I Dont Love You.
14 Quase perfeito.
Notas iniciais
P.O.V DANIEL
Parou na entrada da casa, olhando fixamente a porta.
–O que foi?
–Deixei as chaves dentro. Você pode abrir para mim por favor? — Ela me olhou com uma cara de cachorrinho perdido. Como poderia dizer não?
Atravessei a porta, por sorte as chaves estavam sobre a mesa.
–Tem as chaves?
Eu não respondi, simplesmente comecei a enfiar a chave na fechadura, mas quando eu estava prestes a girar a maçaneta, uma idéia maluca passou pela minha cabeça.
–PEGOU AS CHAVES? — Ela repetiu.
–As peguei sim!
– Não vai me abrir?
–Vou, com apenas uma condição
–Daniel, por favor, está muito frio por aqui, pare de brincar e me abre!
– Diga que me ama.
– QUE?
–Você me ouviu!
–Você ficou louco?! Me deixa entrar, agora!
–Tudo depende de você
–Como eu odeio você!
–Hm ... ok ... Até amanhã...
– Não! espere! E-eu... eu t-te... te a-a... te am-! não, não posso!
Fiquei triste ao ouvir isso, talvez esta noite foi apenas uma ilusão e os beijos foram nada além de beijos amigáveis. Mas ... se não fosse? Julie é tão teimosa quanto eu, ela não vai ceder tão facilmente.
Virei a maçaneta e abri a porta, só para descobrir ela olhando para o chão, vermelha como um tomate, adoro a fazer corar de aquele jeito, é tão linda. É definitivamente vale a pena lutar por alguém assim, e é isso que vou fazer.
sem aviso prévio, a segurei em meus braços e a carreguei. A verdade é que é inesperadamente leve. Ela soltou um gemido de surpresa.
–O que você está fazendo?
– Vou levar você para o seu quarto, senhorita.
– Me coloca no chão!
– Quando chegar ao seu quarto.- Ela suspirou, resignada.
segundos depois, chegamos lá e eu a coloquei lenta e suavemente em sua cama. Sentei- me ao bordo de sua cama, bem perto dela. Pude ver que suas bochechas ainda estavam rosa, mas olhava para mim com uma cara de incredulidade.
–Hey — Eu disse — eu poderia ser um cavalheiro se eu tentasse ...- ao que ela sorriu fraco. Minha mão se moveu quase instintivamente para para tocar seu rosto, o qual acariciei com ternura. "Se eu pudesse lhe roubar outro beijo", pensei.
– Julie ... você acha que se ... você acha que se eu estivesse vivo, teria uma chance com você? — desta vez eu estava totalmente sério.
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P.O.V JULIE
Não da para acreditar! Era evidente que ele achava que eu não sentia nada por ele. Não é possível, esta noite eu tentei tanto mostrar o contrário. Tinha sido muito óbvia, né?
E lá estava ele, morrendo de ansiedade, parecia uma criança esperando a resposta de sua mãe depois de pedir-lhe o seu doce favorito. Era adorável, quase soltei uma risada.
– Esquece! — Ele disse imediatamente, retirando a mão do meu rosto — Acho que nenhuma resposta vai me deixar satisfeito.
– Eu não entendo — Encolhi os ombros — Não entendo por que motivo você quereria saber, se você me odeia — me fiz de boba.
– QUE?
–Sim.. você sempre me diz isso. Se pelo menos você me dissesse exatamente o que você odeia em mim, então poderia tentar corrigi-lo, tá bom?- Detesto admitir, mas sou uma atriz excelente.
– Bem... odeio ... sua ... sua ...
–Meu o quê?
– Ah! ... por exemplo ... eu odeio ... já sei! Eu odeio essas músicas ridículas que você escreveu para o seu namorado idiota. Honestamente, são terríveis, você chama isso de música?
–É só isso?
– Principalmente ... — E isso é tudo que eu precisava saber.
– Você não precisa estar vivo.
– O quê?
– Você não precisa estar vivo para ter uma chance. — Ele pareceu não entender, porque uma de suas sobrancelhas estava levantada, e seu olhar era inquisitivo. Talvez eu deveria ser um pouco mais direta. Respirei fundo, pronta para deixar sair um dos meus maiores segredos. — O que quero dizer é, não importa o que você é, porque eu te-
– Eu sei — ele interrompeu — eu também
ah ... ele nem sequer disse as palavras mágicas e eu já estava pirando. Seus olhos me olharam com todo o desejo do mundo, e sua boca curvou em um sorriso de forma que o fazia parecer como um ... gatinho. Era contagiante, também sorri tímida.
–Sua boba... não precisa chorar — não tinha notado que um par de lágrimas traiçoeiras saíram dos meus olhos.
–Cala a boca — Acabei com a distância entre nós. Levei meus braços debaixo de os seus e segurei seus ombros. Mergulhei em um beijo profundo, nossas bocas misturadas em uma dança de sensações. Um sentimento estranho, mas agradável desceu pela minha garganta e chegou a minha barriga, e se tornou mais intenso a cada movimento de sua língua dentro da minha boca.
Minhas mãos começaram a percorrer a camisa dele, sentindo o contorno de sua pele fantasmagórica, enquanto a sua gozava acariciando minha coxa, chegando a uma zona perigosa.
– Julie... Julie...- sussurrou meu nome entre beijou. Seus lábios estavam agora no meu pescoço, descendo lentamente até a minha clavícula, eu fazia carinhos em seus cachos ritmicamente. Levou uma mão debaixo da minha camisa, mas quando ele estava prestes a pegar um dos meus seios, parou de repente.
–O que foi?
–Se eu continuar assim, não vou ser capaz de parar.
– Daniel... não faz mal... quero que isso aconteça.
–Julie, você tem apenas 15 anos, eu sou um fantasma, você tem namorado, preciso de mais motivos?
–Desde quando você se importa que eu tenha namorado?
– Isso não importa! ... acredite, ninguém quer que isso aconteça mais do que eu ... mas não assim ... não agora.
Ele estava certo, o que diabos estava pensando? Eu era apenas uma criança, e meu pai estava em casa. Não era momento nem lugar para fazer amor.
– Tudo bem... mas pelo menos ... fica aqui comigo esta noite.
Ele balançou a cabeça, e me deu um último beijo, desta vez na testa. Deitou ao meu lado e fechou os olhos, me senti tão bem de tê-lo ali tão perto de mim, tudo era perfeito, até que uma voz muito familiar perturbou o silêncio ... uma voz que me aterrorizou e gelou os ossos.
– Estão os dois pombinhos dormindo bem?
Notas finais
O que você achou do capítulo? de quem é a voz misteriosa?
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