.
Depois disso, enterrei todos e cobri com flores, para que possam ver que ali existem corpos e que alguém, algum dia, se importou com eles.
"Me desculpe..."
Fire se desculpou.
"Tudo bem, você não sabia que faria aquilo comigo e eu precisava ter atacado ela mais rapidamente."
"Por que você pensou em café a luta inteira?"
"Café? Eu não me lembro disso..."
"O tempo que a gente veio para casa, desde que você viu a menina, desejava café. Eu ouvia a palavra café e isso estava te confundindo, talvez fosse um desejo profundo, que nem você mesma percebeu."
"E isso pode acontecer? Eu desejar algo sem perceber?"
"Acontece sempre, com todo mundo!"
"Então para onde acha que ela foi?"
"Eu queria te dizer algo, mas você não prestou atenção. Um dos poderes especiais do elementar do ar é ler mentes. Por isso você perderia facilmente com o pouco de experiencia que você tem. E o outro é que o ser vivo em que ela ocupa, pode se dissolver em ar."
"Mas isso é incrível! Todos os elementares tem isso?"
"Sim, mas o ser em que o elementar ocupa tem de ser evoluido. Provavelmente a elementar do ar pegou uma pessoa treinada antes de ocupar esta menina inocente. Sempre se lembre disso: a pessoa que é ocupada pelo elementar esta desacordada, então tudo que está acontecendo é culpa do elementar. E você é uma exceção."
"Interessante..."
"E mais uma coisa que eu sei sobre a elementar ar, ela tem ótimas estratégias."
"Mas se ela tem tantos poderes e coisas especiais assim, como pode ser a quarta mais poderosa? A última!"
"Ela é super inteligente, poderia ser a primeira, mas só tem um problema... Ela não funciona sob pressão, ou treinamentos na frente de outros."
"Então, você também tem poderes especiais?"
"Tenho, mas não gosto de usar eles. Na verdade, odeio ser o elementar do fogo. Tudo tem haver com inferno! Chamas do Inferno, Lava Do Inferno e Petrificação do Inferno! Eu só gosto do meu poder de cura e é só este que eu uso!"
"Hum... Mas você quer me responder agora? Onde você acha que ela foi?"
"Eu acho que tenho uma idéia de onde..."
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