I Dont Love You.
5 Surpresa e Tristeza.
Notas iniciais
P.O.V DANIEL
Passei o resto da noite e da manhã seguinte me sentindo terrivelmente culpado por ter tratado a julie daquela maneira, não a havia visto sair do seu quarto desde que se trancou ali mais cedo. Só me reconfortava pensando que era muito melhor que ela me odiasse, assim seria muito mais fácil esquece-la.
Depois de uma bem merecida bronca de Martin e Felix, comecei a tocar guitarra, essa melodia triste que sempre toco quando estou deprimido. Estava sozinho na edícula quando de repente vejo pelo canto do olho uma sombra que passa junto a janela. Me estremeço.
-Com certeza foi um gato- Penso em voz alta, tentando me acalmar- Não tém como ter sido...
-Não ter como ter sido quem?- Me interrompe. Era ele mesmo: Demétrius em pessoa. O olhei, confuso- Surpreso em me ver Daniel?- Esse olhar e sorriso malicioso só podiam significar algo, ele não veio em paz.
-Na verdade sim, me surpreende...pensava que tínhamos um acordo.....o que faz aqui?
-Tínhamos, do verbo já não temos
-Sabe bem que não pode fazer nada contra nós, a menos que queira ser humilhado e preso.
-Reconhece isso?- ele me mostrou sua mão e olhei horrorizado o que havia nela. Era aquela foto assinada por ele, a única evidencia que tínhamos para culpa-lo.
-Onde conseguiu isso?
-Isso é o de menos. o que importa é que vocês não tem nada a seu favor....e eu......eu tenho tudo- seu sorriso se transformou numa expressão mais seria- tém exatamente uma semana para saírem desta casa para sempre ou eu os tirarei daqui a força, e nunca nas suas vidas, ou melhor dizendo , em suas mortes vão querer ver a minha cara- dito isso, desapareceu.
Meu corpo perdeu as forças, cai sentado sobre o sofá e escondi meu rosto com as mãos, sentindo-me completamente encurralado.
Que vou fazer agora? Tenho que avisar os rapazes... E Julie... Isso vai partir seu coração. Não, não posso falar isso a ela, tenho que achar uma maneira de evitar que Demétrius nos capture. Se já consegui uma vez, posso conseguir de novo.
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P.O.V JULIE
“Já estou a caminho”, fico atônita ao escutar estas palavras.....eu dormi por quanto tempo? já é de tarde?
-Amor, ainda esta aí?
-Sim, estou
-Disse que estou a caminho
-Sim, escutei....não podemos....não sei.....adiar?
-De jeito nenhum! você prometeu que eu os veria hoje, senão cumprir eu vou morrer de curiosidade. já estou saindo da minha casa. beijo, thau-desligou
Não pode ser isso é um pesadelo. Nem se quer tenho tempo de me preparar para a guerra mundial que vai acontecer na minha casa. Só de pensar em como o Daniel vai reagir me dá vontade de desaparecer.
-Amiga, tá tudo bem? você parece um pouco pálida.- Diz Bia, eu nem percebi quando ela entrou.
-Estou bem, é que eu não comi nada desde a noite-isso também é verdade.
-Já vou te trazer algo pra comer, mas agora me diz a verdade: o que te preocupa? — suspirei, não podia esconder nada dela.
-O Nicolas acabou de ligar, disse que esta a caminho, o que eu faço?
-Em primeiro lugar você deveria ter dito ao Nicolas que a banda não esta pronta pra ser vista, mas você não pode voltar no tempo então vai ter que enfrenta-lo.
- Mas, você não escutou o Daniel? se o Nicolas vier é o fim da banda.- senti meus olhos se encherem de lagrimas outra vez.
-Não vai ser o fim, você vai ver. eles vão ter que se comportar como homens e aceitar a realidade
-Mas, eles se comportam mais como meninos do que como homens... -sussurrei, e era verdade, um não parava de brigar por tudo e o outro preferia falar sobre o seu jogo a me escutar.
-Escuta Julie,é isso que você vai fazer....quando o Nicolas chegar você vai falar com ele e explicar que ele não pode vê-los sem mascaras, porque é um segredo profissional ou....sei lá.....invente algo. E também vai falar com Daniel e deixar claro que o Nicolas é seu namorado e pode te visitar quando quiser- Bia tinha razão. a única coisa que eu podia fazer era falar com eles. a abracei.
-Valeu amiga.
A campainha soou. corri pra porta, eu tinha que ganhar tempo.
-Oi Nicolas-tentei disfarçar o nervosismo na voz.
-oi Juh- disse, me dando um beijinho. — eles já estão aqui?
"Eles sempre estão aqui, porque eles vivem aqui" mas, ele nunca vai saber disso.
-Sim.
-Irado! onde eles estão?
-Na edícula...mas, antes de você ir eu tenho que te dizer uma coisa....-não havia terminado a frase quando ele estava a caminho da edícula.....droga, não vou ter tempo de dizer nada-Nicolas espera! É importante — Nem se quer se virou pra me escutar, só continuou caminhando como se não tivesse ouvido nada.
Quando eu quis detê-lo já era tarde demais, ele estava quase entrando. Por sorte os meninos tinham posto seus disfarces... Talvez um deles o tenha visto entrando e avisou aos demais.
Suspirei aliviada.
-Nicolas....- o detive antes que ele pudesse dizer algo- você vai ter que me desculpar, mas você não pode vê-los sem mascaras, pelo menos não hoje.
-Que? a gente fez uma promessa....se vamos começar assim....
-Não- Daniel interrompeu — Esta bem, pode nos ver sem mascaras.
Martin e Felix continuavam olhando fixo pra ele, com certeza estavam pensando o mesmo que eu. Daniel vai tirar a mascara? Para Nicolas? e sem resistir? Não acredito. Em seguida ele tirou a mascara de ovelha, como havia dito, e eu só pude ver a cena em câmera lenta, o rosto inexpressivo de Daniel e a cara aterrorizada de Nicolas.
-Ele é....ele é...
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